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Ministério da Saúde Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Ministério da Saúde

Sérgio Moro adota estratégia oposta a de Mandetta e surpreende Bolsonaro

Por Wanfil em Política

27 de Abril de 2020

Os agora ex-ministros Sergio Moro e Luiz Mandetta: estratégias distintas. Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Ao pedir demissão em público e disparar contra o presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, optou por uma estratégia oposta a do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (demitido dias antes), e com isso pegou o Palácio do Planalto de surpresa. Tudo, nunca é demais lembrar, em plena pandemia de coronavírus.

Mandetta preferiu o papel de defensor da ciência vítima de incompreensões e do ciúme, porém, evitou fazer críticas diretas, ciente de que elas viriam de outros lugares. É um estilo mais tradicional. Cálculo de longo prazo. Em resposta, Bolsonaro nomeou um técnico da área, com alta qualificação em gestão (e convenientemente avesso a entrevistas). Ganhou tempo.

Moro saiu atirando para preservar a imagem que o consagrou: a de guardião da legalidade que não teme nem mesmo as maiores autoridades. (Vivo, Mandetta solidarizou-se com Moro e postou: “Outras lutas virão”. Soou como uma potencial chapa). O governo, zonzo, ainda tenta encontrar resposta. Ensaiou uma guerra de versões para desqualificar o inimigo e as acusações de tentativa de interferência política na Polícia Federal, mas foi desmentido por postagens divulgadas à queima-roupa pelo ex-juiz da Lava Jato. (Ação que, de quebra, deixou uma dúvida: o que mais ele teria guardado?).

Mandetta é político de larga experiência. Já disputou eleições e chegou ao parlamento, atuou no Executivo, é próximo a lideranças importantes do seu partido, o Democratas velho de guerra. Já Moro tem outro tipo de formação. Não tem histórico de militância partidária, não é herdeiro ou parente de famílias que dominam currais eleitorais, não foi adestrado no movimento estudantil nem foi sindicalista, algumas das escolas mais clássicas de formação política no Brasil. Aprendeu a operar na magistratura. Entende assim que sua autoridade depende da credibilidade que possa inspirar. Aprendeu como as estratégias de acusação e defesa buscam se antecipar aos adversários no curso dos processos.

Não é formalmente um político, tem dificuldades para lidar com políticos, mas atua politicamente, provavelmente com objetivos políticos, mas com bagagem trazida de outra arena. Em parte, foi por isso que não durou no cargo. É como já dizia o grande poeta Sá de Miranda, lá nos idos do Século XVI, na sua Carta para D. João III:
“Homem de um só parecer,
dum só rosto e d’ua fé,
d’antes quebrar que torcer
outra coisa pode ser,
mas da corte homem não é.”

A corte, nesse caso, não é o tribunal, mas a entourage que cerca os mandatários pelos palácios onde a regra sempre foi, desde o tempo das velhas monarquias, ser maleável às conveniências do poder.

Não que Moro seja a encarnação da virtude em meio ao pecado. Mistificações são artifícios pueris, embora muito presentes. Na verdade, o paralelo com o poema é para evidenciar que Moro, com a força que tem no imaginário brasileiro, ainda precisa de algum tempo para assimilar melhor as diferenças entre os tribunais e as instituições políticas. Por enquanto, tem sido algo favorável a ele, mas depois poderá ser um problema.

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O isolamento deu certo ou errado em Fortaleza?

Por Wanfil em Saúde

08 de Abril de 2020

“Se eu estivesse em Fortaleza estaria extremamente preocupado”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ao anunciar que a capital cearense registra a maior incidência de casos de coronavírus do Brasil: 34,7 por cada grupo de 100 mil pessoas. “Como assim? As medidas de isolamento social não surtiram efeito?” É a pergunta que mais vejo agora nas redes sociais. E com respostas para todos os gostos. O fato, entretanto, é que nada é simples de ser respondido. Em lugar nenhum.

Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta: “Se eu estivesse em Fortaleza…”

Para começar, “registrar” a maior taxa é diferente de “ter” a maior taxa. Por todo o País, os testes são insuficientes e demoram a sair. Pode ser que Fortaleza faça mais testes e tenha uma subnotificação menor do que em outras capitais; mas pode ser que a sua posição seja mais grave, por motivos que ainda serão investigados. O que eu quero dizer é que nada está muito claro nem mesmo nos países ricos, quanto mais onde a dengue é um desafio crônico.

Pode ser – reparem que tudo é especulação – que sem a quarentena, Fortaleza estivesse em níveis italianos ou espanhóis. Quem pode garantir? Os EUA tentaram aplicar medidas brandas e agora compraram o coronavírus com Pearl Harbor e com o 11 de Setembro. E pode ser (essa é a minha aposta pessoal) que a aplicação das medidas de restrição na cidade seja mais complexa do que parece. Por uma série de razões – demográficas, sociais, econômicas e mesmo culturais – boa parcela da população não quer ou simplesmente não pode se isolar, atuando, mesmo que involuntariamente, como vetor de propagação da doença.

