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agressão Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

agressão

Cid critica Tasso e repercute propaganda da oposição

Por Wanfil em Política

07 de novembro de 2013

Na última segunda-feira (4), na propaganda partidária do PSDB cearense veiculada em rádio e televisão, o ex-senador Tasso Jereissati, sem citar nomes, deu o mote da crítica que a sigla deverá explorar em 2014: “Não dá pra ficar brincando de política. O Ceará merece respeito”. Dois dias depois, o governador Cid Gomes respondeu em sua página no Facebook: “Penso, sinceramente, e é o que farei até o final do meu governo, que alguém na condição de ex-Governador (sic) como Tasso deveria se dar ao respeito”. Por fim, o governador fez alusão depreciativa às privatizações da Coelce e do BEC (que, na verdade, foi privatizado por Lula e Antônio Palocci).

Não fica claro por qual motivo Tasso estaria impedido de criticar a atual gestão, coisa natural nas democracias. Também não se sabe porque isso seria falta de respeito. Aliás, os questionamentos na propaganda do PSDB focam temas administrativos, sem enveredar nas searas dos escândalos, das questões particulares ou das acusações de corrupção. Se fosse com o PT na oposição, aí sim o negócio seria pesado, com direito a adjetivações contundentes.

Pois bem, em sua resposta aparentemente intempestiva, Cid interpreta essa oposição comedida como agressão, o que é uma forma pouco tolerante de enxergar as divergências. Entre pedir respeito ao Ceará e mandar alguém se dar ao respeito, onde está a agressão?

O governador também desafiou Tasso a comparar suas respectivas gestões: “O desafio vale para qualquer área: Educação, Saúde, Emprego, Estradas, Habitação, Saneamento, Aeroportos, Recursos Hídricos, etc.”. Ainda que tenha feito mais – e não estou concordando ou discordando, pois essas comparações são arriscadas porque tratam de conjunturas distintas –, isso não invalida os questionamentos de opositores sobre, por exemplo, segurança pública, item que não foi relacionado por Cid no texto.

Tiro no pé ou esperteza?

No que tange às consequências desse, digamos assim, desabafo, com as informações disponíveis até o momento, tanto é possível dizer que a abordagem foi um tiro no pé, na medida em que jogou uma lente de aumento nas críticas do PSDB, como também é permitido suspeitar que existam outras motivações nas declarações, como a intenção de pautar o debate eleitoral na área de infra-estrutura, evitando, naturalmente, questões espinhosas, como a explosão da criminalidade no Ceará. Na prática, a oposição quer discutir resultados, o governo quer falar de investimentos. Se a intenção é mudar o foco do debate, a isca foi lançada.

O fato é que a propaganda eleitoral do PSDB cearense dispõe de apenas 10 minutos de inserção, diluídos em 20 comerciais de 30 segundos a serem exibidos no mês de novembro. Sem deputados estaduais ou vereadores para repercutirem seu conteúdo, faltava aos tucanos alguém que pudesse chamar a atenção geral para o seu discurso. Foi exatamente o que Cid Gomes fez: jogou luz no que carecia de iluminação própria. O resultado da estratégia do governador é de difícil avaliação, pois o fato é recente, mas já é considerável a quantidade de comentários negativos no Facebook do governador com referências aos problemas da administração.

Especulações

É preciso ainda considerar subjetividades no episódio. Não é do estilo de Cid agir ou reagir de forma açodada. Assim, o tom de orgulho ferido da resposta deixa transparecer o que parece ser uma contrariedade de caráter pessoal. São as emoções que fazem da política uma atividade imprevisível.

Outra frente de interpretações nos bastidores sugere que a reação desproporcional não se resume a uma resposta ao programa do PSDB, mas a uma articulação de várias frentes contra o governo estadual, que envolveria, além de Tasso, Eduardo Campos (governador de Pernambuco), os senadores Aécio Neves (PSDB) e  Eunício Oliveira (PMDB), e membros do Centro Industrial do Ceará (CIC). Nada confirmado. Tudo ao sabor das especulações da hora, de olho nas eleições do ano que vem.

