artigo Archives - Vagas Online 
Publicidade

Vagas Online

por Márcia Catunda

artigo

Os perigos da retomada: o que você precisa saber sobre saúde e segurança antes de voltar ao trabalho?

Por Márcia Catunda em Artigo

07 de julho de 2020

 

Por Alexandre Pierro – sócio-fundador da PALAS

A flexibilização da quarentena já é uma realidade para muitos locais no país. Cidades da Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, reabriram o comércio nesta semana – inclusive, com alguns já registrando aglomerações. Pouco a pouco, vamos voltando a sentir o gosto do que conhecíamos como normal, ainda que o dia a dia nas ruas ainda esteja cheio de restrições.

Para as empresas que estão planejando a volta ao trabalho, porém, ainda há muitas dúvidas. Mesmo com a liberação das atividades, é preciso estar atento às recomendações do poder público, além de organizações como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Questões de saúde e segurança no trabalho nunca estiveram tão em voga, principalmente depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) considerou a Covid-19 como uma doença ocupacional, o que, na prática, representa que as empresas podem ser auditadas caso seja comprovado um risco de contaminação no local de trabalho.

Hoje, a principal recomendação é evitar aglomerações. E, para isso, algumas medidas devem ser levadas em consideração. A primeira delas é entender que o trabalho não começa só quando o colaborador chega na empresa, mas desde o momento em que ele sai de casa. Todo o trajeto deve ser considerado.

Neste momento, é importante verificar se é possível flexibilizar as jornadas de trabalho, permitindo o trabalhador realizar suas atividades em casa e ir até o escritório somente em alguns dias da semana e evitando que os colaboradores utilizem o transporte público em horários de pico, se expondo ao risco de contaminação. Isso também permite distribuir de uma maneira mais organizada as entradas e saídas de funcionários, sem que haja muitas pessoas ao mesmo tempo nas empresas.

Alguns cargos administrativos, por exemplo, não precisam estar todos os dias no trabalho. Muitas empresas, principalmente na Europa, já adotavam medidas como essa justamente por entender que não é necessário ir trabalhar todo dia fisicamente. Se nada disso for possível, há casos de empresas que contrataram vans para garantir o deslocamento dos funcionários com segurança. O custo desses serviços costuma ser equivalente ao que ela desembolsaria com vale-transporte.

Outra ponderação é em relação a organização dos espaços de trabalho, com mesas a pelo menos dois metros de distância umas das outras. A higiene pessoal também precisa estar alinhada à higienização do posto de trabalho, equipamentos como mouse, notebook e itens de uso compartilhado. Isso sem falar no uso de sanitários compartilhados, cuja limpeza deve ser feita com mais frequência. Empresas que possuem refeitórios precisam reorganizar o espaço e os horários das refeições, de modo a evitar aglomerações.

A ventilação dos espaços deve ser uma prioridade. Não adianta ter um distanciamento considerado adequado se o ar condicionado do escritório não estiver com os filtros limpos e não houver troca de ar, ainda mais porque fica cada vez mais evidente que a Covid-19 é transmitida pelo ar. Recentemente, um grupo de 239 cientistas afirmou que partículas do novo coronavírus permanecem no ar em ambientes fechados, com capacidade de infectar as pessoas.

Especialmente em momentos como este, a análise e gestão de riscos podem contar com o auxílio de uma consultoria especializada, que saberá traçar os planos de implementação de mudanças alinhados à cultura da empresa. Além disso, empresas certificadas pela ISO 45.001 possuem métricas para avaliar tudo que diz respeito a saúde e segurança ocupacional de seus funcionários. Isso ajuda em momentos como esse porque permite atuar com a prevenção e não com a reação a eventos adversos.

O momento pede ação e planejamento. Não é possível expor os colaboradores a um risco ainda maior do que eles já enfrentam no dia a dia. É hora das empresas praticarem o zelo e a empatia, buscando minimizar o contágio entre funcionários e, inclusive, clientes. A PALAS conta com um programa de consultoria chamado Cuidar em que desenvolvemos estratégias de retomada para as empresas com base na ISO 45.001 e nas recomendações da ANVISA e da OMS. É preciso estar preparado para o futuro e todas as possibilidades de enfrentamento à doença. Assim, poderemos dar o primeiro passo em direção a retomada econômica e garantir a manutenção do sustento de tantas famílias brasileiras.

Alexandre Pierro é sócio-fundador da PALAS e um dos únicos brasileiros a participar ativamente da formatação da ISO 56.002, de gestão da inovação.

leia tudo sobre

Publicidade

Home office: Solução ou Castigo?

Por Márcia Catunda em Artigo

06 de julho de 2020

Por Madalena Feliciano – Gestora de Carreira e Hipnoterapeuta

 

O Brasil se encontra a mais de 90 dias em isolamento social proposto, os comércios fecharam e as empresas tiveram que se adequar ao momento e adotar o home office.

Para que este seja realizado com excelência, é necessário disciplina, organização e preparo também.

Madalena Feliciano, Gestora de carreira, apresenta, “Existem algumas dificuldades na execução do home office, para nós que somos mães por exemplo, é complicado cuidar dos pequenos e gerenciar o negócio em casa”.

Fora isso, estando em ambiente domiciliar, várias distrações podem surgir, os animais domésticos também pedem atenção, as notificações das redes sociais estão sempre chegando. Nestes momentos é indicado que o profissional faça pequenos intervalos, mas sem se dispersar do trabalho.

