crítica Archives - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

crítica

Crítica: Remake de “O Homem Invisível” é uma surpreendente atualização para os dias atuais

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Março de 2020

Foto: Divulgação

Durou pouco a ideia da Universal Pictures de criar uma franquia integrada com os monstros clássicos de terror após o fracasso do ruim “A Múmia” (The Mummy, 2017), estrelado por Tom Cruise. O que no fim das contas pode ter sido o melhor! Isso porque esta releitura de “O Homem Invisível” (The Invisible Man, 2020), pela bem sucedida produtora Blumhouse, tem toda a liberdade criativa de uma obra autoral, enveredando para o horror social. Cheio de metáforas sobre relacionamentos abusivos, a nova versão é atualizada com muita eficiência para os dias atuais.

Na trama, quando o ex-namorado de Cecilia (Elisabeth Moss), um bilionário do ramo da ótica, tira a própria vida e deixa sua fortuna, ela suspeita que a morte dele tenha sido uma farsa. Como uma série de coincidências se torna letal, ela tenta provar que está sendo caçada por alguém que ninguém pode ver.
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Crítica: Prometia uma bomba, mas até que “Sonic: O Filme” agrada!

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Fevereiro de 2020

Foto: Divulgação

Um filme em live-action sobre Sonic, game da Sega lançado no início dos anos 90 que se resumia a correr e acumular argolas, não era uma ideia animadora desde o início. Quando saiu o primeiro trailer, o rebuliço na internet sobre o visual do famoso ouriço azul (que de fato era horrível) foi tão grande que os realizadores optaram por adiar a estreia e aumentar o orçamento para realizarem alterações. Sinais nada animadores. Eis que, para a surpresa geral, “Sonic: O Filme” (Sonic The Hedgehog, 2019) é mais divertido do que tinha o direito de ser. Pode funcionar como entretenimento até para o público que já passou da fase de curtir a Galinha Pintadinha.

Na trama, Sonic tenta se adaptar à nova vida na Terra com seu novo melhor amigo humano, o policial Tom Wachowski (James Marsden). Eles unem forças para tentar impedir que o vilão Dr. Robotnik (Jim Carrey), um especialista em tecnologia, o capture e use seus poderes para dominar a humanidade.
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Crítica: “Aves de Rapina” é colorido, divertido e sem compromisso

Por Thiago Sampaio em Crítica

17 de Fevereiro de 2020

Foto: Divulgação

“Esquadrão Suicida” (Suicide Squad, 2016), definitivamente, é um filme a ser esquecido. Mas se teve algo que funcionou ali foi a performance de Margot Robbie como Arlequina, junto ao bom trabalho de maquiagem (que inclusive ganhou o Oscar!), estimulando muitas mulheres a fazerem cosplays. Um longa solo com a personagem não era uma aposta das mais seguras, mas a DC Comics parece vir se reestruturando com boas produções individuais, sem a pressão para criar um novo universo compartilhado, vide “Aquaman” (2018) e “Shazam!” (2019).

“Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa” (Birds of Prey and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, 2019) – cujo enorme subtítulo causou uma certa confusão, fazendo a Warner Bros. alterá-lo em alguns lugares para “Arlequina em Aves de Rapina” -, de fato, passa bem longe daquele ar sombrio dos longas dirigidos por Zack Snyder, com o tom mais próximo dos últimos citados acima. Não se leva à sério e passa a mensagem de empoderamento feminino sem discursos didáticos. Ainda que seja bobo e passageiro, o resultado funciona por jogar seguro, com breves pitadas de ousadia.
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Crítica: “Jojo Rabbit” é humano e uma bela sátira que expõe o ridículo do nazismo

Por Thiago Sampaio em Crítica

07 de Fevereiro de 2020

Foto: Divulgação

A comédia desde os primórdios da humanidade tem sido uma ferramenta para a reflexão. Assim como o cinema já utilizou várias vezes da imaginação infantil como escudo para contextos cruéis, casos de “A Vida É Bela” (La vita è bella, 1997), “O Labirinto do Fauno” (El laberinto del fauno, 2009), “Onde Vivem os Monstros” (Where the Wild Things Are, 2009), entre outros. Unindo essas duas vertentes, o diretor neozelandês Taika Waititi (“O Que Fazemos nas Sombras”, 2014; “Thor: Ragnarok”, 2017) não foge das polêmicas ao abordar o nazismo em tempos de tensão mundial e entrega em “Jojo Rabbit” (idem, 2019) uma obra escrachada e bela ao mesmo tempo.

