09/08/2012 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

09/08/2012

Cotas nas universidades federais buscam esconder fracasso na escola pública

Por Wanfil em Brasil

09 de agosto de 2012

Aproveitando a moda de cotas raciais, de gênero ou de renda para criar uma justiça social de ofício, nossos nobres senadores aprovaram a criação de uma reserva de 50% das vagas em universidades e escolas técnicas federais para alunos que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas. O projeto já passou pela Câmara e agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Evidentemente, os defensores da iniciativa alegam as melhores e mais angelicais intenções. Vejam o que disse  senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou a aprovação: “Não é justo que o preto e pobre trabalhe de dia para pagar a universidade e estudar à noite enquanto o branco descansa o dia todo.”

Nivelando a educação por baixo

Além de racista, a declaração é reveladora do projeto de país que vivenciamos. A ideia, na prática, protege alunos menos preparados de concorrêr com alunos mais preparados. É a meritocracia ao avesso, é a legalização da mediocridade como parâmetro de políticas públicas de educação superior.

É lógico que, por essa equação, as universidades federais terão que nivelar por baixo para absorver a nova demanda, sendo preciso ensinar o que eles não aprenderam no ensino médio (isso já acontece sem as cotas, imaginem depois).

A má formação de alunos oriundos da escola pública é algo que sensibiliza e essa preocupação é importante. No entanto, em nome da vontade de ajudar não podemos simplesmente aceitar soluções equivocadas, aparentemente fáceis, mas que não resolvem o problema e não mudam a realidade desses jovens.

Solução mágica é cortina  de fumaça

A pergunta a ser feita é: Por que alunos das escolas públicas não conseguem competir por vagas com alunos da escola privada em igualdade de condições? Vejam como a coisa muda de perspectiva. A resposta é óbvia: Porque são mal preparados! Culpa de quem? Do contribuinte é que não é. Assim, essas cotas e servem mesmo é de cortina de fumaça para encobrir a incompetência de nossas autoridades. Cadê o método Paulo Freire formando gênios na escola pública? O desempenho dos alunos brasileiros nos exames internacionais como o PISA é vergonhoso, sempre nas últimas colocações.

Enquanto isso, as escolas públicas continuam sucateadas e carentes de planejamento; o magistério não atrai os melhores profissionais, pelo contrário, com raríssimas exceções. Colocar alunos de um sistema de base falido em universidades pela janela não resolve nenhum desses problemas. Leia mais

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Cotas nas universidades federais buscam esconder fracasso na escola pública

Por Wanfil em Brasil

09 de agosto de 2012

Aproveitando a moda de cotas raciais, de gênero ou de renda para criar uma justiça social de ofício, nossos nobres senadores aprovaram a criação de uma reserva de 50% das vagas em universidades e escolas técnicas federais para alunos que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas. O projeto já passou pela Câmara e agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Evidentemente, os defensores da iniciativa alegam as melhores e mais angelicais intenções. Vejam o que disse  senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou a aprovação: “Não é justo que o preto e pobre trabalhe de dia para pagar a universidade e estudar à noite enquanto o branco descansa o dia todo.”

Nivelando a educação por baixo

Além de racista, a declaração é reveladora do projeto de país que vivenciamos. A ideia, na prática, protege alunos menos preparados de concorrêr com alunos mais preparados. É a meritocracia ao avesso, é a legalização da mediocridade como parâmetro de políticas públicas de educação superior.

É lógico que, por essa equação, as universidades federais terão que nivelar por baixo para absorver a nova demanda, sendo preciso ensinar o que eles não aprenderam no ensino médio (isso já acontece sem as cotas, imaginem depois).

A má formação de alunos oriundos da escola pública é algo que sensibiliza e essa preocupação é importante. No entanto, em nome da vontade de ajudar não podemos simplesmente aceitar soluções equivocadas, aparentemente fáceis, mas que não resolvem o problema e não mudam a realidade desses jovens.

Solução mágica é cortina  de fumaça

A pergunta a ser feita é: Por que alunos das escolas públicas não conseguem competir por vagas com alunos da escola privada em igualdade de condições? Vejam como a coisa muda de perspectiva. A resposta é óbvia: Porque são mal preparados! Culpa de quem? Do contribuinte é que não é. Assim, essas cotas e servem mesmo é de cortina de fumaça para encobrir a incompetência de nossas autoridades. Cadê o método Paulo Freire formando gênios na escola pública? O desempenho dos alunos brasileiros nos exames internacionais como o PISA é vergonhoso, sempre nas últimas colocações.

Enquanto isso, as escolas públicas continuam sucateadas e carentes de planejamento; o magistério não atrai os melhores profissionais, pelo contrário, com raríssimas exceções. Colocar alunos de um sistema de base falido em universidades pela janela não resolve nenhum desses problemas. (mais…)