É importante que o colaborador se organize, pelo menos, um dia antes, coloque no papel todas atividades e, se possível, quanto tempo irá desprender para realizar cada uma delas.

Então, “Comece com os trabalhos que considera mais chatos, assim você consegue ficar mais tranquilo no final do expediente e não sair arrancando os cabelos”.

Muitos, gostaram da adoção do home office, assim não precisam acordar horas antes, pegar o transporte público, se preocupar tanto com a alimentação, e conseguem passar mais tempo com a família, outros nem tanto, estão enfrentando dificuldades nesta modalidade. Para aqueles que acreditam ser um castigo, o negócio é se preparar melhor, mudar forma de pensar, sentir e agir; afinal muitas empresas irão aderir o home office mesmo pós-pandemia.

Segundo a gestora, o maior problema ainda é a procrastinação, “Procrastinar já acontecia no trabalho tradicional, agora em casa o risco é maior” – Imprevistos podem acontecer a qualquer momento, portanto ter Foco e Planejamento é fundamental, caso contrário corre se o risco de deixar para amanhã e assim vai…

Mudar o mindset e criar uma rotina de trabalho que seja confortável, elaborada e bem executada, contando sempre com o apoio de todos da equipe, depende somente do profissional, portanto ajuste-se!

Com algumas dicas a Gestora acredita que certamente o profissional será muito mais produtivo:

1 Vista-se corretamente – Não é porque você está em casa que deverá relaxar com o seu visual

2 Converse com as pessoas que moram com você – Faça acordos, afinal o combinado não é caro

3 Monte o seu “cantinho’” de trabalho – Deverá ser confortável, organizado e com tudo que você precisa, afinal passará grande parte do seu dia nele

4 Faça seu check list diário – Extremamente necessário para sua organização e cumprimento de metas, tenha horário para iniciar e terminar o expediente

5 Converse sempre com seu gestor e equipe – Seja proativo, a comunicação é fundamental neste período

6 Fique longe das distrações – Redes Sociais, televisão, whatsapp, é importante ter pausas, mas avalie seu comportamento e seja sincero com você mesmo

7 Entenda as novas tecnologias – Use e abuse das novas tecnologias e plataformas, porém teste sempre antes para não “pagar mico” quando precisar

Madalena finaliza, “Em todas as situações da vida podemos tirar um ensinamento, o home office veio para ficar, e cabe a nós nos adaptarmos para toda essa inovação”.

leia tudo sobre

Publicidade

Livro sobre o último cinema de bairro do Brasil será lançado em live

Por Márcia Catunda em Artigo

06 de julho de 2020

 

Na próxima sexta-feira (10), o livro Cine Nazaré – Um Cinema Vivo – será lançando virtualmente, às 16h. O livro foi trabalho de conclusão de curso da jornalista Julia Ionele, na Universidade Federal do Ceará, e será publicado pelo Inesp – Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o desenvolvimento do Ceará.

O livro conta a trajetória do último cinema de bairro do Brasil, que está localizado no Otávio Bonfim, e é sobrevivente de um momento da trajetória cinematográfica que já não existe mais.

O Cine Nazaré abriu as portas no ano de 1941, em 76 anos de funcionamento, foi palco de muitos romances, histórias e lembranças de uma Fortaleza antiga. O Cine Nazaré é resistência ao período da ditadura militar, ao avanço da tecnologia e da nova forma da organização social. Ele resiste no mesmo lugar, na Rua Padre Graça, no número 65.  O espaço é uma saleta cinematográfica com capacidade para oitenta pessoas, os filmes são projetados com retroprojetores da forma antiga e os clássicos em preto e branco que já não se encontra em quase nenhum acervo da capital.

A produção narra os 79 anos da história do Cine Nazaré, relatando a vida de Raimundo Carneiro de Araújo, o seu Vavá, responsável por manter o cinema vivo até os dias atuais e por conservar todo o maquinário da década de 20 e 30, além do acervo de duas mil películas, títulos que já não são encontrados em nenhum lugar, como: O Ébrio, Dio como te amo, Carmen Miranda. O cinema do bairro Otávio Bonfim é um acervo vivo películas do século passado.

O avanço da desvalorização do cinema fortalezense reflete não apenas em perdas audiovisuais, mas afetivas e identitárias. Por isso, a importância de recuperar o cinema como instrumento de identidade cultural. A reflexão sobre o cinema permite que a comunidade seja levada a pensar nele como espaço de resistência e memória.

O livro está estruturado em quatro capítulos, cada um retratando diferentes fases da vida do cinema na capital cearense e no contexto do bairro do Otávio Bonfim. O capítulo um, denominado “Nasce o Cine Nazaré”, traz informações da construção do cinema e dos primeiros anos de funcionamento. O capítulo dois, que recebe o nome “A reabertura do Nazaré”, traz a segunda fase do cinema, no final dos anos 60 e a forma de organização dele. O terceiro, “Cine Nazaré é resistência”, busca trazer a reabertura do cinema nos anos 2000 e a nova forma de funcionamento. Já a última parte do livro, denominada “Cine Nazaré vive”, procura trazer explicações do que será o Cine Nazaré nos próximos anos.  Julia destaca a importância de retratar o Cine Nazaré:

“Eu queria passar pela graduação deixando para as pessoas uma boa história que elas pudessem passar adiante, eu queria mostrar a importância de fazer jornalismo para as pessoas e o Cine Nazaré foi à concretização do sonho de fazer um jornalismo comunitário. O Cine Nazaré vive e por isso, a necessidade de retratá-lo dando oportunidade para que as próximas gerações conheçam a história de um homem que lutou para que a história do Cinema não fosse perdida. O Cine Nazaré vive.”

