thiago sampaio Archives - Cinema Sinergia 
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Cinema Sinergia

por Thiago Sampaio

thiago sampaio

Crítica: Inferior ao primeiro, “It – Capítulo 2” compensa com muitos bons valores

Por Thiago Sampaio em Crítica

11 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

A nova versão de “It – A Coisa” (It, 2017) foi o longa de terror mais bem sucedido em bilheterias do cinema, faturando mais de U$ 700 milhões pelo mundo. Uma continuação era inevitável não apenas por causa dos resultados, mas pela necessidade de encerrar a história escrita por Stephen King (ainda que o primeiro tenha fechado de maneira satisfatória).

Os números parecem ter subido à cabeça dos realizadores, colocando em prática a ideia de que tudo pode ser ampliado. “It – Capítulo 2” (It Chapter Two, 2019) tem os seus excessos, mas ainda garante vários momentos convincentes e uma conclusão digna para aquela trama, ainda que o horror fique em partes de lado. O que não necessariamente é um problema.

A sinopse: 27 anos depois dos eventos do longa anterior, Mike (Isaiah Mustafa) percebe que o palhaço Pennywise (Bill Skarsgard) está de volta a cidade de Derry. Ele convoca os antigos amigos do “Clube dos Otários” para honrar a promessa de infância e acabar com o inimigo.
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Crítica: “Yesterday” se apoia no legado dos Beatles e entrega uma produção apenas regular

Por Thiago Sampaio em Crítica

09 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

O que seria de um mundo em que apenas uma pessoa conhecesse as músicas dos Beatles? Junte isso a uma direção de ninguém menos que Danny Boyle (de “Trainspotting”, 1996, “Quero Ser Um Milionário”, 2008) e um roteiro de Richard Curtis (“Um Lugar Chamado Notting Hill”, 1999, “Simplesmente Amor”, 2003). Uma fórmula perfeita? Talvez. Funciona? Em partes! Por mais que tente de fugir do tradicional, o resultado é uma produção que sempre cai no lugar comum e tem como maior mérito a apreciação das músicas de uma das melhores (se não a melhor!) banda de todos os tempos.

A trama é bem simples: após sofrer um acidente, o cantor-compositor frustrado Jack Malick (Himesh Patel) acorda numa espécie de realidade paralela onde ninguém, além dele próprio, conhece as músicas dos Beatles. Com as canções de seus ídolos, o tímido rapaz se torna um sucesso, o que acaba por trazer vários problemas para a sua vida pessoal.
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Crítica: “Bacurau” é um brilhante amontoado de influências cinematográficas e críticas sociais

Por Thiago Sampaio em Crítica

04 de setembro de 2019

Foto: Divulgação

Num país que desvaloriza cada vez mais a cultura e ameaça extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine), essa obra vem como um tapa na cara. Ou melhor, como uma ignorância violenta condizente com a situação atual do Brasil que só um bom nordestino como Kléber Mendonça Filho e seu tradicional contribuinte Juliano Dornelles poderiam materializar. “Bacurau” (idem, 2019) é direto em sua narrativa, porém, não deve ser absolvido com facilidade pelo grande público pois muitos não enxergam o que está diante dos olhos. Mas a ideia de um futuro distópico (que não é tão distante do nosso mundo atual) fica bem explícita.

Na trama, pouco após a morte de dona Carmelita, aos 94 anos, os moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro, chamado Bacurau, descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, percebem algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, visitantes chegam à cidade pela primeira vez.
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Crítica: Com “Era Um Vez em…Hollywood”, Tarantino faz uma homenagem com muita responsabilidade

Por Thiago Sampaio em Crítica

21 de agosto de 2019

Foto: Divulgação

Um funcionário da Blockbuster que, nas horas livres, consumia a arte dos filmes “B”, aquelas fitas que ficavam lá atrás das prateleiras, principalmente do gênero western spaghetti e longas de artes marciais orientais. Esse é Quentin Tarantino, que ao longo dos anos construiu a sua forte marca como cineasta, destilando todas as suas influências. Porém, ele ainda não havia feito a sua homenagem explícita ao cinema propriamente dito. Em “Era Uma Vez em…Hollywood” (Once Upon a Time in…Hollywood, 2019) ele entrega um dos seus projetos mais maduros e forte candidato a novo clássico!

