11/09/2019 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

11/09/2019

Adversários políticos disputam protagonismo na Segurança pela redução dos homicídios no Ceará

Por Wanfil em Segurança

11 de setembro de 2019

Quando números da segurança melhoram: “Fui eu que fiz!”

O 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou redução de 10,4% nos assassinatos registrados no Brasil, entre 2017 e 2018. No Ceará o recuo chegou a 10,7%. Para 2019 a expectativa é ainda melhor: as quedas no primeiro semestre são 22% e 56,5%, respectivamente.

O governo do Ceará afirma que “os números positivos vêm de uma série de estratégias continuadas e aprimoradas” pela gestão estadual. O secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, afirmou ao jornal Gazeta do Povo que “Fizemos isso no Ceará, fizemos isso em Manaus, estamos fazendo em Altamira“.

É compreensível que cada um busque exaltar suas iniciativas. De todo modo, parece lógico concluir que sem um ambiente nacional favorável, dificilmente os estados conseguiriam reverter o quadro, e que sem o trabalho das gestões estaduais, que operam na ponta, os resultados nacionais não apareceriam. A política é que divide.

Nas gestões de Lula e Dilma Rousseff, do PT, o governo cearense não reclamava dos aliados. Quando Michel Temer assumiu a Presidência, só então as cobranças locais por uma política nacional de segurança se intensificaram. Agora, ainda na oposição, a parceria administrativa e operacional não é citada.

Essa disputa tem o seu lado positivo. No Ceará, a conversa de que o ideal é que todos (presidente, governador e prefeito) sejam aliados e do mesmo campo político prosperou na última década. Resultado: acabamos entre os estados mais violentos do Brasil. Pois é. Pelo visto, nem sempre é ruim ter adversários em esferas distintas de governo. Como precisam competir, quem não mostrar serviço, fica sem discurso.

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Adversários políticos disputam protagonismo na Segurança pela redução dos homicídios no Ceará

Por Wanfil em Segurança

11 de setembro de 2019

Quando números da segurança melhoram: “Fui eu que fiz!”

O 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou redução de 10,4% nos assassinatos registrados no Brasil, entre 2017 e 2018. No Ceará o recuo chegou a 10,7%. Para 2019 a expectativa é ainda melhor: as quedas no primeiro semestre são 22% e 56,5%, respectivamente.

O governo do Ceará afirma que “os números positivos vêm de uma série de estratégias continuadas e aprimoradas” pela gestão estadual. O secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, afirmou ao jornal Gazeta do Povo que “Fizemos isso no Ceará, fizemos isso em Manaus, estamos fazendo em Altamira“.

É compreensível que cada um busque exaltar suas iniciativas. De todo modo, parece lógico concluir que sem um ambiente nacional favorável, dificilmente os estados conseguiriam reverter o quadro, e que sem o trabalho das gestões estaduais, que operam na ponta, os resultados nacionais não apareceriam. A política é que divide.

Nas gestões de Lula e Dilma Rousseff, do PT, o governo cearense não reclamava dos aliados. Quando Michel Temer assumiu a Presidência, só então as cobranças locais por uma política nacional de segurança se intensificaram. Agora, ainda na oposição, a parceria administrativa e operacional não é citada.

Essa disputa tem o seu lado positivo. No Ceará, a conversa de que o ideal é que todos (presidente, governador e prefeito) sejam aliados e do mesmo campo político prosperou na última década. Resultado: acabamos entre os estados mais violentos do Brasil. Pois é. Pelo visto, nem sempre é ruim ter adversários em esferas distintas de governo. Como precisam competir, quem não mostrar serviço, fica sem discurso.