Para o diretor executivo do INESP, João Milton Cunha, a publicação engrandece o parlamento: “Assessorar a Assembleia Legislativa por meio de pesquisas, monitoramento e acompanhamento das políticas públicas do Estado é um dos principais eixos de trabalho do Inesp, órgão técnico e científico da Casa. É papel do Instituto publicar obras, estudos e pesquisas de temas necessários ao desempenho parlamentar, e garantir apoio cultural a esta Casa Legislativa ,” afirma.

O livro foi orientado pelo professor e mestre da Universidade Federal do Ceará, Ronaldo Salgado, o precursor da Revista Entrevista e orientador do livro Cine Diogo – O cinema azul.

Link para a live: https://us02web.zoom.us/j/81823646241?pwd=S0o5RGZkc004eE1WSDRqcWRqWVo0Zz09

leia tudo sobre

Publicidade

Protagonismo: o que é isso?

Por Márcia Catunda em Artigo

02 de julho de 2020

 

#PROTAGONISMO. O que é isso? É ASSUMIR O CONTROLE DA SUA VIDA PROFISSIONAL, não esperando que uma empresa faça isso por você. É começar a gerar valor por conta própria.

Você pode ser passivo e ficar reclamando que não consegue, não tem emprego e que está difícil. Ou… Pode ser PROATIVO, encarando as mudanças e CRIANDO SEU PRÓPRIO FUTURO.

Planeje e cuide da sua #carreira. Invista no seu #desenvolvimentoprofissional e no seu #marketingpessoal.

Tenha flexibilidade para usar suas habilidades e competências em diferentes áreas, de formas que ainda não havia pensado. Não tem mais “sair da caixa”. JOGUE A CAIXA FORA!

Faça coisas diferentes, crie, relacione-se, conecte-se, compartilhe conteúdo, participe de projetos, torne o mundo melhor e ajude as pessoas ao seu redor. Assim CRIAMOS OPORTUNIDADES e deixamos nossa MARCA.

COMO FAZER?

– Trabalhos freela;
– prestação de serviços / assessoria virtual;
– trabalhos não remunerados (siiimmm!!, pode ser um começo);
– aluguel ou venda de produtos;
– aluguel de bens;
– consultoria / mentoria;
– aulas;
– atuar na #economiadecompartilhamento (como Uber, Airbnb, OLX, DogHero, Tem Açúcar? – saiba mais em https://lnkd.in/dPFzsHy)

E TUDO PELA INTERNET! Aprenda #marketingdigital.

Cris Moutella – Consultora de Carreira, Desenvolvimento Profissional e Transformações Pessoais. Mentora, Instrutora e Escritora. Ajudo pessoas a se desenvolverem e se recolocarem no mercado através de autoconhecimento, protagonismo e marketing pessoal.

leia tudo sobre

Publicidade

O que fazer com as metas de 2020?

Por Márcia Catunda em Artigo

29 de junho de 2020

Por Claudia Deris – Gestora de Carreira

info@claudiaderis.com

 

O que fazer com as metas de 2020?

Mesmo diante da pandemia aprenda a seguir o planejado e não deixar seus objetivos para trás

O ano de 2020 já está na metade, e mesmo com todos os acontecimentos, e diante da pandemia causada pelo Covid 19, não devemos deixar as metas traçadas de lado.

Quando você está dirigindo com o auxílio de um GPS  e erra o caminho, ele automaticamente recalcula a rota quantas vezes forem necessárias até que você chegue no destino desejado. Boa parte das metas que abandonamos no meio do caminho é pelo simples fato de não sabermos recalcular a  rota.

Pensando nisso, Claudia Deris, Gestora de Carreira, tem uma proposta para você.

“Te proponho a se preparar para organizar a sua meta e sua caminhada rumo ao destino final. Vamos inserir o destino em nosso GPS e observar as várias opções de rota que ele nos oferece.”

Volte a acreditar em você:

O sentimento de culpa por não conseguir cumprir uma meta, além de causar mal estar também faz com que fiquemos incrédulos em relação a nossa capacidade de conquistas. E você só vai conseguir ter resultados diferentes a partir do momento em que você voltar a confiar em você. Perdoe-se, aceite seus erros e limitações para fazer diferente. Você é muito maior do que acredita ser e bem mais capaz do que imagina.

Elimine os excessos:

Imagine seu guarda roupa lotado, sem espaço para nenhum lenço a mais e de repente você descobre que ganhou mais 2 malas de roupas novas e lindíssimas. Como seria encontrar espaço para organizar todas estas roupas em um espaço sem espaço?

Prepare-se para o novo, antes de desenhar qualquer meta, investigue primeiro o que precisa ser eliminado em sua vida, o que você precisa fazer menos? Nada de novo acontece se você permanece acomodada no volume dos excessos.

Transforme seus sonhos em METAS:

Não se limite em apenas dizer o que deseja. Escreva!

Detalhe sua meta informando a data da finalização e o objetivo alcançado. Seja sempre realista ao descrever sua meta, pois quando colocamos algo inalcançável para o prazo que determinamos nos condenamos a frustração.

