aliança Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

aliança

Ciro ou Lula?

Por Wanfil em Política

11 de novembro de 2019

Não é de hoje que Camilo convive entre Lula e Ciro, mas nunca foi tão complicado – Foto: efeito sobre Divulgação/Inst. Lula/2016

A saída de Lula da cadeia produziu efeitos distintos no Ceará. O governador Camilo Santana, do PT, comemorou nas redes sociais a decisão do STF que soltou o correligionário condenado por corrupção e lavagem de dinheiro: “Justiça feita. Lula, o maior presidente que este país já teve, está livre”. Já o presidenciável Ciro Gomes (“Lula só pensa em si e virou um enganador profissional”) e seu irmão, o senador Cid Gomes (“o Lula tá preso, babaca!”), ambos do PDT , optaram pelo silêncio.

No Ceará, a convergência de interesses que une PT e PDT ainda produz benefícios mútuos, mas as brigas entre os seus comandos nacionais leva cada um a falar para seu próprio grupo na atual divisão da esquerda brasileira: os que ainda idolatram Lula e os que se decepcionaram com Lula. Juntos, os Ferreira Gomes e o PT ligado a Camilo abarcam as duas partes. Não foi por impulso que o governador foi a São Paulo abraçar o ex-presidente. Como tudo na política, houve cálculo nesse movimento. Basta reparar que Ciro ataca Lula até no campo moral, mas não critica o governador que enaltece o petista. Os espaços seguem devidamente ocupados por aliados no Estado.

Para as eleições municipais do próximo ano, especialmente nas capitais, o petismo cobra de Camilo uma atitude de independência e protagonismo, já o pedetismo lhe cobra, digamos assim, neutralidade. Isso já aconteceu antes, mas sem que Lula e Ciro estivessem tão afastados (para dizer o mínimo) como agora. Só pra lembrar, Lula afirmou recentemente que Ciro não tem perfil ideológico para representar a esquerda, pois troca de partido a cada eleição. O governador elogia os dois, por quem nutre admiração natural. E tem se mostrado bastante hábil nesse jogo, que fica cada vez mais complicado. Vejamos como será em 2020.

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Luizianne: “Não sou um Ciro Gomes da vida”

Por Wanfil em Partidos

14 de Março de 2019

Luizianne e o dilema do PT no Ceará: responder aos ataques de Ciro e arriscar a aliança ou silenciar e frustar a militância? (Foto – Agência PT)

A deputada federal Luizianne Lins quebrou o silêncio dos petistas cearenses após a troca de farpas entre Ciro Gomes (PDT) e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. O registro é do site Focus.jor.

Na sequência de uma série de críticas sobre a gestão de Roberto Cláudio em Fortaleza – ressaltando que eram considerações feitas de forma consistente e sem picuinha – a petista não resistiu e mandou ver no final: “Não sou um Ciro Gomes da vida”.

Não foi uma resposta direta a Ciro, mas uma referência implícita, ainda que tímida, aos ataques contra a cúpula do PT, incluindo Lula. Estes é que seriam inconsistentes e picuinha.

Que Luizianne e Ciro não se bicam, isso não é novidade. Acontece que agora, em meio ao tiroteio entre PDT e PT na disputa pelo papel de protagonista da esquerda brasileira, e com as eleições do próximo ano no radar dos partidos, as provocações ganham nova relevância diferente, pois podem afetar a aliança entre o partido do governador Camilo Santana e o maior partido de sua base, liderado por Ciro.

Se as lideranças do PT no Ceará preferiram a prudência para preservar espaços na gestão estadual, chega um momento que diante de acusações pesadas (difíceis de refutar, diga-se) que atingem a figura mais idolatrada do petismo, que é Lula, aí fica complicado para essas lideranças explicarem a postura para as bases de sua militância.

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PT apanha de Ciro e não reage: por quê?