A trama se passa em Los Angeles, 1969. Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um ator de TV que, juntamente com seu dublê (Brad Pitt), está decidido a fazer o nome em Hollywood. Para tanto, ele conhece muitas pessoas influentes na indústria cinematográfica, o que os acaba levando aos assassinatos realizados por Charles Manson na época, entre eles o da atriz Sharon Tate (Margot Robbie), que na época estava grávida do diretor Roman Polanski.
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Crítica: “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal” traz uma romantização nem tão funcional de um assassino

Por Thiago Sampaio em Crítica

01 de agosto de 2019

Foto: Divulgação

O título nacional “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal” (tradução livre de “Extremely Wicked, Shockingly Evil, And Vile”, 2019, algo como “Extremamente cruel, chocantemente perverso e depravado”) traduz um pouco a ironia contida nesta produção. A ideia é mostrar o lado humano e carismático de um assassino que abusou e fez diversas atrocidades com mais de 30 mulheres, num outro ponto de vista. E funciona em partes por conseguir transmitir a dualidade, dando até benefício da dúvida para aquele sujeito que sempre transpareceu charme e carisma.

A trama traz o julgamento de Ted Bundy (Zac Efron), famoso serial killer americano da década de 1970. Ele se tornou famoso em todo o país, em parte por causa da fama de sedutor, que levou a conquistar várias fãs, e em parte por ter efetuado sua própria defesa nos tribunais. Aqui, a trajetória é contada pelo ponto das mulheres: Liz Kendall (Lily Collins), com quem se casou, e Carole Ann Boone (Kaya Scodelario), amante que o apoiou durante a fase final da vida.
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Crítica: Remake de “O Rei Leão” é um deslumbre visual que carece de carisma

Por Thiago Sampaio em Crítica

25 de julho de 2019

Foto: Divulgação

A animação clássica “O Rei Leão” (The Lion King, 1994) é uma das produções mais admiradas da Walt Disney. E por ter uma memória afetiva tão forte por parte do público, a realização de um live-action (?!) era vista com desconfiança. Mas como é o capitalismo quem manda, o projeto andou. Trouxeram Jon Favreau para a direção, respaldado pelo bom trabalho de adaptação em “Mogli – O Menino Lobo” (The Jungle Book, 2016), numa aposta até segura. E o resultado é um misto de impressões. Ao mesmo tempo em que tudo é muito bonito de se ver, fica um certo incômodo no ar e a satisfação se deve ao valor da obra original.

A trama é a mesma: Simba (vozes de JD McCrary e Donald Glover) é o herdeiro de seu pai, Mufasa (James Earl Jones). O tio malvado do pequeno leão, Scar (voz de Chiwetel Ejiofor), planeja roubar o trono, atraindo pai e filho para uma emboscada. Um acidente fatal faz com que Simba fuja do reino e, longe dali, encontra um novo lar e estilo de vida com a ajuda de Timão (voz de Billy Eichner) e Pumba (Seth Rogen). Mas inevitavelmente ele precisa se reencontrar com o seu passado e recuperar o comando da sua terra.
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Crítica: “Divino Amor” mistura sexo e religião numa ousada crítica ao Brasil atual

Por Thiago Sampaio em Crítica

16 de julho de 2019

Foto: Divulgação

Muitos têm a impressão de que o cinema brasileiro se assemelha a telenovelas, se apoiando na popularidade de atores famosos para emplacar sucesso. Porém, alguns cineastas se destacam por trazer criatividade e traços autorais. Desta nova geração, o pernambucano Gabriel Mascaro, de 35 anos, vem ganhando merecido espaço.

Após estreia sem muitos alardes em “Ventos de Agosto” (2014), recebeu muitas críticas positivas logo no ano seguinte, com “Boi Neon” (2015). Agora em “Divino Amor” (2019), ele volta trabalhar com temas ousados e utilizando uma estética que não busca a fácil apreciação do grande público.

A trama apresenta Joana (Dira Paes), uma escrivã de cartório, que usa sua posição no trabalho para salvar casais que chegam para se divorciar. Ela faz de tudo para levar os clientes a participarem de uma terapia religiosa de reconciliação no grupo “Divino Amor”.
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Crítica: “Toy Story 4” mantém a magia da franquia com maestria

Por Thiago Sampaio em Crítica

28 de junho de 2019

Quem viu o primeiro “Toy Story” (idem, 1995) na época do lançamento, não só conferiu a revolução técnica da primeira animação 3D já feita (esqueçam aquela briga com o nacional “Cassiopeia”, 1996), como provavelmente cresceu e se emocionou junto com aqueles brinquedos. “Toy Story 3” (idem, 2010) foi um dos melhores desfechos de trilogias do cinema. Quem não chorou ali, humano não é! Por isso, era difícil entender a necessidade de um quarto filme. E mesmo rodeado de desconfianças, a Pixar mais uma vez mostra a sua maestria e entrega mais um excelente episódio desta marcante saga sobre amizade e amadurecimento.

