04/12/2019 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

04/12/2019

Senador Cid Gomes surpreende e se licencia do cargo. O que realmente aconteceu?

Por Wanfil em Eleições 2020

04 de dezembro de 2019

Senador Cid Gomes (PDT) – Agência Senado

É a pergunta que todos se fazem após o pedido de licença feito antes mesmo de Cid Gomes completar um ano no Senado, às vésperas do recesso parlamentar e em meio a votações importantes no Congresso.

Negócios particulares e reestruturação do PDT no Ceará foram as justificativas anunciadas pela imprensa. A decisão, obviamente, antecipa o processo eleitoral junto ao grupo governista, algo que não combina com o estilo – e o histórico – do próprio Cid. Fica no ar uma impressão de urgência.

Não é o caso de falar em precipitação, que isso seria coisa de amador. Pelo visto, a situação exige dedicação integral de quem realmente decide (quase escrevi “deCID”). Apesar de surpreendente, esse movimento mais radical é até compreensível se levarmos em consideração alguns fatores:

– o governo federal como adversário combativo altera o cenário na comparação com outras eleições;
– opositores articulando apoio nacional de partidos que são aliados locais;
– o ressentimento petista;
– vácuo de liderança no PDT;
– disputas internas no imenso grupo governista;
– indefinições no interior;
– o avanço do PSD na base governista estadual;
– nomes com diferentes padrinhos aspirando à sucessão de Roberto Cláudio;
– falta de candidatos competitivos entre os aliados na capital;
– pesquisas, pesquisas e pesquisas.

É claro que algo mais pode ter acontecido, mas ir além desses pontos, nesse momento, é especular além da conta. Entretanto, como em política gestos possuem significados que vão além das explicações formais, as especulações nos bastidores serão inevitáveis nos próximos dias.

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Economia e eleições: agora (quase) todos são liberais

Por Wanfil em Eleições 2020

04 de dezembro de 2019

O IBGE informa que PIB brasileiro cresceu 0,6% no 3º trimestre de 2019, puxado pelo consumo das famílias e pelo investimento das empresas. Ainda é pouco, mas superou expectativas.

Tudo isso após um traumático período de recessão – a maior da história – produzido pela “nova matriz econômica” de Dilma Rousseff, Márcio Pochmann e Aloísio Mercadante, que apostavam na expansão dos gastos públicos (mesmo gerando pressão inflacionária e fiscal) para induzir o crescimento econômico. Deu no que deu.

Agora com as projeções indicando, para o próximo ano (ano eleitoral), mais redução de juros, crescimento um pouco mais acelerado, e recuo no desemprego, o discurso liberal de Paulo Guedes deverá se fortalecer. Não por acaso o governador Camilo Santana, mesmo sendo do PT e aliado do PDT, celebrou durante o relançamento do programa Ceará Veloz, no Palácio da Abolição, as virtudes de “um Estado cada vez menor, mas mais eficiente”. Se fossem vivos, Marx pregaria seu fuzilamento e Roberto Campos o aplaudiria.

Não discuto aqui nesse texto questões doutrinárias, muito menos convicções pessoais de políticos ou de quem quer que seja. O ponto é outro: puro instinto de sobrevivência. Ou se preferirem, adaptação às circunstâncias. O fato é que se nas eleições passadas o discurso mais duro no combate ao crime foi assimilado por candidatos de esquerda, pelo menos os mais competitivos, agora será a vez de modularem propostas mais ao gosto liberal. Podem esperar.

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Economia e eleições: agora (quase) todos são liberais

Por Wanfil em Eleições 2020

04 de dezembro de 2019

O IBGE informa que PIB brasileiro cresceu 0,6% no 3º trimestre de 2019, puxado pelo consumo das famílias e pelo investimento das empresas. Ainda é pouco, mas superou expectativas.

Tudo isso após um traumático período de recessão – a maior da história – produzido pela “nova matriz econômica” de Dilma Rousseff, Márcio Pochmann e Aloísio Mercadante, que apostavam na expansão dos gastos públicos (mesmo gerando pressão inflacionária e fiscal) para induzir o crescimento econômico. Deu no que deu.

Agora com as projeções indicando, para o próximo ano (ano eleitoral), mais redução de juros, crescimento um pouco mais acelerado, e recuo no desemprego, o discurso liberal de Paulo Guedes deverá se fortalecer. Não por acaso o governador Camilo Santana, mesmo sendo do PT e aliado do PDT, celebrou durante o relançamento do programa Ceará Veloz, no Palácio da Abolição, as virtudes de “um Estado cada vez menor, mas mais eficiente”. Se fossem vivos, Marx pregaria seu fuzilamento e Roberto Campos o aplaudiria.

Não discuto aqui nesse texto questões doutrinárias, muito menos convicções pessoais de políticos ou de quem quer que seja. O ponto é outro: puro instinto de sobrevivência. Ou se preferirem, adaptação às circunstâncias. O fato é que se nas eleições passadas o discurso mais duro no combate ao crime foi assimilado por candidatos de esquerda, pelo menos os mais competitivos, agora será a vez de modularem propostas mais ao gosto liberal. Podem esperar.