Por Wanfil em Partidos

12 de Março de 2019

O PT do Ceará é Lula. Para Ciro, do PDT, aliado estadual dos petistas, Lula se corrompeu e o PT nacional é uma quadrilha. (Foto: PT/Ceará)

Ciro Gomes continua a bater forte na direção nacional do Partido dos Trabalhadores. Dessa vez, em entrevista ao jornal Valor Econômico, a principal liderança do PDT no Ceará disse que:

1) a cúpula do PT é uma “organização criminosa”;
2) Gleisi Hoffmann, presidente nacional do partido, é “a chefe” da “quadrilha”;
3) “Lula virou um caudilho sul-americano corrompido”;
4) “Só um petista doente não lembra que o desemprego, quando ela [Dilma] assumiu era 4% e quando saiu, era 14%”;
5) “estou fora” do Lula livre.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, disse que o partido vai se reunir para decidir se processa Ciro Gomes, pois assim “está ficando complicado“.

E o que disse o PT do Ceará até o momento? Nada. O que dizem suas principais lideranças – (Guimarães, Luizianne, Acrísio Sena, Guilherme Sampaio, Camilo (?) – a respeito do aliado estadual? Nadinha. Os lulistas, onde estão? Optam pelo silêncio, como se não soubessem de nada, mas como dizem por aí, quem cala, consente.

Se pensarmos bem, o constrangimento não se restringe aos petistas. Se a cúpula do PT é uma quadrilha, como diz Ciro, e se as lideranças petistas no estado são alinhadas com essa cúpula e com Lula, já não se trata de mera diferença de opinião, de divergência programática ou coisa que o valha, mas de incompatibilidade moral. O ponto é que, se é assim, se concorda com Ciro, como pode o PDT estar junto com o PT no Ceará?

Leia mais no blog: Ciro Gomes ocupa vazio deixado por Fernando Haddad

Atualização: Ainda no final da tarde de ontem (12), Gleisi Hoffmann foi ao Twitter chamar Ciro de coronel ressentido. No Ceará, silêncio.

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PT e PDT se estranham: em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão

Por Wanfil em Eleições 2018

13 de outubro de 2018

PT (?) e PDT – (FOTO: Divulgação)

O PT sabotou a candidatura de Ciro Gomes, atualmente no PDT, no início do ano, quando os partidos montavam suas coligações. Agora o PDT e o próprio Ciro Gomes, de férias na Europa, lavam as mãos no segundo turno e declaram um distante “apoio crítico”.

Magoados, petistas graúdos vazaram para o jornal o Estado de São Paulo que o PDT teria condicionado o engajamento na campanha de Fernando Haddad a cargos: três ministérios, o BNB e a presidência do Senado para Cid Gomes. O pedido teria sido negado.

Os pedetistas negam. O deputado federal pelo Ceará André Figueiredo disse ao portal Focus.jor que a informação é falsa, acusando ainda o PT de ser irresponsável  e safado. Isso bem no momento em que o governador Camilo Santana, petista que não se veste de vermelho, tenta motivar sua base aliada na campanha de Haddad. Base que é majoritariamente composta, não custa lembrar, por prefeitos e parlamentares do… PDT!

PT e PDT precisam discutir a relação o quanto antes, mas isso acaba sendo dificultado pela iminente derrota do candidato petista, caso estejam corretas as pesquisas, que mostram ampla vantagem para Jair Bolsonaro, do PSL. Nesse ambiente, ressentimentos guardados começam a aflorar com mais força.

Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão. Na política, em casa sem expectativa de poder, todos brigam e todos têm razão.

(Texto publicado originalmente para o Portal Tribuna do Ceará)

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Eleições Ceará: vitória do acordão e nova chance para a oposição

Por Wanfil em Eleições 2018

08 de outubro de 2018

Divulgação/Facebook

Reeleito com o recorde de 79% dos votos válidos, o governador  Camilo Santana (PT) superou até mesmo a votação dos seus seus padrinhos políticos Cid e Ciro Gomes. Apesar disso, a oposição também conseguiu alguns êxitos que ajudam a compor – lá vem o clichê! – o recado das urnas.

Eduardo Girão, do Pros, surpreendeu ao derrotar Eunício Oliveira (MDB), preside08nte do Senado que contava com o apoio pessoal do governador com a maior votação proporcional do País. Tem mais. Capitão Wagner (Pros) e André Fernandes (PSL) foram respectivamente os deputados federal e estadual mais votados no Ceará.

