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crise Archives - Página 3 de 6 - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

crise

PIB do Ceará cai mais que média nacional. E agora, quem é o pai da criança?

Por Wanfil em Economia

15 de julho de 2016

O Produto Interno Bruto do Ceará (PIB) caiu 5,5% no primeiro trimestre de 2016, despencando mais do que a média nacional, de 5,4%. Os índices foram foi divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Nos últimos anos, o PIB cearense cresceu mais do que o brasileiro, fato devidamente comemorado pelos gestores estaduais como feito administrativo próprio. Basta ver essa notícia, publicada no portal do Governo do Estado em abril de 2015: “PIB cearense fecha 2014 em 4,36% e, pelo sétimo ano consecutivo, supera índice nacional”.

O texto não deixa dúvida sobre o mérito desse desempenho, com ênfase na avaliação do professor Flávio Ataliba, diretor geral do Ipece: “Isso está, de certa forma, relacionado ao volume de investimentos que foi realizado nos últimos anos”. O arremate merece atenção: “Isso mostra que os investimentos públicos são muito importantes para dar a dinâmica da economia cearense, que ainda precisa muito da presença do Estado”.

E agora que a situação se inverteu, de quem é a culpa? Se for totalmente creditada ao cenário nacional, e levando em consideração que a gestão Temer tem apenas dois meses, cabe então outra pergunta: A culpa é só da Dilma ou do PT como um todo?

PS. O setor que mais sofreu no Ceará foi a indústria, com -8,35%, área que sofrerá um corte de 10% nos incentivos fiscais para equilibrar as contas públicas. Ideia da Sefaz. Vamos aguardar os resultados.

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E agora, confiar em quem?

Por Wanfil em Corrupção

18 de junho de 2016

“Ninguém presta”, “são todos iguais”, “não escapa um”, são constatações que facilmente ouvimos em qualquer roda de conversa, quando o assunto é política.

O delator Sérgio machado afirmou em depoimento que “a Petrobras é a madame mais honesta dos cabarés do Brasil”, se comparada a outros feudos estatais como “Dnit, Cia. Docas, BNB, Funasa ou Dnocs”. Machado apresentou provas contra esses órgãos? Não. Mas diante de tudo o que se vê e ouve nos dias que correm, quem é que duvida?

Certamente existem as exceções, mas é justamente essa condição que confirma a sem-vergonhice como regra geral na política, estendendo a desconfiança geral para as estruturas governamentais de estados e municípios. O diretor de órgão público, o empresário que fornece produtos ou serviços a prefeituras ou governos, o presidente dessa ou daquela estatal ou autarquia, os responsáveis pelos convênios com fundações, todos passam a ser vistos como parte de uma estrutura decadente e apodrecida.

Toda generalização pode trazer em sim a semente da injustiça, todos sabemos. É claro que muitos desses gestores são corretos e profissionais dignos, mas no turbilhão dos escândalos que se multiplicam, eles viram personagens da velha máxima segundo o justo paga pelo pecador. É que para o cidadão que vê o dinheiro de seus impostos sendo roubado aos bilhões, melhor não confiar em ninguém. Pensando bem, quem pode criticá-lo?

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Problemas no sistema carcerário começaram com Pedro Álvares Cabral, diz secretário

Por Wanfil em Ceará

06 de junho de 2016

“Esse é um problema histórico. Quando Pedro Álvares Cabral aportou por aqui começou todo esse problema. A sociedade sempre nutriu a mais clara indiferença nessa questão, talvez porque a esmagadora quantidade das pessoas que estão lá sejam negras, pardas, pobres, desempregadas, moradores de rua, analfabetos”. Essa é a explicação do secretário de Justiça, Hélio Leitão, para a crise no sistema carcerário do Ceará, segundo informa o jornal Diário do Nordeste desta segunda-feira.

Leitão está chateado por causa da “exploração política barata” do caso, já que “o problema é nacional”. O secretário aborda a questão a partir de uma olhar mais sociológico e também político. Isso é válido para a elaboração de ações de longo prazo, porém, em momentos agudos, o que interessa são as ações imediatas para restabelecer a ordem e a autoridade do Estado no sistema penitenciário.

Discutir a natureza das injustiças sociais do país ou falar nos erros históricos de antecessores equivale, neste momento, a uma junta médica debater as boas práticas preventivas para a saúde enquanto o paciente infartado aguarda na mesa de cirurgia.

