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Socializando

por Felipe Feijão

A onda avassaladora

Por Felipe Feijão em Artigos

09 de outubro de 2018

Imagem: reprodução

 

O ano de 2018 certamente será lembrado como o ano de eleições singulares. Após décadas de polarização entre dois maiores partidos, a novidade do momento é o crescimento de um partido até então pequeno e sem força representativa. Pleito marcado por enormes surpresas, por anúncio de renovação do Congresso e pela força política que agora emerge, os próximos quatro anos reservam dúvidas e incertezas para o país que se encontra profundamente dividido.

Grandes nomes de ampla experiência, não renovarão mandato para a Câmara ou para o Senado, o que pode representar certa resposta da sociedade e oportunidade para novos nomes na vida pública. Diante do gigantesco desgaste do sistema político-partidário, o eleitorado manda uma importante mensagem: tem nas mãos o poder de mudar, ainda que a longo prazo, o velho engodo que parece se perpetuar no poder.

O novo fenômeno dessas eleições, representado pela direita, se mostrou bastante forte e combativo. Tanto é que o discurso de apoio, fortaleceu nomes desconhecidos e outros já bem conhecidos. Essa poderosa onda se apresenta como reflexo de como passa a votar generosa parcela do eleitorado brasileiro, ou seja, expressa identificação com pautas conservadoras em termos econômicos e morais.

O segundo turno, fruto da força conservadora e do anti-petismo, denota angústia e infinitas incógnitas. Por um lado, a sociedade se manifestou, se aflorou, se alinhando a posicionamentos polêmicos e a um discurso bastante rígido. Por outro lado, o anti-petismo (consequência do movimento de 2013, de escândalos de corrupção, da Lava Jato, do impeachment), se dispersou em outros candidatos, com o fortalecimento do preferido, já que o desgaste assombra a todos os partidos, mas sustenta a robustez da eminente força favorita que se diz nova.

Vale lembrar que a população deseja ver o debate de ideias, de argumentos, de propostas para o país, não com soluções simplistas, mas com projetos que contemplem a complexidade social. O testemunho daquilo que já foi feito por cada uma das forças representadas, se torna válido e necessário. Está lançado o desafio de conquista de votos para ambos os concorrentes ao Palácio do Planalto.

 

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A onda avassaladora

Por Felipe Feijão em Artigos

09 de outubro de 2018

Imagem: reprodução

 

O ano de 2018 certamente será lembrado como o ano de eleições singulares. Após décadas de polarização entre dois maiores partidos, a novidade do momento é o crescimento de um partido até então pequeno e sem força representativa. Pleito marcado por enormes surpresas, por anúncio de renovação do Congresso e pela força política que agora emerge, os próximos quatro anos reservam dúvidas e incertezas para o país que se encontra profundamente dividido.

Grandes nomes de ampla experiência, não renovarão mandato para a Câmara ou para o Senado, o que pode representar certa resposta da sociedade e oportunidade para novos nomes na vida pública. Diante do gigantesco desgaste do sistema político-partidário, o eleitorado manda uma importante mensagem: tem nas mãos o poder de mudar, ainda que a longo prazo, o velho engodo que parece se perpetuar no poder.

O novo fenômeno dessas eleições, representado pela direita, se mostrou bastante forte e combativo. Tanto é que o discurso de apoio, fortaleceu nomes desconhecidos e outros já bem conhecidos. Essa poderosa onda se apresenta como reflexo de como passa a votar generosa parcela do eleitorado brasileiro, ou seja, expressa identificação com pautas conservadoras em termos econômicos e morais.

O segundo turno, fruto da força conservadora e do anti-petismo, denota angústia e infinitas incógnitas. Por um lado, a sociedade se manifestou, se aflorou, se alinhando a posicionamentos polêmicos e a um discurso bastante rígido. Por outro lado, o anti-petismo (consequência do movimento de 2013, de escândalos de corrupção, da Lava Jato, do impeachment), se dispersou em outros candidatos, com o fortalecimento do preferido, já que o desgaste assombra a todos os partidos, mas sustenta a robustez da eminente força favorita que se diz nova.

Vale lembrar que a população deseja ver o debate de ideias, de argumentos, de propostas para o país, não com soluções simplistas, mas com projetos que contemplem a complexidade social. O testemunho daquilo que já foi feito por cada uma das forças representadas, se torna válido e necessário. Está lançado o desafio de conquista de votos para ambos os concorrentes ao Palácio do Planalto.