Divirta-se no seu percurso:

Não espere alcançar sua meta para ser feliz, seja feliz para alcançar sua meta. Divirta-se com o seu processo de transformação e se surpreenda com cada descoberta diferente que fará sobre você, comemore as pequenas vitórias. Para que deixar a felicidade te esperando na linha de chegada se ela pode permanecer com você durante toda sua caminhada? O bem estar e a diversão são verdadeiros combustíveis que nos movem nos momentos mais conturbados.

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje

A procrastinação tem se tornado uma das nossas grandes vilãs na mudança de nosso comportamento. Evite acumular tarefas, deixar para depois é acumular rotinas que te engoliram mais adiante. Antecipe-se e mantenha o controle das suas atividades diárias.

Compartilhe suas metas com pessoas que te encorajam

Se aproxime  e compartilhe suas metas com pessoas que elevam o seu nível e que te estimulam. Quando nos cercamos de pessoas que nos motivam, aumentamos nossa autoconfiança e capacidade de execução.

Reconheça suas falhas:

Tudo bem sair da rota de vez em quando, tudo bem cometer erros durante o processo, apenas volte para o caminho estabelecido e continue até o final.

A Gestora explica, “Nada grandioso acontece em nossa vida quando duvidamos da nossa capacidade. Confie mais em você, acredite mais na sua competência e divirta-se enquanto conquista os teus sonhos. Falhou está falhado e não se falha mais nisso. E se falhar recalcule a rota!”.

Mesmo que o momento seja de tensão, é justamente agora que, aproveitando o tempo livre, você deve se dedicar as suas metas. Muitas realizações podem ocorrer via online e para tudo isso acontecer, você precisa entrar em ação.

leia tudo sobre

Publicidade

Descentralização da liderança ajudará negócios a sobreviverem na crise, destaca consultor

Por Márcia Catunda em Artigo

25 de junho de 2020

 

Com a situação econômica instável, empresas deverão focar em autonomia de decisão para os times, especialmente em situações do cotidiano que definem a velocidade de evolução do negócio

Uma crise sem precedentes já apontada como o principal evento do século XXI para a economia global está exigindo resiliência das empresas. E no contexto da liderança, a nova realidade é a necessidade de redefinir planejamentos e conduzir o negócio em um ritmo de mudança frequente. E perdem oportunidades aqueles negócios que têm à frente lideranças centralizadoras que dificultam a agilidade no processo de adequação.

É o que afirma o consultor empresarial e mentor de negócios Roberto Vilela. Com mais de duas décadas de experiência em projetos com PMEs de diversos segmentos, o executivo destaca que a aura de desconfiança é, com frequência, o que leva à centralização. “Muitas vezes o líder é também dono ou sócio do negócio e trata a empresa como um projeto pessoal, não conseguindo deixar de dar a palavra final no processo decisório. E em uma situação como a que estamos vivendo, com o trabalho remoto em larga escala e o tempo de resposta diferente do normal, isso significa atraso na adequação do negócio. A consequência é a perda de competitividade no mercado, porque a empresa não consegue agir no timing necessário”, explica.

Para Roberto, essa falta de mobilidade do negócio diante de um cenário incerto cria limitações para todos os envolvidos com a empresa. “A área comercial, por exemplo, não consegue criar modelos de negociação para manter os clientes, a equipe de marketing não evolui no processo de digitalização para a comunicação com o mercado e adoção de novas ferramentas de vendas. É prejudicial em todos os aspectos e este é o momento de reavaliar essa postura centralizadora do líder”, diz.

Adaptação para a sobrevivência

De acordo com o consultor empresarial, dar liberdade não significa perder a rédea de negócio, pois é possível liderar e definir etapas sem engessar a gestão. “O primeiro passo para isso é contar com um time qualificado. Um conselho consultivo formado por profissionais especialistas em diferentes áreas, por exemplo, pode ajudar a empresa a definir novas ações e apoiar a liderança no desenvolvimento de um trabalho colaborativo. Outro fator é definir o tipo de decisão que não precisaria passar pela diretoria, garantindo assim que situações mais rotineiras possam acontecer rapidamente”, indica.

A descentralização em momentos críticos vai ainda além da adaptação do negócio, mas pode significar até mesmo a sobrevivência da empresa. “Grande parte dos negócios brasileiros são familiares e em muitos deles ainda não há uma preocupação com a sucessão. Ter mais de uma pessoa na linha decisória evita que uma empresa acabe até mesmo fechando porque não tem alguém pronto para tomar decisões em situações críticas. Seja mais flexível e cobre resultados. No fundo, dar liberdade para a atuação pode, inclusive, fazer os resultados serem melhores do que antes”, finaliza Vilela.

Sobre o consultor

Roberto Vilela é especialista nas áreas de gestão e estratégias comerciais. Atua em todo o Brasil com clientes de médio e grande porte realizando palestras, consultoria comercial e treinamentos vivenciais. É autor dos livros Em Busca do Ritmo Perfeito, em que traça um paralelo entre as lições do universo das corridas para a rotina de trabalho, e Caçador de Negócios, com dicas para performances de excelência profissional. Produz ainda séries de podcasts sobre estes assuntos, disponíveis nas plataformas Spotify e Itunes. E-books, artigos, áudios e vídeos disponíveis em www.orobertovilela.com.br

leia tudo sobre

Publicidade

Escritórios tem dias contatos; especialista dá 10 dicas para manter a saúde mental no novo normal

Por Márcia Catunda em Artigo

17 de junho de 2020

Por Tathi Deândhela

 

Multinacionais como Johnson & Johnson, Google e as nacionais Ambev e Nubank, pretendem manter boa parte dos seus funcionários trabalhando de forma remota mesmo depois da pandemia. Produtividade acelerada e redução de despesas são os principais fatores desse novo modelo de trabalho e de vida.

