Cinema Sinergia Archives - Página 2 de 4 - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Cinema Sinergia

Crítica: “El Camino” pouco acrescenta a “Breaking Bad”, mas honra o espírito da série

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de outubro de 2019

Foto: Divulgação

Obs: alerta de possíveis spoilers!

Não tem como negar que “Breaking Bad” foi uma das séries mais celebradas dos últimos anos. E por puro mérito! Criada por Vince Gilligan, conseguiu abordar um contexto de degradação humana com muito humor negro, personagens cativantes e uma direção cheia de personalidade. Durou cinco temporadas, contando a história que tinha para ser contada e fechou com um final quase irretocável em 2013.

Por mais que muitos fãs tenham se empolgado com o anúncio de um filme baseado naquele universo, alguns questionaram a sua real necessidade. De fato, “El Camino: A Breaking Bad Movie” (idem, 2019), lançado pela Netflix, é um epílogo que não precisava existir. Ainda assim, é bem realizado, honra o espírito do seriado e desperta a nostalgia nos saudosistas.

Na trama, após fugir do cativeiro onde foi mantido quando sequestrado, Jesse Pinkman (Aaron Paul) inicia uma jornada em busca da própria liberdade, mas antes precisa se reconciliar com o passado, escapar da polícia, para, só então, ter seu futuro garantido.
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Crítica: “Coringa” é uma obra de arte pesada e brilhante que pode demorar a ser compreendida

Por Thiago Sampaio em Crítica

09 de outubro de 2019

Foto: Divulgação

Muitos torceram o nariz quando foi anunciado um longa solo do Coringa, sem a aparição do Batman. Os motivos são diversos, como a quebra do mistério em torno do personagem ao revelar a sua origem e a memória eternizada da brilhante performance de Heath Ledger como o vilão em “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (The Dark Knight, 2009). Aquela versão horrenda de Jared Leto no péssimo “Esquadrão Suicida” (The Suicide Squad, 2015) merece cair no esquecimento. Mas um dos fatores duvidosos era a opção por Todd Phillips (da trilogia “Se Beber, Não Case”, 2009, 2011, 2013) na direção, que tinha no currículo apenas comédias.

Um sopro de esperança veio com a escalação de Joaquin Phoenix, que não costuma pegar projetos ruins, para o papel principal. A confirmação de que não teríamos um filme qualquer veio com o prêmio do Leão de Ouro no Festival de Veneza. Rodeado de polêmicas, sendo acusado de “perigoso”, “Coringa” (Joker, 2019), de fato, não é fácil de ser digerido. Temos algo incômodo, sarcástico, que insere o espectador numa mente doentia. E por conseguir mexer com tantos sentimentos (para o bem e para o mal), temos uma obra peculiar e marcante!

Na trama, Arthur Fleck (Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos. Porém, os acontecimentos vão colocá-lo de encontro com a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen) é seu maior representante.
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Crítica: “Ad Astra” é uma belíssima ficção sobre autodescoberta

Por Thiago Sampaio em Crítica

04 de outubro de 2019

Foto: Divulgação

É louvável o trabalho do produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, fundador da RT Features. Cavando um espaço de respeito tanto no cenário nacional como internacional, tem colecionado ótimos títulos nos últimos anos, como “A Bruxa” (The Witch, 2015), “Me Chame Pelo Seu Nome” (Call Me By Your Name, 2017) e “A Vida Invisível” (idem, 2019), longa brasileiro escolhido para tentar uma vaga entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. O seu “xodó” do momento é “Ad Astra – Rumo Às Estrelas” (Ad Astra, 2019), produção com ares de blockbuster, conta com o astro Brad Pitt para alavancar a bilheteria, mas convence como uma ficção existencialista.

Na trama, Roy McBride (Brad Pitt) é um engenheiro espacial que decide empreender a maior jornada de sua vida: viajar para o espaço, cruzar a galáxia e tentar descobrir o que aconteceu com seu pai (Tommy Lee Jones), um astronauta que se perdeu há vinte anos no caminho para Netuno.
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Crítica: Ari Aster mostra em “Midsommar” que é possível ser perturbador sem apelar para clichês

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

Após a boa repercussão de “Hereditário” (Hereditary, 2018), um dos melhores filmes do ano passado, era natural que fosse criada uma expectativa para o segundo longa do jovem diretor Ari Aster, de apenas 33 anos, lançado mais rápido do que muitos imaginavam. Em “Midsommar – O Mal Não Espera a Noite” (Midsommar, 2019), mais uma vez ele mostra o seu valor sem se render a recursos baratos para agradar o grande público. Apesar de bem diferente da sua produção anterior, este consegue ser novamente perturbador e excêntrico.