Diante dos números atuais, o governo do Ceará, a Secretaria da Saúde e a Prefeitura de Fortaleza reforçam os apelos para que todos tentem seguir as regras de isolamento social, seguindo as orientações dos maiores epidemiologistas e estudiosos de saúde pública do mundo. Quase metade das prefeituras cearenses decretaram estado de calamidade. O Ministério da Saúde afirmam que a epidemia será mais crítica em abril e maio. O fato é que a experiência recente e os principais especialistas do mundo em saúde pública e epimiedologia entendem, pelo menos a maioria, que apesar dos pesares e dos prejuízos, o isolamento é a única medida que retarda a velocidade do contágio, fundamental para evitar o colapso nos hospitais.

Nunca o ditado “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, foi tão preciso para governantes e autoridades em geral como agora.

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General Theophilo e Dra. Mayra: críticos do governo estadual assumem secretarias federais da Segurança e da Saúde

Por Wanfil em Política

04 de dezembro de 2018

Gen. Theophilo e Dra. Mayra: principais críticos das políticas de Segurança e Saúde na gestão de Camilo Santana

O General Guilherme Theophilo, candidato ao governo estadual contra o governador reeleito Camilo Santana, foi indicado por Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça, para a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Dra. Mayra Pinheiro, candidata ao Senado na chapa de oposição no Ceará, foi convidada pelo futuro ministro da Saúde, Henrique Mandetta, para assumir a Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação da Saúde.

As indicações levaram em conta o critério técnico. Ambos são reconhecidos em suas profissões e já mostraram compromisso com causas públicas. Tanto que apesar de terem disputado eleições pelo PSDB, que não apoiou oficialmente Jair Bolsonaro, foram chamados a participar do novo governo.

Naturalmente, existem implicações políticas nessas indicações. Mais que dois nomes da oposição estadual, Dra. Mayra e General Theophilo foram, nas eleições, os principais críticos da gestão Camilo Santana nas áreas da Saúde e da Segurança.

Há um constrangimento adicional por causa do afastamento da pediatra Dra. Mayra do HGF, após as eleições e depois de 15 anos. A médica acusa o governador de perseguição política.

Apesar das diferenças, consensos de ordem administrativa são perfeitamente possíveis. Todos têm um nome a zelar. O que muda são os caminhos que levam demandas do governo, deputados e prefeitos a Brasília. Não tem mais, por enquanto, o MDB de Eunício, o PT de Dilma ou o PDT de Ciro. Isso não é pouca coisa. Os novos secretários ministeriais são importantes canais de interlocução com as pastas em que atuarão, de importância fundamental no Estado.

E ainda falta definir que espaços na gestão federal terão os diretórios estaduais do PSL, representado no Ceará pelo deputado federal eleito Heitor Freire, e o PROS, do Capitão Wagner, também eleito deputado federal, partidos que apoiaram Bolsonaro desde o primeiro turno.

O eixo do poder, como era de se esperar, começou a girar.

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Ceará suplica e Ministério da Saúde libera uns trocados

Por Wanfil em Ceará

28 de Maio de 2015

Para conseguir manter a estrutura da saúde pública no Ceará, que foi ampliada nos últimos anos sem que houvesse recursos próprios suficientes, situação agravada ainda pela queda nos repasses federais, o governador Camilo Santana, do PT, e o prefeito de fortaleza, Roberto Cláudio, do Pros, foram à Brasília pedir ajuda ao ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Conseguiram R$ 25,7 milhões, que serão divididos entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Fortaleza e mais 25 municípios do interior. Obviamente, esse montante é insuficiente. Só para efeito de comparação, se esse dinheiro fosse destinado somente para a capital, daria para bancar apenas um mês os gastos do IJF.

Política do “salve-se quem puder”
Isso não invalida o esforço do governador e do prefeito, que estão no papel de gestores. Aliás, não deveria nem ser necessário que eles fossem bater à porta da presidente Dilma e do Ministério da Saúde para pedir mais recursos. Depois das imagens de pacientes amontoados nos corredores dos hospitais do Ceará, que repercutiram nacionalmente, a ajuda tinha que ser oferecida espontaneamente.

Mas como o governo federal tem seus próprios problemas de caixa, a situação fica assim: leva alguns trocados quem perturbar mais. Isso não é planejamento, não é aliança estratégia, programa de governo, método de gestão, nada disso. É o improviso do salve-se quem puder. E é exatamente por isso, pela falta de competência e de visão das autoridades, especialmente na última década, que chegamos a esse ponto.

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Ministério da Saúde estuda orientar mulheres que desejam abortar: além de absurdo, é crime!

