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Economia Archives - Página 2 de 3 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Economia

Secretários da Fazenda reunidos em Fortaleza: cuidado! E segurem os bolsos!

Por Wanfil em Economia

08 de julho de 2016

Desde esta sexta-feira Fortaleza sedia encontro do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne secretários da Fazenda de todo o País, além do Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, “para deliberar assuntos de interesse dos Fiscos Estaduais”. Na pauta, a compensação aos estados do Nordeste pelas perdas registradas com a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), além da avaliação de medidas para ajudar os governos estaduais neste momento de crise.

O Portal da Confaz informa que  “o Ceará, ao longo dos últimos anos conseguiu, com extremo rigor e medidas inovadoras de incremento da arrecadação, manter seu equilíbrio”, mas “que inúmeros são os desafios colocados no atual cenário econômico e político brasileiro”.

Quando burocratas e políticos se reúnem para falar de crise é porque “medidas inovadoras” para “incrementar a arrecadação” serão aplicadas para cobrar de quem trabalha e de quem produz, a conta pelos erros de burocratas e políticos. Daí não sai coisa boa.

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A cerveja 100%

Por Wanfil em Economia

21 de junho de 2016

A Cervejaria Petrópolis, do empresário Walter Faria e dona da marca Itaipava, foi sócia da construtora Odebrecht na compra de um banco no Caribe usado para o pagamento de propinas. É o que afirma o operador Vinícius Borin, em delação premiada na Operação Lava-Jato.   A notícia está no jornal O Globo desta terça.

Em outra história, segundo reportagem da revista Época, em 2014 a Petrópolis conseguiu renegociar um empréstimo de R$ 830 milhões com o Banco do Nordeste para, cinco dias depois, depositar R$ 5 milhões na conta do comitê da candidata Dilma Rousseff. Depois foram mais R$ 12 milhões

Outra matéria da Época diz que no mesmo ano a cervejaria acertou o aluguel de um galpão em Sobral, a ser construído pelo então governador Cid Gomes e um sócio. Valor do aluguel: R$ 36 mil mensais. De acordo com a publicação, a agência do BNB em Sobral, recebeu em janeiro de 2014 (dois meses depois de sua inauguração) um pedido de empréstimo para o empreendimento de Cid. Em maio, ainda segundo a Época, resolvidas questões burocráticas na prefeitura de Sobral para a liberação de documentos, tudo foi resolvido: R$ 1,3 milhão foram disponibilizados para o galpão, a juros de 6,5% ao ano, para ser quitado até 2022.

E o que tem a ver o caso da propina com esse empréstimo? Além da cervejaria de Walter Farias, das datas, da relação com Dilma e da proximidade de ambos com o BNB na gestão petista, nada. São casos distintos que apenas mostram como o mundo é pequeno. É 100% coincidência.

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Desemprego explode e entidades silenciam no Ceará

Por Wanfil em Economia

20 de novembro de 2015

Alguns dados recentes sobre a situação do trabalhador brasileiro, divulgados nesta semana, no final do quinta ano da gestão Dilma Rousseff:

IBGE: o número de desempregados aumentou 67,4% em doze meses, maior patamar para outubro desde 2007;

IBGE: o rendimento médio dos trabalhadores caiu 7% em relação a outubro do ano passado;

Caged (Ministério do Trabalho): Fechadas 169 mil vagas em outubro, pior resultado para o mês desde 1992. Só no Ceará foram eliminados 4.787 postos;

Caged (Ministério do Trabalho):  Nos últimos 12 meses, encerrados agora em outubro, foram perdidos pouco mais de 1 milhão e 380 mil de empregos. No acumulado do ano, no Ceará, já são quase 19 mil empregos a menos.

Reação
Diante desse quadro, o que fazem as entidades representativas de trabalhadores e estudantes? Verifiquei alguns sites para conferir a reação das principais delas.