Na sinopse pouco reveladora, após vivenciar uma grande perda pessoal, Dani (Florence Pugh) vai com o namorado Christian (Jack Reynor) e um grupo de amigos até a Suécia para participar de um festival local de verão. Mas, ao invés das férias tranquilas com a qual todos sonhavam, os jovens vão se deparar com rituais bizarros de uma adoração pagã.

Midsommar significa algo como solstício de verão, um feriado nacional idolatrado na Suécia e considerado uma das festas mais importantes do ano. Para eles, uma época para curtir como nunca, regada a muita dança, cantoria, comida e bebedeira. Serve para contextualizar o culto que move a narrativa desta produção, porém, sem tantos fins de diversão, e sim como manual de vida. Um pequeno pretexto para ir surpreendendo os espectadores de maneira simultânea com o grupo principal.
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Crítica: Inferior ao primeiro, “It – Capítulo 2” compensa com muitos bons valores

Por Thiago Sampaio em Crítica

11 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

A nova versão de “It – A Coisa” (It, 2017) foi o longa de terror mais bem sucedido em bilheterias do cinema, faturando mais de U$ 700 milhões pelo mundo. Uma continuação era inevitável não apenas por causa dos resultados, mas pela necessidade de encerrar a história escrita por Stephen King (ainda que o primeiro tenha fechado de maneira satisfatória).

Os números parecem ter subido à cabeça dos realizadores, colocando em prática a ideia de que tudo pode ser ampliado. “It – Capítulo 2” (It Chapter Two, 2019) tem os seus excessos, mas ainda garante vários momentos convincentes e uma conclusão digna para aquela trama, ainda que o horror fique em partes de lado. O que não necessariamente é um problema.

A sinopse: 27 anos depois dos eventos do longa anterior, Mike (Isaiah Mustafa) percebe que o palhaço Pennywise (Bill Skarsgard) está de volta a cidade de Derry. Ele convoca os antigos amigos do “Clube dos Otários” para honrar a promessa de infância e acabar com o inimigo.
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Crítica: “Yesterday” se apoia no legado dos Beatles e entrega uma produção apenas regular

Por Thiago Sampaio em Crítica

09 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

O que seria de um mundo em que apenas uma pessoa conhecesse as músicas dos Beatles? Junte isso a uma direção de ninguém menos que Danny Boyle (de “Trainspotting”, 1996, “Quero Ser Um Milionário”, 2008) e um roteiro de Richard Curtis (“Um Lugar Chamado Notting Hill”, 1999, “Simplesmente Amor”, 2003). Uma fórmula perfeita? Talvez. Funciona? Em partes! Por mais que tente de fugir do tradicional, o resultado é uma produção que sempre cai no lugar comum e tem como maior mérito a apreciação das músicas de uma das melhores (se não a melhor!) banda de todos os tempos.

A trama é bem simples: após sofrer um acidente, o cantor-compositor frustrado Jack Malick (Himesh Patel) acorda numa espécie de realidade paralela onde ninguém, além dele próprio, conhece as músicas dos Beatles. Com as canções de seus ídolos, o tímido rapaz se torna um sucesso, o que acaba por trazer vários problemas para a sua vida pessoal.
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Crítica: “Bacurau” é um brilhante amontoado de influências cinematográficas e críticas sociais

Por Thiago Sampaio em Crítica

04 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

Num país que desvaloriza cada vez mais a cultura e ameaça extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine), essa obra vem como um tapa na cara. Ou melhor, como uma ignorância violenta condizente com a situação atual do Brasil que só um bom nordestino como Kléber Mendonça Filho e seu tradicional contribuinte Juliano Dornelles poderiam materializar. “Bacurau” (idem, 2019) é direto em sua narrativa, porém, não deve ser absolvido com facilidade pelo grande público pois muitos não enxergam o que está diante dos olhos. Mas a ideia de um futuro distópico (que não é tão distante do nosso mundo atual) fica bem explícita.

Na trama, pouco após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, visitantes chegam à cidade pela primeira vez.
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Crítica: Com “Era Um Vez em…Hollywood”, Tarantino faz uma homenagem com muita responsabilidade

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de agosto de 2019

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Um funcionário da Blockbuster que, nas horas livres, consumia a arte dos filmes “B”, aquelas fitas que ficavam lá atrás das prateleiras, principalmente do gênero western spaghetti e longas de artes marciais orientais. Esse é Quentin Tarantino, que ao longo dos anos construiu a sua forte marca como cineasta, destilando todas as suas influências. Porém, ele ainda não havia feito a sua homenagem explícita ao cinema propriamente dito. Em “Era Uma Vez em…Hollywood” (Once Upon a Time in…Hollywood, 2019) ele entrega um dos seus projetos mais maduros e forte candidato a novo clássico!

