Maiakóvski Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Maiakóvski

Em ato final Dilma cita Maiakósvik, o poeta que se matou decepcionado com a revolução

Por Wanfil em Cultura

01 de setembro de 2016

Vladimir Maiakóvski: o poeta que acreditou nas promessas do "Partido" e depois se decepcionou

Vladimir Maiakóvski: o “Poeta da Revolução” que acreditou nas promessas do “Partido” e seus líderes, para depois morrer de decepção

No pronunciamento que fez logo após a aprovação do impeachment pelo Senado Federal, a ex-presidente Dilma Rousseff encerrou declamando uma poesia:

“Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”. Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakóvski:

Não estamos alegres, é certo,
Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado
As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio,
Cortando-as como uma quilha corta.”

Vladimir Maiakóvski suicidou-se com um tiro, aos 36 anos, em 14 de Abril de 1930, decepcionado com a ditadura do proletariado, da qual foi entusiasta na juventude, especialmente quan­do Stá­lin passa a perseguir os que não se enquadrassem na or­to­do­xia do Partido Comunista.

Poeta de grande envergadura, Maiakóvski até que tentou, mas não conseguiu fugir da depressão por ter que submeter sua arte à degradação da propaganda engajada (foi obrigado a escrever poemas sobre políticas sanitárias). Matou-se, por fim, ao reconhecer que os sonhos anunciados pela Revolução e o anúncio do paraíso igualitarista não se encaixavam com liberdade.

Depois do suicídio, Stálin faz de Maiakóvski o “Poeta da Revolução”. Não há poeta mais apropriado para ilustrar a incompatibilidade entre as promessas de mudanças do petismo e suas práticas em 13 anos no poder.

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Em ato final Dilma cita Maiakósvik, o poeta que se matou decepcionado com a revolução

Por Wanfil em Cultura

01 de setembro de 2016

Vladimir Maiakóvski: o poeta que acreditou nas promessas do "Partido" e depois se decepcionou

Vladimir Maiakóvski: o “Poeta da Revolução” que acreditou nas promessas do “Partido” e seus líderes, para depois morrer de decepção

No pronunciamento que fez logo após a aprovação do impeachment pelo Senado Federal, a ex-presidente Dilma Rousseff encerrou declamando uma poesia:

“Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”. Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakóvski:

Não estamos alegres, é certo,
Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado
As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio,
Cortando-as como uma quilha corta.”

Vladimir Maiakóvski suicidou-se com um tiro, aos 36 anos, em 14 de Abril de 1930, decepcionado com a ditadura do proletariado, da qual foi entusiasta na juventude, especialmente quan­do Stá­lin passa a perseguir os que não se enquadrassem na or­to­do­xia do Partido Comunista.

Poeta de grande envergadura, Maiakóvski até que tentou, mas não conseguiu fugir da depressão por ter que submeter sua arte à degradação da propaganda engajada (foi obrigado a escrever poemas sobre políticas sanitárias). Matou-se, por fim, ao reconhecer que os sonhos anunciados pela Revolução e o anúncio do paraíso igualitarista não se encaixavam com liberdade.

Depois do suicídio, Stálin faz de Maiakóvski o “Poeta da Revolução”. Não há poeta mais apropriado para ilustrar a incompatibilidade entre as promessas de mudanças do petismo e suas práticas em 13 anos no poder.