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MAR Jangadeiro

por Orlando Nunes

saramago

Jornalistas, não sigam Saramago

Por Orlando Nunes em Pontuação

03 de agosto de 2014

O Ocidente, ao longo dos séculos, vem desenvolvendo o sistema de pontuação da escrita.

Hoje, podemos dizer que chegamos a uma sistematização satisfatória.

Um dos meus autores inquestionáveis, José Saramago, pôs na lixeira esse esforço genial da humanidade, em nome da liberdade de expressão literária. Perfeito, mas isso é de uma lógica redacional desprezível. Jornalista, nada de “cesta edição” para as vírgulas e companhia: a pontuação é valiosa demais para a clareza da informação. E clareza é o que importa.

Arte e lógica, de fato, são independentes; assim seja.

A pontuação saramaguiana pode merecer nota dez no reino seleto da literatura, onde, enfim, reina, mas não deve servir em nada na planície medíocre da comunicação contemporânea.

Não tomem medíocre além da conta, medíocre no sentido primeiro, de mediano.

O sistema de pontuação da língua portuguesa é riquíssimo, uma luz fantástica a iluminar o terreno complexo da linguagem humana. Eis um ponto que me anima.

Um ponto que me intriga e desafia: boa parte do jornalismo impresso cearense não aprendeu ainda as noções básicas de pontuação. Tantas vezes, parece-me um Saramago perdido, não o criativo.

Creio que sei a razão. Há uma merecida atenção ao desenvolvimento estético-gráfico dos jornais. Ponto. Mas a atenção ao alinhamento da estrutura sintática da informação parece-me não ter batido à porta da Redação. E não me peçam a prova do crime, por gentileza.

Isso, por força de meu trabalho, me incomoda um pouco, ou bastante. Mas não devo me tornar entediado ou entediante; devo manter o humor, e o sério curso de Pontuação para Redatores. Simples assim, ponto final.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!

 

 

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Jornalistas, não sigam Saramago

Por Orlando Nunes em Pontuação

03 de agosto de 2014

O Ocidente, ao longo dos séculos, vem desenvolvendo o sistema de pontuação da escrita.

Hoje, podemos dizer que chegamos a uma sistematização satisfatória.

Um dos meus autores inquestionáveis, José Saramago, pôs na lixeira esse esforço genial da humanidade, em nome da liberdade de expressão literária. Perfeito, mas isso é de uma lógica redacional desprezível. Jornalista, nada de “cesta edição” para as vírgulas e companhia: a pontuação é valiosa demais para a clareza da informação. E clareza é o que importa.

Arte e lógica, de fato, são independentes; assim seja.

A pontuação saramaguiana pode merecer nota dez no reino seleto da literatura, onde, enfim, reina, mas não deve servir em nada na planície medíocre da comunicação contemporânea.

Não tomem medíocre além da conta, medíocre no sentido primeiro, de mediano.

O sistema de pontuação da língua portuguesa é riquíssimo, uma luz fantástica a iluminar o terreno complexo da linguagem humana. Eis um ponto que me anima.

Um ponto que me intriga e desafia: boa parte do jornalismo impresso cearense não aprendeu ainda as noções básicas de pontuação. Tantas vezes, parece-me um Saramago perdido, não o criativo.

Creio que sei a razão. Há uma merecida atenção ao desenvolvimento estético-gráfico dos jornais. Ponto. Mas a atenção ao alinhamento da estrutura sintática da informação parece-me não ter batido à porta da Redação. E não me peçam a prova do crime, por gentileza.

Isso, por força de meu trabalho, me incomoda um pouco, ou bastante. Mas não devo me tornar entediado ou entediante; devo manter o humor, e o sério curso de Pontuação para Redatores. Simples assim, ponto final.

Estou no marjangadeiro@gmail.com

Até!