25/03/2020 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

25/03/2020

Pronunciamento à nação não é “live” de rede social

Por Wanfil em Política, Sem categoria

25 de Março de 2020

Presidente Jair Bolsonaro em Rede Nacional de Rádio e Televisão / Isac Nóbrega – Agência Brasil

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em rede nacional de rádio e televisão com críticas às medidas de isolamento social diante dos efeitos da crise na economia, causou grande repercussão e muitas dúvidas, pois na prática, não esclareceu nada nem definiu coisa alguma.

Que a modulação entre as restrições sanitárias impostas no combate ao coronavírus e a sobrevivência de empresas e trabalhadores (formais e informais) seja uma preocupação a ser debatida nos devidos fóruns, tudo bem. É, aliás, algo necessário e urgente, dever dos governantes. Contudo, muito diferente é a autoridade presidencial se colocar assim publicamente contra medidas defendidas pelo Ministério da Saúde, ainda mais quando o próprio governo federal pediu a aprovação do estado de calamidade. As contradições só confundem.

Claro que o debate proposto pode e precisa ser feito, desde que modo construtivo. Um pronunciamento à nação guarda um caráter de solenidade, quando o governo anuncia decisões e posicionamentos oficiais. Não é portanto uma live informal de rede social, dessas em que é normal pessoas desabafarem e opinarem sobre todo e qualquer assunto, como se conversassem com amigos em casa. os tempos são outros, a comunicação mudou um bocado, mas quando se trata de autoridade pública, convém que até as lives sejam feitas com muito cuidado.

Não se trata de ser contra ou a favor de partidos ou ideologias, mas de compreender que a prioridade agora é retardar a velocidade de propagação do coronavírus. Para isso, o isolamento social é o protocolo mais aceito no mundo. A dose a ser ministrada – ou seja, o tempo de manutenção dessas quarentenas – ainda não está bem definida. Ao propor o fim do isolamento sem combinar isso com os próprios técnicos do governo, o presidente acabou se colando num inédito – dentro do seu mandato – isolamento político.

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Pronunciamento à nação não é “live” de rede social

Por Wanfil em Política, Sem categoria

25 de Março de 2020

Presidente Jair Bolsonaro em Rede Nacional de Rádio e Televisão / Isac Nóbrega – Agência Brasil

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em rede nacional de rádio e televisão com críticas às medidas de isolamento social diante dos efeitos da crise na economia, causou grande repercussão e muitas dúvidas, pois na prática, não esclareceu nada nem definiu coisa alguma.

Que a modulação entre as restrições sanitárias impostas no combate ao coronavírus e a sobrevivência de empresas e trabalhadores (formais e informais) seja uma preocupação a ser debatida nos devidos fóruns, tudo bem. É, aliás, algo necessário e urgente, dever dos governantes. Contudo, muito diferente é a autoridade presidencial se colocar assim publicamente contra medidas defendidas pelo Ministério da Saúde, ainda mais quando o próprio governo federal pediu a aprovação do estado de calamidade. As contradições só confundem.

Claro que o debate proposto pode e precisa ser feito, desde que modo construtivo. Um pronunciamento à nação guarda um caráter de solenidade, quando o governo anuncia decisões e posicionamentos oficiais. Não é portanto uma live informal de rede social, dessas em que é normal pessoas desabafarem e opinarem sobre todo e qualquer assunto, como se conversassem com amigos em casa. os tempos são outros, a comunicação mudou um bocado, mas quando se trata de autoridade pública, convém que até as lives sejam feitas com muito cuidado.

Não se trata de ser contra ou a favor de partidos ou ideologias, mas de compreender que a prioridade agora é retardar a velocidade de propagação do coronavírus. Para isso, o isolamento social é o protocolo mais aceito no mundo. A dose a ser ministrada – ou seja, o tempo de manutenção dessas quarentenas – ainda não está bem definida. Ao propor o fim do isolamento sem combinar isso com os próprios técnicos do governo, o presidente acabou se colando num inédito – dentro do seu mandato – isolamento político.