Crítica: "Star Wars: Os Últimos Jedi" quebra paradigmas e frustra expectativas para o bem e para o mal (com MUITOS spoilers) 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Crítica: “Star Wars: Os Últimos Jedi” quebra paradigmas e frustra expectativas para o bem e para o mal

Por Thiago Sampaio em Crítica

10 de Janeiro de 2018

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Obs: Se você ainda não assistiu a “Star Wars: Os Últimos Jedi”, aconselho não ler o texto, pois há muitos detalhes reveladores nesta crítica.

Já tem algum tempo que “Star Wars: Os Últimos Jedi” (Star Wars: The Last Jedi, 2017) chegou aos cinemas e tem dividido a opinião dos fãs ao redor da galáxia, distante ou não. Enquanto “Star Wars: O Despertar da Força” (Star Wars: The Force Awakens, 2015) recebeu críticas por ser quase um remake do Episódio IV, de 1977, este novo está sendo apontado como “destoante” demais da saga.

E como à esta altura da batalha muitos tripulantes já sobreviveram e outros estão se sentindo feridos até agora, resolvi seguir a onda da produção e quebrar um pouco o protocolo das críticas padrões, analisando o Episódio VIII sem se preocupar com spoilers. De antemão: o longa dirigido por Rian Johnson é um dos mais eficientes da longínqua franquia e, sim, vai frustrar a expectativa de muitos!

A trama tem início pouco depois do Episódio VII. Após encontrar o mítico e recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma ilha isolada, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre jedi. Paralelamente, o Primeiro Império de Snoke (Andy Serkis) e seu pupilo Kylo Ren (Adam Driver) se reorganiza para enfrentar a Aliança Rebelde.

Logo, é possível perceber que Rian Johnson (do ótimo “Looper: Assassinos do Futuro”, 2012, e do espetacular episódio “Ozymandias”, da série “Breaking Bad”) traz a sua cara. A transição de planos no espaço que se assemelha a um power point, implantada por George Lucas, dá vez a raccords em que naves surgem de maneira brusca, triunfal, no meio de um cenário já estabelecido. A bela cena em que a Almirante Holdo (Laura Dern, grande adição ao elenco) se sacrifica ao lançar a nave rebelde nos inimigos, tem um corte total do som, aumentando a dramaticidade. Em alguns locais foi preciso que o cinema apresentasse um aviso de que a sala de projeção não estaria com defeito (Misericórdia!).

Holdo, inclusive, divide a liderança com a General Leia (Carrie Fisher, que morreu durante a pós-produção do longa, numa entrega sentimental e tanto), que tem um protagonismo e tanto ao liderar a “minoria” com autoritarismo e, para a surpresa de alguns, utilizando a Força para se salvar. “Ah, mas ela não é jedi!”, gritaram por aí. E quem disse que precisar ser um para usar algo que está em todo lugar e a família dela conhece essa mística como ninguém?! O espectador precisará saber lidar com o “diferente”.

E é mesmo no roteiro que Johnson mostra mais ainda a sua liberdade criativa. Para os fãs que adoram imaginar situações e levantar milhares de teorias, “Os Últimos Jedi” é cheio de “cala a boca”. Quem esperou dois anos para ver qual seria a reação de Luke Skywalker ao receber de Rey o seu sabre de luz perdido, verá ele jogando-o das alturas em questão de segundos. Mas esse é só um dos detalhe, logo no início, que o realizador mostra que esse episódio vem para quebrar qualquer previsibilidade.

E já que falamos sobre Luke, é bom deixar claro que este filme se trata sobre ele, a sua jornada do herói, enquanto Johnson prepara (e bem) o terreno para os novos personagens. O próprio ator Mark Hamill (com atuação primorosa no auge dos seus 66 anos) disse ter não reconhecido o Luke que interpretou, como se fosse outro personagem, mas depois compreendeu a ideia. O contato com Rey dura até bem menos do que o esperado, já que a narrativa logo se divide em mais subtramas. O foco é a maneira como ele lida com o próprio fracasso por não ter conseguido êxito no treinamento de Ben Solo, filho da irmã Leia e do amigo Han Solo.

