isolamento social Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

isolamento social

O lockdown envergonhado

Por Wanfil em Saúde

06 de Maio de 2020

Lockdown leva em conta a associação entre redução do isolamento e aumento do coronavírus

O governador Camilo Santana e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, anunciaram medidas de “isolamento social rígido”, diante do avanço mais acelerado do coronavírus. O termo “lockdown” (confinamento), mundialmente popularizado pela pandemia da Covid-19, não foi utilizado.

Esse cuidado com as palavras deve ter lá as suas razões. Como eu disse em minha coluna na rádio Tribuna Band News nesta quarta-feira, “do ponto de vista político, é uma medida arriscada, já que limita momentaneamente algumas liberdades individuais, algo que pode soar antipático para uma parcela da população. Sem esquecer das pressões de alguns setores para a retomada da atividade econômica. No entanto, felizmente, a responsabilidade tem falado mais alto na maioria dos países e dos estados”.

De todo modo, parafraseando o jornalista Elio Gaspari, autor de “A ditadura envergonhada”, temos por aqui o “lockdown evnergonhado”, com a crucial diferença de que no combate ao coronavírus as medidas restritivas adotadas no Ceará têm base legal, justificativas técnicas (números e evidências científicas), imperativos morais (salvar vidas) e lógicos, pois são imprescindíveis diante do avanço da epidemia. Vergonha seria a omissão.

A razão para o lockdown no Ceará é óbvia: o crescimento verificado na curva de contágio coincide com redução da adesão ao isolamento social. Quanto mais gente circulando, maior a propagação da doença, quanto maior a sua propagação, maiores as chances de colapsar o sistema de saúde.

As autoridades afirmam que o ideal é que 70% da população aderisse ao isolamento social, mas esse índice está na casa dos 50%. Como todos sabem, um grande contongente de pessoas economicamente mais vulneráveis não têm condições de ficar em casa (as filas nas agências da Caixa Econômica comprovam isso). O tamanho desse grupo dentro da metade que não segue o isolamento pode ser determinante para a eficácia das novas regras. No entanto, todo esforço ajuda.

Volto à minha coluna na rádio: “Tempos extraordinários exigem medidas extraordinárias, e isso requer, além das ações do poder público, maturidade dos cidadãos e das instituições, especialmente os que podem ficar em casa, cada um assumindo sua cota de sacrifícios e de responsabilidade, para não colocar a vida dos outros em risco e para preservar o maior número possível de vidas”.

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Não existe imunização contra o colapso do sistema de saúde

Por Wanfil em Crônica

16 de Abril de 2020

O secretário de Saúde do Ceará, Dr. Cabeto, de competência e seriedade indiscutiveis, afirmou que o sistema de saúde colapsou, ou seja, que falta UTI. Governos correm contra o tempo para tentar viabilizar novas vagas. Com o mundo inteiro disputando insumos da área de saúde, faltam material e equipamentos para dar conta da demanda. Mesmo quem tem dinheiro sobrando, como os EUA, vive esse dilema.

Um bom amigo, curado de coronavírus, assintomático, desabafou aliviado: “Pelo menos agora estou imunizado”. Respondi, realista (pessismista, diriam alguns; alarmista, diriam outros), que isso não importa, pois se ele sofresse um infarto ou um acidente grave, correria grande risco de morrer sem os cuidados que só podem ser oferecidos numa Unidade de Terapia Intensiva.

“Mas aí seria muito azar!”. Respondi que não seria, porque as pessoas continuam tendo derrames e dengue hemorrágica, e se acidentam, e são baleadas, entre outroas coisas, necessitando ser socorridas num sistema sobrecarregado de pacientes com deficiência respiratória em decorrência do coronavírus. Falta UTI, não importa se o sujeito tem imunização, não importa o que dizem o presidente da República ou militante partidário. Falta UTI. Isso é o que significa colapso.

Outra amiga, colega de trabalho, a jornalista Isabela Martin, que apesar dos cuidados, contraiu coronvírus, sem consequências mais graves, graças a Deus, foi direto ao ponto ao relatar seu caso no Instagram: “Se há uma verdade conhecida sobre esse vírus é que se assemelha a uma roleta russa. Não dá pra saber quem será um paciente assintomático, ou de sintomas leves, e quem irá perecer da doença e dos problemas logísticos de saúde dela decorrentes”. E o título de sua publicação, resumiu tudo isso de um modo perfeito: “O coronavírus me testou. Eu não testei o coronavírus”.

Não queira testá-lo. Se puder, fique em casa.

 

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O isolamento deu certo ou errado em Fortaleza?