Cabe à secretaria de Justiça, e ao seu titular, a missão de estabilizar a crise. O resto é tergiversação.

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Força Nacional de Segurança no Ceará: decisão certa que não apaga erros

Por Wanfil em Segurança

24 de Maio de 2016

O pedido de reforço do governo estadual feito à Força Nacional de Segurança após a carnificina do final de semana nos presídios de Itaitinga e Caucaia, na Grande Fortaleza, que deixaram saldo provisório de 18 mortos segundo a Secretaria de Justiça, é plenamente justificável e acertado. O momento é de “estabilizar” o sistema carcerário, como bem enfatizaram o governador Camilo Santana e a Secretaria de Justiça, comandada pelo advogado Hélio Leitão.

Nessas horas, governos costumam hesitar por medo de parecerem inoperantes ou incapazes. Cabe então o registro de que nesse momento crítico o governo estadual priorizou a busca por uma solução do problema, com o apoio de outras instituições, como o Ministério Público. Parece uma tautologia, mas não custa lembrar que na greve dos policiais em 2011 o governo, sem comando, conseguiu piorar o que já era ruim.

A decisão acertada, no entanto, não apaga os erros que resultaram no espetáculo de selvageria dentro dos presídios. O estopim desse barril de pólvora que é a superlotação das prisões foi aceso por agentes penitenciários que, em greve, impediram as visitas aos presos. Deu no que deu. As devidas responsabilidades deverão ser apuradas assim que o quadro volte a uma normalidade mínima.

Mas é fato que emparedado pelo caos, o Governo do Estado recuou e aceitou as reivindicações da categoria. Ora, se havia possibilidade de acordo, faltou capacidade das partes na condução das negociações. Impasse que resultou em mortes.

Quanto a superlotação, boa parte do problema é causado pela lentidão do judiciário: 70% dos presos são provisórios à espera de julgamento. Muitos poderiam cumprir penas alternativas, a depender da gravidade do crime. Daí que essa seja uma questão nacional. De todo modo, cabe ao executivo gerir o amontoado que se avoluma nas penitenciárias, cadeias e delegacias, que por sua vez, são precárias, inseguras e ineficientes, como atestam as fugas semanais que acontecem por todo o Ceará.

O problema dos presídios precisa sim de um profundo debate que exige até mesmo mudanças na legislação. Antes disso, porém, toda essa tragédia exigirá mudanças locais mais imediatas assim que tudo se estabilize. Ficar como estava é que não tem condição.

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Dilma repete Odorico Paraguaçu e mostra o Brasil para a ONU

Por Wanfil em Crônica

22 de Abril de 2016

Odorico na ONU: "I am here to kill the snake and show the stick. Because, with me, is bread bread, cheese cheese"

Odorico na ONU: “I am here to kill the snake and show the stick. Because, with me, is bread bread, cheese cheese”

Causou enorme alvoroço no Brasil a viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos para evento da Nações Unidas, realizado em Nova Iorque. De início, aventou-se a possibilidade de a presidente usar o espaço para “denunciar” o que ela e seus aliados chamam de golpe.

Ministros do STF deram duras declarações de repúdio a tese, a oposição protestou, um punhado de manifestantes favoráveis e contrários ao impeachment foram às ruas para disputar, vejam só, a opinião pública americana e internacional.

Ao final, Dilma focou sua fala em questões climáticas, objeto do encontro, para falar indiretamente e sem usar a expressão “golpe”, sobre a crise política no Brasil. Foi, portanto, muito barulho por nada.

O caso me fez lembrar um famoso episódio do seriado “O Bem Amado”, escrito por Dias Gomes e produzido pela Rede Globo, quando o prefeito Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) foi a Nova Iorque oferecer um terreno para sediar a ONU. Enquanto isso, em Sucupira, a oposição acusava-o de inventar pretextos para viajar e governistas comemoravam o espírito visionário de Paraguaçu. Naturalmente, ninguém o ouviu.

Uma comparação direta entre Dilma e Odorico pode até ser feita, mas a associação de ideias que me levou de volta ao antigo seriado foi mesmo a semelhança com a celeuma interna gerada em torno de algo que, para o estrangeiro, fora de alguns círculos comerciais e diplomáticos, é totalmente irrelevante. Ninguém por lá se importa com o Brasil. Por acaso alguém se lembra de alguma comoção internacional diante do impeachment de Collor? Pois é.

