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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Cinema Sinergia

Crítica: “O Irlandês” é a “canção do cisne” da carreira de Martin Scorsese

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

A carreira do cineasta Martin Scorsese dispensa apresentações e qualquer elogio é redundante. Porém, ele sempre é referenciado por suas produções sobre máfia. Desde “Caminhos Perigosos” (Mean Streets, 1973), o clássico “Os Bons Companheiros” (Goodfellas, 1990), o ótimo “Cassino” (Casino, 1995), ele moldou a sua identidade. Mesmo que abordada por outro viés, como em “Os Infiltrados” (The Departed, 2006) e “O Lobo de Wall Street” (The Wolf of Wall Street, 2013), a temática de alguma forma vinha à tona.

Aos 77 anos, ele faz talvez a sua obra mais pessoal. Para tornar “O Irlandês” (The Irishman, 2019) realidade, ouviu negativas de vários estúdios até receber o aval da Netflix. De fato, produzir um longa de 3h29min de duração, orçamento que especula-se que se aproximou de U$ 170 milhões, retornando a um subgênero considerado obsoleto, era uma aposta arriscada. Mas tudo é justificado. Para além de um filme, se trata de uma espécie de releitura de toda uma carreira, agora sob o olhar de quem carrega uma bagagem pesada de experiência.
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Crítica: “Doutor Sono” encontra o difícil meio termo entre as obras de Stephen King e Stanley Kubrick

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

Fazer uma continuação do clássico “O Iluminado” (The Shinning, 1980) era uma missão pra lá de ingrata. Afinal, Stephen King, autor da obra original, não fez questão alguma de esconder a sua insatisfação com a adaptação nada fiel de Stanley Kubrick. Coube ao eficiente diretor Mike Flanagan encontrar o equilíbrio de modo que agradasse o escritor e sua legião de fãs, ao mesmo tempo que mantivesse viva a memória do longa do início dos anos 80. E ainda que por vezes se mostre indeciso quanto a sua própria proposta, “Doutor Sono” (Doctor Sleep, 2019) é uma nova visita bem honesta com todos que já tiveram alguma participação naquele universo.

Na trama, ainda marcado pelo trauma que sofreu quando criança, Danny Torrance (Ewan McGregor) luta para encontrar o mínimo de paz. Vivendo em constante fuga, ele encontra Abra (Kyliegh Curran), uma adolescente com o mesmo dom extrassensorial que ele. Despertando os fantasmas do passado, o agora adulto se une a garota para combater um grupo que almeja a imortalidade se alimentando do “Brilho” que eles possuem.
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Crítica: “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” não impede a sensação de déja-vu

Por Thiago Sampaio em Crítica

18 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

A saga “O Exterminador do Futuro” é talvez uma das mais saturadas dos dias atuais, afinal, nada do que fora feito desde o espetacular (e ainda irretocável) segundo longa, de 1991, emplacou ou instigou os fãs por continuidade. A esperança com este sexto filme veio com o retorno de James Cameron, que readquiriu os direitos da franquia, participando do roteiro e como produtor. Junto a ele, Linda Hamilton também retorna ao elenco. O resultado de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” (Terminator: Dark Fate, 2019) é um filme eficiente, o terceiro melhor atrás dos dois primeiros, mas que continua com um gosto de repetição.

Na trama, mais de duas décadas após evitar o apocalipse, Sarah Connor (Hamilton) precisa proteger uma jovem chamada Dani Ramos (Natalia Reyes) de um novo exterminador (Gabriel Luna) enviado do futuro para aniquilá-las. Para isso, ela contará com a ajuda de Grace (Mackenzie Davis) e de um novo T-800 (Arnold Schwarzenegger).
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Crítica: “Bate Coração” foca em temas importantes numa abordagem leve e funcional

Por Thiago Sampaio em Crítica

07 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

É louvável a fase atual de realizadores cearenses de audiovisual. Só em 2019, “Pacarrete”, de Allan Deberton, levou nada menos que oito kikitos no 47° Festival de Cinema de Gramado. “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, foi o longa brasileiro selecionado para tentar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. “O Clube dos Canibais”, de Guto Parente, reafirmou o potencial para o cinema de gênero. O delicado “Bate Coração”, dirigido por Glauber Filho, vem para somar a esses bons valores, abordando uma série de temas contemporâneos e relevantes, porém, com uma estrutura de fácil apreciação do grande público.