Por Wanfil em Saúde

08 de Abril de 2020

“Se eu estivesse em Fortaleza estaria extremamente preocupado”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ao anunciar que a capital cearense registra a maior incidência de casos de coronavírus do Brasil: 34,7 por cada grupo de 100 mil pessoas. “Como assim? As medidas de isolamento social não surtiram efeito?” É a pergunta que mais vejo agora nas redes sociais. E com respostas para todos os gostos. O fato, entretanto, é que nada é simples de ser respondido. Em lugar nenhum.

Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta: “Se eu estivesse em Fortaleza…”

Para começar, “registrar” a maior taxa é diferente de “ter” a maior taxa. Por todo o País, os testes são insuficientes e demoram a sair. Pode ser que Fortaleza faça mais testes e tenha uma subnotificação menor do que em outras capitais; mas pode ser que a sua posição seja mais grave, por motivos que ainda serão investigados. O que eu quero dizer é que nada está muito claro nem mesmo nos países ricos, quanto mais onde a dengue é um desafio crônico.

Pode ser – reparem que tudo é especulação – que sem a quarentena, Fortaleza estivesse em níveis italianos ou espanhóis. Quem pode garantir? Os EUA tentaram aplicar medidas brandas e agora compraram o coronavírus com Pearl Harbor e com o 11 de Setembro. E pode ser (essa é a minha aposta pessoal) que a aplicação das medidas de restrição na cidade seja mais complexa do que parece. Por uma série de razões – demográficas, sociais, econômicas e mesmo culturais – boa parcela da população não quer ou simplesmente não pode se isolar, atuando, mesmo que involuntariamente, como vetor de propagação da doença.

Diante dos números atuais, o governo do Ceará, a Secretaria da Saúde e a Prefeitura de Fortaleza reforçam os apelos para que todos tentem seguir as regras de isolamento social, seguindo as orientações dos maiores epidemiologistas e estudiosos de saúde pública do mundo. Quase metade das prefeituras cearenses decretaram estado de calamidade. O Ministério da Saúde afirmam que a epidemia será mais crítica em abril e maio. O fato é que a experiência recente e os principais especialistas do mundo em saúde pública e epimiedologia entendem, pelo menos a maioria, que apesar dos pesares e dos prejuízos, o isolamento é a única medida que retarda a velocidade do contágio, fundamental para evitar o colapso nos hospitais.

Nunca o ditado “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, foi tão preciso para governantes e autoridades em geral como agora.

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Bolsonaro testa o “homem prudente” de Maquiavel

Por Wanfil em Crônica

31 de Março de 2020

Maquiavel: a prudência de fazer ações obrigatórias e inevitáveis parecerem espontâneas

O que não tem remédio, remediado está, diz o ditado popular. Como todos sabem, o novo coronavírus não tem vacina ou cura cientificamente comprovada. O jeito, portanto, é administrar a situação para reduzir o estrago ou evitar um mal maior. Shimon Peres, ex-presidente de Israel, já falecido, dizia que um problema sem solução é um processo a ser conduzido da mehor forma possível. Referia-se ao conflito com os palestinos. No caso do coronavírus, a diferença é saber que mais cedo ou mais tarde, o ciclo de contaminação acaba. Ou seja, ainda que gravíssimo, não é problema crônico. Agora resta segurar o tranco, como dizem.

Em períodos turbulentos como agora, pressões e cobranças se multiplicam sobre os representantes do poder público. É assim que funciona. Nesse momento, por ser um pandemia sem prcedentes, essa condição se reproduz em todos os continentes. Assim, em todo o mundo, a maioria das lideranças reage como pode e faz o que lhes resta fazer: implantar medidas de isolamento social, enquanto reforçam a retaguarda dos hospitais com leitos de UTI. Quem não conseguiu a tempo, como a Espanh e a Itália, foi surpreendido pela quantidade de mortos.

Muito antes de o coronavirus trucidar a Itália, o florentino Nicolau Maquiavel, no livro em que comenta a obra de Tito Lívio (Discorsi sopra la prima Deca di Tito Livio), dizia no Século 16: “Gli uomini prudenti si fanno grado delle cose sempre e in ogni loro azione, ancora che la necessità gli constringesse a farle in ogni modo”. Traduzindo, é mais ou menos o seguinte: “Os homens prudentes sempre sabem tirar proveito de todas as suas ações, mesmo quando são constrangidos pela necessidade a agir de tal modo”.

Decretar quarentenas e levantar hospitais de campanha é o básico indispensável a se fazer diante da chegada da atual pandemia, com base na experiência de outros países que já vivem o problema há mais tempo. Não há erro nisso. Aliás, estão certos os governantes que assim agem, impelidos pelas circunstâncias e pela falta de alternativas. E há grande mérito na conduta daqueles que perceberam a emergência com mais rapidez. Esses, por agirem – de acordo com Maquiavel – como homens prudentes, conseguiram obter vantagens enquanto autoridades públicas, ao serem vistos como gestores atentos.