Confira abaixo trecho do discurso proferido por Odorico Paraguaçu na calçada da ONU:

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É Lula… Não tá tranquilo, não tá favorável

Por Wanfil em Política

17 de Março de 2016

Segue o conteúdo da Coluna Política desta quinta-feira (17), que tenho na rádio Tribuna Band News FM (101.7):

Sob o pretexto de enfrenta a crise econômica e reunificar a base aliada, o ex-presidente Lula foi nomeado ministro da Casa Civil. Na prática, Lula quer foro privilegiado para escapar de um provável pedido de prisão e poder político para tentar evitar o impeachment de Dilma.

Muitos analistas lembram que não se deve subestimar o ex-presidente, mas é importante também não subestimar o contexto, para não confundirmos passado e presente.

O Lula presidente deixou o planalto com alta popularidade, o Lula ministro assume com viés de baixa; o Lula presidente tinha a legitimidade das urnas, o Lula ministro tem o endosso dos conchavos de conveniência; o Lula presidente herdou um país com diretrizes econômicas bem definidas; o Lula ministro herda um país sem rumo e que vive uma recessão sem precedentes; Lula presidente tinha o benefício da dúvida, Lula ministro é um suspeito investigado por corrupção.

Essas diferenças, assim como a desconfiança generalizada da população, não podem de forma alguma ser ignoradas.

Os grupos responsáveis pelos protestos de domingo (13), os maiores da história, já falam em voltar às ruas para exigir a saída de Lula. No Ceará, que possui uma das bancadas governistas mais subservientes do País, onde o PIB despencou 3,5% em 2015 e o desemprego bate recorde, coube à iniciativa privada falar pelos cearenses. A Federação das Indústrias do Estado (Fiec) se manifestou no mesmo dia para pedir uma mobilização nacional contra a nomeação do ex-presidente.

Só mesmo o governo federal e seus aliados, por conta do desespero, ainda acreditam em salvadores da pátria.

Abaixo, o áudio da coluna.

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Dilma Rousseff entre fatos e delações

Por Wanfil em Brasil

03 de Março de 2016

Dilma Rousseff está espremida entre a crise econômica gerada por sua administração e a delação de Delcídio do Amaral. Entre fatos e versões bastante verossímeis. Na verdade, os brasileiros estão espremidos entre uma recessão – o PIB recuou 3,8% em 2015 (no 4º trimestre a queda foi de 5,9%) – e um governo que acabou politicamente.

No campo jurídico a presunção de inocência deve ser respeitada, evidente. Mas é inegável, diante das revelações de Delcídio que Dilma e Lula precisam ser investigados. Segundo o relato do até outro dia prestigiado líder do governo no Senado, a dupla foi eleita com dinheiro sujo, ajudou deliberadamente a afundar a Petrobras e atuou para interferir na Lava Jato.

Voltando para a economia, os investimentos despencaram 14% e o consumo das famílias caiu 4%. Queda em investimento e consumo significa, na prática, desconfiança generalizada. O governo trocou de ministro da Fazenda e nada, deixando patente sua incapacidade de reagir à crise. O governo acabou administrativamente.

No Ceará, os principais representantes de Dilma são Cid Gomes, Camilo Santana e Roberto Cláudio. Talvez eles possam refletir melhor, à luz dos novos fatos, sobre a defesa que fazem da aliada. Sabe como é, tudo tem limite e agora até a OAB já fala em impeachment.

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Cid diz que saída para Dilma, a vítima da maldade alheia, é deixar o PT e sumir nas eleições de 2018

Por Wanfil em Política

05 de Janeiro de 2016

O ex-governador Cid Gomes, em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, disse que a presidente Dilma Rousseff poderia atenuar a crise política se saísse do PT e não interferisse nas eleições de 2018, dedicando seus últimos anos no cargo à recuperação de sua imagem, que está “no fundo do poço”.

PT fisiológico
É que para Cid o problema é a disputa política entre a oposição, liderada pelo PSDB, e o “pólo da esquerda, da qual se afasta cada vez mais o PT, que parece mais o PMDB”. Atualmente no PDT, o ex-governador (que em suas gestões foi aliado do PT, do PMDB e chegou a nomear políticos do PSDB para o secretariado) dividiu o PT em duas partes: uma ideológica e outra fisiológica.

