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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

preposição

Blog MAR Jangadeiro inicia série Competência 1: Gramática Aplicada ao Texto Jornalístico 2018

Por Orlando Nunes em Sintaxe

22 de Janeiro de 2018

Manual de Apoio à Redação – MAR Jangadeiro

Paralelismo sintático

“A capacidade de autocontrole emocional em um indivíduo submetido a tão precárias condições de sobrevivência talvez esteja mais relacionada à loteria genética do que a esforços pessoais.”

Competência 1 – Gramática Aplicada ao Texto Jornalístico

Análise da estrutura “…mais relacionada à loteria genética do que a esforços pessoais”.

 

– Termo regente: “relacionada”.

Termos regidos: (1) “à loteria genética” e (2) “a esforços pessoais”.

 

Observe que, em (1), temos a fusão da preposição A com o artigo A, resultando em À (crase). Entretanto, em (2), segundo termo regido, há somente a preposição A, falta o artigo (“os”, no caso) para a promoção do paralelismo sintático da estrutura (à / aos).

Copidesque

“A capacidade de autocontrole emocional em um indivíduo submetido a tão precárias condições de sobrevivência talvez esteja mais relacionada à loteria genética do que aos esforços pessoais.”

 

E o resto é MAR.

marjangadeiro@gmail.com

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Preposição e artigo antes das horas

Por Orlando Nunes em Ortografia

10 de novembro de 2014

“A prova ocorre de 12h às 17h”

A pergunta é esta: posso empregar a preposição não acompanhada de artigo na designação das horas? Em outras palavras, o “de” antes do numeral 12, na frase acima, está correto?

Marluce D. (Barbalha-CE)

Resposta:

Antes do numeral 17, temos uma preposição (a) e um artigo feminino plural (as). O encontro dos dois aa (a da preposição + a(s) do artigo) ocasionou a crase (às). Antes do numeral da esquerda também deve haver, além da preposição (de), um artigo (as); logo, de +as = das).

“A prova ocorre das 12h às 17h30”

Essa estrutura marca o horário do início e do término do referido evento.

Duração

Diferente, contudo, seria uma estrutura como esta:

“A prova será de 12 a 17 horas”.

Nessa estrutura, não estaríamos mais indicando o horário de início e término do evento, mas informando o tempo provável de sua duração, ou seja, uma prova que duraria entre 12 e 17 horas; uma longa prova, portanto. Assim, sem artigo, não se marca o início ou fim do evento.

Veja esta questão:

“Teremos uma reunião de três a quatro horas”.

Sobre o período acima, é CORRETO afirmar que
(a) a reunião será iniciadas às três horas.
(b) a reunião terminará às quatro horas.
(c) a reunião durará até as quatro horas.
(d) a reunião pode durar até quatro horas.
(e) há mais de uma alternativa correta.

Resposta: letra (d). A estrutura do período indica que a reunião pode durar entre três e quatro horas, ou seja, até quatro horas de duração.

A reunião duraria uma hora, porém, numa estrutura com a determinação dos numerais, a marcar o horário de seu início e de seu fim: “Teremos uma reunião das três às quatro horas”.

Até!

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Manual ou Manuel?

Por Orlando Nunes em Dica

06 de setembro de 2012

Todo manual de redação jornalística adverte: preposição faz mal ao sujeito.

É por isso que eles (os manuais) torcem o nariz para construções do tipo: “Está na hora dos jogadores tomarem vergonha na cara”. Na verdade, o manual não dá a mínima para a mudança de comportamento dos atletas de futebol, mas faz absoluta questão de que o jornalista escreva: “Está na hora de os jogadores tomarem vergonha na cara”.

E não adianta o eminentíssimo professor Evanildo Bechara dizer que isso é uma tremenda bobagem, um equívoco de análise. Nesse caso não é a função de sujeito (os jogadores), mas sim toda a oração infinitiva (os jogadores tomarem vergonha na cara), que está regida pela preposição. Quase todo Manual de Português é Manuel. Paciência.

Escreva, então, está na hora de os / de as / de eles / de elas… Mas fique ligado: eu falei ESCREVA, eu não disse FALE. Atenção locutores de Rádio e de TV: vocês não vão FALAR “Está na hora de os jogadores tomarem vergonha na cara”. Isso é dica para redatores. Os locutores têm a liberdade natural da fala: “Está na hora dos jogadores tomarem vergonha na cara”. Os manuais é que não tomam jeito. Exceto o MAR, claro.

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Futuro x Infinitivo

Por Orlando Nunes em Gramática

20 de Maio de 2012

Diz a sabedoria popular que “quem vê cara não vê coração”. O mesmo acontece quando nos deparamos com uma forma verbal no futuro do subjuntivo e no infinitivo pessoal.

Veja, por exemplo, as formas do futuro do subjuntivo do verbo cantar (ou as de qualquer outro verbo regular) e compare-as com as do infinitivo pessoal.