Fãs criticaram a suposta “covardia” do jedi remanescente. Mas vamos lá: fazia sentido ele, lidando com a própria angústia, sair do seu exílio e confrontar sozinho a Primeira Ordem para morrer? Ao invés disso, ganhou a motivação de ninguém menos que o querido Mestre Yoda (excelente surpresa e como é bom ver Frank Oz dando voz ao boneco, e não uma figura 100% digital!) para usar° a Força que lhe restava para projetar a sua imagem e destrair Kylo Ren enquanto a resistência ganhava tempo. Numa das sequências mais empolgantes do longa, Luke se sacrifica por um bem maior assim como havia feito seu outro mentor, Obi-Wan Kenobi, porém, de uma maneira bem mais estilosa.

Mas a protagonista desta trilogia é Rey (Daisy Ridley e sua fofura habitual), que aqui tem em seu arco a dúvida sobre a sua função nesta guerra, através de diálogos, convenhamos, nem tão interessantes com Kylo Ren (Adam Driver, agora sim, encarnando um vilão menos chorão e mais raivoso, ameaçador). Se o contato via “Skype da Força” soa bem estranho, com direito a uma aparição do vilão sem camisa (o que também tem gerado mais um monte de reclamação gratuita de quem não tem o que fazer), a dupla é responsável pela melhor cena de ação do filme e uma das melhores da franquia, no duelo contra os soldados de Snoke.

Lembram das muitas teorias os pais dela? Bom, se Ben Solo, ops, Kylo Ren, tiver falado a verdade, eles não são ninguém conhecidos. São indigentes que a trocaram por bebida (claro, tudo pode mudar se o produtor J.J. Abrams assim quiser nas continuações). E que bela sequência em que Rian Johnson utiliza de espelhos para multiplicar as imagens de Rey que, ao se aproximar da “verdade” sobre seus genitores, enxerga um reflexo de si mesma, numa cena um tanto poética sobre uma personagem perdida num universo em caos.

E o grande vilão Snoke, quem é ele afinal? Se depender do diretor, ninguém sabe, nem é pra querer saber e vai ter raiva de quem sabe! Afinal, no excelente embate entre Rey e Kylo Ren, o monstro gigante vivido pelo mago da captação de movimentos Andy Serkis é morto, abrindo espaço para o filho de Leia e Han ser a real ameaça desta saga, assim como foi Darth Vader na original. É até possível que outras mídias como as HQs, livros ou games venham a abordar a sua origem, mas pelo menos no cinema, a medida drástica e não reveladora foi corajosa e tanto para um filme “de meio” numa trilogia.

Dando a devida importância aos novos rostos, o piloto Poe Dameron (o ótimo Oscar Isaac) tem grande destaque, mais uma vez ganhando para si a sequência de ação da abertura, em que mostra o seu poder de liderança e ousadia no comando de uma X-Wing. Finn (John Boyega, um poço de carisma) tem vez tanto como alívio cômico como para confrontos, com direito a um choque com a Capitã Phasma (Gwendoline Christie, mais uma a ser descartada sem maiores cerimônias) e um ato de heroísmo no clímax. Quem soa um tanto deslocada é a novata Rose (Kelly Marie Tran faz o que pode), desenvolvendo uma química com Finn que não convence muito.

E se os droids C-3PO (Anthony Daniels), R2-D2 (agora vivido por Jimmy Vee, já que o intérprete original, Kenny Baker, morreu em 2016), e o wookie Chewbacca (Joonas Suotamo, substituindo Peter Mayhew, com 73 anos e seus 2,18m) aparecem pouco, apenas para satisfazer os saudosistas, o BB-8 (Brian Herring e Dave Chapman) tem espaço de sobra para cativar cada vez mais fãs, incluindo crianças, mulheres e o público médio.