Na trama, Jojo (Roman Griffin Davis) é um garoto alemão solitário de 10 anos cujo maior sonho é integrar a Juventude Hitlerista. Um dia, ele descobre que sua mãe (Scarlett Johansson) está escondendo uma garota judia (Thomasin McKenzie) no sótão. Ajudado apenas por seu amigo imaginário, Adolf Hitler (Taika Waititi), Jojo deve enfrentar seu nacionalismo cego enquanto a Segunda Guerra Mundial prossegue.
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Crítica: “1917” é uma experiência imersiva deslumbrante!

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de Janeiro de 2020

Foto: Divulgação

A temática guerra sempre teve espaço no cinema e o Oscar adora valorizar tais produções. Apesar da Segunda Guerra Mundial já ter sido bastante retratada, a primeira foi bem menos (um dos melhores exemplares é “Gallipoli”, 1981, de Peter Weir), até mesmo pela dificuldade de encontrar materiais históricos para pesquisa. Eis que “1917” (idem, 2019) venceu o Globo de Ouro quando sequer havia estreado nos Estados Unidos e desponta como favorito ao principal prêmio da Academia. Compreensível por apresentar um contexto de fácil apreciação, construído pelo diretor Sam Mendes (“Beleza Americana”, 1999; “007 – Operação Skyfall”, 2012) com técnica e estética deslumbrantes!

Na trama, os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a Primeira Guerra Mundial encarregados de uma missão urgente. Eles precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar cerca de 1600 colegas de batalhão.
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Crítica: “O Farol” é um perturbador mergulho na insanidade com estética deslumbrante

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Janeiro de 2020

Foto: Divulgação

O gênero terror anda passando por uma reformulação em que ganhou uma espécie de subgênero apreciado por parte dos espectadores mais exigentes, indo além dos “jump scares” (os sustos por efeitos sonoros). O que de certa forma cria uma zona delicada, confundindo a soberba com a qualidade em si. Um dos principais nomes desta moda, ao lado de Ari Aster (“Hereditário”, 2018; “Midsommar – O Mal Não Espera a Noite”, 2019), é Robert Eggers, que estreou com o excelente “A Bruxa” (The Witch, 2015).

Novamente sob o guarda chuva das bem sucedidas produtoras A24 (“O Quarto de Jack”, 2015; “Projeto Flórida”, 2017) e RT Fetaures (do brasileiro Rodrigo Teixeira, de “Me Chame Pelo Seu Nome”, 2017; “Ad Astra – Rumo Às Estrelas”, 2019), o segundo longa do diretor é ainda mais deslumbrante e perturbador. E principalmente, “O Farol” (The Lighthouse, 2019) não é um filme que será apreciado por qualquer um, o que não necessariamente o torna uma obra prima.

A trama de passa no início do século XX. Thomas Wake (Willem Dafoe), responsável pelo farol de uma ilha isolada, contrata um jovem (Robert Pattinson) para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, fenômenos estranhos começam a acontecer ao redor.
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Crítica: “Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker” é um desfecho covarde para uma saga memorável

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de dezembro de 2019

Foto: Divulgação

Se tem algo que pode definir essa recente trilogia da longínqua franquia “Star Wars” é: falta de sincronia. “O Despertar da Força” (The Force Awakens, 2015) funcionou ao apelar para a nostalgia com um notório remake de “Uma Nova Esperança” (A New Hope, 1977) enquanto apresentava os novos personagens. “Os Últimos Jedi” (The Last Jedi, 2017) gerou a revolta de fãs conservadores por tomar rumos inéditos e ousados. Chegaram até, pasmem, a pedir que ele fosse retirado do cânone.

Diante do risco de desagradar os “roteiristas de internet”, este “Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker” (Star Wars: Episode IX – The Rise of Skywalker, 2019) basicamente se resume a desfazer o que o anterior fez e a “pedir desculpas” ao “Fandom”, soando como um desfecho genérico e com pouco valor próprio.

Na trama, com o retorno do Imperador Palpatine (Ian McDiarmid), todos voltam a temer seu poder e, com isso, a Resistência toma a frente da batalha que ditará os rumos da galáxia. Treinando para ser uma completa Jedi, Rey (Daisy Ridley) ainda se encontra em conflito com seu passado e futuro, mas teme pelas respostas que pode conseguir a partir de sua complexa ligação com Kylo Ren (Adam Driver), que também se encontra em conflito pela Força.
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Crítica: “História de Um Casamento” consegue trazer beleza num processo de dor

Por Thiago Sampaio em Crítica

23 de dezembro de 2019

Foto: Divulgação

A Netlix, definitivamente, está trabalhando para chegar com força ao Oscar de 2020! Além da obra-prima “O Irlandês (The Irishman, 2019), a plataforma de streaming lançou este delicado drama “História de Um Casamento” (Marriage Story, 2019), que, mesmo sem maiores apelos comerciais além da dupla de protagonistas, certamente figura entre os melhores do ano.

