Cinema Sinergia - Por Thiago Sampaio 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Crítica: “O Farol” é um perturbador mergulho na insanidade com estética deslumbrante

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Janeiro de 2020

Foto: Divulgação

O gênero terror anda passando por uma reformulação em que ganhou uma espécie de subgênero apreciado por parte dos espectadores mais exigentes, indo além dos “jump scares” (os sustos por efeitos sonoros). O que de certa forma cria uma zona delicada, confundindo a soberba com a qualidade em si. Um dos principais nomes desta moda, ao lado de Ari Aster (“Hereditário”, 2018; “Midsommar – O Mal Não Espera a Noite”, 2019), é Robert Eggers, que estreou com o excelente “A Bruxa” (The Witch, 2015).

Novamente sob o guarda chuva das bem sucedidas produtoras A24 (“O Quarto de Jack”, 2015; “Projeto Flórida”, 2017) e RT Fetaures (do brasileiro Rodrigo Teixeira, de “Me Chame Pelo Seu Nome”, 2017; “Ad Astra – Rumo Às Estrelas”, 2019), o segundo longa do diretor é ainda mais deslumbrante e perturbador. E principalmente, “O Farol” (The Lighthouse, 2019) não é um filme que será apreciado por qualquer um, o que não necessariamente o torna uma obra prima.

A trama de passa no início do século XX. Thomas Wake (Willem Dafoe), responsável pelo farol de uma ilha isolada, contrata um jovem (Robert Pattinson) para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, fenômenos estranhos começam a acontecer ao redor.
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Confira as datas das principais estreias nos cinemas em 2020

Por Thiago Sampaio em Serviço

08 de Janeiro de 2020

Foto: Montagem/Divulgação

Ano novo! Chegou a hora de anotar na agenda a data de estreia daquele filme que você tanto quer assistir e, para isso, trouxe aqui uma lista para ajudar nesta tarefa.

Como todo início de temporada, temos aquelas produções que devem figurar entre os indicados ao Oscar, casos de “Adoráveis Mulheres”, “Jojo Rabbit” e “1917”, longa dirigido por Sam Mendes que surpreendeu ao faturar o Globo de Ouro na categoria Melhor Filme de Drama.

Mas para os fãs daqueles blockbusters que devem lotar as salas, são muitas opções: “Aves de Rapina”, “007: Sem Tempo Para Morrer”, “Viúva Negra”, “Velozes & Furiosos 9”, “Mulher-Maravilha 1984”, “Tenet”, “Top Gun: Maverick”, “Ghostbusters: Mais Além”, “Os Eternos”, entre outros.

Confiram a lista:
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Confira a lista dos melhores filmes lançados em 2019

Por Thiago Sampaio em Top 10

31 de dezembro de 2019

O ano de 2019 acabou e, definitivamente, foi muito melhor em termos de qualidade cinematográfica do que 2018 (convenhamos, qualquer coisa que levar o Oscar em 2020 será melhor do que “Green Book”).

Tivemos os mestres Martin Scorsese e Quentin Tarantino; filme solo de vilão da DC Comics surpreendendo e um novo clássico do diretor coreano Bong Joon Ho!

Para o cinema brasileiro, nada a reclamar, destacando o arrebatador o “Bacurau”, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e o sensível “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, que infelizmente ficou de fora de uma possível indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Como já é tradição, segue a minha lista de favoritos do ano (lembrando que as escolhas são 100% pessoais). Desta vez, cada integrante do Top 10 vem com sua respectiva crítica por este que vos escreve.
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Crítica: “Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker” é um desfecho covarde para uma saga memorável

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de dezembro de 2019

Foto: Divulgação

Se tem algo que pode definir essa recente trilogia da longínqua franquia “Star Wars” é: falta de sincronia. “O Despertar da Força” (The Force Awakens, 2015) funcionou ao apelar para a nostalgia com um notório remake de “Uma Nova Esperança” (A New Hope, 1977) enquanto apresentava os novos personagens. “Os Últimos Jedi” (The Last Jedi, 2017) gerou a revolta de fãs conservadores por tomar rumos inéditos e ousados. Chegaram até, pasmem, a pedir que ele fosse retirado do cânone.

Diante do risco de desagradar os “roteiristas de internet”, este “Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker” (Star Wars: Episode IX – The Rise of Skywalker, 2019) basicamente se resume a desfazer o que o anterior fez e a “pedir desculpas” ao “Fandom”, soando como um desfecho genérico e com pouco valor próprio.