Como avaliar o bom desempenho de candidatos contrários a um governo com ampla aprovação? “O homem é o homem e suas circunstâncias” disse Ortega Y Gasset. Pois é, o estilo cordato de Camilo se casou perfeitamente com algumas das fragilidades e contradições da nossa cultura política. O pendor para a conciliação encontrou terreno fértil na tradição adesista da política cearense. O avanço sobre grupos regionais sem identidade ideológica clara foi tranquilo. Até lideranças e partidos de oposição mudaram de lado e para aderir em troca de apoio eleitoral, cargos e verbas.

Na verdade, essa disposição para a superação de divergências que noutros países parecem insuperáveis, é uma espécie de tradição brasileira, muito bem demonstrada na obra do historiador Paulo Mercadante, especialmente em “A consciência conservadora no Brasil”. Por um lado, evita conflitos diretos como guerras civis (Mercadante cita como exemplo a Guerra de Secessão americana, no Séc. 19); por outro, enfraquece valores, sempre acabam relativizados em nome do pragmatismo. No fim, as negociatas prevalecem sobre os princípios, que com o tempo, perdem o sentido e viram apenas pretextos para justificar as idas e vindas de grupos políticos para permanecer próximo ao poder. Mercadante viu tudo isso nas articulações de grupos conservadores na início da República no Brasil. Hoje, isso é notório, a esquerda assimilou a prática.

No Ceará, as virtudes da gestão Camilo conseguiram conter e reduzir desgastes causados por seus erros. Isso não é pouco. Mas o acordão que reuniu 24 partidos na sua base eleitoral, reunindo até desafetos recentes, e a cooptação de parte da oposição foram fundamentais para evitar percalços no caminho da reeleição. A oposição, por sua vez, ganhou de eleitores a chance de se reorganizar

Por fim, resta ver para onde soprarão os ventos da eleição presidencial. Isso pode mudar a relação de forças no estado, mas isso fica para outro texto.

(Texto publicado originalmente no Portal Tribuna do Ceará)

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A aliança envergonhada de Eunício e Cid

Por Wanfil em Eleições 2018

05 de junho de 2018

O acordo eleitoral entre PDT, PT e MDB no Ceará segue em busca de uma forma ideal para acomodar os interesses de cada partido. É que a união sofre a interferência das eleições nacionais.

Cid Gomes defendeu publicamente no último domingo que a parceria com o MDB seja clandestina: “Eu defendo aqui que a gente lance só um candidato ao Senado e não faça coligação com o MDB”. E qual a razão? Segundo o ex-governador, isso poderia prejudicar o discurso de Ciro Gomes, crítico do MDB, à Presidência da República.

Ciro e o PDT afirmam que parte do MDB é uma quadrilha, incluindo o nome do senador cearense na lista. Eunício já chamou Ciro de batedor de carteira e de desocupado. Pela lógica do respeito próprio, o natural seria que ambos rejeitassem qualquer aproximação, mas a lógica eleitoral é diferente. Camilo Santana, do PT, partido que acusa o MDB de golpista, defende a aliança por razões óbvias: o senador, em busca de um lugar na chapa oficial, tem ajudado o governo a conseguir recursos nos ministérios.

Sendo assim, pela sugestão de Cid, a aliança não se formalizaria no papel, porém, seria mantida por fora. Com apenas um candidato, o governismo abriria caminho para Eunício se reeleger. Seria uma espécie de aliança envergonhada (ou desavergonhada, se é que me entendem).

A ideia tem dois problemas. Primeiro, se Eunício for confirmado como aliado em convenção do PT, Cid sairá como derrotado. Se for barrado, Camilo será visto como perdedor. Segundo, é inconveniente do ponto de vista ético, para dizer o mínimo. No fundo, propõe iludir eleitores, fingindo incompatibilidade moral com o MDB, mas informalmente conciliando projetos com o mesmo MDB no Ceará.

Se vai dar certo, ninguém sabe. O fato é que as acusações mútuas de corrupção, de incompetência, as críticas e ataques pessoais, as objeções supostamente incontornáveis de um passado recente, tudo isso já foi superado em nome de um pragmatismo segundo o qual feio mesmo é perder eleição. O resto vale.

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Incertezas que pairam sobre as eleições no Ceará: aliança PT-MDB, oposição indefinida, delação da JBS, crise na segurança

Por Wanfil em Eleições 2018

24 de Abril de 2018

As eleições no Ceará prometiam ser uma das mais insossas dos últimos tempos. O governo estadual aumentava sua base de apoio e a oposição permanecia desarticulada. Mas os dias que correm estão atribulados de um modo que fazem lembrar de Cícero nas Catilinárias: “oh tempos, oh costumes”. 