Dirigido e roteirizado pelo ótimo Noah Baumbach (“A Lula e a Baleia”, 2005; “Frances Ha”, 2012), o filme aborda o processo de divórcio do casal Charlie (Adam Driver), um conhecido diretor de teatro, e Nicole (Scarlett Johansson), uma atriz que busca reconstruir a carreira. Os dois concordam em não contratar advogados, porém, os planos mudam e o acordo caminha para ser não tão pacífico como planejavam.

Pela temática, já é possível imaginar que não se trata de uma obra feliz e o cineasta transmite a sensação de existir um elefante na sala, um incômodo constante. Para isso ele constrói metáforas visuais, como a distância entre os dois no metrô separadas por uma barra de ferro; a sala vazia de Charlie; quando portas se fecham, literalmente, na sua cara; ou quando buzinas estridentes, típicas do caos de Nova York, ecoam nos seus ouvidos após receber uma notícia.
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Crítica: “Parasita” passeia por gêneros e faz crítica social com absurda precisão

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de dezembro de 2019

Foto: Divulgação

Não é de hoje que o diretor Bong Joon Ho (“Memórias de Um Assassino”, 2003; “O Hospedeiro”, 2006; “Okja”, 2017) insere críticas sociais disfarçadas em obras comerciais, sejam elas de terror, comédia ou aventura. Um dos maiores destaques entre a crítica internacional de 2019 e que provavelmente irá figurar entre as principais premiações de 2020, “Parasita” (Parasite, 2019) é talvez o longa em que o cineasta sul-coreano melhor aplique a sua visão de desigualdade social, transitando entre gêneros de uma maneira funcional e nada fácil. Tudo é milimetricamente planejado para ter a sua função na narrativa, tornando a produção de uma riqueza rara.

Na trama, toda a família de Kim está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota da rica família Park. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha elaboram um plano para se infiltrarem na burguesia, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.
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Crítica: “O Irlandês” é a “canção do cisne” da carreira de Martin Scorsese

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de novembro de 2019

Foto: Divulgação

A carreira do cineasta Martin Scorsese dispensa apresentações e qualquer elogio é redundante. Porém, ele sempre é referenciado por suas produções sobre máfia. Desde “Caminhos Perigosos” (Mean Streets, 1973), o clássico “Os Bons Companheiros” (Goodfellas, 1990), o ótimo “Cassino” (Casino, 1995), ele moldou a sua identidade. Mesmo que abordada por outro viés, como em “Os Infiltrados” (The Departed, 2006) e “O Lobo de Wall Street” (The Wolf of Wall Street, 2013), a temática de alguma forma vinha à tona.

Aos 77 anos, ele faz talvez a sua obra mais pessoal. Para tornar “O Irlandês” (The Irishman, 2019) realidade, ouviu negativas de vários estúdios até receber o aval da Netflix. De fato, produzir um longa de 3h29min de duração, orçamento que especula-se que se aproximou de U$ 170 milhões, retornando a um subgênero considerado obsoleto, era uma aposta arriscada. Mas tudo é justificado. Para além de um filme, se trata de uma espécie de releitura de toda uma carreira, agora sob o olhar de quem carrega uma bagagem pesada de experiência.
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Crítica: “O Irlandês” é a “canção do cisne” da carreira de Martin Scorsese

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de novembro de 2019

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A carreira do cineasta Martin Scorsese dispensa apresentações e qualquer elogio é redundante. Porém, ele sempre é referenciado por suas produções sobre máfia. Desde “Caminhos Perigosos” (Mean Streets, 1973), o clássico “Os Bons Companheiros” (Goodfellas, 1990), o ótimo “Cassino” (Casino, 1995), ele moldou a sua identidade. Mesmo que abordada por outro viés, como em “Os Infiltrados” (The Departed, 2006) e “O Lobo de Wall Street” (The Wolf of Wall Street, 2013), a temática de alguma forma vinha à tona.

Aos 77 anos, ele faz talvez a sua obra mais pessoal. Para tornar “O Irlandês” (The Irishman, 2019) realidade, ouviu negativas de vários estúdios até receber o aval da Netflix. De fato, produzir um longa de 3h29min de duração, orçamento que especula-se que se aproximou de U$ 170 milhões, retornando a um subgênero considerado obsoleto, era uma aposta arriscada. Mas tudo é justificado. Para além de um filme, se trata de uma espécie de releitura de toda uma carreira, agora sob o olhar de quem carrega uma bagagem pesada de experiência.
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