Futuro do subjuntivo: cantar, cantares, cantar, cantarmos, cantardes, cantarem. Infinitivo pessoal: cantar, cantares, cantar, cantarmos, cantardes, cantarem.

Viu só? É Ctrl c, Ctrl v, tudo japonês, né?

Como diferenciar esses irmãos gêmeos? A diferença é que o futuro do subjuntivo vem regido por conjunção (normalmente “quando” ou “se”), advérbio ou pronome relativo.

Quando eu soltar a minha voz, por favor me entenda.”

Se você não cantar agora, o público não perdoará.”

“Farei como determinares.”

“A casa em que ela cantar sempre estará cheia de fãs.”

 

O infinitivo, por sua vez, pode ser regido por preposição:

Ao soltar a minha voz, você me entenderá.”

Para cantar agora, ela exige mil coisas absurdas.”

Sem lutares, a vitória é improvável.”

“Chegou a hora de essa gente mostrar seu valor.”

ou vir sem preposição:

Navegar é preciso.”

Viver não é preciso.”

“Convém chegares mais cedo.”

Se o amigo leitor é um redator preocupado apenas com a forma e o sentido das palavras, pode preventivamente parar por aqui, porque agora vamos começar a botar banca.

Banca examinadora.  

Na frase “Não encontrava palavras com que se expressar”, o verbo destacado está no futuro do subjuntivo ou no infinitivo pessoal? Sinuca de bico, caro vestibulando.

Todo mundo sabe que banca de vestibular adora uma casca de banana, e o aluno inseguro, preso à prova da regência, pode facilmente escorregar.

Identificando o pronome relativo na frase em análise, o candidato a uma vaga na academia pode pensar que o verbo “expressar” esteja no futuro do subjuntivo – vai dar com os burros n’água, e a vaca lamentavelmente pode ir para o brejo.

Dica de hoje: como distinguir dois japoneses gêmeos num piscar de olhos.

Sabemos que as formas do futuro do subjuntivo e do infinitivo pessoal dos verbos regulares são semelhantes. A melhor maneira, portanto, para distinguir os dois tempos numa frase qualquer apresentada no vestibular ou concurso público é por meio da substituição do verbo regular por um que aprese irregularidade no futuro do subjuntivo.

Apresento a seguir uma pequena lista de verbos-curinga para auxiliá-lo na distinção entre um gato e um tijolo. Não precisa memorizar todos, guarde consigo três ou quatro desses verbos e verá que infinitivo pessoal e futuro do subjuntivo são dois bichanos.

Verbos da primeira conjugação (os que apresentam terminação em –ar) como dar e estar, formam o futuro do subjuntivo irregularmente: der e estiver, respectivamente.

Verbos da segunda conjugação (terminação -er) como caber, dizer, fazer, haver, poder, pôr, querer, saber, ser, ter, trazer e ver, formam o futuro do subjuntivo irregularmente: couber, disser, fizer, houver, puder, puser, quiser, souber, for, tiver, trouxer e vir..

Verbos da terceira conjugação (terminação –ir) como ir e vir, formam o futuro do subjuntivo irregularmente: for e vier.

Se você não percebeu ainda que está com a faca e o queijo na mão, mantenha um olho no peixe e outro no gato. Chegou a hora da onça beber água, vamos matar a charada.

“Não encontrava palavras com que se expressar.

A banca queria saber se o verbo “expressar” na frase acima foi usado no futuro do subjuntivo ou no infinitivo pessoal. Não vou ser levado pela primeira impressão.

Para responder, pego um verbo qualquer da lista apresentada acima. Escolho, por exemplo, o verbo “dizer”. Sei que esse verbo, se estiver no futuro do subjuntivo, terá a forma irregular disser “Não encontrava palavras com que dizer” ou “Não encontrava palavras com que disser”? Claro que não cabe aqui a forma disser, mas sim dizer.

Com esse teste, posso afirmar que o verbo “expressar” na frase original está no infinitivo, assim como estaria “dizer”, a forma verbal usada para distinção.

Outro exemplo:

“Quem o encontrar será recompensado.”

Quero saber se o verbo “encontrar” está no infinitivo pessoal ou no futuro do subjuntivo. Faço a substituição por um verbo-curinga da lista apresentada.

“Quem o fizer (não cabe a forma fazer) será recompensado.”

Logo, “encontrar”, na frase original, encontra-se no futuro do subjuntivo, assim como “fizer”, forma esta não correspondente à do infinitivo. É isso. Vou ver o mar. Abraço.

Mande sua dúvida por e-mail: marjangadeiro@gmail.com

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Futuro x Infinitivo

Por Orlando Nunes em Gramática

20 de Maio de 2012

Diz a sabedoria popular que “quem vê cara não vê coração”. O mesmo acontece quando nos deparamos com uma forma verbal no futuro do subjuntivo e no infinitivo pessoal.