O diretor/roteirista até esboça uma crítica política neste episódio, ao escancarar que é o capital quem manda, financiando o poderio bélico seja lá de qual lado for, o bem ou mal. Obviamente, tudo bem maquiado num contexto gigantesco sem ferir ninguém, afinal, a Disney é a maior interessada em vender cada vez mais. A resistência é exaltada, falando com todos as letras a expressão “Escória Rebelde” e a vontade de transgredir de uma criança ao ver o símbolo da Aliança Rebelde. É de emocionar a última cena, quando tal jovem escravo (assim como era Anakin Skywalker) sente a Força começando a se manifestar com uma vassoura, num gancho de esperança para o capítulo “final”.

Claro que há defeitos, como a tentativa da Disney em seguir a “Fórmula Marvel” com piadas a cada cinco minutos, em que uma ou outra soa desnecessária e quebrando algum momento de maior profundidade. Há abas a serem aparadas nos 152 minutos de duração, principalmente em Canto Bright, o “Planeta Cassino”, com algumas bizarrices que mais se assemelham à esquecível trilogia dos Episódios I, II e III, dirigida por George Lucas, ainda que ali sejamos apresentados ao divertido mercenário DJ, vivido com a canastrice na medida certa pelo quase sempre irretocável Benicio Del Toro. Os tão fofinhos Porgs vistos nos trailers vão de fato vender muitos bonecos, mas, essa é a única função mesmo deles na trama.

Existe uma grande diferença entre aceitar e conviver. Assim como existe entre desejar que algo tivesse sido da sua maneira ou tentar compreender o modo que o realizador o fez. É entendível que muitos tenha torcido o nariz para o Episódio VIII e, pasmem, realizando até petição para tirá-lo da cronologia. Lidar com o novo não é uma missão fácil para todos. E justamente por mostrar tanta ousadia, tanto de maneira artística como criativa, mantendo os elementos que consagraram uma saga tão popular há décadas, “Os Últimos Jedi” merece ser visto, revisto e aplaudido.

Nota: 9,0

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Crítica: “Star Wars: Os Últimos Jedi” quebra paradigmas e frustra expectativas para o bem e para o mal

Por Thiago Sampaio em Crítica

10 de Janeiro de 2018

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Obs: Se você ainda não assistiu a “Star Wars: Os Últimos Jedi”, aconselho não ler o texto, pois há muitos detalhes reveladores nesta crítica.

Já tem algum tempo que “Star Wars: Os Últimos Jedi” (Star Wars: The Last Jedi, 2017) chegou aos cinemas e tem dividido a opinião dos fãs ao redor da galáxia, distante ou não. Enquanto “Star Wars: O Despertar da Força” (Star Wars: The Force Awakens, 2015) recebeu críticas por ser quase um remake do Episódio IV, de 1977, este novo está sendo apontado como “destoante” demais da saga.

E como à esta altura da batalha muitos tripulantes já sobreviveram e outros estão se sentindo feridos até agora, resolvi seguir a onda da produção e quebrar um pouco o protocolo das críticas padrões, analisando o Episódio VIII sem se preocupar com spoilers. De antemão: o longa dirigido por Rian Johnson é um dos mais eficientes da longínqua franquia e, sim, vai frustrar a expectativa de muitos!

A trama tem início pouco depois do Episódio VII. Após encontrar o mítico e recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) em uma ilha isolada, a jovem Rey (Daisy Ridley) busca entender o balanço da Força a partir dos ensinamentos do mestre jedi. Paralelamente, o Primeiro Império de Snoke (Andy Serkis) e seu pupilo Kylo Ren (Adam Driver) se reorganiza para enfrentar a Aliança Rebelde.