CUT/Ceará: entre as principais ações destacadas estão a promoção a um debate sobre “os desafios do povo negro brasileiro”, uma marcha em defesa da demarcação de terras para índios de 14 etnias cearenses e a denúncia contra o racismo e a violência de gênero em manifestação ocorrida em Brasília. Sobre desemprego e queda de renda dos que ainda estão empregados, nada;

Conlutas/Ceará: em sua página no Facebook, a entidade critica Dilma por quebrar a promessa de não mexer em direitos trabalhistas. Reclama do ministro Levy e procura uma alternativa à “oposição de direita”. Traduzindo: sonham com a volta da Dilma da campanha eleitoral. Sobre desemprego, nada;

UNE: no site nacional da entidade, que foi às ruas pedir o impeachment de Collor no passado, o foco agora é a ocupação de escolas em São Paulo. No Ceará, a UNE não tem página. Pelo menos, não a encontrei. De toda forma, ao que tudo indica, o quadro de desemprego, recessão, crise política e corrupção, não a preocupa, embora, teoricamente, os demais estudantes que não estão pendurados na máquina estudantil ou na pública mesmo, tenham no horizonte de seus planos a busca por um emprego no mercado, cada vez mais fechado.

Conclusão
O trabalhador, especialmente o trabalhador desempregado, está por conta própria. Não há protestos ou pressão. São todos parceiros na construção da atual conjuntura.

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Agência Fitch rebaixa notas do BNB e BNDES. Em terra de sapo, de cócoras com ele…

Por Wanfil em Economia

22 de outubro de 2015

A agência internacional de classificação de riscos Fitch, em comunicado à imprensa, informou ter rebaixado de BBB para BBB- os ratings do Banco do Nordeste, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil e Banco da Amazônia. Instituições privadas tiveram queda no chamado rating de viabilidade: Bradesco (o banco onde trabalhou o ministro Levy), Safra, Itaú-Unibanco Holding, Itaú Unibanco e Itaú BBA.

Na prática, todos foram tragados pelo recente rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela mesma Fitch, confirmando tendência adiantada pela Standart & Poor’s, que foi além e já classifica o país com grau de especulação.

O rebaixamento dos bancos já era esperado. É que ainda que sejam administrados e tenham crescido com lucros recordes nos últimos anos, estão agora sob o mesmo risco de uma eventual crise de liquidez no Brasil em recessão. Como diz o ditado, “em terra de sapo, de cócoras com ele”. Nesse caso, não por conveniência, mas por contaminação. De todo modo, acocorados estão todos.

A ironia é que os bancos privados estão entre os maiores doadores para a campanha de Dilma, responsável pela crise que arrasta todos. E os bancos públicos, como bem mostram as pedaladas fiscais na Caixa e no BB, bom, não dá para confiar mesmo. Na maioria, são as raposas cuidando do galinheiro.

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Hub da TAM no Ceará: hora de manter o foco

Por Wanfil em Economia

25 de junho de 2015

Na última segunda-feira (22) o governador Camilo Santana reuniu uma frente suprapartidária com lideranças políticas e empresariais, sinalizando que a intenção de trazer para o Ceará o hub que a companhia aérea TAM pretende instalar no Nordeste.

Fortaleza disputa a obra com Recife e Natal. A previsão é que sejam investidos no empreendimento cerca de R$ 4 bilhões. Algo com esse potencial, especialmente em tempos de crise e depois dos fracassos da refinaria e do estaleiro, precisa mesmo ser priorizado por todos, até para recolocar o estado no mapa dos grandes investimentos.

Boatos e factoides
Para mostrar que o ambiente político é favorável e estável no Ceará, é fundamental manter o foco, sem abrir espaços para eventuais boatos e factoides que, uma vez alimentados, podem ressaltar uma contradição entre discurso e prática que só atrapalharia.

