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CPI, consignados, corrupção, aquário, juros, eleições: mais do mesmo 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

CPI, consignados, Ficha Limpa, aquário, juros, eleições… E as velhas novidades de sempre

Por Wanfil em Noticiário

20 de Abril de 2012

As notícias são novas, mas o teatro é velho: a ilusão de que as coisas agora vão mudar

Resumo do noticiário da quinzena:

Criaram uma CPI em Brasília; sobre o rumoroso caso dos empréstimos consignados no Ceará, sabemos agora que o contrato com a empresa que cuidava das operações será cancelado; aliados que prometeram sintonia para servir melhor a população de Fortaleza brigam excitados pelo calendário eleitoral, a Assembleia Legislativa aprovou uma nova lei para barrar fichas-sujas ocuparem cargos públicos na administração estadual, os juros caíram, o Ministério Público Federal no Ceará recomendou a suspensão das obras do “Acquário Ceará”.

Parece uma agenda positiva, não é mesmo? Mas um olhar mais atento mostra que a coisa não é bem assim. Pizza no forno
A CPI do Carlinhos Cachoeira tem 80% de governistas. Com essa formatação, qualquer convocação feita pela oposição pode ser barrada. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, já disse que a CPI vai apurar “esse escândalo dos autores da farsa do mensalão“. O que isso significa? Que a conclusão da CPI será a de que o mensalão nunca existiu. Quem ainda acredita em CPI? No Ceará, em 2010, nossos deputados estaduais criaram as CPIs da Pirataria e do Narcotráfico. Ninguém sabe como terminaram, mas é fácil conferir como elas começaram…

Tudo coincidência
De suposta notícia requentada e notícia sem cabimento, o caso do empréstimos consignados no Ceará virou suspeita de tráfico de influência e depois, logo em seguida, foi anunciado que o contrato com a empresa ABC será cancelado pelo governo estadual. Mas, segundo o governo, foi tudo coincidência, pois nada de errado foi constatado. Então tá.

Aliança de laboratório
Quem não se lembra das últimas campanhas eleitorais para os governos municipal de Fortaleza e o estadual? Tudo era sintonia, união baseada em projetos e convicções, uma sinergia que transformaria a capital. Pois é. O calendário eleitoral de 2012 parece atrapalhar a harmonia dessa construção. Governador e prefeita em silêncio, bases partidárias em disputa e acusações mútuas. Agora, para quem lê o noticiário, nem parece que o grupo político de Cid Gomes apoiou, por duas vezes, a eleição da companheira Luizianne Lins.

Laranja tem que ter ficha limpa
Sobre a aprovação da  Lei da Ficha Limpa para nomeações de diversos cargos públicos do Ceará. Ocasião perfeita para autoridades falarem em moralidade e ética. Um país e um estado que precisam de leis para afastar criminosos da administração pública está seriamente doente. É transferir a responsabilidade de quem contrata para o contratado. Quer dizer que um governo não analisa a ficha de quem vai ocupar cargo de confiança e gerir vergas gordas? Ora, tenha paciência. Ademais, laranjas existem justamente para apagar rastros de quem não pode ou não quer aparecer.

E os impostos?
Os juros caíram. Parabéns para a presidente Dilma. No entanto, não custa lembrar, ainda são altos. E falta ainda o governo fazer o dever de casa: cortar gastos supérfluos, especialmente com o aparelhamento da máquina, para então diminuir a carga tributária. Aí eu quero ver.

Viva o luxo
O MP sugeriu a paralisação das obras do Aquário. É mais uma polêmica em torno do empreendimento, cuja necessidade e o preço estratosférico são questionáveis. Por ser tratado como prioridade, enquanto outros tantos problemas afligem o cidadão, como a violência crescente no Estado, o aquário corre o risco de entrar para a história como um capricho. Mas quem se importa?

Conclusão
As notícias da quinzena parecem novas, mas são velhas. Giram em torno de ações inúteis ou de alcance limitado, além de personagens sem a estatura das grandes personalidades capazes de lideras processos reais de mudanças. Puro teatro. O gargalo econômico do Brasil não será resolvido sem reformas estruturais, a política não será moralizada por força de leis e de comissões de inquérito (se fosse, seríamos uma Suécia), os arranjos de poder continuam com os mesmo vícios de sempre e o mensalão não deixará de ter existido. Tudo se movendo para permanecer onde está.