Na trama, com o retorno do Imperador Palpatine (Ian McDiarmid), todos voltam a temer seu poder e, com isso, a Resistência toma a frente da batalha que ditará os rumos da galáxia. Treinando para ser uma completa Jedi, Rey (Daisy Ridley) ainda se encontra em conflito com seu passado e futuro, mas teme pelas respostas que pode conseguir a partir de sua complexa ligação com Kylo Ren (Adam Driver), que também se encontra em conflito pela Força.
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Crítica: “História de Um Casamento” consegue trazer beleza num processo de dor

Por Thiago Sampaio em Crítica

23 de dezembro de 2019

Foto: Divulgação

A Netlix, definitivamente, está trabalhando para chegar com força ao Oscar de 2020! Além da obra-prima “O Irlandês (The Irishman, 2019), a plataforma de streaming lançou este delicado drama “História de Um Casamento” (Marriage Story, 2019), que, mesmo sem maiores apelos comerciais além da dupla de protagonistas, certamente figura entre os melhores do ano.

Dirigido e roteirizado pelo ótimo Noah Baumbach (“A Lula e a Baleia”, 2005; “Frances Ha”, 2012), o filme aborda o processo de divórcio do casal Charlie (Adam Driver), um conhecido diretor de teatro, e Nicole (Scarlett Johansson), uma atriz que busca reconstruir a carreira. Os dois concordam em não contratar advogados, porém, os planos mudam e o acordo caminha para ser não tão pacífico como planejavam.

Pela temática, já é possível imaginar que não se trata de uma obra feliz e o cineasta transmite a sensação de existir um elefante na sala, um incômodo constante. Para isso ele constrói metáforas visuais, como a distância entre os dois no metrô separadas por uma barra de ferro; a sala vazia de Charlie; quando portas se fecham, literalmente, na sua cara; ou quando buzinas estridentes, típicas do caos de Nova York, ecoam nos seus ouvidos após receber uma notícia.
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Crítica: “Parasita” passeia por gêneros e faz crítica social com absurda precisão

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de dezembro de 2019

Foto: Divulgação

Não é de hoje que o diretor Bong Joon Ho (“Memórias de Um Assassino”, 2003; “O Hospedeiro”, 2006; “Okja”, 2017) insere críticas sociais disfarçadas em obras comerciais, sejam elas de terror, comédia ou aventura. Um dos maiores destaques entre a crítica internacional de 2019 e que provavelmente irá figurar entre as principais premiações de 2020, “Parasita” (Parasite, 2019) é talvez o longa em que o cineasta sul-coreano melhor aplique a sua visão de desigualdade social, transitando entre gêneros de uma maneira funcional e nada fácil. Tudo é milimetricamente planejado para ter a sua função na narrativa, tornando a produção de uma riqueza rara.

Na trama, toda a família de Kim está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota da rica família Park. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha elaboram um plano para se infiltrarem na burguesia, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.
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Crítica: “O Irlandês” é a “canção do cisne” da carreira de Martin Scorsese

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

A carreira do cineasta Martin Scorsese dispensa apresentações e qualquer elogio é redundante. Porém, ele sempre é referenciado por suas produções sobre máfia. Desde “Caminhos Perigosos” (Mean Streets, 1973), o clássico “Os Bons Companheiros” (Goodfellas, 1990), o ótimo “Cassino” (Casino, 1995), ele moldou a sua identidade. Mesmo que abordada por outro viés, como em “Os Infiltrados” (The Departed, 2006) e “O Lobo de Wall Street” (The Wolf of Wall Street, 2013), a temática de alguma forma vinha à tona.

Aos 77 anos, ele faz talvez a sua obra mais pessoal. Para tornar “O Irlandês” (The Irishman, 2019) realidade, ouviu negativas de vários estúdios até receber o aval da Netflix. De fato, produzir um longa de 3h29min de duração, orçamento que especula-se que se aproximou de U$ 170 milhões, retornando a um subgênero considerado obsoleto, era uma aposta arriscada. Mas tudo é justificado. Para além de um filme, se trata de uma espécie de releitura de toda uma carreira, agora sob o olhar de quem carrega uma bagagem pesada de experiência.
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Crítica: “Doutor Sono” encontra o difícil meio termo entre as obras de Stephen King e Stanley Kubrick

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

Fazer uma continuação do clássico “O Iluminado” (The Shinning, 1980) era uma missão pra lá de ingrata. Afinal, Stephen King, autor da obra original, não fez questão alguma de esconder a sua insatisfação com a adaptação nada fiel de Stanley Kubrick. Coube ao eficiente diretor Mike Flanagan encontrar o equilíbrio de modo que agradasse o escritor e sua legião de fãs, ao mesmo tempo que mantivesse viva a memória do longa do início dos anos 80. E ainda que por vezes se mostre indeciso quanto a sua própria proposta, “Doutor Sono” (Doctor Sleep, 2019) é uma nova visita bem honesta com todos que já tiveram alguma participação naquele universo.