No dia do evento pelo hub, para citar um caso, o ex-governador Ciro Gomes aproveitou para provocar o senador Eunício Oliveira, destacando a ausência do peemedebista no encontro. Foi uma resposta a uma declaração anterior do senador Eunício, que havia dito que é preciso ter prestígio para atrair o hub, deixando entender que o grupo político do ex-governador carece dessa qualidade. Nada disso ajuda, pelo contrário.

Outro ponto a ser evitado é a tentação de vincular o terminal de passageiros da TAM com o Acquário Ceará, como andou fazendo em algumas ocasiões o governador Camilo Santana. É bom não juntar o que é matéria de consenso com algo que provoca divisões. O hub é livre de polêmicas, fato que agrega; já o aquário tem problemas financeiros, administrativos e de legais, sendo alvo de investigações nas áreas civil e criminal.

O movimento suprapartidário que se formou é exclusivo para o empreendimento da TAM, não podendo ser estendido a qualquer papagaio que o governo tenha recebido como herança da gestão Cid Gomes. Misturar alhos com bugalhos é tiro no pé.

Fatos e objetividade
Diante disso, é preciso que todos se atenham aos fatos, nada mais. A luta pelo hub deve ser mesmo conduzida pelo governador Camilo, em função do cargo que ocupa, pois se trata de um pleito do estado. Isso é perfeitamente natural e não impede que outros setores atuem para reforçar o movimento. Quanto mais ajuda, melhor.

A empresária Joana Jereissati, por exemplo, articulou um encontro entre a presidente da TAM, Cláudia Sender, e a bancada cearense no Senado Federal, composta por Tasso Jereissati (PSDB), Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT). Joana, que é filha de Tasso, é amiga pessoal de Sender, sua colega na Universidade de Havard. Como se vê, a ponte entre os senadores e a empresa foi construída dentro da lógica do pragmatismo suprapartidário. É isso! Foco, sem tergiversações ou intrigas, sem vaidades ou espertezas. A hora é de pensar no Ceará, com seriedade e inteligência.

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Secretário da Fazenda dispara: Ceará não vai ser beneficiado com nada!

Por Wanfil em Economia

24 de Fevereiro de 2015

Chora menino!

O Ceará governista decepcionado com Dilma.

O secretário da Fazenda do Ceará, Mauro Filho, surpreendeu em entrevista à rádio Tribuna Band News nesta terça-feira (24), da qual participei junto com os jornalistas Nonato Albuquerque e Ariane Cajazeiras, pelo tom de cobrança em relação ao governo federal e à própria presidente Dilma Rousseff, aliada e correligionária do governador Camilo Santana.

No que diz respeito ao Ceará, Mauro garantiu que as finanças estão em ordem, mas em relação à União, reclamou de privilégios concedidos a estados ricos e endividados, em detrimento de pobres e organizados e mostrou-se preocupado com a extensão dos cortes anunciados em razão do  ajuste fiscal.

Transcrevo abaixo, em azul, alguns pontos da entrevista, intercalando-os com comentários meus.

Repasses Federais
“O governo federal diz que o atraso nos repasses foi só momentâneo. Mas o que me preocupa são os convênios que o governo do Estado tem com o governo federal. A construção do Cinturão das Águas é uma obra que nós esperamos – e o governador Camilo já teve com a presidenta Dilma em relação a isso – que não sofra [cortes] no ajuste que está sendo feito.”

Se grandes obras como a Transposição do São Francisco e o Cinturão atrasavam quando havia dinheiro, imagine agora. Ritmo intenso nos canteiros só em período eleitoral.

Tratamento desigual
Recentemente – e é bom quer os ouvintes saibam disso – o Congresso Nacional aprovou uma lei federal que troca o indexador da dívida pública de estados e municípios brasileiros, para beneficiar São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e a prefeitura de São Paulo. O governador Cid – e eu como secretário da Fazenda – nós antecipamos esse pagamento. O estado do Ceará não deve mais nada ao governo federal nesse financiamento que foi feito. Ora, o Ceará não vai ser beneficiado com nada! Absolutamente, nada! (…) E o Ceará não pode, nesse momento, ser penalizado por ter sido correto com o governo federal.”