Na trama, Sandro (André Bankoff) é um homem conquistador e preconceituoso, acostumado a uma vida de luxo. Quando sofre um ataque cardíaco, precisa urgentemente de um coração novo e recebe o transplante da travesti Isadora (Aramis Trindade), recém-falecida devido a um acidente. Enquanto se recupera, ele passa a sentir uma mudança de comportamento e passa a refletir sobre muitos valores da vida.
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Crítica: “Zumbilândia – Atire Duas Vezes” repete a fórmula do anterior…e está ótimo!

Por Thiago Sampaio em Crítica

31 de outubro de 2019

Foto: Divulgação

O primeiro “Zumbilândia” (Zombieland, 2009) veio de maneira descompromissada fazendo uma sátira das centenas de produções sobre zumbis e virou uma espécie de “novo cult“. Muito se falou sobre uma continuação, até mesmo uma série, mas a ideia acabou sendo engavetada diante da dificuldade de coincidir com a agenda dos atores (que depois dali entraram na mira do Oscar por outras produções). Eis que uma década depois, vem “Zumbilândia – Atire Duas Vezes” (Zombieland: Double Tap, 2019), reunindo o elenco e boa parte da equipe técnica do anterior. O resultado é quase uma reprise que novamente funciona dentro da proposta.

Na trama, anos depois de se unirem para atravessar o início da epidemia zumbi, Columbus (Jesse Eisenberg), Tallahassee (Woody Harrelson), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) seguem buscando novos lugares para habitação e sobrevivência. Quando decidem ir até a Casa Branca, acabam encontrando outros sobreviventes e percebem que novos rumos podem ser explorados.
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Crítica: “El Camino” pouco acrescenta a “Breaking Bad”, mas honra o espírito da série

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de outubro de 2019

Foto: Divulgação

Obs: alerta de possíveis spoilers!

Não tem como negar que “Breaking Bad” foi uma das séries mais celebradas dos últimos anos. E por puro mérito! Criada por Vince Gilligan, conseguiu abordar um contexto de degradação humana com muito humor negro, personagens cativantes e uma direção cheia de personalidade. Durou cinco temporadas, contando a história que tinha para ser contada e fechou com um final quase irretocável em 2013.

Por mais que muitos fãs tenham se empolgado com o anúncio de um filme baseado naquele universo, alguns questionaram a sua real necessidade. De fato, “El Camino: A Breaking Bad Movie” (idem, 2019), lançado pela Netflix, é um epílogo que não precisava existir. Ainda assim, é bem realizado, honra o espírito do seriado e desperta a nostalgia nos saudosistas.

Na trama, após fugir do cativeiro onde foi mantido quando sequestrado, Jesse Pinkman (Aaron Paul) inicia uma jornada em busca da própria liberdade, mas antes precisa se reconciliar com o passado, escapar da polícia, para, só então, ter seu futuro garantido.
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Crítica: “Coringa” é uma obra de arte pesada e brilhante que pode demorar a ser compreendida

Por Thiago Sampaio em Crítica

09 de outubro de 2019

Foto: Divulgação

Muitos torceram o nariz quando foi anunciado um longa solo do Coringa, sem a aparição do Batman. Os motivos são diversos, como a quebra do mistério em torno do personagem ao revelar a sua origem e a memória eternizada da brilhante performance de Heath Ledger como o vilão em “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (The Dark Knight, 2009). Aquela versão horrenda de Jared Leto no péssimo “Esquadrão Suicida” (The Suicide Squad, 2015) merece cair no esquecimento. Mas um dos fatores duvidosos era a opção por Todd Phillips (da trilogia “Se Beber, Não Case”, 2009, 2011, 2013) na direção, que tinha no currículo apenas comédias.

Um sopro de esperança veio com a escalação de Joaquin Phoenix, que não costuma pegar projetos ruins, para o papel principal. A confirmação de que não teríamos um filme qualquer veio com o prêmio do Leão de Ouro no Festival de Veneza. Rodeado de polêmicas, sendo acusado de “perigoso”, “Coringa” (Joker, 2019), de fato, não é fácil de ser digerido. Temos algo incômodo, sarcástico, que insere o espectador numa mente doentia. E por conseguir mexer com tantos sentimentos (para o bem e para o mal), temos uma obra peculiar e marcante!

Na trama, Arthur Fleck (Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos. Porém, os acontecimentos vão colocá-lo de encontro com a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen) é seu maior representante.
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Crítica: “Ad Astra” é uma belíssima ficção sobre autodescoberta

Por Thiago Sampaio em Crítica

04 de outubro de 2019

Foto: Divulgação

É louvável o trabalho do produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, fundador da RT Features. Cavando um espaço de respeito tanto no cenário nacional como internacional, tem colecionado ótimos títulos nos últimos anos, como “A Bruxa” (The Witch, 2015), “Me Chame Pelo Seu Nome” (Call Me By Your Name, 2017) e “A Vida Invisível” (idem, 2019), longa brasileiro escolhido para tentar uma vaga entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O seu “xodó” do momento é “Ad Astra – Rumo Às Estrelas” (Ad Astra, 2019), produção com ares de blockbuster, conta com o astro Brad Pitt para alavancar a bilheteria, mas convence como uma ficção existencialista.

