Crítica Archives - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Crítica

Crítica: “Divino Amor” mistura sexo e religião numa ousada crítica ao Brasil atual

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de julho de 2019

Foto: Divulgação

Muitos têm a impressão de que o cinema brasileiro se assemelha a telenovelas, se apoiando na popularidade de atores famosos para emplacar sucesso. Porém, alguns cineastas se destacam por trazer criatividade e traços autorais. Desta nova geração, o pernambucano Gabriel Mascaro, de 35 anos, vem ganhando merecido espaço.

Após estreia sem muitos alardes em “Ventos de Agosto” (2014), recebeu muitas críticas positivas logo no ano seguinte, com “Boi Neon” (2015). Agora em “Divino Amor” (2019), ele volta trabalhar com temas ousados e utilizando uma estética que não busca a fácil apreciação do grande público.

A trama apresenta Joana (Dira Paes), uma escrivã de cartório, que usa sua posição no trabalho para salvar casais que chegam para se divorciar. Ela faz de tudo para levar os clientes a participarem de uma terapia religiosa de reconciliação no grupo “Divino Amor”.
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Crítica: “Homem-Aranha: Longe de Casa” agrada e vai além de um episódio isolado

Por Thiago Sampaio em Crítica

12 de julho de 2019

Foto: Divulgação

Alerta: há spoilers no texto!

Depois que o Homem-Aranha foi introduzido no universo compartilhado da Marvel após longa negociação com a Sony, essa versão remodelada, mais jovem, logo virou queridinha do público. E se “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (Spider-Man: Homecoming, 2017) funcionou como aventura com ares de “Sessão da Tarde” dos anos 80, pode-se dizer que este “Homem-Aranha: Longe de Casa” (Spider-Man: Far From Home, 2019) é um dos que melhor utiliza a “Fórmula Marvel” para entregar um ótimo epílogo, situando-se bem após os acontecimentos de “Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019) e servindo como ponte para a quarta fase do MCU.

Na trama, Peter Parker (Tom Holland) está em uma viagem pela Europa, ao lado de seus amigos de colégio, quando é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Precisando de ajuda para enfrentar monstros nomeados como Elementais, Fury o convoca para lutar ao lado de Mysterio (Jake Gyllenhaal), um novo herói que afirma ter vindo de uma Terra paralela.
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Crítica: “Turma da Mônica: Laços” é inocente e fofo como as revistas de Maurício de Sousa

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de julho de 2019

Foto: Divulgação

Não é exagero dizer que diversas gerações cresceram e tiveram o aprendizado da leitura facilitado com os quadrinhos criados por Maurício de Sousa, inspirados na própria filha e outras figuras do seu convívio, originados em 1959 e em produção até hoje, sem sinais de desgaste. Mas apesar de inúmeras animações já feitas, demorou esse tempo todo para a realização de um longa em live-action, perante tamanha delicadeza do produto. Felizmente, “Turma da Mônica: Laços” (2019) é um filme que, em sua singeleza, honra aqueles queridos personagens.

A trama é simples: Floquinho, o cachorro do Cebolinha (Kevin Vechiatto), desaparece. Então, o menino desenvolve um “plano infalível” para resgatar o cãozinho. Mas para isso vai precisar da ajuda de seus amigos, Mônica (Giulia Benite), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira). Juntos, eles irão enfrentar desafios e viver grandes aventuras.
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Crítica: “Toy Story 4” mantém a magia da franquia com maestria

Por Thiago Sampaio em Crítica

28 de junho de 2019

Quem viu o primeiro “Toy Story” (idem, 1995) na época do lançamento, não só conferiu a revolução técnica da primeira animação 3D já feita (esqueçam aquela briga com o nacional “Cassiopeia”, 1996), como provavelmente cresceu e se emocionou junto com aqueles brinquedos. “Toy Story 3” (idem, 2010) foi um dos melhores desfechos de trilogias do cinema. Quem não chorou ali, humano não é! Por isso, era difícil entender a necessidade de um quarto filme. E mesmo rodeado de desconfianças, a Pixar mais uma vez mostra a sua maestria e entrega mais um excelente episódio desta marcante saga sobre amizade e amadurecimento.

Na trama, agora morando na casa da pequena Bonnie, Woody (voz de Tom Hanks) apresenta aos amigos o novo brinquedo construído por ela: Garfinho (voz do comediante Tony Hale). O novo posto de brinquedo não o agrada, o que faz com que ele fuja. Decidido a trazer de volta o amigo, Woody parte em seu encalço e, no caminho, reencontra Betty (voz de Annie Potts), que agora vive em um parque de diversões.
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Crítica: “X-Men: Fênix Negra” é um desfecho morno para uma já desgastada franquia

Por Thiago Sampaio em Crítica

14 de junho de 2019

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Já fazem quase 20 anos que “X-Men – O Filme” (idem, 2000) chegou aos cinemas, ainda de uma maneira experimental, dando início a toda essa moda de adaptações de super heróis para os cinemas. Foram nada menos que 10 filmes (incluindo os três solo do Wolverine). Alguns excelentes (“X-Men 2”, 2003, “Logan”, 2017), outros muito bons (“Primeira Classe”, 2011, “Dias de um Futuro Esquecido”, 2014), uns esquecíveis mas não necessariamente ruins (“O Confronto Final”, 2006, “Apocalispe”, 2016). “X-Men: Fênix Negra” (Dark Phoenix, 2019) entra para essa última categoria e se despede da saga com nítido clima de desgaste.