Nesse roteiro, reparem bem, Dilma seria uma vítima indefesa da cobiça e maldade alheia, e só poderia reagir se lavasse as mãos nesse jogo sujo, buscando o apoio da verdadeira esquerda, movida por propósitos angelicais e representada, segundo Cid, por (tchan, tchan, tchan, tchan!) o seu PDT, além de PC do B e de “um segmento do PSB”, que andariam ressabiados por causa das medidas adotadas pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy.

A crise tem nome
Dilma, a “bem intencionada”, não fez nada de errado? De acordo com Cid “o governo, nos últimos anos, perdeu um pouco o controle dos gastos públicos”. Como assim um pouco?!? O Brasil vive a maior recessão de sua história graças, em grande medida, ao populismo fiscal eleitoreiros de Dilma, que com seu estilo errático, jogou fora vinte anos de estabilidade.

A oposição só pode ser acusada de incompetência, tão fraca que não conseguiu nem sequer afastar a presidente mais impopular que já houve, cujo governo afunda em denúncias de corrupção diariamente relevadas no rastro da operação Lava Jato. E a crise política, para quem não se lembra, nasceu da tentativa de Dilma, muitíssimo mal aconselhada por alguns aliados, de dar uma rasteira no PMDB, fortalecendo o PSD de Gilberto Kassab e o PROS, na época partido de Cid e Ciro. O PMDB reagiu e deu no que deu. Procurar terceirizar a crise, ou as crises, funcionou no passado, mas agora ficou complicado forçar essa argumentação. Para a opinião pública, com toda a justiça, o desastre tem nome: Dilma! Se há uma vítima nessa história é justamente o povo brasileiro. Tanto que, no fundo, a sugestão para Dilma se afastar das eleições é uma forma de buscar se descolar dessa constatação lógica. Seria ainda a chance de um candidato de esquerda (Ciro?) ter apoio da máquina, sem arcar com o ônus da indesejável companhia de Dilma na campanha.

E no Ceará?
Cid Gomes, ao contrário de Dilma, é profissional da política, expert em mudanças partidárias. Não por acaso foi reeleito para depois fazer seu sucessor, vejam só, um nome do PT. Esse mesmo PT que, segundo Cid, hoje é a cara do PMDB. Aliás, se a solução para Dilma é sair do PT, já que estes afundam juntos, a pergunta que fica no ar é: o que Cid sugeriria a Camilo? Ficar ou sair?

PS. O PT estadual estaria livre dos pecados do PT nacional?

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Investimentos públicos em Fortaleza despencam 30% em 2015: culpa de quem?

Por Wanfil em Fortaleza

27 de dezembro de 2015

Na comparação entre os anos de 2014 e 2015, o investimentos feitos pela Prefeitura de Fortaleza caíram 29,98%, segundo informações divulgadas neste domingo pelo jornal O Globo, com base nos relatórios apresentados no início do mês por 22 prefeitos de capitais ao Tesouro Nacional. Desse total, 14 estão no vermelho.

Fortaleza está em situação bem menos ruim do que Natal (-89,75%) e Curitiba (-63,71%), e pouco menos ruim que Vitória (-46,42%) e Belo Horizonte (-41,97%). No entanto, algumas poucas capitais conseguiram aumentar os investimentos, como Goiânia (+ 113,81%) e Cuiabá (+197,35%). Essas, entretanto, são exceções. No geral, o investimento nas capitais desabou.

O Globo ouviu o consultor econômico Irineu de Carvalho, da Associação dos Municípios do Estado do Ceará, que didaticamente explicou: “Num primeiro momento, o prefeito reduz o custeio, depois o investimento. Mas chega um momento que não tem muito mais o que fazer, e aí vai ter que começar a reduzir serviços”.

A matéria mostra ainda que contando as com as demais prefeituras, as que não são capitais de estados, que 62% delas devem a fornecedores. Em algumas, o investimento caiu 90%. Imaginem, por dedução lógica, a situação das prefeituras no interior do Ceará.