Mesmo com 3 meses completos de isolamento, muita gente ainda enfrenta dificuldades para organizar o trabalho em casa com a família, filhos, cachorro, almoço, jantar, louça para lavar, casa para faxinar etc.

“A produtividade com certeza é outra dificuldade”, garante Tathi Deândhela, especialista no segmento e autora do livro Faça o tempo enriquecer você, que mostra como eliminar os ladrões do tempo e conquistar mais prosperidade: “Reuniões infinitas, com um excesso de pessoas envolvidas, sem foco, bate papo e fofoca nos corredores, cafezinho seguido do cigarro acabaram. O que ganha força agora é a preocupação com o bem-estar e a saúde mental dos funcionários”, destaca.

Executivos estão atentos com a adaptação definitiva de seus colaborares em casa e mantê-los saudável é uma regra do novo normal.

A especialista dá dicas para um home office e trabalho doméstico saudáveis e longínquos.

  1. Escolha o melhor lugar da casa para trabalhar, um espaço que tenha ótima iluminação e ventilação, pois é lá que você vai ficar por pelo menos 8 horas.
  2. Equipe sua casa com a tecnologia que atenda a todos. Lembre-se que os filhos dividem a conexão na hora das aulas on-line e durante o dia nos jogos. Brigar por sinal de internet é muito desgastante e não há data para que as escolas voltem a funcionar.
  3. A questão ergonômica é vital. Tenha cuidado com a qualidade da cadeira, adote uma que encoste bem as costas, pense na estrutura da mesa, utilize monitor na altura dos olhos e providencie uma excelente iluminação.
  4. Faça pausas durante o expediente residencial. A cada duas horas dê uma volta pela casa, brinque com o cachorro, converse com os filhos. Isso ajuda a ser mais produtivo.
  5. Se você fazia ginástica na hora do almoço ou voltando do trabalho, use os aplicativos gratuitos disponíveis para praticar alguma atividade física no ambiente doméstico.
  6. Meditar também tem sido uma das ferramentas mais indicadas para manter a saúde mental. São dezenas de opções gratuitas para a prática mindfulness.
  7. Cuide da alimentação, do sono, da higiene, tire o pijama para trabalhar, arrume-se como se fosse para o escritório físico.
  8. Tenha hora para começar e encerrar o expediente de trabalho em casa. O descanso é vital para o bem-estar e saúde mental, evitando o esgotamento.
  9. Se em um determinado dia nada dá certo, tudo vai contra o que você tinha planejado, sua cabeça está em Marte, entenda que você pode dar um tempo. Pare, respire, tire até um cochilo. Permita-se recomeçar.
  10. Tire férias. Não dá para viajar, mas é uma oportunidade de se dedicar mais à família, ao namorado ou a você mesmo. Faça um curso que fuja da sua rotina, de comida japonesa, de maquiagem, de psicologia, enfim, algo que possa recuperar seu cansaço mental.

leia tudo sobre

Publicidade

SEU CURRÍCULO: como transformar uma lista de atividades em uma apresentação VENCEDORA?

Por Márcia Catunda em Artigo

16 de junho de 2020

 

Como mostrar que você foi UM HERÓI DA SUA CARREIRA em cada empresa que passou?

Um desafio e tanto, não é? Acho que você vai se encontrar em algum lugar no exemplo que eu trouxe para demonstrar que É POSSÍVEL SIM, fazer um CURRÍCULO DE HERÓI, porque todos somos vencedores naquilo que fazemos.

 


O pode melhorar na descrição dessa Experiência?


ANALISTA ADMINISTRATIVO

Principais atividades:

Responsável pelas viagens corporativas da unidade; negociação com principais parceiros de negócios: companhias aéreas, redes hoteleiras e locadoras de veículos.

Meu trabalho consiste em analisar os custos de viagens; realizar a gestão das agências de viagens e SLA dos consultores de viagens, reportar gastos, possíveis oportunidades de redução custos, analise de reembolsos e pagamento das faturas junto ao financeiro no SAP. Treinamento e atendimento dos clientes internos relacionado o uso do sistema de viagens da empresa.

 

 

Pontos de Melhoria

 

1 – Cargo da carteira, não sua função. O que faz um Analista Administrativo? Depende…

2 – Não precisa dizer que vai apresentar as principais atividades ou resultados. Redundante e desnecessário.

3 – “Responsável pelas…” Não use isso no seu CV. Você é responsável por suas tarefas desde que assumiu seu cargo. Não é isso que os recrutadores querem saber.

4 – Texto longo, em um único parágrafo, e com erros de digitação.

5 – O que destaca esse profissional em sua passagem por essa empresa? Aparentemente nada de especial, mas a história não foi bem assim…

 

O QUE TORNOU ESSE PROFISSIONAL

UM HERÓI DA SUA CARREIRA NESSA EMPRESA?