Logo, é possível perceber que Rian Johnson (do ótimo “Looper: Assassinos do Futuro”, 2012, e do espetacular episódio “Ozymandias”, da série “Breaking Bad”) traz a sua cara. A transição de planos no espaço que se assemelha a um power point, implantada por George Lucas, dá vez a raccords em que naves surgem de maneira brusca, triunfal, no meio de um cenário já estabelecido. A bela cena em que a Almirante Holdo (Laura Dern, grande adição ao elenco) se sacrifica ao lançar a nave rebelde nos inimigos, tem um corte total do som, aumentando a dramaticidade. Em alguns locais foi preciso que o cinema apresentasse um aviso de que a sala de projeção não estaria com defeito (Misericórdia!).

Holdo, inclusive, divide a liderança com a General Leia (Carrie Fisher, que morreu durante a pós-produção do longa, numa entrega sentimental e tanto), que tem um protagonismo e tanto ao liderar a “minoria” com autoritarismo e, para a surpresa de alguns, utilizando a Força para se salvar. “Ah, mas ela não é jedi!”, gritaram por aí. E quem disse que precisar ser um para usar algo que está em todo lugar e a família dela conhece essa mística como ninguém?! O espectador precisará saber lidar com o “diferente”.

E é mesmo no roteiro que Johnson mostra mais ainda a sua liberdade criativa. Para os fãs que adoram imaginar situações e levantar milhares de teorias, “Os Últimos Jedi” é cheio de “cala a boca”. Quem esperou dois anos para ver qual seria a reação de Luke Skywalker ao receber de Rey o seu sabre de luz perdido, verá ele jogando-o das alturas em questão de segundos. Mas esse é só um dos detalhe, logo no início, que o realizador mostra que esse episódio vem para quebrar qualquer previsibilidade.

E já que falamos sobre Luke, é bom deixar claro que este filme se trata sobre ele, a sua jornada do herói, enquanto Johnson prepara (e bem) o terreno para os novos personagens. O próprio ator Mark Hamill (com atuação primorosa no auge dos seus 66 anos) disse ter não reconhecido o Luke que interpretou, como se fosse outro personagem, mas depois compreendeu a ideia. O contato com Rey dura até bem menos do que o esperado, já que a narrativa logo se divide em mais subtramas. O foco é a maneira como ele lida com o próprio fracasso por não ter conseguido êxito no treinamento de Ben Solo, filho da irmã Leia e do amigo Han Solo.

Fãs criticaram a suposta “covardia” do jedi remanescente. Mas vamos lá: fazia sentido ele, lidando com a própria angústia, sair do seu exílio e confrontar sozinho a Primeira Ordem para morrer? Ao invés disso, ganhou a motivação de ninguém menos que o querido Mestre Yoda (excelente surpresa e como é bom ver Frank Oz dando voz ao boneco, e não uma figura 100% digital!) para usar° a Força que lhe restava para projetar a sua imagem e destrair Kylo Ren enquanto a resistência ganhava tempo. Numa das sequências mais empolgantes do longa, Luke se sacrifica por um bem maior assim como havia feito seu outro mentor, Obi-Wan Kenobi, porém, de uma maneira bem mais estilosa.

Mas a protagonista desta trilogia é Rey (Daisy Ridley e sua fofura habitual), que aqui tem em seu arco a dúvida sobre a sua função nesta guerra, através de diálogos, convenhamos, nem tão interessantes com Kylo Ren (Adam Driver, agora sim, encarnando um vilão menos chorão e mais raivoso, ameaçador). Se o contato via “Skype da Força” soa bem estranho, com direito a uma aparição do vilão sem camisa (o que também tem gerado mais um monte de reclamação gratuita de quem não tem o que fazer), a dupla é responsável pela melhor cena de ação do filme e uma das melhores da franquia, no duelo contra os soldados de Snoke.

Lembram das muitas teorias os pais dela? Bom, se Ben Solo, ops, Kylo Ren, tiver falado a verdade, eles não são ninguém conhecidos. São indigentes que a trocaram por bebida (claro, tudo pode mudar se o produtor J.J. Abrams assim quiser nas continuações). E que bela sequência em que Rian Johnson utiliza de espelhos para multiplicar as imagens de Rey que, ao se aproximar da “verdade” sobre seus genitores, enxerga um reflexo de si mesma, numa cena um tanto poética sobre uma personagem perdida num universo em caos.