Na trama, agora morando na casa da pequena Bonnie, Woody (voz de Tom Hanks) apresenta aos amigos o novo brinquedo construído por ela: Garfinho (voz do comediante Tony Hale). O novo posto de brinquedo não o agrada, o que faz com que ele fuja. Decidido a trazer de volta o amigo, Woody parte em seu encalço e, no caminho, reencontra Betty (voz de Annie Potts), que agora vive em um parque de diversões.
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Crítica: “Rocketman” é uma viagem louca e sentimental…assim como a vida e obra de Elton John!

Por Thiago Sampaio em Crítica

06 de junho de 2019

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Um músico tão brilhante e exótico como Elton John não merecia um filme convencional. E “Rocketman” (idem, 2019), definitivamente, não é. Trata-se de uma viagem cheia de loucuras no estilo de “Across The Universe” (idem, 2007), mas também com arco dramático muito bem desenvolvido, honrando a imagem do artista. Nem tenta ser realista, comprovando que a criatividade em cinebiografias ainda está viva!

Inevitável a comparação com o superestimado e vencedor de quatro Oscar, “Bohemian Rhapsody” (idem, 2018), cinebiografia da banda Queen. Não apenas por contarem a história de ícones britânicos da música, mas porque o diretor Dexter Fletcher esteve envolvido em ambos os projetos. Com as polêmicas sobre abuso sexual envolvendo Bryan Singer, foi Fletcher quem concluiu as filmagens daquela atribulada produção e, aqui, teve a chance de conferir a sua identidade, algo que ainda era desconhecida, visto que ele pouco mostrou em seus longas anteriores, como “Voando Alto” (Eddie The Eagle, 2015) e “Sunshine on Leith” (2013).
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Crítica: “John Wick 3: Parabellum” consolida a franquia como a melhor do gênero ação da atualidade

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de Maio de 2019

Foto: Divulgação

Quando o primeiro “John Wick” foi lançado, os distribuidores no Brasil sequer pensaram na possibilidade daquele longa virar uma franquia de sucesso, tanto que chegou com o título “De Volta ao Jogo” (John Wick, 2014). Custou “apenas” U$ 20 milhões, mas se saiu bem o suficiente para ganhar uma sequência.

“John Wick 2: Um Novo Dia Para Matar” (John Wick: Chapter Two, 2017) veio para colocar a saga num novo patamar do gênero ação da atualidade, além de resgatar o prestígio de Keanu Reeves. Agora, “John Wick 3: Parabellum” (John Wick: Chapter 3 – Parabellum) vem para consolidar esse status. Não importa a história. É raro encontrarmos sequências de matança tão criativas como as do “Baba Yaga”.

A trama começa logo onde termina o segundo filme. Após assassinar o chefe da máfia Santino D’Antonio no Hotel Continental, John Wick (Keanu Reeves) passa a ser perseguido pelos membros da Alta Cúpula sob a recompensa de U$14 milhões. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado enquanto luta por sua sobrevivência.
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Crítica: “John Wick 3: Parabellum” consolida a franquia como a melhor do gênero ação da atualidade

Por Thiago Sampaio em Crítica

29 de Maio de 2019

Foto: Divulgação

Quando o primeiro “John Wick” foi lançado, os distribuidores no Brasil sequer pensaram na possibilidade daquele longa virar uma franquia de sucesso, tanto que chegou com o título “De Volta ao Jogo” (John Wick, 2014). Custou “apenas” U$ 20 milhões, mas se saiu bem o suficiente para ganhar uma sequência.

“John Wick 2: Um Novo Dia Para Matar” (John Wick: Chapter Two, 2017) veio para colocar a saga num novo patamar do gênero ação da atualidade, além de resgatar o prestígio de Keanu Reeves. Agora, “John Wick 3: Parabellum” (John Wick: Chapter 3 – Parabellum) vem para consolidar esse status. Não importa a história. É raro encontrarmos sequências de matança tão criativas como as do “Baba Yaga”.

A trama começa logo onde termina o segundo filme. Após assassinar o chefe da máfia Santino D’Antonio no Hotel Continental, John Wick (Keanu Reeves) passa a ser perseguido pelos membros da Alta Cúpula sob a recompensa de U$14 milhões. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado enquanto luta por sua sobrevivência.
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