Na trama, Roy McBride (Brad Pitt) é um engenheiro espacial que decide empreender a maior jornada de sua vida: viajar para o espaço, cruzar a galáxia e tentar descobrir o que aconteceu com seu pai (Tommy Lee Jones), um astronauta que se perdeu há vinte anos no caminho para Netuno.
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Crítica: Ari Aster mostra em “Midsommar” que é possível ser perturbador sem apelar para clichês

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

Após a boa repercussão de “Hereditário” (Hereditary, 2018), um dos melhores filmes do ano passado, era natural que fosse criada uma expectativa para o segundo longa do jovem diretor Ari Aster, de apenas 33 anos, lançado mais rápido do que muitos imaginavam. Em “Midsommar – O Mal Não Espera a Noite” (Midsommar, 2019), mais uma vez ele mostra o seu valor sem se render a recursos baratos para agradar o grande público. Apesar de bem diferente da sua produção anterior, este consegue ser novamente perturbador e excêntrico.

Na sinopse pouco reveladora, após vivenciar uma grande perda pessoal, Dani (Florence Pugh) vai com o namorado Christian (Jack Reynor) e um grupo de amigos até a Suécia para participar de um festival local de verão. Mas, ao invés das férias tranquilas com a qual todos sonhavam, os jovens vão se deparar com rituais bizarros de uma adoração pagã.

Midsommar significa algo como solstício de verão, um feriado nacional idolatrado na Suécia e considerado uma das festas mais importantes do ano. Para eles, uma época para curtir como nunca, regada a muita dança, cantoria, comida e bebedeira. Serve para contextualizar o culto que move a narrativa desta produção, porém, sem tantos fins de diversão, e sim como manual de vida. Um pequeno pretexto para ir surpreendendo os espectadores de maneira simultânea com o grupo principal.
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Crítica: Inferior ao primeiro, “It – Capítulo 2” compensa com muitos bons valores

Por Thiago Sampaio em Crítica

11 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

A nova versão de “It – A Coisa” (It, 2017) foi o longa de terror mais bem sucedido em bilheterias do cinema, faturando mais de U$ 700 milhões pelo mundo. Uma continuação era inevitável não apenas por causa dos resultados, mas pela necessidade de encerrar a história escrita por Stephen King (ainda que o primeiro tenha fechado de maneira satisfatória).

Os números parecem ter subido à cabeça dos realizadores, colocando em prática a ideia de que tudo pode ser ampliado. “It – Capítulo 2” (It Chapter Two, 2019) tem os seus excessos, mas ainda garante vários momentos convincentes e uma conclusão digna para aquela trama, ainda que o horror fique em partes de lado. O que não necessariamente é um problema.

A sinopse: 27 anos depois dos eventos do longa anterior, Mike (Isaiah Mustafa) percebe que o palhaço Pennywise (Bill Skarsgard) está de volta a cidade de Derry. Ele convoca os antigos amigos do “Clube dos Otários” para honrar a promessa de infância e acabar com o inimigo.
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Crítica: Inferior ao primeiro, “It – Capítulo 2” compensa com muitos bons valores

Por Thiago Sampaio em Crítica

11 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

A nova versão de “It – A Coisa” (It, 2017) foi o longa de terror mais bem sucedido em bilheterias do cinema, faturando mais de U$ 700 milhões pelo mundo. Uma continuação era inevitável não apenas por causa dos resultados, mas pela necessidade de encerrar a história escrita por Stephen King (ainda que o primeiro tenha fechado de maneira satisfatória).

Os números parecem ter subido à cabeça dos realizadores, colocando em prática a ideia de que tudo pode ser ampliado. “It – Capítulo 2” (It Chapter Two, 2019) tem os seus excessos, mas ainda garante vários momentos convincentes e uma conclusão digna para aquela trama, ainda que o horror fique em partes de lado. O que não necessariamente é um problema.

A sinopse: 27 anos depois dos eventos do longa anterior, Mike (Isaiah Mustafa) percebe que o palhaço Pennywise (Bill Skarsgard) está de volta a cidade de Derry. Ele convoca os antigos amigos do “Clube dos Otários” para honrar a promessa de infância e acabar com o inimigo.
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