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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

presidento

Presidento?

Por Orlando Nunes em Flexão nominal

27 de setembro de 2014

Leandro Sousa, de Juazeiro do Norte (CE) manda mensagem para o marjangadeiro@gmail.com dizendo ter visto na TV uma entrevista com um professor de português que afirmara algo “mais ou menos” assim: Se alguém fala “presidenta”, deveria falar também “presidento”.

Pergunta-me Sousa: “Poderia existir mesmo essa palavra?”.

Caro Leandro, se o professor falou isso, ele estava brincando (há brincadeira de mau gosto em toda categoria). Na verdade, o que existe em português é a formação do gênero FEMININO, mediante o emprego da desinência “-a” (há algumas variantes, o que explica femininos como “embaixatriz”, por exemplo). O masculino caracteriza-se pela AUSÊNCIA da desinência de gênero feminino “-a”, e não pelo acréscimo de uma inexistente desinência de gênero masculino “-o”. Caso houvesse tal desinência de masculino, aí sim iríamos incomodar muita gente, por exemplo, com um pesadíssimo “elefanto”, masculino de elefanta. Não é o caso.

São do gênero masculino: doutor (não doutoro), professor (não professoro), profeta (não profeto); sal (não salo). Então, por que engolir um “presidento” só porque “presidenta” – uma forma perfeitamente ajustada ao sistema ortográfico português – foi escolhida? Oposição genérica?

Agora, outra coisa seria afirmar que a grande maioria (vão dizer que isso é uma redundância de iletrados!) dos vocábulos terminados em “o” são do gênero masculino. Isso é verdade.

Há raras exceções, por exemplo: A tribo, A libido, A moto, A foto.

Enfim, a presidenta é uma forma BOA, ainda que a vaca tussa.

Já o presidento é uma forma RUIM, ainda que de um doutoro.

Até!

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Presidento?

Por Orlando Nunes em Flexão nominal

27 de setembro de 2014

Leandro Sousa, de Juazeiro do Norte (CE) manda mensagem para o marjangadeiro@gmail.com dizendo ter visto na TV uma entrevista com um professor de português que afirmara algo “mais ou menos” assim: Se alguém fala “presidenta”, deveria falar também “presidento”.

Pergunta-me Sousa: “Poderia existir mesmo essa palavra?”.

Caro Leandro, se o professor falou isso, ele estava brincando (há brincadeira de mau gosto em toda categoria). Na verdade, o que existe em português é a formação do gênero FEMININO, mediante o emprego da desinência “-a” (há algumas variantes, o que explica femininos como “embaixatriz”, por exemplo). O masculino caracteriza-se pela AUSÊNCIA da desinência de gênero feminino “-a”, e não pelo acréscimo de uma inexistente desinência de gênero masculino “-o”. Caso houvesse tal desinência de masculino, aí sim iríamos incomodar muita gente, por exemplo, com um pesadíssimo “elefanto”, masculino de elefanta. Não é o caso.

São do gênero masculino: doutor (não doutoro), professor (não professoro), profeta (não profeto); sal (não salo). Então, por que engolir um “presidento” só porque “presidenta” – uma forma perfeitamente ajustada ao sistema ortográfico português – foi escolhida? Oposição genérica?

Agora, outra coisa seria afirmar que a grande maioria (vão dizer que isso é uma redundância de iletrados!) dos vocábulos terminados em “o” são do gênero masculino. Isso é verdade.

Há raras exceções, por exemplo: A tribo, A libido, A moto, A foto.

Enfim, a presidenta é uma forma BOA, ainda que a vaca tussa.

Já o presidento é uma forma RUIM, ainda que de um doutoro.

Até!