Só Jair Bolsonaro faz o contrário, optando pela imprudência, quando contradiz atos do seu próprio governo que poderiam conferir-lhe imenso proveito de imagem. Ensaia agora, com atraso, um recuo no discurso, mas é preciso ver se isso será mantido. Tem a crise econômica, é verdade, mas essa, também mundial, será debitada na conta do vírus. E toda ação de recuperação, inclusive as reformas que ainda precisam ser aprovadas, poderá ser vista, mais adiante, como medida indispensável para a cura da finanças nacionais. É sempre possível obter “vantaggio”, no sentido de prestígio, quando se age, no governo, com a devida cautela. Bem, é o que dizia Maquiavel, posto a teste no Brasil do Século 21.

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A rebelião do vírus

Por Wanfil em Crônica

26 de Março de 2020

As discussões sobre os caminhos a se tomar no curso da pandemia de coronavírus nos levam, invariavelmente a um mesmo conjunto de certezas e incertezas:

As certezas: O novo coronavírus é altamente contagioso, de baixa letalidade, mas devido à proporção dos números, os casos graves pode colapsar sistemas de saúde. A forma mais eficaz de evitar esse colapso é o confinamento da população em suas residências. Os idosos estão mais expostos ao risco de morte, o que não garante imunidade total aos mais jovens.

As incertezas: Quanto tempo deve durar o isolamento social? A partir de quando a curva de contágios reduz os índices de propagação da doença? É impossível prever a duração da epidemia? Quando teremos uma vacina? A cloroquina cura ou não cura o Covid-19? O vírus tem comportamentos diferentes a depender do clima ou da região?

Resumindo o quadro geral, acho que isso é mais ou menos o que temos hoje. As questões econômicas são decorrências das própria pandemia e dos choques entre essas certezas e incertezas. Em meio a tanta instabilidade, o mais sensato a ser fazer é adotar o isolamento social, que “tende”, segundo os especialistas, a conter a propagação da doença.

Faço comentários sobre política no Sistema Jangadeiro de Comunicação, em Fortaleza, observando as decisões e os impasses que decorrem de toda essa situação. Agora, confinado em casa, encerrado o trabalho à distância, venho ao blog e tento pensar essas questões sob outros ângulos. E toda essa situação me fez lembrar hoje de Ortega Y Gasset, jornalista e filósofo espanhol, autor de A Rebelião as Massas (foto). Cito uma passagem que me impressiona desde os tempos de faculdade, um alerta contra a ilusão de estabilidade da qual sempre me lembro quando ouço protestos contra reformas na legislação:

A civilização do século XIX é de tal índole que permite ao homem médio instalar-se em um mundo abundante, do qual percebe só a superabundância de meios, mas não as angústias. Encontra-se rodeado de instrumentos prodigiosos, de medicinas benéficas, de Estados previdentes, de direitos cômodos. Ignora, por seu turno, o difícil que é inventar essas medicinas e instrumentos e assegurar para o futuro sua produção; não percebe o instável que é a organização do Estado, e mal sente dentro de si obrigações. Este desequilíbrio o falsifica, vicia-o em sua raiz de ser vivente, fazendo-o perder contacto com a substância mesma da vida, que é absoluto perigo. (…) Não podia comportar-se de outra maneira esse tipo de homem nascido no mundo demasiadamente bem organizado, do qual só percebe as vantagens e não os perigos.”

Gasset escreveu esse texto na segundo década do Século 20. Agora, em 2020, diante do perigo exposto pelo coronavírus, populações inteiras se chocam ao descobrir que um espécime invisível e primitivo pode obrigá-las a trancar-se em casa até que tudo volte a parecer seguro novamente. A humanidade vai superar, evidentemente, e com mais eficiência do que em outras ocasiões, a nova peste. A lição é clara: as adversidades fazem e sempre farão parte da vida, assim como as ideias de segurança, prevenção e autossuficiência sempre estarão sujeitas a falhas e revisões. A vida é luta.

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Pronunciamento à nação não é “live” de rede social

Por Wanfil em Política, Sem categoria

25 de Março de 2020

Presidente Jair Bolsonaro em Rede Nacional de Rádio e Televisão / Isac Nóbrega – Agência Brasil

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro em rede nacional de rádio e televisão com críticas às medidas de isolamento social diante dos efeitos da crise na economia, causou grande repercussão e muitas dúvidas, pois na prática, não esclareceu nada nem definiu coisa alguma.

Que a modulação entre as restrições sanitárias impostas no combate ao coronavírus e a sobrevivência de empresas e trabalhadores (formais e informais) seja uma preocupação a ser debatida nos devidos fóruns, tudo bem. É, aliás, algo necessário e urgente, dever dos governantes. Contudo, muito diferente é a autoridade presidencial se colocar assim publicamente contra medidas defendidas pelo Ministério da Saúde, ainda mais quando o próprio governo federal pediu a aprovação do estado de calamidade. As contradições só confundem.