Na trama, ainda marcado pelo trauma que sofreu quando criança, Danny Torrance (Ewan McGregor) luta para encontrar o mínimo de paz. Vivendo em constante fuga, ele encontra Abra (Kyliegh Curran), uma adolescente com o mesmo dom extrassensorial que ele. Despertando os fantasmas do passado, o agora adulto se une a garota para combater um grupo que almeja a imortalidade se alimentando do “Brilho” que eles possuem.
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Crítica: “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” não impede a sensação de déja-vu

Por Thiago Sampaio em Crítica

18 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

A saga “O Exterminador do Futuro” é talvez uma das mais saturadas dos dias atuais, afinal, nada do que fora feito desde o espetacular (e ainda irretocável) segundo longa, de 1991, emplacou ou instigou os fãs por continuidade. A esperança com este sexto filme veio com o retorno de James Cameron, que readquiriu os direitos da franquia, participando do roteiro e como produtor. Junto a ele, Linda Hamilton também retorna ao elenco. O resultado de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” (Terminator: Dark Fate, 2019) é um filme eficiente, o terceiro melhor atrás dos dois primeiros, mas que continua com um gosto de repetição.

Na trama, mais de duas décadas após evitar o apocalipse, Sarah Connor (Hamilton) precisa proteger uma jovem chamada Dani Ramos (Natalia Reyes) de um novo exterminador (Gabriel Luna) enviado do futuro para aniquilá-las. Para isso, ela contará com a ajuda de Grace (Mackenzie Davis) e de um novo T-800 (Arnold Schwarzenegger).
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Crítica: “Bate Coração” foca em temas importantes numa abordagem leve e funcional

Por Thiago Sampaio em Crítica

07 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

É louvável a fase atual de realizadores cearenses de audiovisual. Só em 2019, “Pacarrete”, de Allan Deberton, levou nada menos que oito kikitos no 47° Festival de Cinema de Gramado. “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, foi o longa brasileiro selecionado para tentar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “O Clube dos Canibais”, de Guto Parente, reafirmou o potencial para o cinema de gênero. O delicado “Bate Coração”, dirigido por Glauber Filho, vem para somar a esses bons valores, abordando uma série de temas contemporâneos e relevantes, porém, com uma estrutura de fácil apreciação do grande público.

Na trama, Sandro (André Bankoff) é um homem conquistador e preconceituoso, acostumado a uma vida de luxo. Quando sofre um ataque cardíaco, precisa urgentemente de um coração novo e recebe o transplante da travesti Isadora (Aramis Trindade), recém-falecida devido a um acidente. Enquanto se recupera, ele passa a sentir uma mudança de comportamento e passa a refletir sobre muitos valores da vida.
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Crítica: “Bate Coração” foca em temas importantes numa abordagem leve e funcional

Por Thiago Sampaio em Crítica

07 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

É louvável a fase atual de realizadores cearenses de audiovisual. Só em 2019, “Pacarrete”, de Allan Deberton, levou nada menos que oito kikitos no 47° Festival de Cinema de Gramado. “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, foi o longa brasileiro selecionado para tentar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “O Clube dos Canibais”, de Guto Parente, reafirmou o potencial para o cinema de gênero. O delicado “Bate Coração”, dirigido por Glauber Filho, vem para somar a esses bons valores, abordando uma série de temas contemporâneos e relevantes, porém, com uma estrutura de fácil apreciação do grande público.

Na trama, Sandro (André Bankoff) é um homem conquistador e preconceituoso, acostumado a uma vida de luxo. Quando sofre um ataque cardíaco, precisa urgentemente de um coração novo e recebe o transplante da travesti Isadora (Aramis Trindade), recém-falecida devido a um acidente. Enquanto se recupera, ele passa a sentir uma mudança de comportamento e passa a refletir sobre muitos valores da vida.
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