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Cid critica Tasso e repercute propaganda da oposição

Por Wanfil em Política

07 de novembro de 2013

Na última segunda-feira (4), na propaganda partidária do PSDB cearense veiculada em rádio e televisão, o ex-senador Tasso Jereissati, sem citar nomes, deu o mote da crítica que a sigla deverá explorar em 2014: “Não dá pra ficar brincando de política. O Ceará merece respeito”. Dois dias depois, o governador Cid Gomes respondeu em sua página no Facebook: “Penso, sinceramente, e é o que farei até o final do meu governo, que alguém na condição de ex-Governador (sic) como Tasso deveria se dar ao respeito”. Por fim, o governador fez alusão depreciativa às privatizações da Coelce e do BEC (que, na verdade, foi privatizado por Lula e Antônio Palocci).

Não fica claro por qual motivo Tasso estaria impedido de criticar a atual gestão, coisa natural nas democracias. Também não se sabe porque isso seria falta de respeito. Aliás, os questionamentos na propaganda do PSDB focam temas administrativos, sem enveredar nas searas dos escândalos, das questões particulares ou das acusações de corrupção. Se fosse com o PT na oposição, aí sim o negócio seria pesado, com direito a adjetivações contundentes.

Pois bem, em sua resposta aparentemente intempestiva, Cid interpreta essa oposição comedida como agressão, o que é uma forma pouco tolerante de enxergar as divergências. Entre pedir respeito ao Ceará e mandar alguém se dar ao respeito, onde está a agressão?

O governador também desafiou Tasso a comparar suas respectivas gestões: “O desafio vale para qualquer área: Educação, Saúde, Emprego, Estradas, Habitação, Saneamento, Aeroportos, Recursos Hídricos, etc.”. Ainda que tenha feito mais – e não estou concordando ou discordando, pois essas comparações são arriscadas porque tratam de conjunturas distintas –, isso não invalida os questionamentos de opositores sobre, por exemplo, segurança pública, item que não foi relacionado por Cid no texto.

Tiro no pé ou esperteza?

No que tange às consequências desse, digamos assim, desabafo, com as informações disponíveis até o momento, tanto é possível dizer que a abordagem foi um tiro no pé, na medida em que jogou uma lente de aumento nas críticas do PSDB, como também é permitido suspeitar que existam outras motivações nas declarações, como a intenção de pautar o debate eleitoral na área de infra-estrutura, evitando, naturalmente, questões espinhosas, como a explosão da criminalidade no Ceará. Na prática, a oposição quer discutir resultados, o governo quer falar de investimentos. Se a intenção é mudar o foco do debate, a isca foi lançada.

O fato é que a propaganda eleitoral do PSDB cearense dispõe de apenas 10 minutos de inserção, diluídos em 20 comerciais de 30 segundos a serem exibidos no mês de novembro. Sem deputados estaduais ou vereadores para repercutirem seu conteúdo, faltava aos tucanos alguém que pudesse chamar a atenção geral para o seu discurso. Foi exatamente o que Cid Gomes fez: jogou luz no que carecia de iluminação própria. O resultado da estratégia do governador é de difícil avaliação, pois o fato é recente, mas já é considerável a quantidade de comentários negativos no Facebook do governador com referências aos problemas da administração.

Especulações

É preciso ainda considerar subjetividades no episódio. Não é do estilo de Cid agir ou reagir de forma açodada. Assim, o tom de orgulho ferido da resposta deixa transparecer o que parece ser uma contrariedade de caráter pessoal. São as emoções que fazem da política uma atividade imprevisível.

Outra frente de interpretações nos bastidores sugere que a reação desproporcional não se resume a uma resposta ao programa do PSDB, mas a uma articulação de várias frentes contra o governo estadual, que envolveria, além de Tasso, Eduardo Campos (governador de Pernambuco), os senadores Aécio Neves (PSDB) e  Eunício Oliveira (PMDB), e membros do Centro Industrial do Ceará (CIC). Nada confirmado. Tudo ao sabor das especulações da hora, de olho nas eleições do ano que vem.