Publicidade

MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

paralelismo

Blog MAR Jangadeiro inicia série Competência 1: Gramática Aplicada ao Texto Jornalístico 2018

Por Orlando Nunes em Sintaxe

22 de Janeiro de 2018

Manual de Apoio à Redação – MAR Jangadeiro

Paralelismo sintático

“A capacidade de autocontrole emocional em um indivíduo submetido a tão precárias condições de sobrevivência talvez esteja mais relacionada à loteria genética do que a esforços pessoais.”

Competência 1 – Gramática Aplicada ao Texto Jornalístico

Análise da estrutura “…mais relacionada à loteria genética do que a esforços pessoais”.

 

– Termo regente: “relacionada”.

Termos regidos: (1) “à loteria genética” e (2) “a esforços pessoais”.

 

Observe que, em (1), temos a fusão da preposição A com o artigo A, resultando em À (crase). Entretanto, em (2), segundo termo regido, há somente a preposição A, falta o artigo (“os”, no caso) para a promoção do paralelismo sintático da estrutura (à / aos).

Copidesque

“A capacidade de autocontrole emocional em um indivíduo submetido a tão precárias condições de sobrevivência talvez esteja mais relacionada à loteria genética do que aos esforços pessoais.”

 

E o resto é MAR.

marjangadeiro@gmail.com

Publicidade

Paralelismo: na grama e na gramática

Por Orlando Nunes em Gramática

08 de julho de 2012

O assunto hoje é paralelismo, uma convenção da língua escrita culta cuja proposta é apresentar ideias similares por meio de uma estrutura gramatical semelhante.

Vou buscar inspiração no meu Fortaleza Esporte Clube, que amarelou diante do Luverdense (será que novamente formamos um time de série B para jogar na C?).

Erro de paralelismo é erro de sintonia. Em bom (?) português, paralelismo é pôr cada macaco no seu galho. Macaco A na A, macaco B na B, macaco C na C.

Na C, mais força e menos técnica; na B, mais técnica e menos força; na A mais tudo. Mas vamos deixar a grama para entrar na gramática, ora bolas!

Erros de paralelismo

“O treinador mandou o jogador fechar o meio de campo e que iniciasse os contra-ataques da equipe.”

E aí, navegador do MAR Jangadeiro, percebeu a falta de sintonia entre as orações do período acima? Vamos analisar a jogada em câmera lenta.

O período é formado por três orações, a principal e duas subordinadas substantivas (coordenadas entre si pela conjunção coordenativa aditiva “e”).

Principal: O treinador mandou

Subordinada 1: o jogador fechar o meio de campo

Subordinada 2: que iniciasse os contra-ataques da equipe.

A falta de paralelismo está na estrutura das orações substantivas, uma reduzida (iniciada por verbo numa forma nominal, infinitivo no caso) e outra desenvolvida (iniciada por conjunção, no exemplo a subordinativa integrante “que”).

A simetria ou sintonia (paralelismo) pode ser estabelecida

1) reduzindo a segunda oração subordinada:

“O treinador mandou o jogador fechar o meio de campo e iniciar os contra-ataques da equipe.”

ou

2) desenvolvendo a primeira oração subordinada:

“O treinador mandou que o jogador fechasse o meio de campo e (que) iniciasse os contra-ataques da equipe.” Nesse caso não é necessário repetir a conjunção “que”.

É isso.

Na gramática, a sintonia vem assim. Na grama, agora, só vencendo o Papão da Curuzu. Sou um otimista, até a última rodada – do campeonato ou do chope. Até a próxima.

Um abraço.

Publicidade

Paralelismo: na grama e na gramática

Por Orlando Nunes em Gramática

08 de julho de 2012

O assunto hoje é paralelismo, uma convenção da língua escrita culta cuja proposta é apresentar ideias similares por meio de uma estrutura gramatical semelhante.

Vou buscar inspiração no meu Fortaleza Esporte Clube, que amarelou diante do Luverdense (será que novamente formamos um time de série B para jogar na C?).

Erro de paralelismo é erro de sintonia. Em bom (?) português, paralelismo é pôr cada macaco no seu galho. Macaco A na A, macaco B na B, macaco C na C.

Na C, mais força e menos técnica; na B, mais técnica e menos força; na A mais tudo. Mas vamos deixar a grama para entrar na gramática, ora bolas!

Erros de paralelismo

“O treinador mandou o jogador fechar o meio de campo e que iniciasse os contra-ataques da equipe.”

E aí, navegador do MAR Jangadeiro, percebeu a falta de sintonia entre as orações do período acima? Vamos analisar a jogada em câmera lenta.

O período é formado por três orações, a principal e duas subordinadas substantivas (coordenadas entre si pela conjunção coordenativa aditiva “e”).

Principal: O treinador mandou

Subordinada 1: o jogador fechar o meio de campo

Subordinada 2: que iniciasse os contra-ataques da equipe.

A falta de paralelismo está na estrutura das orações substantivas, uma reduzida (iniciada por verbo numa forma nominal, infinitivo no caso) e outra desenvolvida (iniciada por conjunção, no exemplo a subordinativa integrante “que”).

A simetria ou sintonia (paralelismo) pode ser estabelecida

1) reduzindo a segunda oração subordinada:

“O treinador mandou o jogador fechar o meio de campo e iniciar os contra-ataques da equipe.”

ou

2) desenvolvendo a primeira oração subordinada:

“O treinador mandou que o jogador fechasse o meio de campo e (que) iniciasse os contra-ataques da equipe.” Nesse caso não é necessário repetir a conjunção “que”.

É isso.

Na gramática, a sintonia vem assim. Na grama, agora, só vencendo o Papão da Curuzu. Sou um otimista, até a última rodada – do campeonato ou do chope. Até a próxima.

Um abraço.