Netflix Archives - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Netflix

Crítica: “The Old Guard” balança na ação mas acerta na ousadia

Por Thiago Sampaio em Crítica

15 de julho de 2020

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

É curioso como Hollywood insiste em fazer de Charlize Theron, uma atriz que tem um Oscar na prateleira (por “Monster”, 2003), uma estrela de filmes de ação. Desde o fraco “Aeon Flux” (idem, 2005), passando pela obra prima “Mad Max – Estrada da Fúria” (2015), como vilã de “Velozes e Furiosos 8” (2017) e no eficiente “Atômica” (2017), ela parece estar se divertindo com isso.

Quando surgiram nos materiais de divulgação deste “The Old Guard” (idem, 2020), lançado pela Netflix, com armas que que pareciam saídas de jogos de RPG, a impressão é que seria algo na linha de “Aeon Flux”. Mas felizmente o projeto surpreendeu por adotar um tom bem menos frenético e mais reflexivo.

Baseado na história em quadrinhos de Greg Rucka e Leandro Fernandez, o longa apresenta um grupo de soldados com uma pequena peculiaridade: eles são imortais. Eles vivem através dos anos oferecendo seus serviços como mercenários para aqueles que podem pagar, realizando missões que acreditam serem justas para o mundo. A rotina deles muda por completo quando descobrem a existência de uma nova importam que vem a se juntar a eles.
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Crítica: “Destacamento Blood” é Spike Lee com ação e ironia afiada

Por Thiago Sampaio em Crítica

05 de julho de 2020

Foto: Divulgação

A temática racial sempre esteve presente na carreira de Spike Lee (dos ótimos “Faça a Coisa Certa”, 1989; “Febre da Selva”, 1991), que levou em 2019 o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado pelo excelente “Infiltrado na Klan” (BlacKKKlansman, 2019). Seu mais recente projeto, “Destacamento Blood” (Da 5 Blood, 2020), lançado pela Netflix, não poderia vir em momento mais apropriado, em que o mundo se comoveu pela morte bárbara de George Floyd por um policial branco e o slogan “Black Lives Matter” ganhou ampla repercussão.

Na trama, quatro veteranos da Guerra do Vietnã voltam aquele cenário para procurar um ouro que haviam enterrado e também o corpo do amigo e antigo líder do grupo.

Como é típico de Spike Lee, as mensagens muitas vezes ficam implícitas, até de maneira irônica. É comum ele fazer o seu produto leve sob uma embalagem comercial, até para ganhar mais amplitude, mas sem deixar suas críticas nas entrelinhas.
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Crítica: Netflix acerta com “Resgate”, longa de ação diferenciado e entretenimento de alto nível

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de Abril de 2020

Foto: Divulgação

Uma obra de ação estrelada pelo ator que vive o Thor, produzida e roteirizada pelos diretores de “Vingadores: Guerra Infinita” (2018) e “Ultimato” (2019) certamente teria apelo nos cinemas. Mas em tempos de isolamento social por conta da pandemia do coronavirus, “Resgate” (Extraction, 2020), produção original da Netflix, ganhou uma notoriedade talvez até maior do que teria. Ainda bem, pois não só temos o melhor longa do gênero lançado pela plataforma de streaming, como ele tem valor próprio para cair no gosto popular.

Na trama, um mercenário (vivido por Chris Hemsworth) é contratado junto a uma equipe para a missão de resgatar um garoto indiano, filho de um mafioso preso no país, que é sequestrado por um rival, chefão do tráfico de drogas de Bangladesh.
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Crítica: “História de Um Casamento” consegue trazer beleza num processo de dor

Por Thiago Sampaio em Crítica

23 de dezembro de 2019

Foto: Divulgação

A Netlix, definitivamente, está trabalhando para chegar com força ao Oscar de 2020! Além da obra-prima “O Irlandês (The Irishman, 2019), a plataforma de streaming lançou este delicado drama “História de Um Casamento” (Marriage Story, 2019), que, mesmo sem maiores apelos comerciais além da dupla de protagonistas, certamente figura entre os melhores do ano.

