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Educação Archives - Página 2 de 2 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Educação

O Ideb – que não é candidato, nem é de oposição – mostra fiasco na educação no Ceará. E agora, Izolda?

Por Wanfil em Educação

06 de setembro de 2014

Após ser pressionado pela imprensa, o governo federal finalmente divulgou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede o desempenho de alunos do ensino fundamental e médio das escolas públicas e privadas no Brasil. Redes de 21 Estados não atingiram metas estabelecidas pelo Ministério da Educação; em 16 deles, médias são inferiores às obtidas em 2011.

É o caso do Ceará, onde o ensino médio nas escolas públicas foi reprovado. A meta para 2013 para o Estado era a nota 3,5. No entanto, após grandes investimentos na área, o índice obtido foi de apenas 3,3. Ficamos abaixo da média nacional: 3,4 no setor público (no privado é 5,4). E reparem que a meta não era nada ambiciosa. Leia mais em Ceará tem queda em índice do ensino médio, contrariando propaganda de governo.

No ranking nacional da educação, o Ceará fica ali pelo meio da tabela, à frente de Estados como Bahia, Amapá e Alagoas, empatado com o Acre e o Distrito Federal, atrás de São Paulo e Pernambuco.

Mas o que preocupa mesmo é a atual tendência de queda no desempenho das escolas públicas no ceará, no ensino médio, registrada entre 2011 e 2013.

Eleições
Como estamos em plena campanha eleitoral, é impossível deixar de registrar que se trata de uma má notícia para o candidato ao governo estadual pela situação, o petista Camilo Santana, que tem a ex-secretária da educação, Izolda Cela, como candidata à vice-governadora em sua chapa, com o respaldo, justamente, de duas altas no Ibeb em anos anteriores. A educação e as escolas profissionalizantes figuram como grandes feitos da atual gestão. Izolda chegou a dizer no Facebook que duvidava da honestidade de quem criticasse a área. Pois é, o Ideb não é candidato e não é de oposição, por isso, motivações desonestas em sentido eleitoral devem ser descartadas.

Como consolo, o Ideb 2013 joga luzes no debate sobre a educação, que andava obscurecido pela propaganda eleitoral no Ceará. Nas peças da candidatura governista, a tática é mostrar belas estruturas físicas e deixar de lado os índices comparativos de desempenho. Esse é um padrão de comunicação já conhecido na segurança e na saúde. A realidade, mais uma vez, é que investimentos são feitos, o que merece reconhecimento, mas os resultados são pífios, o que não pode ser escondido. O problema, notadamente, não é financeiro, mas administrativo.

O Ideb agora é uma oportunidade para que candidatos mostrem como podem melhorar a qualidade da educação, ou pelo menos, como parar de piorá-la.

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Ceará: sucesso como fornecedor e fracasso como empregador de talentos do ITA

Por Wanfil em Artigo, Educação

17 de outubro de 2013

Em 2008 assisti a uma palestra do economista israelense Raphael Bar-El, da Universidade de Bem Gurion (e de várias outras na Europa e EUA), proferida no auditório da Fiec, em Fortaleza. Na ocasião, o professor foi preciso ao afirmar que sem uma educação para formar profissionais de ponta e operários versáteis, o Ceará continuaria a atrair investimentos que demandam somente mão de obra barata e de pouca escolaridade. A saída: educação, educação e educação, como compensação à falta de recursos naturais valiosos. Educação como estratégia de desenvolvimento, não como mera obrigação constitucional e burocrática. Só assim, o Ceará ficaria atraente para os investimentos de alto valor agregado.

Estamos em 2013 e essa avaliação continua atualíssima. Mas há um aspecto que agrava ainda mais esse cenário de falta de visão estratégica para a educação, até mesmo, ou especialmente, em nível superior, como mostra reportagem especial do portal Tribuna do Ceará sobre o sucesso dos alunos cearenses no ITA, referência quando o assunto é engenharia. São jovens que precisam sair do Ceará para buscar um formação melhor e que não conseguem voltar para atuar no mercado local, por falta de vagas para profissionais com essa qualificação. Ou seja, existe matéria-prima de altíssimo nível, estudantes formados em escolas cearenses, a maioria particular, claro, mas prata da casa.

Esse colégios, aliás, bem administrados que são, perceberam a demanda e criaram turmas que reúnem esses alunos mais talentosos para esse tipo de exame. É estratégia. Leia mais

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UFC destina 50% de suas vagas para cotas em 2014: confusão entre causa e efeito

Por Wanfil em Educação

07 de outubro de 2013

O Conselho Universitário da Universidade Federal do Ceará decidiu destinar 50% de suas vagas para cotas já a partir de 2014, conforme determina a Lei nº 12.711/2012, antecipando-se assim ao Decreto nº 7.824/2012, que dava prazo até agosto de 2106 para a implantação desse sistema.