E o grande vilão Snoke, quem é ele afinal? Se depender do diretor, ninguém sabe, nem é pra querer saber e vai ter raiva de quem sabe! Afinal, no excelente embate entre Rey e Kylo Ren, o monstro gigante vivido pelo mago da captação de movimentos Andy Serkis é morto, abrindo espaço para o filho de Leia e Han ser a real ameaça desta saga, assim como foi Darth Vader na original. É até possível que outras mídias como as HQs, livros ou games venham a abordar a sua origem, mas pelo menos no cinema, a medida drástica e não reveladora foi corajosa e tanto para um filme “de meio” numa trilogia.

Dando a devida importância aos novos rostos, o piloto Poe Dameron (o ótimo Oscar Isaac) tem grande destaque, mais uma vez ganhando para si a sequência de ação da abertura, em que mostra o seu poder de liderança e ousadia no comando de uma X-Wing. Finn (John Boyega, um poço de carisma) tem vez tanto como alívio cômico como para confrontos, com direito a um choque com a Capitã Phasma (Gwendoline Christie, mais uma a ser descartada sem maiores cerimônias) e um ato de heroísmo no clímax. Quem soa um tanto deslocada é a novata Rose (Kelly Marie Tran faz o que pode), desenvolvendo uma química com Finn que não convence muito.

E se os droids C-3PO (Anthony Daniels), R2-D2 (agora vivido por Jimmy Vee, já que o intérprete original, Kenny Baker, morreu em 2016), e o wookie Chewbacca (Joonas Suotamo, substituindo Peter Mayhew, com 73 anos e seus 2,18m) aparecem pouco, apenas para satisfazer os saudosistas, o BB-8 (Brian Herring e Dave Chapman) tem espaço de sobra para cativar cada vez mais fãs, incluindo crianças, mulheres e o público médio.

O diretor/roteirista até esboça uma crítica política neste episódio, ao escancarar que é o capital quem manda, financiando o poderio bélico seja lá de qual lado for, o bem ou mal. Obviamente, tudo bem maquiado num contexto gigantesco sem ferir ninguém, afinal, a Disney é a maior interessada em vender cada vez mais. A resistência é exaltada, falando com todos as letras a expressão “Escória Rebelde” e a vontade de transgredir de uma criança ao ver o símbolo da Aliança Rebelde. É de emocionar a última cena, quando tal jovem escravo (assim como era Anakin Skywalker) sente a Força começando a se manifestar com uma vassoura, num gancho de esperança para o capítulo “final”.

Claro que há defeitos, como a tentativa da Disney em seguir a “Fórmula Marvel” com piadas a cada cinco minutos, em que uma ou outra soa desnecessária e quebrando algum momento de maior profundidade. Há abas a serem aparadas nos 152 minutos de duração, principalmente em Canto Bright, o “Planeta Cassino”, com algumas bizarrices que mais se assemelham à esquecível trilogia dos Episódios I, II e III, dirigida por George Lucas, ainda que ali sejamos apresentados ao divertido mercenário DJ, vivido com a canastrice na medida certa pelo quase sempre irretocável Benicio Del Toro. Os tão fofinhos Porgs vistos nos trailers vão de fato vender muitos bonecos, mas, essa é a única função mesmo deles na trama.

Existe uma grande diferença entre aceitar e conviver. Assim como existe entre desejar que algo tivesse sido da sua maneira ou tentar compreender o modo que o realizador o fez. É entendível que muitos tenha torcido o nariz para o Episódio VIII e, pasmem, realizando até petição para tirá-lo da cronologia. Lidar com o novo não é uma missão fácil para todos. E justamente por mostrar tanta ousadia, tanto de maneira artística como criativa, mantendo os elementos que consagraram uma saga tão popular há décadas, “Os Últimos Jedi” merece ser visto, revisto e aplaudido.

Nota: 9,0