Nova descrição após entendimento da função do profissional


ANALISTA DE SERVIÇOS AO CLIENTE

  • Coordenação e organização das viagens corporativas e executivas, negociando com os parceiros de negócios, reduzindo custos e mantendo a qualidade dos serviços dentro das SLA’s.
  • Relacionamento e gestão de conflitos com clientes internos e prestadores de serviços de viagens, hospedagem e hospitalidade.
  • Controle e análise de reembolsos e pagamento de faturas pelo sistemas SAP módulo FI, desenvolvendo e emitindo relatórios e dashboards para tomada de decisão pelos stakeholders.
  • Focal point e treinamento aos colaboradores no uso do sistema de viagens.

 

O que mudou?

 

1 – O CARGO agora demonstra efetivamente suas responsabilidades.

2 – Separação dos assuntos por itens, em PARÁGRAFOS CURTOS. Leitura mais clara e comunicação mais objetiva.

3 – Utilização de VERBOS DE AÇÃO demonstrando as ATITUDES E RESULTADOS do profissional (Coordenação, organização, negociando, reduzindo, controle, análise etc.)

Observe:

Coordenação e organização das viagens corporativas e executivas, negociando com os parceiros de negócios, reduzindo custos e mantendo a qualidade dos serviços dentro das SLA’s.

 

Quando você for fazer o seu currículo, para cada atividade, pergunte-se:

 

QUANDO EU FAZIA ISSO, O QUE ME TORNAVA UM HERÓI DA MINHA CARREIRA?

 

#recolocação #currículo #heróisdacarreira #empregabilidade #correntedobem

 

 

Cris Moutella – Consultora de Carreira, Desenvolvimento Profissional e Transformações Pessoais. Mentora, Instrutora e Escritora.

cristinamoutella@gmail.comwww.crismoutella.com.br – Instagram @crismoutella – Lives no Canal Youtube

 

 

leia tudo sobre

Publicidade

O novo normal nas relações de trabalho

Por Márcia Catunda em Artigo

15 de junho de 2020

 

A pandemia não fez apenas com que todos adotassem novos hábitos que ajudam na prevenção ao covid-19, mas também criou um panorama novo no mercado de trabalho mundial, acelerando a transformação em diversos setores.

Um deles é o próprio RH, que adotou entrevistas por videoconferência, otimizou etapas do processo seletivo e avaliações, antes presenciais, e que agora foram adaptadas ao ambiente virtual.

“Observamos que a adaptação de todos esses processos não gerou prejuízos para empresa e nem para o candidato. Conseguimos manter o mesmo nível na contratação, 100% adaptados aos processos online e, em alguns casos, ganhando maior agilidade”, afirma Francine Silva, superintendente de recrutamento e seleção da Luandre.

Ela observa que também há uma ligeira mudança no perfil do profissional a ser contratado. “Características como autogestão, se tornaram requisitos fundamentais. Claro que sempre foi um perfil importante, mas em um ambiente em que boa parte dos profissionais trabalhará de casa, em sistema home office, não há como contratar alguém com dificuldade de autogerir o próprio trabalho”, conta Francine.

O mesmo ocorre com a empatia, sem a qual, numa situação como a que vivemos, que envolve incertezas, instabilidade e questões emocionais importantes, não seria possível conviver e lidar com as situações, pontua a especialista em RH.

Trabalho remoto

Todas as empresas que puderam aderir ao home office o fizeram neste período de quarentena. A pergunta que muitos se fazem é como será em um futuro próximo. Para Francine, algumas empresas vão optar por adotar integralmente o sistema, caso a experiência esteja sendo boa, uma vez que os custos de manter profissionais em escritórios são bastante altos em capitais brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. “Algumas companhias também podem adotar um rodízio entre equipes para evitar aglomerações”.

Para a melhor decisão, a Luandre vem aconselhando clientes a observar o quanto estas mudanças têm afetado a produtividade e, principalmente, a qualidade de vida dos profissionais durante a crise para tomar a decisão mais acertada nesta volta gradual.

Mudanças nos escritórios

As companhias que pretendem aos poucos voltar ao trabalho in loco já comunicam que devem fazer mudanças, como estudar quais setores são fundamentais de serem mantidos no escritório. “Nas conversas com clientes, entendemos que alguns preferem que certos setores estejam concentrados em um só lugar, como o RH e o financeiro, por isso as formas de garantir a segurança destes profissionais vêm sendo estudadas”, conta Francine.

Já existem iniciativas sendo tomadas em alguns escritórios, como troca de materiais de madeira por outros mais simples de limpar, alargamento de corredores, e retirada de portas, cujas maçanetas podem provocar a contaminação.

“Alguns estudam a utilização de tecnologia, como já utilizada em fábricas, que avisa se os profissionais estão ultrapassando a distância segura. Locais de encontro coletivo, como cafeterias, também devem ser temporariamente fechados ou ganhar configuração que permita o distanciamento social”, explica.

Setores valorizados

A adaptação também passa pela necessidade de adequar setores da economia aos novos tempos. Uma das áreas que a Luandre mais tem trabalhado, a de saúde, teve um grande aumento na demanda e já contratou 3.656 profissionais do segmento, desde o início do ano, um aumento de 165% em relação ao mesmo período no ano passado.

Segundo Francine, além dos atendimentos emergenciais, em razão da covid-19, clínicas e hospitais tem demanda de especialistas que atendam via teleconsulta aqueles que estão com alguma condição importante, mas preferem não ir ao hospital pela recomendação de evitar a contaminação.