Na prática, de acordo com a legislação, o negócio é barrar o pessoal mais bem preparado das escolas privadas, valendo-se de critérios de exclusão baseados na origem do aluno, cor da pele e renda, para garantir o acesso dos alunos da rede pública nas universidades federais, especialmente nos cursos mais disputados.

A medida trata o efeito, mas ignora a causa do problema. Ora, o que impede os alunos das escolas públicas de competir em condições de igualdade com os demais é a má qualidade do ensino que recebem. Em vez de corrigir essa deficiência, opta-se por empurrá-la para dentro das universidades, dando ao truque o cativante nome de inclusão social.

Pode-se argumentar, em favor da lei, que se trata de uma política compensatória.  O site da UFC lembra que o sistema de cotas é “válido inicialmente por dez anos, desde agosto de 2012“. Seria o tempo, suponho, de melhorar o ensino público. Como ninguém acredita muito nisso, foi preciso a ressalva do ‘inicialmente’, deixando claro que o programa poderá ser esticado indefinidamente.

Quer dizer, Wanfil, que alunos da rede pública não devem ir para as faculdades? Claro que devem, por seus esforços e pelo resultado da boa aplicação dos impostos que pagamos para custear o ensino dito “gratuito”. O que não pode é penalizar alunos da rede particular só para o governo fingir que está mudando a realidade da educação.

Também no site da UFC, o Pró-Reitor de Graduação da UFC, Custódio Almeida, acredita que a universidade manterá seu padrão de excelência, graças à grande concorrência nos cursos da UFC, que mantém as notas de corte elevadas. No curso de Medicina (…), a nota de corte na ampla concorrência foi 784.7. Entre as quatro classes de cotas, a que teve menor nota de corte foi 751.04 – o que garantiria acesso a qualquer um dos demais cursos da instituição, com exceção de Direito Diurno, na ampla concorrência”.

Bom, se é assim, se esses estudantes poderiam entrar pelo concurso da ampla concorrência, porque reservar-lhes as cotas? Leia mais

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UFC destina 50% de suas vagas para cotas em 2014: confusão entre causa e efeito

Por Wanfil em Educação

07 de outubro de 2013

O Conselho Universitário da Universidade Federal do Ceará decidiu destinar 50% de suas vagas para cotas já a partir de 2014, conforme determina a Lei nº 12.711/2012, antecipando-se assim ao Decreto nº 7.824/2012, que dava prazo até agosto de 2106 para a implantação desse sistema.

Na prática, de acordo com a legislação, o negócio é barrar o pessoal mais bem preparado das escolas privadas, valendo-se de critérios de exclusão baseados na origem do aluno, cor da pele e renda, para garantir o acesso dos alunos da rede pública nas universidades federais, especialmente nos cursos mais disputados.

A medida trata o efeito, mas ignora a causa do problema. Ora, o que impede os alunos das escolas públicas de competir em condições de igualdade com os demais é a má qualidade do ensino que recebem. Em vez de corrigir essa deficiência, opta-se por empurrá-la para dentro das universidades, dando ao truque o cativante nome de inclusão social.

Pode-se argumentar, em favor da lei, que se trata de uma política compensatória.  O site da UFC lembra que o sistema de cotas é “válido inicialmente por dez anos, desde agosto de 2012“. Seria o tempo, suponho, de melhorar o ensino público. Como ninguém acredita muito nisso, foi preciso a ressalva do ‘inicialmente’, deixando claro que o programa poderá ser esticado indefinidamente.

Quer dizer, Wanfil, que alunos da rede pública não devem ir para as faculdades? Claro que devem, por seus esforços e pelo resultado da boa aplicação dos impostos que pagamos para custear o ensino dito “gratuito”. O que não pode é penalizar alunos da rede particular só para o governo fingir que está mudando a realidade da educação.

Também no site da UFC, o Pró-Reitor de Graduação da UFC, Custódio Almeida, acredita que a universidade manterá seu padrão de excelência, graças à grande concorrência nos cursos da UFC, que mantém as notas de corte elevadas. No curso de Medicina (…), a nota de corte na ampla concorrência foi 784.7. Entre as quatro classes de cotas, a que teve menor nota de corte foi 751.04 – o que garantiria acesso a qualquer um dos demais cursos da instituição, com exceção de Direito Diurno, na ampla concorrência”.

Bom, se é assim, se esses estudantes poderiam entrar pelo concurso da ampla concorrência, porque reservar-lhes as cotas? (mais…)