Por Wanfil em Brasil

06 de junho de 2012

Os apologistas do aborto sempre procuram evitar a perspectiva de uma parte fundamental nesse debate: o abortado

É incrível como alguns setores organizados da sociedade brasileira insistem em promover ações que a favor do aborto e do livre consumo (portanto, também do livre comércio) de drogas, não obstante as leis que as proíbem.

Sem contar com o apoio da opinião pública, ativistas pró-aborto e pró-drogas procuram encaminhar seus sonhos homicidas e delirantes em ações silenciosas, inserindo dispositivos malandros em projetos governamentais. O segredo, claro, é nunca chamar as coisas pelos devidos nomes e apostar na dubiedade, invertendo a lógica dos enunciados de suas propostas para preservar-lhes a essência. Dessa forma, a apologia ao consumo de drogas vira “defesa da liberdade” e o incentivo ao aborto se transforma em ato de “proteção da vida”. Tudo para “combater a hipocrisia” de quem enxerga nas drogas uma prisão tormentosa e no aborto um assassinato abjeto – afinal, o abortado indefeso morre.

Pois bem, vejam a mais nova desses humanistas, em notícia publicada no jornal Folha de São Paulo desta quarta-feira (em azul):

O Ministério da Saúde estuda a adoção de uma política de redução de danos e riscos para o aborto ilegal. Trata-se de orientar o sistema de saúde a acolher a mulher decidida a fazer o aborto clandestino e dar a ela informação sobre riscos à saúde e métodos existentes.

A ideia ainda está em fase de discussão interna, dentro de uma política maior de planejamento reprodutivo e combate à mortalidade materna.

Vejam como palavras podem criar armadilhas. Os defensores do aborto procuram associá-lo a um sentimento positivo. Alguém por acaso é contra a redução de riscos e de danos para qualquer coisa? Claro que não. No entanto, o que dizer dos danos e dos riscos impostos ao abortado? Essa perspectiva, evidentemente, é encoberta pelo palavreado bacana dessa turma, para que ninguém perceba que a discussão, no fundo, é sobre a melhor forma de como violar uma vida. Mas como nada é perfeito, a verdadeira intenção dos ativistas do aborto é revelada quando somos informados que a medida faz parte de uma política maior de planejamento reprodutivo. Percebem? É o incentivo ao aborto como controle de natalidade. É repugnante.  Leia mais

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Ministério da Saúde estuda orientar mulheres que desejam abortar: além de absurdo, é crime!

Por Wanfil em Brasil

06 de junho de 2012

Os apologistas do aborto sempre procuram evitar a perspectiva de uma parte fundamental nesse debate: o abortado

É incrível como alguns setores organizados da sociedade brasileira insistem em promover ações que a favor do aborto e do livre consumo (portanto, também do livre comércio) de drogas, não obstante as leis que as proíbem.

Sem contar com o apoio da opinião pública, ativistas pró-aborto e pró-drogas procuram encaminhar seus sonhos homicidas e delirantes em ações silenciosas, inserindo dispositivos malandros em projetos governamentais. O segredo, claro, é nunca chamar as coisas pelos devidos nomes e apostar na dubiedade, invertendo a lógica dos enunciados de suas propostas para preservar-lhes a essência. Dessa forma, a apologia ao consumo de drogas vira “defesa da liberdade” e o incentivo ao aborto se transforma em ato de “proteção da vida”. Tudo para “combater a hipocrisia” de quem enxerga nas drogas uma prisão tormentosa e no aborto um assassinato abjeto – afinal, o abortado indefeso morre.

Pois bem, vejam a mais nova desses humanistas, em notícia publicada no jornal Folha de São Paulo desta quarta-feira (em azul):

O Ministério da Saúde estuda a adoção de uma política de redução de danos e riscos para o aborto ilegal. Trata-se de orientar o sistema de saúde a acolher a mulher decidida a fazer o aborto clandestino e dar a ela informação sobre riscos à saúde e métodos existentes.

A ideia ainda está em fase de discussão interna, dentro de uma política maior de planejamento reprodutivo e combate à mortalidade materna.

Vejam como palavras podem criar armadilhas. Os defensores do aborto procuram associá-lo a um sentimento positivo. Alguém por acaso é contra a redução de riscos e de danos para qualquer coisa? Claro que não. No entanto, o que dizer dos danos e dos riscos impostos ao abortado? Essa perspectiva, evidentemente, é encoberta pelo palavreado bacana dessa turma, para que ninguém perceba que a discussão, no fundo, é sobre a melhor forma de como violar uma vida. Mas como nada é perfeito, a verdadeira intenção dos ativistas do aborto é revelada quando somos informados que a medida faz parte de uma política maior de planejamento reprodutivo. Percebem? É o incentivo ao aborto como controle de natalidade. É repugnante.  (mais…)