Já o setor de ecommerce* apresentou crescimento de 26,7% em comparação com o mesmo período de 2019.  O percentual convertido é de R$ 20,4 bilhões de faturamento.

A Luandre também tem notado este crescimento pelo aumento da demanda no setor de logística — nos últimos três meses, foram 220% mais vagas em relação ao mesmo período do ano passado. “Esta adaptação no modo de compras da população é positiva num momento de instabilidade como o nosso, porque consegue manter parte do varejo atuante, de uma forma nova, já que muitos brasileiros preferiam fazer compras em lojas físicas”, comenta Francine. Para ela, no segundo semestre, mesmo que haja uma flexibilização para a abertura de lojas, a apreensão pelo vírus deve manter o setor de varejo virtual fortalecido.

*Fonte: Compre&Confie

leia tudo sobre

Publicidade

Videoconferências: o que fazer e o que não fazer?

Por Márcia Catunda em Artigo

12 de junho de 2020

Por Claudio Hernandes – coordenador dos cursos de Processos Gerenciais e Negócios Digitais do Centro Universitário Internacional Uninter

 

As videoconferências passaram a ser parte da nossa realidade, uma forma de acompanhar o mundo externo. Shows, noticiários, bate-papo com os amigos, atividades acadêmicas e de teletrabalho. Essa foi uma solução encontrada devido a necessidade de afastamento social provocada pela pandemia da COVID-19. Sendo uma nova ferramenta para a maioria das pessoas, exige algum grau de adaptação e aprendizagem, especialmente para as atividades de profissionais ou mais formais.

Quanto maior o tempo gasto com a plataforma, maior o nível de competência adquirido. São vários os aspectos a serem observados no uso das ferramentas de web conferência, a intenção do texto é indicar caminhos para facilitar e contribuir com a adaptação no uso destes artefatos. Assim, vamos aos mais relevantes: mediação de uma conferência, aspectos técnicos, ética e comportamento.

Se você pretende melhorar a percepção de sua audiência e sua própria experiência nas videoconferências, confira as dicas abaixo:

1 – Eleja um mediador
Havendo três ou mais pessoas, a primeira questão refere-se à necessidade de alguém que organize a conferência. Tanto do ponto de vista da tecnologia, como programar a plataforma (se for o caso), quanto na condução da reunião. O mediador deve orientar sobre a dinâmica da reunião, regras de conduta e coordenação de todo o processo. Não é raro haver pessoas falando juntas ou microfones ligados que causam ruídos e prejudicando a interação.

2 – Luz, câmera, ação
Luz e áudio são seu cartão de visitas. É horrível ter uma live com alguém que você não vê bem ou não ouve adequadamente. Tenha uma fonte de luz, se possível variável para que você possa ajustar de acordo com as condições do dia ou da noite. A melhor opção é ter várias luzes para que você possa eliminar sombras e que possa fazer a combinação de luz branca com outras cores. Prefira luz indireta para não cansar os olhos e não saturar sua imagem no vídeo. Usando notebook ou mesmo o celular, você resolve seu problema, mas um microfone externo melhorará muito a experiência de sua audiência.  Da mesma forma, você poderá optar por uma boa webcam. As melhores costumam ser as mais caras, mas tudo dependerá da qualidade que você procura e possui para o momento. Esses aspectos também incluem a escolha do local que servirá de fundo para sua imagem. Fundos com livros são os preferidos, mas pense que quanto menos informação, melhor. Você pode inclusive colocar um pano no fundo. Pode escolher a cor que achar mais adequada. Lembre-se que deve eliminar as sobras que possam aparecer. Nesse sentido, um fundo escuro facilita as coisas. Mas nada adiantará todo esse aparato se sua conexão com a internet não for rápida e estável o suficiente para manter-se conectado. Quanto maior a definição de sua câmera, mais banda será necessária. O ideal é que tenha 10Mb ou mais. Você pode consultar sua velocidade em sites e aplicativos como esse: https://www.speedtest.net/ 

3 – Não se sinta tão à vontade
Precisamos nos preocupar em respeitar aqueles que compartilham conosco a mesma experiência. Apesar de estarmos em casa uma videoconferência é como se nos transportássemos para as casas de nossos colegas. O comportamento deve ser como se lá estivéssemos fisicamente. Assim:
– Avise as pessoas que estão com você sobre o fato de estar online. Barulhos, aparecimentos inusitados são engraçados, mas devemos evitar constrangimentos para todos.
– Cuide de sua aparência discretamente. Não precisa de uma superprodução, mas pentear os cabelos e não aparecer de pijama é recomendável.
– Evite comer durante a reunião, é desagradável conversar com alguém enquanto esse come. Se for algum muito discreto, ok. Água, café e outros ok.
– Desligue seu microfone se não estiver falando, isso evita poluição sonora para os demais e eventuais sons que você não gostaria de compartilhar. Da mesma forma, desligue avisos ou notificações que possam ser ouvidas pelos colegas.
– Se possível, dispense os óculos para evitar o reflexo da luz. Vale especialmente para quem tem luz frontal direta.
– Espere sua vez para falar, mas não monopolize a palavra. Lembre-se do grupo de participantes, quanto mais falar, menos tempo cada um terá para falar e expor suas opiniões. Também é tarefa do mediador coordenar isso.
– Cuidado com o juízo de valor, num espaço aberto com o uso e a interatividade ao alcance de muitos, as opiniões podem ser diversas e a internet tem como característica primordial o respeito a pluralidade e ao diálogo. Assim, estar preparado para as contradições é fundamental para manter um ambiente propício de aprendizado e de troca.
– Por fim, seja objetivo, uma videoconferência pode ser mais cansativa que uma reunião presencial e a tendência é que elas estejam cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Assim, primar pela objetividade e cordialidade se tornam fundamentais.

leia tudo sobre

Publicidade

Videoconferências: o que fazer e o que não fazer?