Claro que o debate proposto pode e precisa ser feito, desde que modo construtivo. Um pronunciamento à nação guarda um caráter de solenidade, quando o governo anuncia decisões e posicionamentos oficiais. Não é portanto uma live informal de rede social, dessas em que é normal pessoas desabafarem e opinarem sobre todo e qualquer assunto, como se conversassem com amigos em casa. os tempos são outros, a comunicação mudou um bocado, mas quando se trata de autoridade pública, convém que até as lives sejam feitas com muito cuidado.

Não se trata de ser contra ou a favor de partidos ou ideologias, mas de compreender que a prioridade agora é retardar a velocidade de propagação do coronavírus. Para isso, o isolamento social é o protocolo mais aceito no mundo. A dose a ser ministrada – ou seja, o tempo de manutenção dessas quarentenas – ainda não está bem definida. Ao propor o fim do isolamento sem combinar isso com os próprios técnicos do governo, o presidente acabou se colando num inédito – dentro do seu mandato – isolamento político.

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Coronavírus: melhor errar por exagero do que por omissão

Por Wanfil em Brasil

20 de Março de 2020

Coronavírus: o inimigo em comum que une esforços públicos e privados – Photo on VisualHunt.com

Todos os dias medidas de restrição de circulação de pessoas nas cidades e de isolamento social são anunciadas no esforço de conter o avanço do coronavírus. No início, o maior desafio para os governantes foi combinar essas iniciativas com a preservação da atividade econômica. Quem tardou, colheu piores índices, e agora todos procuram se antecipar ao pico da epidemia em seus países.

Como acontece nas tragédias e nas guerras, as pandemias despertam um sentimento de união nacional. Executivos, legislativos e judiciários, se mobilizam nesse sentido por todo o Brasil, com apoio da iniciativa privada. Seus representantes dão entrevistas, vão às redes sociais, pedem serenidade e alertam para a responsabilidade de todos. Fazem o que está sendo feito mundo afora, não há novidade. E é isso o que se espera deles.

Até o presidente Jair Bolsonaro, ponto fora da curva que inacreditavelmente subestimou a crise e menosprezou o medo da população, quando a imensa maioria dos políticos no mundo inteiro procura mostrar sintonia com o sentimento geral de expectativa e apreensão, recuou e passou a endossar publicamente as ações mais duras dos seus ministros.

Críticas são naturais e ajudam a corrigir rumos. Corrigidos os rumos, o importante é seguir com a mobilização contra o inimigo comum. Para governistas e opositores, insistir na politização é erro agora. Como diz um amigo meu, não existe um nível ideal de precaução a ser adotado. Só depois, quando tudo isso passar, é que poderemos avaliar se essas medidas preventivas foram adequadas, exageradas ou insuficientes. E como todos sabem, é melhor errar pelo exagero do que pela omissão.

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Coronavírus: melhor errar por exagero do que por omissão

Por Wanfil em Brasil

20 de Março de 2020

Coronavírus: o inimigo em comum que une esforços públicos e privados – Photo on VisualHunt.com

Todos os dias medidas de restrição de circulação de pessoas nas cidades e de isolamento social são anunciadas no esforço de conter o avanço do coronavírus. No início, o maior desafio para os governantes foi combinar essas iniciativas com a preservação da atividade econômica. Quem tardou, colheu piores índices, e agora todos procuram se antecipar ao pico da epidemia em seus países.

Como acontece nas tragédias e nas guerras, as pandemias despertam um sentimento de união nacional. Executivos, legislativos e judiciários, se mobilizam nesse sentido por todo o Brasil, com apoio da iniciativa privada. Seus representantes dão entrevistas, vão às redes sociais, pedem serenidade e alertam para a responsabilidade de todos. Fazem o que está sendo feito mundo afora, não há novidade. E é isso o que se espera deles.

Até o presidente Jair Bolsonaro, ponto fora da curva que inacreditavelmente subestimou a crise e menosprezou o medo da população, quando a imensa maioria dos políticos no mundo inteiro procura mostrar sintonia com o sentimento geral de expectativa e apreensão, recuou e passou a endossar publicamente as ações mais duras dos seus ministros.

Críticas são naturais e ajudam a corrigir rumos. Corrigidos os rumos, o importante é seguir com a mobilização contra o inimigo comum. Para governistas e opositores, insistir na politização é erro agora. Como diz um amigo meu, não existe um nível ideal de precaução a ser adotado. Só depois, quando tudo isso passar, é que poderemos avaliar se essas medidas preventivas foram adequadas, exageradas ou insuficientes. E como todos sabem, é melhor errar pelo exagero do que pela omissão.