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CPI, consignados, Ficha Limpa, aquário, juros, eleições… E as velhas novidades de sempre

Por Wanfil em Noticiário

20 de Abril de 2012

As notícias são novas, mas o teatro é velho: a ilusão de que as coisas agora vão mudar

Resumo do noticiário da quinzena:

Criaram uma CPI em Brasília; sobre o rumoroso caso dos empréstimos consignados no Ceará, sabemos agora que o contrato com a empresa que cuidava das operações será cancelado; aliados que prometeram sintonia para servir melhor a população de Fortaleza brigam excitados pelo calendário eleitoral, a Assembleia Legislativa aprovou uma nova lei para barrar fichas-sujas ocuparem cargos públicos na administração estadual, os juros caíram, o Ministério Público Federal no Ceará recomendou a suspensão das obras do “Acquário Ceará”.

Parece uma agenda positiva, não é mesmo? Mas um olhar mais atento mostra que a coisa não é bem assim. Pizza no forno
A CPI do Carlinhos Cachoeira tem 80% de governistas. Com essa formatação, qualquer convocação feita pela oposição pode ser barrada. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, já disse que a CPI vai apurar “esse escândalo dos autores da farsa do mensalão“. O que isso significa? Que a conclusão da CPI será a de que o mensalão nunca existiu. Quem ainda acredita em CPI? No Ceará, em 2010, nossos deputados estaduais criaram as CPIs da Pirataria e do Narcotráfico. Ninguém sabe como terminaram, mas é fácil conferir como elas começaram…

Tudo coincidência
De suposta notícia requentada e notícia sem cabimento, o caso do empréstimos consignados no Ceará virou suspeita de tráfico de influência e depois, logo em seguida, foi anunciado que o contrato com a empresa ABC será cancelado pelo governo estadual. Mas, segundo o governo, foi tudo coincidência, pois nada de errado foi constatado. Então tá.

Aliança de laboratório
Quem não se lembra das últimas campanhas eleitorais para os governos municipal de Fortaleza e o estadual? Tudo era sintonia, união baseada em projetos e convicções, uma sinergia que transformaria a capital. Pois é. O calendário eleitoral de 2012 parece atrapalhar a harmonia dessa construção. Governador e prefeita em silêncio, bases partidárias em disputa e acusações mútuas. Agora, para quem lê o noticiário, nem parece que o grupo político de Cid Gomes apoiou, por duas vezes, a eleição da companheira Luizianne Lins.

Laranja tem que ter ficha limpa
Sobre a aprovação da  Lei da Ficha Limpa para nomeações de diversos cargos públicos do Ceará. Ocasião perfeita para autoridades falarem em moralidade e ética. Um país e um estado que precisam de leis para afastar criminosos da administração pública está seriamente doente. É transferir a responsabilidade de quem contrata para o contratado. Quer dizer que um governo não analisa a ficha de quem vai ocupar cargo de confiança e gerir vergas gordas? Ora, tenha paciência. Ademais, laranjas existem justamente para apagar rastros de quem não pode ou não quer aparecer.

E os impostos?
Os juros caíram. Parabéns para a presidente Dilma. No entanto, não custa lembrar, ainda são altos. E falta ainda o governo fazer o dever de casa: cortar gastos supérfluos, especialmente com o aparelhamento da máquina, para então diminuir a carga tributária. Aí eu quero ver.

Viva o luxo
O MP sugeriu a paralisação das obras do Aquário. É mais uma polêmica em torno do empreendimento, cuja necessidade e o preço estratosférico são questionáveis. Por ser tratado como prioridade, enquanto outros tantos problemas afligem o cidadão, como a violência crescente no Estado, o aquário corre o risco de entrar para a história como um capricho. Mas quem se importa?

Conclusão
As notícias da quinzena parecem novas, mas são velhas. Giram em torno de ações inúteis ou de alcance limitado, além de personagens sem a estatura das grandes personalidades capazes de lideras processos reais de mudanças. Puro teatro. O gargalo econômico do Brasil não será resolvido sem reformas estruturais, a política não será moralizada por força de leis e de comissões de inquérito (se fosse, seríamos uma Suécia), os arranjos de poder continuam com os mesmo vícios de sempre e o mensalão não deixará de ter existido. Tudo se movendo para permanecer onde está.