Dirigido e roteirizado pelo ótimo Noah Baumbach (“A Lula e a Baleia”, 2005; “Frances Ha”, 2012), o filme aborda o processo de divórcio do casal Charlie (Adam Driver), um conhecido diretor de teatro, e Nicole (Scarlett Johansson), uma atriz que busca reconstruir a carreira. Os dois concordam em não contratar advogados, porém, os planos mudam e o acordo caminha para ser não tão pacífico como planejavam.

Pela temática, já é possível imaginar que não se trata de uma obra feliz e o cineasta transmite a sensação de existir um elefante na sala, um incômodo constante. Para isso ele constrói metáforas visuais, como a distância entre os dois no metrô separadas por uma barra de ferro; a sala vazia de Charlie; quando portas se fecham, literalmente, na sua cara; ou quando buzinas estridentes, típicas do caos de Nova York, ecoam nos seus ouvidos após receber uma notícia.
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Crítica: “O Irlandês” é a “canção do cisne” da carreira de Martin Scorsese

Por Thiago Sampaio em Crítica

27 de novembro de 2019

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A carreira do cineasta Martin Scorsese dispensa apresentações e qualquer elogio é redundante. Porém, ele sempre é referenciado por suas produções sobre máfia. Desde “Caminhos Perigosos” (Mean Streets, 1973), o clássico “Os Bons Companheiros” (Goodfellas, 1990), o ótimo “Cassino” (Casino, 1995), ele moldou a sua identidade. Mesmo que abordada por outro viés, como em “Os Infiltrados” (The Departed, 2006) e “O Lobo de Wall Street” (The Wolf of Wall Street, 2013), a temática de alguma forma vinha à tona.

Aos 77 anos, ele faz talvez a sua obra mais pessoal. Para tornar “O Irlandês” (The Irishman, 2019) realidade, ouviu negativas de vários estúdios até receber o aval da Netflix. De fato, produzir um longa de 3h29min de duração, orçamento que especula-se que se aproximou de U$ 170 milhões, retornando a um subgênero considerado obsoleto, era uma aposta arriscada. Mas tudo é justificado. Para além de um filme, se trata de uma espécie de releitura de toda uma carreira, agora sob o olhar de quem carrega uma bagagem pesada de experiência.
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Crítica: “El Camino” pouco acrescenta a “Breaking Bad”, mas honra o espírito da série

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de outubro de 2019

Foto: Divulgação

Obs: alerta de possíveis spoilers!

Não tem como negar que “Breaking Bad” foi uma das séries mais celebradas dos últimos anos. E por puro mérito! Criada por Vince Gilligan, conseguiu abordar um contexto de degradação humana com muito humor negro, personagens cativantes e uma direção cheia de personalidade. Durou cinco temporadas, contando a história que tinha para ser contada e fechou com um final quase irretocável em 2013.

Por mais que muitos fãs tenham se empolgado com o anúncio de um filme baseado naquele universo, alguns questionaram a sua real necessidade. De fato, “El Camino: A Breaking Bad Movie” (idem, 2019), lançado pela Netflix, é um epílogo que não precisava existir. Ainda assim, é bem realizado, honra o espírito do seriado e desperta a nostalgia nos saudosistas.

Na trama, após fugir do cativeiro onde foi mantido quando sequestrado, Jesse Pinkman (Aaron Paul) inicia uma jornada em busca da própria liberdade, mas antes precisa se reconciliar com o passado, escapar da polícia, para, só então, ter seu futuro garantido.
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Crítica: Razoável na ação e com roteiro frouxo, “Operação Fronteira” não justifica o elenco de peso

Por Thiago Sampaio em Crítica

19 de Março de 2019

Foto: Divulgação

Já virou comum a Netflix comprar produções questionáveis que provavelmente passariam desapercebidas pelos cinemas, mas chegam com força na plataforma de streaming. É o caso deste “Operação Fronteira” (Triple Frontier, 2019), que começou a ser produzido em meados de 2009 e quase nada do material original foi aproveitado. Apoiado no elenco de peso que inclui Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal, além da força de Kathryn Bigelow (vencedora do Oscar por “Guerra Ao Terror”, 2008) como produtora, o longa funciona em partes, ainda que o resultado de um modo geral seja bem esquecível.