No título do post, pergunto de quem é a culpa. Como a maioria dos prefeitos cearenses é aliada ao governo Dilma por orientação do grupo político liderado pelo ex-governador Cid Gomes, eles responderiam mais tecnicamente ao questionamento. Diriam (como têm feito, com Roberto Cláudio à frente) que a conjunção de queda na arrecadação, redução do FPM e cenário de crise criou esse cenário de dificuldades e que a solução é enterrar a ideia de impeachment e voltar com a CPMF. Na verdade, eles ainda não se arriscam a chamar a recessão econômica criada pelos erros do governo federal pelo nome verdadeiro: Dilma Rousseff. Talvez em 2016, ano eleitoral, mudem de postura e resolvam não arcar sozinhos com os ônus do Palácio do Planalto.

 

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Que dia! Rombo de 120 bi aprovado, peregrinação por verbas e processo de impeachment acatado

Por Wanfil em Brasil

02 de dezembro de 2015

No mesmo dia em que o governador Camilo Santana, do PT, fez uma peregrinação na Esplanada dos Ministérios, em busca de uns trocados para a manutenção de serviços básicos essenciais, o Congresso Nacional aprovou a revisão da meta fiscal de 2015 (perdoando Dilma Rousseff pelo rombo de R$ 120 bilhões nas contas públicas), e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment contra Dilma, feito com base nas chamadas pedaladas fiscais.

Um dia e tanto. Esses fatos, claro, estão conectados uns aos outros. O pedido de impeachment só foi aceito porque um acordão entre Cunha e o PT fracassou. Cunha pode ser cassado pelo Conselho de Ética da Câmara, por ter mentido sobre contas secretas na Suíça. Dilma corre o risco de perder o mandato por causa das pedaladas fiscais de sua gestão que arruinaram o país. Como não conseguiram se entender, o PT pediu investigação contra Cunha, que retaliou acatando o pedido de impeachment. A base de toda a confusão, note-se, foi o desarranjo na economia. Sem as pedaladas, o governo não poderia ser ameaçado. Sem corrupção na Petrobras, Cunha não teria as tais contas na Suíça.

E a meta fiscal? Ora, a sessão que aprovou a revisão, foi comandada por Renan Calheiros, outro peemedebista enrolado na Lava Jato, que conseguiu fazer seu acordo com o Planalto. Sabe-se lá o que ganhou para ajudar o governo dessa vez. O fato é que isso permitiu que Dilma não faça um corte maior no Orçamento neste final de ano.

Que dias! Crise econômica com recessão brutal, pedido de impeachment aceito, governadores e prefeitos pedindo dinheiro na porta de ministérios. Resta torcer para que esses acontecimentos cumpram o destino do famoso ditado: Deus escreve certo por linhas tortas.

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Que dia! Rombo de 120 bi aprovado, peregrinação por verbas e processo de impeachment acatado

Por Wanfil em Brasil

02 de dezembro de 2015

No mesmo dia em que o governador Camilo Santana, do PT, fez uma peregrinação na Esplanada dos Ministérios, em busca de uns trocados para a manutenção de serviços básicos essenciais, o Congresso Nacional aprovou a revisão da meta fiscal de 2015 (perdoando Dilma Rousseff pelo rombo de R$ 120 bilhões nas contas públicas), e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acolheu o pedido de impeachment contra Dilma, feito com base nas chamadas pedaladas fiscais.

Um dia e tanto. Esses fatos, claro, estão conectados uns aos outros. O pedido de impeachment só foi aceito porque um acordão entre Cunha e o PT fracassou. Cunha pode ser cassado pelo Conselho de Ética da Câmara, por ter mentido sobre contas secretas na Suíça. Dilma corre o risco de perder o mandato por causa das pedaladas fiscais de sua gestão que arruinaram o país. Como não conseguiram se entender, o PT pediu investigação contra Cunha, que retaliou acatando o pedido de impeachment. A base de toda a confusão, note-se, foi o desarranjo na economia. Sem as pedaladas, o governo não poderia ser ameaçado. Sem corrupção na Petrobras, Cunha não teria as tais contas na Suíça.

E a meta fiscal? Ora, a sessão que aprovou a revisão, foi comandada por Renan Calheiros, outro peemedebista enrolado na Lava Jato, que conseguiu fazer seu acordo com o Planalto. Sabe-se lá o que ganhou para ajudar o governo dessa vez. O fato é que isso permitiu que Dilma não faça um corte maior no Orçamento neste final de ano.

Que dias! Crise econômica com recessão brutal, pedido de impeachment aceito, governadores e prefeitos pedindo dinheiro na porta de ministérios. Resta torcer para que esses acontecimentos cumpram o destino do famoso ditado: Deus escreve certo por linhas tortas.