Por Márcia Catunda em Artigo

12 de junho de 2020

Por Claudio Hernandes – coordenador dos cursos de Processos Gerenciais e Negócios Digitais do Centro Universitário Internacional Uninter

 

As videoconferências passaram a ser parte da nossa realidade, uma forma de acompanhar o mundo externo. Shows, noticiários, bate-papo com os amigos, atividades acadêmicas e de teletrabalho. Essa foi uma solução encontrada devido a necessidade de afastamento social provocada pela pandemia da COVID-19. Sendo uma nova ferramenta para a maioria das pessoas, exige algum grau de adaptação e aprendizagem, especialmente para as atividades de profissionais ou mais formais.

Quanto maior o tempo gasto com a plataforma, maior o nível de competência adquirido. São vários os aspectos a serem observados no uso das ferramentas de web conferência, a intenção do texto é indicar caminhos para facilitar e contribuir com a adaptação no uso destes artefatos. Assim, vamos aos mais relevantes: mediação de uma conferência, aspectos técnicos, ética e comportamento.

Se você pretende melhorar a percepção de sua audiência e sua própria experiência nas videoconferências, confira as dicas abaixo:

1 – Eleja um mediador
Havendo três ou mais pessoas, a primeira questão refere-se à necessidade de alguém que organize a conferência. Tanto do ponto de vista da tecnologia, como programar a plataforma (se for o caso), quanto na condução da reunião. O mediador deve orientar sobre a dinâmica da reunião, regras de conduta e coordenação de todo o processo. Não é raro haver pessoas falando juntas ou microfones ligados que causam ruídos e prejudicando a interação.

2 – Luz, câmera, ação
Luz e áudio são seu cartão de visitas. É horrível ter uma live com alguém que você não vê bem ou não ouve adequadamente. Tenha uma fonte de luz, se possível variável para que você possa ajustar de acordo com as condições do dia ou da noite. A melhor opção é ter várias luzes para que você possa eliminar sombras e que possa fazer a combinação de luz branca com outras cores. Prefira luz indireta para não cansar os olhos e não saturar sua imagem no vídeo. Usando notebook ou mesmo o celular, você resolve seu problema, mas um microfone externo melhorará muito a experiência de sua audiência.  Da mesma forma, você poderá optar por uma boa webcam. As melhores costumam ser as mais caras, mas tudo dependerá da qualidade que você procura e possui para o momento. Esses aspectos também incluem a escolha do local que servirá de fundo para sua imagem. Fundos com livros são os preferidos, mas pense que quanto menos informação, melhor. Você pode inclusive colocar um pano no fundo. Pode escolher a cor que achar mais adequada. Lembre-se que deve eliminar as sobras que possam aparecer. Nesse sentido, um fundo escuro facilita as coisas. Mas nada adiantará todo esse aparato se sua conexão com a internet não for rápida e estável o suficiente para manter-se conectado. Quanto maior a definição de sua câmera, mais banda será necessária. O ideal é que tenha 10Mb ou mais. Você pode consultar sua velocidade em sites e aplicativos como esse: https://www.speedtest.net/ 

3 – Não se sinta tão à vontade
Precisamos nos preocupar em respeitar aqueles que compartilham conosco a mesma experiência. Apesar de estarmos em casa uma videoconferência é como se nos transportássemos para as casas de nossos colegas. O comportamento deve ser como se lá estivéssemos fisicamente. Assim:
– Avise as pessoas que estão com você sobre o fato de estar online. Barulhos, aparecimentos inusitados são engraçados, mas devemos evitar constrangimentos para todos.
– Cuide de sua aparência discretamente. Não precisa de uma superprodução, mas pentear os cabelos e não aparecer de pijama é recomendável.
– Evite comer durante a reunião, é desagradável conversar com alguém enquanto esse come. Se for algum muito discreto, ok. Água, café e outros ok.
– Desligue seu microfone se não estiver falando, isso evita poluição sonora para os demais e eventuais sons que você não gostaria de compartilhar. Da mesma forma, desligue avisos ou notificações que possam ser ouvidas pelos colegas.
– Se possível, dispense os óculos para evitar o reflexo da luz. Vale especialmente para quem tem luz frontal direta.
– Espere sua vez para falar, mas não monopolize a palavra. Lembre-se do grupo de participantes, quanto mais falar, menos tempo cada um terá para falar e expor suas opiniões. Também é tarefa do mediador coordenar isso.
– Cuidado com o juízo de valor, num espaço aberto com o uso e a interatividade ao alcance de muitos, as opiniões podem ser diversas e a internet tem como característica primordial o respeito a pluralidade e ao diálogo. Assim, estar preparado para as contradições é fundamental para manter um ambiente propício de aprendizado e de troca.
– Por fim, seja objetivo, uma videoconferência pode ser mais cansativa que uma reunião presencial e a tendência é que elas estejam cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Assim, primar pela objetividade e cordialidade se tornam fundamentais.