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Pela preservação dos empregos: ações durante a crise - Vagas Online 
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Vagas Online

por Márcia Catunda

Pela preservação dos empregos: ações durante a crise

Por Márcia Catunda em Artigo

05 de Maio de 2020

Por Gilson Chequeto – CEO da Lincros

Desde que a pandemia causada pelo coronavírus chegou ao Brasil, milhares de pessoas perderam seus empregos. Aqui na Lincros, nós decidimos fazer de tudo para evitar que isso aconteça. Nossa prioridade é manter todo o nosso time – porque, afinal, as pessoas são nosso maior valor e nosso melhor legado. São elas que transformam tecnologia em soluções eficientes – mesmo com tudo o que vem acontecendo. É difícil imaginar o que enfrenta uma família que, da noite para o dia, se viu desamparada em uma situação tão complexa quanto essa. Também creio que tomar a decisão de desligar parte da equipe que faz o seu negócio acontecer seja uma das mais difíceis que um líder tenha que tomar.

À frente de uma empresa de tecnologia, também me vi diante de decisões cruciais neste momento. Mesmo que a logística, segmento para o qual desenvolvemos soluções de gestão, não tenha parado por completo, é inegável que também sofremos o impacto de uma economia estagnada. Os últimos dois meses foram extremamente complexos e demandaram diversas ações para manutenção da operação.

Em todo este contexto, no entanto, nos propomos a duas questões que consideramos cruciais: manter a operação logística de nossos clientes, atuando em melhorias e reforço das soluções que ofertamos; e garantir não só a segurança das pessoas que trabalham em nossa empresa, mas também ajustar o que for necessário para que demissões sejam a última coisa que tenhamos que fazer.

Essa decisão é baseada não em emoções – mesmo que seja impactante qualquer ação que envolva o futuro das pessoas, mas na racionalidade. Primeiramente, porque acreditamos que a transformação logística será ainda mais fundamental neste momento, e que apenas soluções de ponta garantirão a melhoria das operações de transporte no país, a fim de minimizar custos e impactos em toda a cadeia de distribuição. E segundo porque mantemos o otimismo quanto à retomada econômica em que um time qualificado fará a diferença para que uma empresa desponte quando esse momento chegar.

Avaliar o cenário dessa forma foi apenas o primeiro passo para “organizar a casa” e enfrentar os desafios deste período incerto. E foi também com racionalidade que criamos um plano de ação muito claro e que já entrou em execução. Após a análise de mercado, projeção de vendas e posicionamento do setor logístico na crise, partimos para uma reestruturação temporária, que incluiu:

– Manutenção do relacionamento com investidores;

– Redução significativa de investimentos em marketing (com a suspensão da realização e presença em eventos do setor, por exemplo);

– Foco em atividades estratégicas para o período, como o desenvolvimento de treinamentos e materiais técnicos sobre as nossas soluções;

– Renegociação com a cadeia de fornecedores e instituições financeiras, que resultou em redução de custos e maiores prazos de pagamento;

– Fortalecimento do relacionamento com o portfólio de clientes, visando o incremento de contratos já estabelecidos, através de adoção de novas soluções;

– Redução do salário da diretoria.

Com estas ações conseguimos nos adequar ao momento que vivemos e manter o compromisso de gerar tecnologia de ponta a ponta para o segmento logístico e emprego e renda para a comunidade em que estamos inseridos. Talvez optar pelo desligamento de profissionais já nas primeiras semanas de crise fosse o caminho mais fácil para a redução de perdas do negócio. Mas o impacto dessa decisão vai além da nossa própria situação financeira. Quando as pessoas perdem a renda, deixam de consumir, reduzem a circulação de bens e serviços e, consequentemente, temos uma crise ainda mais longa. Abrir mão de algumas questões neste momento fará com que o cenário negativo seja superado mais rápido. E enquanto gestor, tomar a decisão de não realizar cortes neste momento e enquanto houver qualquer outra possibilidade é reafirmar o compromisso que a empresa tem não só com seus fundadores, mas com todos que de alguma forma são impactos por ela. Isso inclui quem, todos os dias, dedica seu tempo, conhecimento e energia para fazer os negócios acontecerem.

 *Gilson é CEO da Lincros, empresa de tecnologia que desenvolve soluções para gestão logística de transportes. Com o portfólio de softwares para logística mais completo do Brasil, a empresa promove o monitoramento  de mais de 20 mil veículos que circulam pelo país, e mais de R$ 1,7 bi em conta frete passam por soluções da empresa.