Assim, para além da aparência de marasmo, um conjunto de dúvidas ganhou força a ponto de fazer do atual período de pré-campanha um dos mais tensos que já se viu.

A indefinição sobre a candidatura de oposição é apenas um elemento a mais de ansiedade, diante de outras incertezas. O futuro da possível coligação entre o MDB de Eunício Oliveira e o PT de Camilo Santana é uma delas. Ciro Gomes, do PDT, tem feito críticas à presença do senador na chapa governista. Não é para menos, uma vez que essa aliança é uma contradição com o rompimento pregado por Ciro em relação ao MDB.

Por falar em corrupção, o jornal O Globo desta terça-feira informa que Joesley Batista, da JBS, anexou novos documentos para comprovar o suposto pagamento de propina ao ex-governador Cid Gomes para sua reeleição em 2010 e para a campanha de Camilo em 2014.

O caso, se não for apurado rapidamente, gera insegurança, afinal, nunca se sabe quando a Polícia Federal pode fazer uma operação com prisões. E para completar, até o foro privilegiado, tão sonhado por investigados, pode ser revisto pelo Supremo.

Por fim, tem ainda a crise na segurança pública, que gera inegável desgaste para a atual gestão. Nada que seja definitivo, pois as variáveis são muitas. Porém, quando é assim, sempre há o risco de uma tempestade perfeita, como dizem os meteorologistas.

No balanço entre certezas e incertezas para as eleições no Ceará, começa a ganhar peso, o suspense.

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No Teatro do Acordão Ciro e Eunício agora se respeitam pelo bem do Ceará

Por Wanfil em Política

06 de Março de 2018

A arte de encenar requer muitas máscaras

Novos atos do Teatro do Acordão no Ceará foram encenados neste início de março. Ciro Gomes fala em agradecimento e diálogo com Eunício Oliveira, que por sua vez, fica feliz com o reconhecimento do presidenciável do PDT. Tudo devidamente registrado pela imprensa.

Por que chamo a isso de teatro? Simples. Pela contradição entre o novo e o velho discurso de ambos. Antes e continuar, faço uma ponderação.

Romper e reatar relações políticas é normal até um certo limite. É possível um partido discordar de um ponto programático de um ex-aliado e depois, em outra circunstância, estabelecer um acordo em nome de pontos convergentes. É perfeitamente aceitável uma pessoa rever posições e mudar de opinião. E em muitos casos, até mesmo um adversário em comum pode servir de elo estratégico em determinado momento. Isso é política.

Coisa muito diferente é um rompimento justificado por objeções de natureza ética ou moral. Ciro dizia até recentemente que Eunício era corrupto e membro de uma quadrilha que precisava ser banida da vida. Eunício rebatia chamando Ciro de desequilibrado e questionando a fonte de renda do adversário para insinuar discrepância entre receitas e despesas de seu desafeto. Não eram, portanto, meras divergências ideológicas ou conceituais sobre problemas específicos, mas considerações sobre falhas de caráter.

E o que os fez mudar? Segundo eles mesmos, a defesa dos interesses do Estado do Ceará e dos cearenses, que estariam acima de diferenças pessoais. O fato de haver eleições neste ano seria somente uma coincidência. Nessa peça fica difícil é saber onde termina a comédia e onde começa a tragédia.

Curiosamente, até o momento, nenhum dos dois disse que estavam errados ou que pelo menos que exageraram. Voltam assim a acenar com a possibilidade de voltarem a compartilhar o mesmo projeto político, sem retirarem nada do que disseram um do outro. É muito amor pelo Ceará.

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Ciro Gomes critica aproximação entre PT e PMDB: abre o olho, Eunício

Por Wanfil em Política

10 de novembro de 2017

O acirramento de ânimos no PSDB nacional acabou reduzindo a repercussão, no Ceará, sobre um episódio importante para as articulações eleitorais por estes lados. Mais precisamente, uma fala de Ciro Gomes, pré-candidato à presidência da república pelo PDT, em Minas Gerais, na última quinta-feira. Reproduzo trecho, segundo relato do Estadão:

“O PT votou no Eunício para a presidência do Senado. Como é que a gente diz pro povo que houve ‘golpe’ e, ato contínuo, pratica a contradição de confraternizar com o chefe dos ‘golpistas’?”.