Isso não é novidade alguma. Não é de hoje que o Estado é tratado dessa forma, ao contrário de Pernambuco e Bahia, por exemplo. Além disso, se o governo federal respeitasse rigor fiscal, não estaria ele mesmo no buraco, com um déficit de R$ 17 bilhões em 2014.

Parceiro de eleição
Eu acho que o governo federal tem que medir quem é que está trabalhando corretamente ao longo dos anos, para não sermos penalizados com uma medida de caráter geral. É preciso um olhar diferenciado por parte da presidenta Dilma e dos ministros, porque aqui nós somos parceiros não só de gestão, mas fomos parceiros também da própria eleição da presidente Dilma.”

O apelo à lealdade não comoverá o pragmatismo da presidente ou dos ministros. Se palavra empenhada valesse algo para essa gestão, a construção da refinaria teria sido iniciada ou alguma compensação oferecida.

Transparência e má gestão
Todo mês o Banco Central libera a informação do superávit primário, ou seja, a capacidade do governo federal de pagar os juros da dívida pública, seja ela bruta ou líquida, o nominal, esses indicadores todos. A população brasileira tem acesso a isso. Aliás, quem forma opinião nesse Brasil, todo mês está lá olhando essas informações do Banco Central. Portanto, estranho que, mesmo com alguém dizendo que as contas estavam boas, na realidade uma simples leitura do relatório do Banco Central faria perceber [que] que alguma coisa não vinha realmente bem adequada e administrada em relação a esses pontos.”

Pois é. Muito bem lembrado. Eu também estranho a surpresa de quem descobre somente agora que a situação fiscal do Brasil é gravíssima. Acontece que essas informações não estavam liberadas apenas para a população (essa não confere relatórios, por isso pode alegar ignorância dos fatos) e para formadores de opinião, como jornalistas, professores e empresários, mas também para políticos aliados que garantiam, nas eleições, que Dilma era sim boa gestora. Estranho é apoiar o que não está bem.

Moral da história: ninguém quer mais sair dizendo por aí que é parceiro de Dilma.

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Refinaria no Ceará adiada logo após a eleição? Não seria a primeira vez…

Por Wanfil em Economia

30 de outubro de 2014

Não é oficial, mas segundo a agência de notícia Reuters, a Petrobras estuda adiar mais uma vez o projeto da refinaria Premium II, no Ceará. Entre os motivos estariam os escândalos de corrupção e problemas de mercado. Pode ser, pode não ser; ninguém confirma, muito menos nega. O fato é que devido ao histórico de adiamentos da obra que nunca saiu do papel (lá se vão quase dez anos), a gente acaba desconfiando, não é mesmo?

Vez por outra, com especial ênfase nos anos eleitorais, os governos federal e estadual realizaram reuniões, assinam documentos, falam em parcerias com o setor privado, tudo para mostrar que algo está sendo feito. Apesar de tanto alarde, o tempo passa e nada de concreto acontece. Nadinha. Chegou a um ponto em que a situação começou a constranger os aliados locais de Lula e Dilma, autores da promessa. A distância entre o que é anunciado e o que (não) é entregue passou a soar como falta de prestígio. Eduardo Campos conseguiu uma refinaria da Petrobras para Pernambuco…

Nesse sentido, desde o ano passado uma caravana organizada pela Assembleia Legislativa, sob a presidência do deputado Zezinho Albuquerque (PROS), percorre cidades do interior para cobrar a refinaria, embora a obra não tenha nada a ver com o legislativo estadual. Ocorre que nas vezes em que Dilma esteve no Ceará durante esse período, ninguém deu um pio, o assunto passou batido e ficou tudo por isso mesmo. Essa postura valente de longe e calada de perto explica em grande medida o descaso do Planalto com o Ceará: base de apoio é dócil, mansa e politicamente irrelevante em Brasília, não é prioridade.