A trama se passa em Los Angeles, 1969. Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um ator de TV que, juntamente com seu dublê (Brad Pitt), está decidido a fazer o nome em Hollywood. Para tanto, ele conhece muitas pessoas influentes na indústria cinematográfica, o que os acaba levando aos assassinatos realizados por Charles Manson na época, entre eles o da atriz Sharon Tate (Margot Robbie), que na época estava grávida do diretor Roman Polanski.
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Crítica: “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal” traz uma romantização nem tão funcional de um assassino

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de agosto de 2019

Foto: Divulgação

O título nacional “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal” (tradução livre de “Extremely Wicked, Shockingly Evil, And Vile”, 2019, algo como “Extremamente cruel, chocantemente perverso e depravado”) traduz um pouco a ironia contida nesta produção. A ideia é mostrar o lado humano e carismático de um assassino que abusou e fez diversas atrocidades com mais de 30 mulheres, num outro ponto de vista. E funciona em partes por conseguir transmitir a dualidade, dando até benefício da dúvida para aquele sujeito que sempre transpareceu charme e carisma.

A trama traz o julgamento de Ted Bundy (Zac Efron), famoso serial killer americano da década de 1970. Ele se tornou famoso em todo o país, em parte por causa da fama de sedutor, que levou a conquistar várias fãs, e em parte por ter efetuado sua própria defesa nos tribunais. Aqui, a trajetória é contada pelo ponto das mulheres: Liz Kendall (Lily Collins), com quem se casou, e Carole Ann Boone (Kaya Scodelario), amante que o apoiou durante a fase final da vida.
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Crítica: Remake de “O Rei Leão” é um deslumbre visual que carece de carisma

Por Thiago Sampaio em Crítica

25 de julho de 2019

Foto: Divulgação

A animação clássica “O Rei Leão” (The Lion King, 1994) é uma das produções mais admiradas da Walt Disney. E por ter uma memória afetiva tão forte por parte do público, a realização de um live-action (?!) era vista com desconfiança. Mas como é o capitalismo quem manda, o projeto andou. Trouxeram Jon Favreau para a direção, respaldado pelo bom trabalho de adaptação em “Mogli – O Menino Lobo” (The Jungle Book, 2016), numa aposta até segura. E o resultado é um misto de impressões. Ao mesmo tempo em que tudo é muito bonito de se ver, fica um certo incômodo no ar e a satisfação se deve ao valor da obra original.

A trama é a mesma: Simba (vozes de JD McCrary e Donald Glover) é o herdeiro de seu pai, Mufasa (James Earl Jones). O tio malvado do pequeno leão, Scar (voz de Chiwetel Ejiofor), planeja roubar o trono, atraindo pai e filho para uma emboscada. Um acidente fatal faz com que Simba fuja do reino e, longe dali, encontra um novo lar e estilo de vida com a ajuda de Timão (voz de Billy Eichner) e Pumba (Seth Rogen). Mas inevitavelmente ele precisa se reencontrar com o seu passado e recuperar o comando da sua terra.
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Crítica: Remake de “O Rei Leão” é um deslumbre visual que carece de carisma

Por Thiago Sampaio em Crítica

25 de julho de 2019

Foto: Divulgação

A animação clássica “O Rei Leão” (The Lion King, 1994) é uma das produções mais admiradas da Walt Disney. E por ter uma memória afetiva tão forte por parte do público, a realização de um live-action (?!) era vista com desconfiança. Mas como é o capitalismo quem manda, o projeto andou. Trouxeram Jon Favreau para a direção, respaldado pelo bom trabalho de adaptação em “Mogli – O Menino Lobo” (The Jungle Book, 2016), numa aposta até segura. E o resultado é um misto de impressões. Ao mesmo tempo em que tudo é muito bonito de se ver, fica um certo incômodo no ar e a satisfação se deve ao valor da obra original.

A trama é a mesma: Simba (vozes de JD McCrary e Donald Glover) é o herdeiro de seu pai, Mufasa (James Earl Jones). O tio malvado do pequeno leão, Scar (voz de Chiwetel Ejiofor), planeja roubar o trono, atraindo pai e filho para uma emboscada. Um acidente fatal faz com que Simba fuja do reino e, longe dali, encontra um novo lar e estilo de vida com a ajuda de Timão (voz de Billy Eichner) e Pumba (Seth Rogen). Mas inevitavelmente ele precisa se reencontrar com o seu passado e recuperar o comando da sua terra.
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