O Ceará no Ideb: educação longe do ideal 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

O Ceará no Ideb: educação longe do ideal

Por Wanfil em Brasil

15 de agosto de 2012

Entre 2007 e 2011, alunos do ensino médio melhoraram 0,3 pontos. A média agora é de 3,4. Avanço lento para um problema urgente.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (Ideb) de 2011 dos ensinos fundamental e médio de todo o Brasil comprova que: 1) a educação ofertada aos nossos jovens é de baixa qualidade; 2) pouco avançou nos últimos anos; 3) a rede pública é pior que a privada. Os resultados podem ser conferidos na íntegra no site do Ministério da Educação.

Seguem abaixo as notas obtidas no Ceará, com médias que variam numa escala de zero a 10.

4ª série / 5º ano

Total: Nota 4,9.  Meta projetada pelo MEC para 2011: 4,0.
Rede estadual: Nota 4,4.  Meta para 2011: 4,0.
Rede Privada: Nota: 6,0. Meta para 2011: 6,1.

8ª série / 9º ano

Total: Nota 4,2.  Meta projetada pelo MEC para 2011: 3,6.
Rede estadual: Nota 3,7.  Meta para 2011: 3,2.
Rede Privada: Nota: 5,7. Meta para 2011: 5,9.

3ª série Ensino Médio

Total: Nota 3,7.  Meta projetada pelo MEC para 2011: 3,6.
Rede estadual: Nota 3,4.  Meta projetada pelo MEC para 2011: 3,2.
Rede Privada: Nota: 5,9. Meta projetada pelo MEC para 2011: 5,8.

A boa notícia

Os números mostram que o Ceará conseguiu desempenho superior à meta estipulada pelo MEC. No ensino médio, comparado aos demais estados, a rede estadual do Ceará ficou em 9º lugar, à frente do Rio de Janeiro e do Distrito Federal, por exemplo. A situação é melhor na rede privada, que fica na 4ª posição, empatado com o Rio Grande do Sul e superando até mesmo São Paulo.

A má notícia

O desempenho nacional é muito, mas muito ruim mesmo. E olha que a rede privada é quem eleva a média, deixando claro que os alunos da rede pública estão em situação pior. A elevação nas notas registrado em 2011 foi obtido a partir de uma base de comparação deprimida. Portanto, o avanço registrado significa, na prática, que estamos um pouco menos piores, mesmo com metas bastante tímidas. Não se trata de ver os fatos com má vontade, pois é inegável que uma média de 3,4 para a rede estadual é um desastre. Trata-se de alunos absolutamente despreparados para a vida profissional e para colocar o Ceará e o Brasil numa posição razoável de competitividade com outras nações.

Vejam o que diz o próprio MEC: “Se o ritmo for mantido, o Brasil chegará a uma média superior a 6,0 em 2022. É o mesmo que dizer que teremos uma educação compatível com países de primeiro mundo antes do previsto“.

Ocorre que os países com educação de primeiro mundo não ficarão parados esperando pelo Brasil. Em 2022, suas médias também terão subido, talvez num ritmo maior do que o nosso.

O mérito

O Ideb é uma ferramenta importantíssima para que os brasileiros tenham uma noção de como anda a qualidade da educação no país. Diante desses índices, prefeitos, governadores, a presidente Dilma e parlamentares não têm o direito de tergiversar ou de apelar a truques populistas, como a criação de cotas para alunos egressos da rede pública – esses cuja média é 3,7! – nas universidades federais.

Nossos alunos precisam de ajuda para ter um ensino melhor é nas escolas, não aos poucos, lentamente, mas com um profundo senso de urgência que deve ser alimentado pelo próprio senso de sobrevivência do Brasil.

 

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O Ceará no Ideb: educação longe do ideal

Por Wanfil em Brasil

15 de agosto de 2012

Entre 2007 e 2011, alunos do ensino médio melhoraram 0,3 pontos. A média agora é de 3,4. Avanço lento para um problema urgente.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (Ideb) de 2011 dos ensinos fundamental e médio de todo o Brasil comprova que: 1) a educação ofertada aos nossos jovens é de baixa qualidade; 2) pouco avançou nos últimos anos; 3) a rede pública é pior que a privada. Os resultados podem ser conferidos na íntegra no site do Ministério da Educação.

Seguem abaixo as notas obtidas no Ceará, com médias que variam numa escala de zero a 10.

4ª série / 5º ano

Total: Nota 4,9.  Meta projetada pelo MEC para 2011: 4,0.
Rede estadual: Nota 4,4.  Meta para 2011: 4,0.
Rede Privada: Nota: 6,0. Meta para 2011: 6,1.

8ª série / 9º ano

Total: Nota 4,2.  Meta projetada pelo MEC para 2011: 3,6.
Rede estadual: Nota 3,7.  Meta para 2011: 3,2.
Rede Privada: Nota: 5,7. Meta para 2011: 5,9.

3ª série Ensino Médio

Total: Nota 3,7.  Meta projetada pelo MEC para 2011: 3,6.
Rede estadual: Nota 3,4.  Meta projetada pelo MEC para 2011: 3,2.
Rede Privada: Nota: 5,9. Meta projetada pelo MEC para 2011: 5,8.

A boa notícia

Os números mostram que o Ceará conseguiu desempenho superior à meta estipulada pelo MEC. No ensino médio, comparado aos demais estados, a rede estadual do Ceará ficou em 9º lugar, à frente do Rio de Janeiro e do Distrito Federal, por exemplo. A situação é melhor na rede privada, que fica na 4ª posição, empatado com o Rio Grande do Sul e superando até mesmo São Paulo.

A má notícia

O desempenho nacional é muito, mas muito ruim mesmo. E olha que a rede privada é quem eleva a média, deixando claro que os alunos da rede pública estão em situação pior. A elevação nas notas registrado em 2011 foi obtido a partir de uma base de comparação deprimida. Portanto, o avanço registrado significa, na prática, que estamos um pouco menos piores, mesmo com metas bastante tímidas. Não se trata de ver os fatos com má vontade, pois é inegável que uma média de 3,4 para a rede estadual é um desastre. Trata-se de alunos absolutamente despreparados para a vida profissional e para colocar o Ceará e o Brasil numa posição razoável de competitividade com outras nações.

Vejam o que diz o próprio MEC: “Se o ritmo for mantido, o Brasil chegará a uma média superior a 6,0 em 2022. É o mesmo que dizer que teremos uma educação compatível com países de primeiro mundo antes do previsto“.

Ocorre que os países com educação de primeiro mundo não ficarão parados esperando pelo Brasil. Em 2022, suas médias também terão subido, talvez num ritmo maior do que o nosso.

O mérito

O Ideb é uma ferramenta importantíssima para que os brasileiros tenham uma noção de como anda a qualidade da educação no país. Diante desses índices, prefeitos, governadores, a presidente Dilma e parlamentares não têm o direito de tergiversar ou de apelar a truques populistas, como a criação de cotas para alunos egressos da rede pública – esses cuja média é 3,7! – nas universidades federais.

Nossos alunos precisam de ajuda para ter um ensino melhor é nas escolas, não aos poucos, lentamente, mas com um profundo senso de urgência que deve ser alimentado pelo próprio senso de sobrevivência do Brasil.