Veja, por exemplo, as formas do futuro do subjuntivo do verbo cantar (ou as de qualquer outro verbo regular) e compare-as com as do infinitivo pessoal.

Futuro do subjuntivo: cantar, cantares, cantar, cantarmos, cantardes, cantarem. Infinitivo pessoal: cantar, cantares, cantar, cantarmos, cantardes, cantarem.

Viu só? É Ctrl c, Ctrl v, tudo japonês, né?

Como diferenciar esses irmãos gêmeos? A diferença é que o futuro do subjuntivo vem regido por conjunção (normalmente “quando” ou “se”), advérbio ou pronome relativo.

Quando eu soltar a minha voz, por favor me entenda.”

Se você não cantar agora, o público não perdoará.”

“Farei como determinares.”

“A casa em que ela cantar sempre estará cheia de fãs.”

 

O infinitivo, por sua vez, pode ser regido por preposição:

Ao soltar a minha voz, você me entenderá.”

Para cantar agora, ela exige mil coisas absurdas.”

Sem lutares, a vitória é improvável.”

“Chegou a hora de essa gente mostrar seu valor.”

ou vir sem preposição:

Navegar é preciso.”

Viver não é preciso.”

“Convém chegares mais cedo.”

Se o amigo leitor é um redator preocupado apenas com a forma e o sentido das palavras, pode preventivamente parar por aqui, porque agora vamos começar a botar banca.

Banca examinadora.  

Na frase “Não encontrava palavras com que se expressar”, o verbo destacado está no futuro do subjuntivo ou no infinitivo pessoal? Sinuca de bico, caro vestibulando.

Todo mundo sabe que banca de vestibular adora uma casca de banana, e o aluno inseguro, preso à prova da regência, pode facilmente escorregar.

Identificando o pronome relativo na frase em análise, o candidato a uma vaga na academia pode pensar que o verbo “expressar” esteja no futuro do subjuntivo – vai dar com os burros n’água, e a vaca lamentavelmente pode ir para o brejo.

Dica de hoje: como distinguir dois japoneses gêmeos num piscar de olhos.

Sabemos que as formas do futuro do subjuntivo e do infinitivo pessoal dos verbos regulares são semelhantes. A melhor maneira, portanto, para distinguir os dois tempos numa frase qualquer apresentada no vestibular ou concurso público é por meio da substituição do verbo regular por um que aprese irregularidade no futuro do subjuntivo.

Apresento a seguir uma pequena lista de verbos-curinga para auxiliá-lo na distinção entre um gato e um tijolo. Não precisa memorizar todos, guarde consigo três ou quatro desses verbos e verá que infinitivo pessoal e futuro do subjuntivo são dois bichanos.

Verbos da primeira conjugação (os que apresentam terminação em –ar) como dar e estar, formam o futuro do subjuntivo irregularmente: der e estiver, respectivamente.

Verbos da segunda conjugação (terminação -er) como caber, dizer, fazer, haver, poder, pôr, querer, saber, ser, ter, trazer e ver, formam o futuro do subjuntivo irregularmente: couber, disser, fizer, houver, puder, puser, quiser, souber, for, tiver, trouxer e vir..

Verbos da terceira conjugação (terminação –ir) como ir e vir, formam o futuro do subjuntivo irregularmente: for e vier.

Se você não percebeu ainda que está com a faca e o queijo na mão, mantenha um olho no peixe e outro no gato. Chegou a hora da onça beber água, vamos matar a charada.

“Não encontrava palavras com que se expressar.

A banca queria saber se o verbo “expressar” na frase acima foi usado no futuro do subjuntivo ou no infinitivo pessoal. Não vou ser levado pela primeira impressão.

Para responder, pego um verbo qualquer da lista apresentada acima. Escolho, por exemplo, o verbo “dizer”. Sei que esse verbo, se estiver no futuro do subjuntivo, terá a forma irregular disser “Não encontrava palavras com que dizer” ou “Não encontrava palavras com que disser”? Claro que não cabe aqui a forma disser, mas sim dizer.

Com esse teste, posso afirmar que o verbo “expressar” na frase original está no infinitivo, assim como estaria “dizer”, a forma verbal usada para distinção.

Outro exemplo:

“Quem o encontrar será recompensado.”

Quero saber se o verbo “encontrar” está no infinitivo pessoal ou no futuro do subjuntivo. Faço a substituição por um verbo-curinga da lista apresentada.

“Quem o fizer (não cabe a forma fazer) será recompensado.”

Logo, “encontrar”, na frase original, encontra-se no futuro do subjuntivo, assim como “fizer”, forma esta não correspondente à do infinitivo. É isso. Vou ver o mar. Abraço.

Mande sua dúvida por e-mail: marjangadeiro@gmail.com