Como a notícia, mesmo não sendo oficial, já repercute no país, cabe ao governador Cid Gomes e ao governador eleito Camilo Santana, além da bancada cearense no Congresso, pedirem um esclarecimento à Petrobras: afinal, vai fazer ou não? E quando? É preciso mostrar ao governo federal que o Ceará não se contenta apenas com Bolsa Família, já que o Estado fez a sua parte para receber a refinaria anunciada. É muito cômodo para Lula e Dilma usar a Petrobras para fins políticos e eleitorais, mas na hora de cumprir a palavra, alegar questões de mercado. Vale lembrar que ninguém está pedindo esmolas ou favores, mas exigindo respeito. Os cearenses são credores de uma promessa que vem sendo feita reiteradamente eleição após eleição, mas que nunca vira realidade.

Promessa é dívida.

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Brasil em recessão é Dilma sem propaganda. Aécio promete Armínio. E Marina?

Por Wanfil em Economia

29 de agosto de 2014

Que as propagandas eleitorais convençam eleitores de que um candidato possui determinadas virtudes ou defeitos, é algo esperado, afinal, é para isso que marqueteiros são contratados a peso de ouro. Como se trata de comunicação de massa, a ordem é reforçar símbolos e generalizações. O problema é quando o próprio candidato passa a acreditar na propaganda criada para o seu personagem político, pois o sujeito acaba descolado da realidade.

Propaganda X mundo real
Foi assim, por exemplo, que Cid Gomes imaginou, quando foi reeleito em 2010, que suas ações de segurança pública realmente estavam no caminho certo. Deu no que deu. Agora é a presidente Dilma, que no debate promovido pela Rede Bandeirantes afirmou que o Brasil está preparado para um novo ciclo decrescimento, reproduzindo fantasia veiculada em sua propaganda eleitoral. No mundo real, o IBGE anunciou nesta sexta-feira que o PIB brasileiro caiu 0,6% no segundo semestre, configurando o que especialistas chamam de recessão técnica. Em relação ao segundo trimestre de 2013, o tombo foi maior ainda: 0,9%.

A propaganda diz que Dilma é uma grande gestora, os fatos negam. E entre os fatos e a propaganda, a presidente prefere a ilusão, abraçada aos elogios repetidos por assessores e aduladores de plantão. O mercado prevê que o crescimento da economia brasileira será de apenas 0,7% (a média dos últimos quatro anos deverá fechar em 1,7%). O governo e a candidata culpam a crise internacional, mas esse argumento não resiste a uma comparação com o desempenho de países da América Latina. Para 2014, a expectativa é que o Panamá cresça 7,2%; para a Colômbia a previsão é de 4,4%; e Paraguai 4,8%. São países que enfrentam a mesma crise internacional e crescem mais que o dobro do Brasil. Pior do que nós, só a Argentina de Kirchner e a Venezuela de Maduro, dois aliados de Dilma. Conclusão: falta gestão por aqui.

Política econômica no centro do debate
Os números ruins levam de volta a economia para o centro do debate político nessa campanha eleitoral, o que é importante. Sobre isso, o pano de fundo é o seguinte: Lula renegou o discurso do passado oposicionista e deu continuidade à política econômica de FHC, mantendo Henrique Meireles no Banco Central.

Agora, entre os principais candidatos ao Planalto, Aécio disse que, se eleito, Armínio Fraga será seu ministro da Fazenda, o que representa certo alinhamento com os dois ex-presidentes. Dilma é isso que os dados do IBGE revelam. Falta saber o que Marina pensa. Qual perfil para o futuro ministro da Fazenda? Manteria o insosso Alexandre Tombini no Banco Central? Fará do centro das metas de inflação um objetivo inegociável? Adotará uma política fiscal mais ou menos austera do que a atual? Ninguém sabe. Nem a propaganda eleitoral dela ousa fazer um rascunho para delinear algo mais tangível. É um mistério tão grande quanto a origem do dinheiro para a compra do jatinho que Marina e Eduardo Campos usavam. A nova política é assim, um ato de fé no porvir.

