Rami Malek Archives - Cinema Sinergia 
Publicidade

Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

Rami Malek

No Oscar vencido por “Green Book”, o maior vencedor foi Spike Lee!

Por Thiago Sampaio em Oscar

25 de Fevereiro de 2019

Siga no instragam a página @cinemasinergia

“Há 400 anos nós fomos roubados da África e trazidos para a Virginia, escravizados. A minha avó, que viveu até 100 anos de idade, apesar de sua mãe ter sido escrava, conseguiu se formar. Ela viveu anos com seu seguro social, e conseguiu me levar para a universidade NYU. Diante do mundo, eu gostaria de reverenciar os ancestrais que construíram esse país, e também os que sofreram genocídios. Os ancestrais que vão ajudar a voltarmos a ganhar nossa humanidade. As eleições de 2020 estão chegando, vamos pensar nisso. Vamos nos mobilizar, estar do lado certo da história. É uma escolha moral. Do amor sobre ódio. Vamos fazer a coisa certa”, disse Spike Lee.

Esse épico discurso do cineasta, que levou o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado por “Infiltrado na Klan” foi o ápice da noite do Oscar 2019, numa cerimônia bem mais apressada do que o de costume, cheia de lições sobre diversidade e poucos efeitos reais.

O vencedor do prêmio principal foi “Green Book – O Guia”, numa aposta “segura” da Academia por ser um longa “good vibes”, com menor risco de desagradar o público em geral. Tem sua pitada social ao criticar o racismo, porém, como plataforma para humanizar um branco protagonista. E toda a equipe de produção é formada por brancos.

O então principal candidato, “Roma”, foi contemplado com os prêmios de Melhor Diretor para o mexicano Alfonso Cuarón e Melhor Filme Estrangeiro (além de Fotografia), numa típica manobra de distribuição dos troféus para não deixar ninguém insatisfeito.
Leia mais

Publicidade

Confira os tradicionais pitacos nas principais categorias do Oscar 2019

Por Thiago Sampaio em Oscar

22 de Fevereiro de 2019

A 91ª cerimônia do Oscar acontece na noite deste domingo (24), no tradicional Teatro Dolby, Hollywood, Los Angeles. E como já é tradição anual aqui no blog, lanço os meus palpites (alguns bem certeiros, outros nem tanto) sobre as principais categorias.

Foto: Divulgação

Enquanto alguns prêmios já são praticamente certos, como o de Melhor Canção para “Shallow”, de “Nasce Uma Estrela”, e o de Melhor Ator Coadjuvante para Mahershala Ali por “Green Book – O Guia”, e outros só faltam mesmo a confirmação, como o de Melhor Animação para “Homem-Aranha no Aranhaverso”, muitos seguem em aberto.

Incluindo a categoria principal, em que “Roma” chega com um leve favoritismo, mas a sombra de “A Favorita” e “Green Book” o afronta. O espetacular “Infiltrado na Klan”, apesar de ter perdido força, não pode ser considerado carta fora do baralho.

Esta foi uma edição rodeada de invenções que não vingaram, começando pela ideia sem noção da criação da categoria Melhor Filme Popular, que felizmente desistiram diante das críticas.

A apresentação inicialmente ficaria a cargo de Kevin Hart, mas após a descobertas de piadas politicamente incorretas feitas por ele no Twitter no passado, ele próprio optou por sair do comando. Pela primeira vez, não haverá um apresentador principal, e sim um rodízio, no melhor estilo Saturday Night Live.

Também foi divulgado que, com o intuito de diminuir a duração da transmissão de quatro horas para três, as categorias Fotografia, Edição, Curta Metragem e Maquiagem seriam anunciadas durante o intervalo. Também mudaram de ideia.

Além das tradicionais apresentações das indicadas a Melhor Canção (que não contarão com SZA e Kendrick Lamar, que concorrem por “All The Stars”, de “Pantera Negra”), um mini show da banda Queen foi confirmado.

Mas chega de conversa fiada e vamos aos palpites!
Leia mais

Publicidade

Crítica: “Bohemian Rhapsody” é uma ótima ficção sobre uma das principais bandas de todos os tempos

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de novembro de 2018

Foto: Divulgação

Toda cinebiografia está sujeita à visão do seu realizador, sendo inevitável o julgamento por parte de fãs por falta de fidelidade de alguns fatos, adaptação e compilação de outros. Se tratando de uma das bandas mais transgressoras de todos os tempos como o Queen, o nível de exigência é elevado ao cubo. Porém, muitos esquecem a diferença entre um documentário e ficção com liberdades criativas, caso deste “Bohemian Rhapsody” (idem, 2018).

O papel da crítica, no caso, é avaliar o longa-metragem da maneira como ele fora feito e não como poderia ser. O Queen merecia uma direção com tons experimentais, assim como era o som da banda? Um maior aprofundamento das excentricidades de Freddie Mercury? Talvez. Mas aí estamos falando de algo que existe apenas no imaginário de muitos. O filme que foi feito tem uma estrutura apenas correta, de fácil apreciação e que acerta ao emocionar utilizando a principal ferramenta do quarteto: a arte!

Na “história”, Farrokh Bulsara (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.

Leia mais

Publicidade

Crítica: “Bohemian Rhapsody” é uma ótima ficção sobre uma das principais bandas de todos os tempos

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de novembro de 2018

Foto: Divulgação

Toda cinebiografia está sujeita à visão do seu realizador, sendo inevitável o julgamento por parte de fãs por falta de fidelidade de alguns fatos, adaptação e compilação de outros. Se tratando de uma das bandas mais transgressoras de todos os tempos como o Queen, o nível de exigência é elevado ao cubo. Porém, muitos esquecem a diferença entre um documentário e ficção com liberdades criativas, caso deste “Bohemian Rhapsody” (idem, 2018).

O papel da crítica, no caso, é avaliar o longa-metragem da maneira como ele fora feito e não como poderia ser. O Queen merecia uma direção com tons experimentais, assim como era o som da banda? Um maior aprofundamento das excentricidades de Freddie Mercury? Talvez. Mas aí estamos falando de algo que existe apenas no imaginário de muitos. O filme que foi feito tem uma estrutura apenas correta, de fácil apreciação e que acerta ao emocionar utilizando a principal ferramenta do quarteto: a arte!

Na “história”, Farrokh Bulsara (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen, durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.

(mais…)