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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

Páscoa

Português na Páscoa, Pô?!

Por Orlando Nunes em Teste simulado

19 de Abril de 2014

Português na Páscoa é programa de índio. Viva o 19 de abril! Esta questão é só pra CDF (concurseiros de Fortaleza). Aqui ninguém para nem toma chocolate. Feliz Páscoa.

Mata esta:

De acordo com a norma culta da língua portuguesa, em diversas locuções a preposição A pode ser substituída por outra, sem incorreção gramatical ou prejuízo semântico para o enunciado. Analise as frases abaixo e marque a alternativa que julgar correta.

 

1-        Todos, à/com exceção de você, vieram assistir ao espetáculo no José de Alencar.

2-        A/Em meu ver, essa discussão de bastidores não contribuirá em nada.

3-        A/Com muito custo, foi convencido a votar segundo a orientação do seu partido.

4-        Havia um café em frente à/da praça, e o grupo se reunia lá todos os sábados.

5-        Na dúvida, dizem, o árbitro da partida sempre apita a/em favor do time da casa.

 

(a)     Há uma alternativa incorreta. Qual? —-.

(b)     Há duas alternativas incorretas. Quais? —- e —-.

(c)      Há três alternativas incorretas. Quais? —-, —- e —-.

(d)     Todas as alternativas estão incorretas.

(e)     Todas as alternativas estão corretas.

 

Gabarito na segunda-feira, outro feriado bom para estudar.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

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Páscoa paroxítona

Por Orlando Nunes em Crônica

10 de Abril de 2012

Terça de estreia pós-Páscoa, três paroxítonas (palavras cuja sílaba forte, tônica, é a penúltima – TER-ça, es-TREI-a, PÁS-coa).

– Alto lá, pecador! Páscoa, paroxítona ou proparoxítona? Eis a questão:

Aqui em terra firme, digamos, juntamos as mãozinhas e rezamos docemente no plano perfeito do nível médio de ensino que Páscoa, tanto quanto coelho ou chocolate, é palavra paroxítona. Em seguida, colocamos a cabeça no travesseiro e dormimos em paz.

Quando, todavia, num belo dia de concerto de cobras, daqui a mais ou menos duzentos anos, estivermos todos em festa lá no céu (lugar também de CDFs – curiosos da fonologia), perceberemos extasiados que o buraco é mais embaixo.

Lá no andar de cima o pau quebra, porque a democracia é plena e todas as opiniões são profundamente analisadas. Então, razão sempre tem o próximo, o próximo a opinar.

Chega uma mente brilhante e diz: “Páscoa é paroxítona. Pás-coa, uma paroxítona terminada em ditongo crescente (semivogal O + vogal A), certo, Magnífico?”.

E o Magnífico responde: “Não é bem assim, Doutor do ABC. Ouvindo mais de perto, escutamos como que uma… uma proparoxítona, Pás-co-a”.

Percebeu o tamanho da encrenca?

O Doutor e o Magnífico tocam uma harpa, trocam duas farpas e concluem, uníssonos: “Deixemos de birra, ou coisa parecida. Vamos ao Supremo de uma vez por todas”.

E o Supremo borrifa água benta: “Os dois têm razão, não amolem. Manda, Mengo!”.

É assim mesmo. Nas alturas o debate é acirrado, rico. O discurso vai do plano ortográfico para o plano fonológico com a admirável leveza de um anjo. Agora, cá entre nós, de carne e osso de segunda ou terceira divisão neste paraíso infernal da Redação, graças a Deus o debate é light, com o perdão da palavra. Pás-coa é paroxítona, claro.

Na planície, o que vale para Páscoa é extensivo a todos os vocábulos com ia(ea), ie, io(eo), ua(oa), ue, uo em posição final e átona. Aqui reinam os ditongos crescentes.

Exemplos (em bold a sílaba tônica):

-bia (adjetivo), mas sa-bi-a (verbo); -rie (substantivo), mas aniversa-ri-e (verbo); sí-tio (substantivo), mas si-ti-o (verbo); -goa (substantivo), mas ma-go-a (verbo), etc.

Por isso os professores de português, pacientes, pregam a palavra: “Acentuar graficamente os vocábulos paroxítonos terminados em ditongo, e Feliz Páscoa”.

P.S.: No céu ou na terra, paroxítona é proparoxítona, não tem perdão.

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Páscoa paroxítona

Por Orlando Nunes em Crônica

10 de Abril de 2012

Terça de estreia pós-Páscoa, três paroxítonas (palavras cuja sílaba forte, tônica, é a penúltima – TER-ça, es-TREI-a, PÁS-coa).

– Alto lá, pecador! Páscoa, paroxítona ou proparoxítona? Eis a questão:

Aqui em terra firme, digamos, juntamos as mãozinhas e rezamos docemente no plano perfeito do nível médio de ensino que Páscoa, tanto quanto coelho ou chocolate, é palavra paroxítona. Em seguida, colocamos a cabeça no travesseiro e dormimos em paz.

Quando, todavia, num belo dia de concerto de cobras, daqui a mais ou menos duzentos anos, estivermos todos em festa lá no céu (lugar também de CDFs – curiosos da fonologia), perceberemos extasiados que o buraco é mais embaixo.

Lá no andar de cima o pau quebra, porque a democracia é plena e todas as opiniões são profundamente analisadas. Então, razão sempre tem o próximo, o próximo a opinar.

Chega uma mente brilhante e diz: “Páscoa é paroxítona. Pás-coa, uma paroxítona terminada em ditongo crescente (semivogal O + vogal A), certo, Magnífico?”.

E o Magnífico responde: “Não é bem assim, Doutor do ABC. Ouvindo mais de perto, escutamos como que uma… uma proparoxítona, Pás-co-a”.

Percebeu o tamanho da encrenca?

O Doutor e o Magnífico tocam uma harpa, trocam duas farpas e concluem, uníssonos: “Deixemos de birra, ou coisa parecida. Vamos ao Supremo de uma vez por todas”.

E o Supremo borrifa água benta: “Os dois têm razão, não amolem. Manda, Mengo!”.

É assim mesmo. Nas alturas o debate é acirrado, rico. O discurso vai do plano ortográfico para o plano fonológico com a admirável leveza de um anjo. Agora, cá entre nós, de carne e osso de segunda ou terceira divisão neste paraíso infernal da Redação, graças a Deus o debate é light, com o perdão da palavra. Pás-coa é paroxítona, claro.

Na planície, o que vale para Páscoa é extensivo a todos os vocábulos com ia(ea), ie, io(eo), ua(oa), ue, uo em posição final e átona. Aqui reinam os ditongos crescentes.

Exemplos (em bold a sílaba tônica):

-bia (adjetivo), mas sa-bi-a (verbo); -rie (substantivo), mas aniversa-ri-e (verbo); sí-tio (substantivo), mas si-ti-o (verbo); -goa (substantivo), mas ma-go-a (verbo), etc.

Por isso os professores de português, pacientes, pregam a palavra: “Acentuar graficamente os vocábulos paroxítonos terminados em ditongo, e Feliz Páscoa”.

P.S.: No céu ou na terra, paroxítona é proparoxítona, não tem perdão.