Na trama, Tom Davis (Affleck), Santiago Garcia (Isaac), Francisco Morales (Pascal), William Miller (Hunnam) e Ben Miller (Hedlund) são cinco ex-soldados das Forças Especiais dos Estados Unidos que decidem se reunir para executar um plano arriscado: roubar um poderoso senhor do crime na fronteira que separa o Brasil da Colômbia e do Peru. No entanto, quando o esquema dá errado, os antigos companheiros de batalha precisarão lutar por suas vidas.
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Crítica: “Bird Box” cumpre em partes o potencial que tem

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de Janeiro de 2019

Foto: Divulgação

Nunca um longa-metragem produzido diretamente para a plataforma de streaming gerou tanta repercussão como “Bird Box” (idem, 2018), ou “Caixa de Pássaros”, como preferirem. Graças ao enorme marketing feito pela Netflix, incluindo até trailer nos cinemas e a vinda de Sandra Bullock para a Comic Con Experience 2018, em São Paulo. Tudo isso impulsionou a curiosidade, viralizando a marca dos olhos vendados, gerando memes e diversas notícias sobre o próprio longa, movimentando as redes sociais.

Afinal, vale tanta audiência? Lembrando que nem sempre popularidade é sinônimo de qualidade. Cumpre o entretenimento – mais até do que boa parte das produções originais da empresa – mas não vai muito além e não tem nada de original, pairando a dúvida se teria o mesmo sucesso caso tivesse sido lançado nas telonas.

A trama se passa em um mundo pós-apocalíptico em que Malorie (Sandra Bullock) e seus filhos precisam chegar em um refúgio para escapar de criaturas que, ao serem vistas, fazem pessoas se tornarem extremamente violentas e cometerem suicídio. De olhos vendados para não serem afetados, a família segue o curso de um rio para chegar a um prometido lugar seguro.

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Crítica: “Aniquilação” e o bom uso da ficção como metáfora para a autodestruição humana

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Março de 2018

Foto: Divulgação

Desde os primórdios da humanidade, muito antes de o cinema existir, o gênero ficção científica já servia como ferramenta de cunho existencialista, para além apenas do entretenimento. Júlio Verne, H.G. Wells, dentre tantos outros nomes da literatura, já usavam suas artes imaginando transformação. E esta palavra é a força motriz deste “Aniquilação” (Annihilation, 2018), segundo longa dirigido por Alex Garland, que antes havia mostrado seu talento com o também sci-fi filosofal “Ex Machina: Instinto Artificial” (Ex Machina, 2014).

Novo longa que, por ter sido um fracasso nos Estados Unidos no fim de semana de estreia, foi vendido para a Netflix e lançado pela plataforma de streaming para o resto do mundo (deixando claro que não se trata de uma produção original). Em termos de expectativa e repercussão pela internet, deu muito certo! Mas dificilmente entrará para o hall dos grandes clássicos do gênero, apesar de render uma profunda reflexão.

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Crítica: “Aniquilação” e o bom uso da ficção como metáfora para a autodestruição humana

Por Thiago Sampaio em Crítica

20 de Março de 2018

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Desde os primórdios da humanidade, muito antes de o cinema existir, o gênero ficção científica já servia como ferramenta de cunho existencialista, para além apenas do entretenimento. Júlio Verne, H.G. Wells, dentre tantos outros nomes da literatura, já usavam suas artes imaginando transformação. E esta palavra é a força motriz deste “Aniquilação” (Annihilation, 2018), segundo longa dirigido por Alex Garland, que antes havia mostrado seu talento com o também sci-fi filosofal “Ex Machina: Instinto Artificial” (Ex Machina, 2014).

Novo longa que, por ter sido um fracasso nos Estados Unidos no fim de semana de estreia, foi vendido para a Netflix e lançado pela plataforma de streaming para o resto do mundo (deixando claro que não se trata de uma produção original). Em termos de expectativa e repercussão pela internet, deu muito certo! Mas dificilmente entrará para o hall dos grandes clássicos do gênero, apesar de render uma profunda reflexão.

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