Minas e Energia Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Minas e Energia

Mais um apagão: muita politicagem e pouca luz

Por Wanfil em Brasil

28 de agosto de 2013

Quem sabe se o Brasil importasse engenheiros de Cuba. Ou velas...

Quem sabe se o Brasil importasse engenheiros de Cuba. Ou velas…

E mais um apagão deixou o Nordeste brasileiro sem energia elétrica. Os transtornos imediatos são aqueles que todos já conhecem: trânsito caótico, escolas sem aula, hospitais com atendimento reduzido, empresas e repartições paradas, e por aí vai.

Existem, no entanto, efeitos que se fazem sentir no longo prazo. A freqüência dos apagões mostram que não há oferta de energia suficiente que suporte um crescimento econômico mais intenso. Daí a opção pelo incentivo ao consumo e não à produção (com inflação como resultado). Certamente no Ceará e no Brasil investimentos são postergados por esse fator de insegurança.

No passado, os apagões eram consequência da “política neoliberal”. Agora que os autores dessa teoria estão no poder e diante da constatação de que os blecautes se intensificaram, fica evidente que o problema é mesmo de gestão, ou melhor, de falta de gestão. Pior ainda, numa área estratégica e vital.

O ministro de Minas e Energia, o senador pelo Maranhão Edson Lobão, não entende nada do setor. Ele mesmo já reconheceu isso publicamente. Está lá por indicação do senador e ex-presidente José Sarney, preenchendo a cota de ministérios do PMDB no governo Dilma Rousseff. É a soma de politicagem com incompetência. O resultado não poderia ser outro. Desculpas nunca faltam, mas a realidade é essa.

E o pior é que nem o governador Cid Gomes, o prefeito Roberto Cláudio, nem os senadores e os deputados federais do Ceará não podem sequer reclamar da presidente ou pressionar o ministro, pois todos fazem parte desse grande arranjo. São beneficiários e fiadores desse modelo.

No Brasil, as discussões sobre políticas públicas são pautadas por chavões ideológicos e palavras de ordem, justamente para evitar a real natureza dos problemas. E isso vale mas em qualquer área. A polêmica sobre a importação de médicos cubanos, por exemplo, é um desses casos. Muita briga e muita paixão para uma medida que, ao final, não resolverá o caos na saúde.

É assim na economia, na segurança pública, na educação, no combate à seca, em tudo. Vivemos, todos, a escuridão de um grande apagão da gestão pública no Brasil.

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Mais um apagão: muita politicagem e pouca luz

Por Wanfil em Brasil

28 de agosto de 2013

Quem sabe se o Brasil importasse engenheiros de Cuba. Ou velas...

Quem sabe se o Brasil importasse engenheiros de Cuba. Ou velas…

E mais um apagão deixou o Nordeste brasileiro sem energia elétrica. Os transtornos imediatos são aqueles que todos já conhecem: trânsito caótico, escolas sem aula, hospitais com atendimento reduzido, empresas e repartições paradas, e por aí vai.

Existem, no entanto, efeitos que se fazem sentir no longo prazo. A freqüência dos apagões mostram que não há oferta de energia suficiente que suporte um crescimento econômico mais intenso. Daí a opção pelo incentivo ao consumo e não à produção (com inflação como resultado). Certamente no Ceará e no Brasil investimentos são postergados por esse fator de insegurança.

No passado, os apagões eram consequência da “política neoliberal”. Agora que os autores dessa teoria estão no poder e diante da constatação de que os blecautes se intensificaram, fica evidente que o problema é mesmo de gestão, ou melhor, de falta de gestão. Pior ainda, numa área estratégica e vital.

O ministro de Minas e Energia, o senador pelo Maranhão Edson Lobão, não entende nada do setor. Ele mesmo já reconheceu isso publicamente. Está lá por indicação do senador e ex-presidente José Sarney, preenchendo a cota de ministérios do PMDB no governo Dilma Rousseff. É a soma de politicagem com incompetência. O resultado não poderia ser outro. Desculpas nunca faltam, mas a realidade é essa.

E o pior é que nem o governador Cid Gomes, o prefeito Roberto Cláudio, nem os senadores e os deputados federais do Ceará não podem sequer reclamar da presidente ou pressionar o ministro, pois todos fazem parte desse grande arranjo. São beneficiários e fiadores desse modelo.

No Brasil, as discussões sobre políticas públicas são pautadas por chavões ideológicos e palavras de ordem, justamente para evitar a real natureza dos problemas. E isso vale mas em qualquer área. A polêmica sobre a importação de médicos cubanos, por exemplo, é um desses casos. Muita briga e muita paixão para uma medida que, ao final, não resolverá o caos na saúde.

É assim na economia, na segurança pública, na educação, no combate à seca, em tudo. Vivemos, todos, a escuridão de um grande apagão da gestão pública no Brasil.