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BRICS terá 7 mil agentes de segurança. Pena que é nuvem passageira

Por Wanfil em Economia

15 de julho de 2014

Sai de cena a festa da Copa do Mundo e entra em campo a aridez dos temas econômicos, com Fortaleza sediando a 6ª Cúpula do BRICS, o grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do sul. No fundo, é o grupo resulta mesmo da política externa de Chia e Rússia, potências militares que sonham com a liderança no concerto da geopolítica mundial. Mas essa é outra história, jogo de gente grande. Para nós do Ceará o que importa é que esses eventos são indiscutíveis oportunidades de consolidar o nome do estado na rota do turismo mundial: a Copa com o lazer, o BRICS com as chances de negócios.

Segurança
Por isso Fortaleza está um brinco, pelo menos no entorno do Centro de Eventos, onde a limpeza e a pavimentação germânicas (para usarmos um padrão da moda), assim como a segurança, não deixam nada a desejar. O Governo do Estado anunciou que ao todo 7.689 agentes atuarão para que tudo ocorra na mais perfeita tranquilidade. São 4.444 de seu próprio contingente, que contam com o reforço de outros 3.245 profissionais vindos de parcerias com órgãos como a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ministério da Defesa e Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), Guarda Municipal de Fortaleza (GMF), entre outros.

Basta andar nas ruas próximas ao local para conferir como tudo está tinindo para proteger e impressionar os chefes de estado esperados para o encontro. Temos que causar boa impressão, mirando em futuros investimentos, claro. Nada contra. Quem dera memso essas ações preparadas para o BRICS durassem o ano inteiro e fossem ampliadas para todo o Ceará.

O negócio é tão bacana, que o risco agora é ver essas impressões se confundirem com a realidade. Porém, todo esse arranjo é passageiro, já que a reunião acaba na quarta-feira (16).  Por isso, é bom a gente ficar ligado: assim como promover uma copa não significa dizer que temos uma grande seleção, sediar o encontro do BRICS não é garantia de que temos uma economia equilibrada ou que moramos em lugar seguro.

Economia
Sobre segurança, não é preciso dizer muito. Todos sabem como andam as coisas no Ceará e no Brasil. Já na economia, começamos a sentir no bolso o peso do baixo crescimento e das políticas fiscal e monetária do governo federal. Os dados falam por si. Entre os países do BRICS, o Brasil é o que apresentou pior desempenho econômico nos últimos anos, com a pior taxa de investimentos.

Crescimento (média 2011-2013)
B
rasil – 2%
Rússia – 3%
Índia – 5,4%
China- 8,2%
África do Sul – 2,6%

Taxa de investimento (% PIB)
Brasil – 18%
Rússia – 23%
Índia – 30%
China- 49%
África do Sul – 19% – Fonte: Exame/Abril

O risco inflacionário
O Brasil aparece bem em relação ao PIB per capita e a taxa de pobreza (6%), comparado com o resto do grupo (na China a taxa dobra). Mas essas conquistas estão ameaçadas pela inflação, que já estourou o teto da meta este ano e que no primeiro semestre superou o rendimento da poupança.

Futuro
No futebol, a derrota terminou com a demissão de Felipão e de toda a comissão técnica. Na economia, o debate começa agora, com as eleições entrando de vez no calendário da torcida brasileira. O nome do técnico é Guido Mantega.

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O milagre do PIB do Cearense

Por Wanfil em Economia

11 de dezembro de 2013

Meu comentário desta quarta-feira na Tribuna Bandnews FM 101.7

O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará cresceu 3,76% no terceiro trimestre de 2013, se comparado ao mesmo período de 2012. A informação foi divulgada pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará – Ipece. O índice supera a taxa de crescimento do Brasil, que foi de 2,2%. Pelo 14º trimestre seguido o desempenho estadual supera o nacional.