Na trama, Jean Grey (Sophie Turner) começa a desenvolver incríveis poderes após um incidente no espaço. Mas tal força passa a corrompê-la e a transforma na “Fênix Negra”. Então, os X-Men precisam decidir se a vida de um membro da equipe vale mais do que todas as pessoas do mundo.

Nunca é um bom sinal quando o estúdio responsável pela produção tem futuro indefinido. Como se não bastassem os constantes comentários sobre a ida dos X-Men para a Marvel/Disney, rumores sobre a compra da 20th Century Fox pela empresa do Mickey ganharam força em 2018, sendo batido o martelo em 2019. Nesse meio tempo, “Fênix Negra” passou por refilmagens e foi adiado em quase um ano. A impressão que fica é que, cientes de que nem elenco e nem a trama seriam aproveitados pelo universo lá dos “Vingadores”, o longa foi feito rodeado de desinteresse.
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Crítica: “Rocketman” é uma viagem louca e sentimental…assim como a vida e obra de Elton John!

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de junho de 2019

Foto: Divulgação

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Um músico tão brilhante e exótico como Elton John não merecia um filme convencional. E “Rocketman” (idem, 2019), definitivamente, não é. Trata-se de uma viagem cheia de loucuras no estilo de “Across The Universe” (idem, 2007), mas também com arco dramático muito bem desenvolvido, honrando a imagem do artista. Nem tenta ser realista, comprovando que a criatividade em cinebiografias ainda está viva!

Inevitável a comparação com o superestimado e vencedor de quatro Oscar, “Bohemian Rhapsody” (idem, 2018), cinebiografia da banda Queen. Não apenas por contarem a história de ícones britânicos da música, mas porque o diretor Dexter Fletcher esteve envolvido em ambos os projetos. Com as polêmicas sobre abuso sexual envolvendo Bryan Singer, foi Fletcher quem concluiu as filmagens daquela atribulada produção e, aqui, teve a chance de conferir a sua identidade, algo que ainda era desconhecida, visto que ele pouco mostrou em seus longas anteriores, como “Voando Alto” (Eddie The Eagle, 2015) e “Sunshine on Leith” (2013).
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Crítica: “John Wick 3: Parabellum” consolida a franquia como a melhor do gênero ação da atualidade

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de Maio de 2019

Foto: Divulgação

Quando o primeiro “John Wick” foi lançado, os distribuidores no Brasil sequer pensaram na possibilidade daquele longa virar uma franquia de sucesso, tanto que chegou com o título “De Volta ao Jogo” (John Wick, 2014). Custou “apenas” U$ 20 milhões, mas se saiu bem o suficiente para ganhar uma sequência.

“John Wick 2: Um Novo Dia Para Matar” (John Wick: Chapter Two, 2017) veio para colocar a saga num novo patamar do gênero ação da atualidade, além de resgatar o prestígio de Keanu Reeves. Agora, “John Wick 3: Parabellum” (John Wick: Chapter 3 – Parabellum) vem para consolidar esse status. Não importa a história. É raro encontrarmos sequências de matança tão criativas como as do “Baba Yaga”.

A trama começa logo onde termina o segundo filme. Após assassinar o chefe da máfia Santino D’Antonio no Hotel Continental, John Wick (Keanu Reeves) passa a ser perseguido pelos membros da Alta Cúpula sob a recompensa de U$14 milhões. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado enquanto luta por sua sobrevivência.
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Crítica: Novo “Cemitério Maldito” faz mudanças precisas e honra o espírito da obra original

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Maio de 2019

Foto: Divulgação

O livro “O Cemitério” é um dos mais macabros do “mestre do terror”, Stephen Kingg. Ganhou uma adaptação para os cinemas em 1989 que, apesar de ser lembrada com nostalgia pelos fãs, era cheia de defeitos e com interpretações piores do que muita novela mexicana. Esse remake não reinventa a roda, apesar de tomar algumas liberdades criativas. “Cemitério Maldito” (Pet Semetery, 2019) corrige alguns problemas, entrega uma aura demoníaca condizente com a proposta e agrada de um modo geral, mesmo que não seja memorável.

Na trama, a família Creed se muda para uma nova casa no interior, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado usado para enterrar animais de estimação – mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.

Dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer (do pouco visto “Starry Eyes”, 2014), eles não são dos mais criativos, mas não fazem feio, por mais que apelem para os tradicionais jump-scares (que, ainda bem, são poucos e até são bem encaixados) e exagerem nos flashbacks expositivos. Compreensível para a construção dos personagens. Eles mostram o valor ao conferir o suspense psicólogo em planos sequências pela casa enquanto o pai procura ansioso pela filha e alimenta essa expectativa com o surgimento da máscara de animal. O visual do gato Church (ou Winston Churchil), em que foram utilizados animais reais, está bem mais assustador.
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Crítica: “Vingadores: Ultimato” é o desfecho à altura da grandiosidade do projeto

Por Thiago Sampaio em Crítica

26 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Análise sem spoilers

“Vingadores: Ultimato” (Avengers: Endgame, 2019) é um raro caso de produção que já nasce vendida sozinha, com papo de bater recordes de bilheteria, sem nem precisar revelar muita coisa nos trailers. Aquele típico evento cinematográfico que acontece num intervalo de gerações. Ele encerra aquela saga que se iniciou há 11 anos, passando por 21 filmes, atenuada pela curiosidade do público após os eventos trágicos ocorridos no ótimo “Vingadores: Guerra Infinita” (Avengers: Infinity War, 2018).

Por mais que o longa anterior tenha iniciado essa conclusão, agora é o momento de cravar um destino para alguns personagens importantes que estávamos acostumados a estarem sempre ali, garantindo um entretenimento de qualidade. E o resultado é não apenas um deleite para os fãs, mas uma produção que realmente trata com muito carinho os seus heróis.

Na trama, após Thanos (Josh Brolin) eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água e comida, Steve Rogers (Chris Evans) precisa liderar a resistência contra o titã louco e, junto aos aliados restantes, elaborar um plano para salva os amigos que desapareceram e restaurar a ordem do universo.
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Crítica: “A Maldição da Chorona” é um amontoado de clichês de fazer chorar

Por Thiago Sampaio em Crítica

24 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Filmes sobre assombrações em forma de mulher são produzidos aos montes pela indústria. Apesar do título parecer ter saído de um episódio do seriado Chaves, “A Maldição da Chorona” (The Curse of La Llorona, 2019) é baseado numa famosa lenda do México. O que acaba por ter pouco efeito, já que o longa-metragem não se aprofunda no folclore e se resume a uma coleção de clichês do gênero com a única intenção de dar sustos no espectador.

A trama se passa na cidade de Los Angeles da década de 1970, em que uma assistente social (Linda Cardellini), criando seus dois filhos sozinha, começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural Chorona. A lenda conta que, em vida, ela afogou seus filhos e depois se jogou no rio. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos.

O mais estranho desta produção de James Wan é a forçada de barra para inseri-la no seu universo compartilhado de “Invocação do Mal” (2013, 2016), que inclui os dois “Annabelle” (2014, 2017) e “A Freira” (2018). A única ligação é o personagem do Padre Perez (vivido por Tony Amendola), do primeiro “Annabelle”, que cita a tal boneca (e a direção ainda faz questão de mostrá-la num rápido e desnecessário flashback, para não deixar dúvidas que é ela mesma de quem ele está falando) e mais nada. E assim como os demais derivados, este não passa de uma produção genérica e esquecível.
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Crítica: “A Maldição da Chorona” é um amontoado de clichês de fazer chorar

Por Thiago Sampaio em Crítica

24 de Abril de 2019

Foto: Divulgação

Filmes sobre assombrações em forma de mulher são produzidos aos montes pela indústria. Apesar do título parecer ter saído de um episódio do seriado Chaves, “A Maldição da Chorona” (The Curse of La Llorona, 2019) é baseado numa famosa lenda do México. O que acaba por ter pouco efeito, já que o longa-metragem não se aprofunda no folclore e se resume a uma coleção de clichês do gênero com a única intenção de dar sustos no espectador.

A trama se passa na cidade de Los Angeles da década de 1970, em que uma assistente social (Linda Cardellini), criando seus dois filhos sozinha, começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural Chorona. A lenda conta que, em vida, ela afogou seus filhos e depois se jogou no rio. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos.

O mais estranho desta produção de James Wan é a forçada de barra para inseri-la no seu universo compartilhado de “Invocação do Mal” (2013, 2016), que inclui os dois “Annabelle” (2014, 2017) e “A Freira” (2018). A única ligação é o personagem do Padre Perez (vivido por Tony Amendola), do primeiro “Annabelle”, que cita a tal boneca (e a direção ainda faz questão de mostrá-la num rápido e desnecessário flashback, para não deixar dúvidas que é ela mesma de quem ele está falando) e mais nada. E assim como os demais derivados, este não passa de uma produção genérica e esquecível.
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