07/05/2020 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

07/05/2020

Centrão leva o Dnocs: entre a “velha política” e o “novo normal”

Por Wanfil em Política

07 de Maio de 2020

Dnocs: moeda de troca para apoio político. É o “velho normal” – Foto: Divulgação

Em meio à pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro trocou o comando do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Seu novo diretor geral foi indicado pelo Centrão, grupo de partidos fisiologicos que até outro dia era acusado pelo presidente de praticar a “velha política”, ou seja, de trocar apoio no Congresso por cargos e verbas. O famoso “toma lá, da cá”.

Bolsonaro até montou um ministério sem loteamento partidário, mas com o tempo, e as confusões, perdeu a própria base parlamentar, a começar pelo racha no PSL, seu ex-partido. Isolado, sem alternativas, faz agora o que Dilma e Temer já fizeram, com maior ou menor grau de sucesso na relação (lá vai!) custo/benefício.

A troca no Dnocs não chamou muita atenção por causa da urgência no combate ao coronavírus, que é o que importa agora. Para nossa sorte, as chuvas foram boas. Porém, a mudança de critérios para nomeações federais é indicativa de que outros órgãos federais estão sujeitos a negociações e mudanças para abrigar os nonvos aliados.

Por enquanto, nada disso deve impactar na correlação de forças políticas no Ceará. É que por aqui, pelas mesmas razões, a maioria desses partidos apoia a gestão estadual. O Centrão não tem, definitivamente, preconceito ideológico.

Muito se fala que depois do coronavírus, nada será como antes, ou que teremos um “novo normal”. Nem tudo, como podemos constatar. Pelo menos na política, algumas práticas não mudam nem por força de uma pandemia como a que vivemos.

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Centrão leva o Dnocs: entre a “velha política” e o “novo normal”

Por Wanfil em Política

07 de Maio de 2020

Dnocs: moeda de troca para apoio político. É o “velho normal” – Foto: Divulgação

Em meio à pandemia do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro trocou o comando do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Seu novo diretor geral foi indicado pelo Centrão, grupo de partidos fisiologicos que até outro dia era acusado pelo presidente de praticar a “velha política”, ou seja, de trocar apoio no Congresso por cargos e verbas. O famoso “toma lá, da cá”.

Bolsonaro até montou um ministério sem loteamento partidário, mas com o tempo, e as confusões, perdeu a própria base parlamentar, a começar pelo racha no PSL, seu ex-partido. Isolado, sem alternativas, faz agora o que Dilma e Temer já fizeram, com maior ou menor grau de sucesso na relação (lá vai!) custo/benefício.

A troca no Dnocs não chamou muita atenção por causa da urgência no combate ao coronavírus, que é o que importa agora. Para nossa sorte, as chuvas foram boas. Porém, a mudança de critérios para nomeações federais é indicativa de que outros órgãos federais estão sujeitos a negociações e mudanças para abrigar os nonvos aliados.

Por enquanto, nada disso deve impactar na correlação de forças políticas no Ceará. É que por aqui, pelas mesmas razões, a maioria desses partidos apoia a gestão estadual. O Centrão não tem, definitivamente, preconceito ideológico.

Muito se fala que depois do coronavírus, nada será como antes, ou que teremos um “novo normal”. Nem tudo, como podemos constatar. Pelo menos na política, algumas práticas não mudam nem por força de uma pandemia como a que vivemos.