É inegável de que se trata de um resultado positivo. Mas, dado o paralelo entre os números específicos e gerais,  fica a indagação: Será que é o Ceará que acelera muito ou o Brasil que está lento demais?

Para se ter uma ideia, no governo Dilma, o PIB brasileiro registra sua pior média anual dos últimos 20 anos, com 2,6%. Países como China, Rússia ou Índia cresceram o dobro ou o triplo no mesmo período.

Assim, é preciso ter claro que o desempenho nacional é uma base de comparação baixa. O mérito do Ceará consiste mesmo em superar a tendência de quase estagnação da economia brasileira, o que não é pouca coisa. Porém, crescer 3,76% não é o suficiente para dar conta das necessidades do estado e sua população. No mínimo, para gerar bons empregos e reduzir a pobreza, seria preciso avançar algo em torno de 5% ao ano.

É preciso ainda verificar a qualidade desse crescimento. A maior parte da produção estadual se concentra em Fortaleza e sua região metropolitana. Existe também uma grande dependência do PIB em relação aos investimento públicos. Entretanto, esse indutor é limitado pela capacidade de endividamento do estado.

O desempenho do PIB cearense, na verdade, segue uma tendência. De acordo com o IBGE, na última década os  estados médios cresceram em ritmo mais intenso, enquanto os oito mais ricos, que concentram 77% do PIB nacional, perderam fôlego.

O Ceará, portanto, cresce mais do que o Brasil. Mas isso não é nenhum milagre econômico nos moldes dos anos 70 do século passado. O desempenho é bom se comparado com a realidade nacional, mas pouco diante dos desafios que existem.

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O milagre do PIB do Cearense

Por Wanfil em Economia

11 de dezembro de 2013

Meu comentário desta quarta-feira na Tribuna Bandnews FM 101.7

O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará cresceu 3,76% no terceiro trimestre de 2013, se comparado ao mesmo período de 2012. A informação foi divulgada pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará – Ipece. O índice supera a taxa de crescimento do Brasil, que foi de 2,2%. Pelo 14º trimestre seguido o desempenho estadual supera o nacional.

É inegável de que se trata de um resultado positivo. Mas, dado o paralelo entre os números específicos e gerais,  fica a indagação: Será que é o Ceará que acelera muito ou o Brasil que está lento demais?

Para se ter uma ideia, no governo Dilma, o PIB brasileiro registra sua pior média anual dos últimos 20 anos, com 2,6%. Países como China, Rússia ou Índia cresceram o dobro ou o triplo no mesmo período.

Assim, é preciso ter claro que o desempenho nacional é uma base de comparação baixa. O mérito do Ceará consiste mesmo em superar a tendência de quase estagnação da economia brasileira, o que não é pouca coisa. Porém, crescer 3,76% não é o suficiente para dar conta das necessidades do estado e sua população. No mínimo, para gerar bons empregos e reduzir a pobreza, seria preciso avançar algo em torno de 5% ao ano.

É preciso ainda verificar a qualidade desse crescimento. A maior parte da produção estadual se concentra em Fortaleza e sua região metropolitana. Existe também uma grande dependência do PIB em relação aos investimento públicos. Entretanto, esse indutor é limitado pela capacidade de endividamento do estado.

O desempenho do PIB cearense, na verdade, segue uma tendência. De acordo com o IBGE, na última década os  estados médios cresceram em ritmo mais intenso, enquanto os oito mais ricos, que concentram 77% do PIB nacional, perderam fôlego.

O Ceará, portanto, cresce mais do que o Brasil. Mas isso não é nenhum milagre econômico nos moldes dos anos 70 do século passado. O desempenho é bom se comparado com a realidade nacional, mas pouco diante dos desafios que existem.