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América Latina Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

América Latina

UFC sobe sete posições em ranking e comemora 87º lugar. Se subir mais 43 alcança a Federal de Pernambuco

Por Wanfil em Educação

15 de junho de 2016

Notícia da Universidade Federal do Ceará:

UFC sobe sete posições e agora é a 87ª melhor universidade da América Latina
A Universidade Federal do Ceará avançou sete posições e é agora a 87ª melhor universidade da América Latina, de acordo com o mais recente levantamento da QS Universities Rankings: http://goo.gl/adwbBx. No mesmo levantamento, a UFC também subiu três posições no ranking brasileiro, passando a ser a 20ª melhor universidade do País e a única do Ceará a aparecer na relação.

Veja outras instituições e suas respectivas posições no mesmo ranking:

1º – Universidade de São Paulo
2º – Universidade Estadual de Campinas
3º – Pontificia Universidad Católica de Chile
4º – Universidad Nacional Autónoma de México
10º – Universidad Nacional de Colombia
11º – Universidad de Buenos Aires
18º – Universidad Central de Venezuela
21º – Pontificia Universidad Católica del Perú
44º – Universidade Federal de Pernambuco
59º – Universidad de la Habana (Cuba)
61º – Universidad del Norte (Equador)
76º – Universidad Pontificia Bolivariana
87º – Universidade Federal do Ceará

Confira aqui a lista completa na América Latina.

A UFC, instituição cujo reitor foi signatário de uma lista de apoio à candidata Dilma Rousseff nas eleições passadas, está no caminho certo, afinal, sobe na lista. Mas o desafio de estar entre as melhores 50 da região ainda é grande.

Na próxima lista, se subir mais 11 posições, a UFC chegará ao patamar da Pontificia Bolivariana. E se mais adiante saltar 43 posições, alcançará a Federal de Pernambuco, que já está no TOP 50.

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Morre Hugo Chávez, ficam as paixões de um tempo que já passou

Por Wanfil em Internacional

05 de Março de 2013

A morte do presidente venezuelano Hugo Chávez é o assunto do momento. O estilo polêmico, os discursos longos, o alinhamento ideológico com Fidel Castro, a retórica anticapitalista (sem abrir mão dos lucros advindos do abundante petróleo na Venezuela), o posicionamento antiamericanista (sem cortar laços comerciais com o Tio Sam), e a promessa de um novo socialismo – o bolivarianismo, fizeram de Chávez um ícone da esquerda latino americana, um símbolo a encarnar toda a frustração acumulada com a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética. Morre o homem e fica o personagem para o noticiário. Como entrará para a História, só o tempo dirá.

Os admiradores de Chávez enxergam nele a coragem de enfrentar adversários poderosos. Seus críticos o tomam como um sabotador do regime democrático e inimigo da imprensa livre.

Enquanto cronistas a favor e contra atiçam paixões políticas e os jornais publicam os obituários pré-editados do presidente que morreu após longa enfermidade, me atenho aqui a um aspecto mais, digamos, cultural, presente e atuante na América Latina.

Alguns fatos bastam como sinalizadores do atual estágio de maturidade política que vivemos no continente. Nesse instante, todos se perguntam: para onde vai a Venezuela? Com efeito, Chávez foi uma liderança que ofuscou novas lideranças e a Venezuela carece de mais estabilidade institucional. Ninguém sabe ao certo quem assume o poder no país. E isso em si é bastante revelador.

De certo modo, Chávez e as reações que ele provoca, boas ou más, justas ou injustas, é a expressão de um atraso: vivemos, todos, imersos numa cultura que é subproduto da Guerra Fria da segunda metade do século passado. A América Latina é a lata de lixo da História. Aqui ainda discutimos se o socialismo é melhor que o capitalismo e aplaudimos a miséria cubana como ato de resistência. Nas áreas de ciências humanas das universidades, lemos os mesmos livros de 20, 30 anos, presos no universo marxista sem o estímulo para ultrapassar suas fronteiras arcaicas. Lemos Eduardo Galeano como se fosse uma revelação. Cultuamos dualismos e maniqueísmos que o resto do mundo já superou.

O problema não é saber se Hugo Chávez foi democrata ou autoritário. O problema é perder tempo com isso, é ver presidentes pairando acima das instituições, o personalismo que procura salvadores messiânicos em toda esquina.

Hugo Chávez morreu, mas o pano de fundo para explorar ressentimentos continua. Na América Latina, olhamos para trás e quase nunca para frente.

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Morre Hugo Chávez, ficam as paixões de um tempo que já passou

Por Wanfil em Internacional

05 de Março de 2013

A morte do presidente venezuelano Hugo Chávez é o assunto do momento. O estilo polêmico, os discursos longos, o alinhamento ideológico com Fidel Castro, a retórica anticapitalista (sem abrir mão dos lucros advindos do abundante petróleo na Venezuela), o posicionamento antiamericanista (sem cortar laços comerciais com o Tio Sam), e a promessa de um novo socialismo – o bolivarianismo, fizeram de Chávez um ícone da esquerda latino americana, um símbolo a encarnar toda a frustração acumulada com a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética. Morre o homem e fica o personagem para o noticiário. Como entrará para a História, só o tempo dirá.

Os admiradores de Chávez enxergam nele a coragem de enfrentar adversários poderosos. Seus críticos o tomam como um sabotador do regime democrático e inimigo da imprensa livre.

Enquanto cronistas a favor e contra atiçam paixões políticas e os jornais publicam os obituários pré-editados do presidente que morreu após longa enfermidade, me atenho aqui a um aspecto mais, digamos, cultural, presente e atuante na América Latina.

Alguns fatos bastam como sinalizadores do atual estágio de maturidade política que vivemos no continente. Nesse instante, todos se perguntam: para onde vai a Venezuela? Com efeito, Chávez foi uma liderança que ofuscou novas lideranças e a Venezuela carece de mais estabilidade institucional. Ninguém sabe ao certo quem assume o poder no país. E isso em si é bastante revelador.

De certo modo, Chávez e as reações que ele provoca, boas ou más, justas ou injustas, é a expressão de um atraso: vivemos, todos, imersos numa cultura que é subproduto da Guerra Fria da segunda metade do século passado. A América Latina é a lata de lixo da História. Aqui ainda discutimos se o socialismo é melhor que o capitalismo e aplaudimos a miséria cubana como ato de resistência. Nas áreas de ciências humanas das universidades, lemos os mesmos livros de 20, 30 anos, presos no universo marxista sem o estímulo para ultrapassar suas fronteiras arcaicas. Lemos Eduardo Galeano como se fosse uma revelação. Cultuamos dualismos e maniqueísmos que o resto do mundo já superou.

O problema não é saber se Hugo Chávez foi democrata ou autoritário. O problema é perder tempo com isso, é ver presidentes pairando acima das instituições, o personalismo que procura salvadores messiânicos em toda esquina.

Hugo Chávez morreu, mas o pano de fundo para explorar ressentimentos continua. Na América Latina, olhamos para trás e quase nunca para frente.