Opa! Como é que fica então o acordão entre o PT de Camilo e o PMDB de Eunício, costurado com consentimento do PDT de Cid Gomes? Se o PMDB não presta para a candidatura de Ciro, por que então seria aceitável no Ceará?

Imaginem o presidenciável sendo confrontado por adversários na campanha, que o acusariam de operar com dois pesos e duas medidas, de pregar rompimento em âmbito nacional e ao mesmo tempo se aliar em casa com aqueles aos quais critica.

Sem contar que Eunício já havia dito que seu candidato é Lula, evidenciando que não pretende pedir votos para Ciro, ou seja, que o limite para a composição é justamente a indisposição pessoal entre os dois.

Bem observadas as coisas, o possível acordão entre adversários das eleições passadas no Ceará tem um imenso empecilho: as eleições presidenciais. As conversas entre Camilo e Eunício, com Cid se limitando a dizer que não se nega apoio de ninguém, tiveram até agora dois efeitos práticos: dividir a oposição e deixar o governo estadual compartilhar o bônus político da liberação de verbas federais. Enquanto for útil para quem está tirando proveito da situação, isso será mantido. Porém, está muito claro que a presença de Eunício numa coligação com Camilo e de Cid seria uma contradição incontornável para o discurso de Ciro.

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Muito boato e pouco fato

Por Wanfil em Política

09 de outubro de 2017

É um disse me disse sem fim, um boato atrás do outro. Boatos que podem ser confirmar… ou não

Todo dia uma novidade alimenta o festival de boatos e fofocas eleitorais no Ceará. É um disse me disse sem fim. O problema é a carência de fatos – e de declarações – que possam sustentar ou desmentir categoricamente o cipoal de suposições que acabam ocupando o espaço vazio da incerteza. E como os nomes implicados nessas especulações evitam sustentar ou negar o falatório, muitas vezes caprichando nas evasivas, a ansiedade geral na política se intensifica. Assim tudo pode acontecer, inclusive nada.

A rigor, quem manda mesmo ainda não como posicionar seus grupos. Qualquer definição de alianças agora poderá em breve revelar-se uma precipitação, nesse cenário sujeito a alterações por causa de sentenças judiciais, operações da PF ou do MPF, delações premiadas e pesquisas eleitorais.

Na dúvida, o melhor é esperar e observar as reações diante de tanto “ouvi de dizer”, “dizem que” e “pode ser”. Situação que aumenta a pressão de candidatos menores sobre suas lideranças, todos à espera de uma definição para saber em qual galho deverão se pendurar. Pressão que alimenta boatos, boatos que atendem a interesses, interesses que refletem expectativas, expectativas que intencionam tanger decisões.

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Muito boato e pouco fato

Por Wanfil em Política

09 de outubro de 2017

É um disse me disse sem fim, um boato atrás do outro. Boatos que podem ser confirmar… ou não

Todo dia uma novidade alimenta o festival de boatos e fofocas eleitorais no Ceará. É um disse me disse sem fim. O problema é a carência de fatos – e de declarações – que possam sustentar ou desmentir categoricamente o cipoal de suposições que acabam ocupando o espaço vazio da incerteza. E como os nomes implicados nessas especulações evitam sustentar ou negar o falatório, muitas vezes caprichando nas evasivas, a ansiedade geral na política se intensifica. Assim tudo pode acontecer, inclusive nada.

A rigor, quem manda mesmo ainda não como posicionar seus grupos. Qualquer definição de alianças agora poderá em breve revelar-se uma precipitação, nesse cenário sujeito a alterações por causa de sentenças judiciais, operações da PF ou do MPF, delações premiadas e pesquisas eleitorais.

Na dúvida, o melhor é esperar e observar as reações diante de tanto “ouvi de dizer”, “dizem que” e “pode ser”. Situação que aumenta a pressão de candidatos menores sobre suas lideranças, todos à espera de uma definição para saber em qual galho deverão se pendurar. Pressão que alimenta boatos, boatos que atendem a interesses, interesses que refletem expectativas, expectativas que intencionam tanger decisões.