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Pela preservação dos empregos: ações durante a crise

Por Márcia Catunda em Artigo

05 de Maio de 2020

Por Gilson Chequeto – CEO da Lincros

Desde que a pandemia causada pelo coronavírus chegou ao Brasil, milhares de pessoas perderam seus empregos. Aqui na Lincros, nós decidimos fazer de tudo para evitar que isso aconteça. Nossa prioridade é manter todo o nosso time – porque, afinal, as pessoas são nosso maior valor e nosso melhor legado. São elas que transformam tecnologia em soluções eficientes – mesmo com tudo o que vem acontecendo. É difícil imaginar o que enfrenta uma família que, da noite para o dia, se viu desamparada em uma situação tão complexa quanto essa. Também creio que tomar a decisão de desligar parte da equipe que faz o seu negócio acontecer seja uma das mais difíceis que um líder tenha que tomar.

À frente de uma empresa de tecnologia, também me vi diante de decisões cruciais neste momento. Mesmo que a logística, segmento para o qual desenvolvemos soluções de gestão, não tenha parado por completo, é inegável que também sofremos o impacto de uma economia estagnada. Os últimos dois meses foram extremamente complexos e demandaram diversas ações para manutenção da operação.

Em todo este contexto, no entanto, nos propomos a duas questões que consideramos cruciais: manter a operação logística de nossos clientes, atuando em melhorias e reforço das soluções que ofertamos; e garantir não só a segurança das pessoas que trabalham em nossa empresa, mas também ajustar o que for necessário para que demissões sejam a última coisa que tenhamos que fazer.

Essa decisão é baseada não em emoções – mesmo que seja impactante qualquer ação que envolva o futuro das pessoas, mas na racionalidade. Primeiramente, porque acreditamos que a transformação logística será ainda mais fundamental neste momento, e que apenas soluções de ponta garantirão a melhoria das operações de transporte no país, a fim de minimizar custos e impactos em toda a cadeia de distribuição. E segundo porque mantemos o otimismo quanto à retomada econômica em que um time qualificado fará a diferença para que uma empresa desponte quando esse momento chegar.

Avaliar o cenário dessa forma foi apenas o primeiro passo para “organizar a casa” e enfrentar os desafios deste período incerto. E foi também com racionalidade que criamos um plano de ação muito claro e que já entrou em execução. Após a análise de mercado, projeção de vendas e posicionamento do setor logístico na crise, partimos para uma reestruturação temporária, que incluiu:

– Manutenção do relacionamento com investidores;

– Redução significativa de investimentos em marketing (com a suspensão da realização e presença em eventos do setor, por exemplo);

– Foco em atividades estratégicas para o período, como o desenvolvimento de treinamentos e materiais técnicos sobre as nossas soluções;

– Renegociação com a cadeia de fornecedores e instituições financeiras, que resultou em redução de custos e maiores prazos de pagamento;

– Fortalecimento do relacionamento com o portfólio de clientes, visando o incremento de contratos já estabelecidos, através de adoção de novas soluções;

– Redução do salário da diretoria.

Com estas ações conseguimos nos adequar ao momento que vivemos e manter o compromisso de gerar tecnologia de ponta a ponta para o segmento logístico e emprego e renda para a comunidade em que estamos inseridos. Talvez optar pelo desligamento de profissionais já nas primeiras semanas de crise fosse o caminho mais fácil para a redução de perdas do negócio. Mas o impacto dessa decisão vai além da nossa própria situação financeira. Quando as pessoas perdem a renda, deixam de consumir, reduzem a circulação de bens e serviços e, consequentemente, temos uma crise ainda mais longa. Abrir mão de algumas questões neste momento fará com que o cenário negativo seja superado mais rápido. E enquanto gestor, tomar a decisão de não realizar cortes neste momento e enquanto houver qualquer outra possibilidade é reafirmar o compromisso que a empresa tem não só com seus fundadores, mas com todos que de alguma forma são impactos por ela. Isso inclui quem, todos os dias, dedica seu tempo, conhecimento e energia para fazer os negócios acontecerem.

 *Gilson é CEO da Lincros, empresa de tecnologia que desenvolve soluções para gestão logística de transportes. Com o portfólio de softwares para logística mais completo do Brasil, a empresa promove o monitoramento  de mais de 20 mil veículos que circulam pelo país, e mais de R$ 1,7 bi em conta frete passam por soluções da empresa.