o Breve Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

o Breve

Cid, o breve

Por Wanfil em Crônica

19 de Março de 2015

À esquerda, o rei Pepino, o Breve, original franco. À direita, o ministro pepino, o breve - versão brasileira

À esquerda, o rei Pepino, o Breve, original franco. À direita, o ministro pepino, o breve – versão Brasil, pátria educadora

A demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação após três meses no cargo me trouxe à memória a figura de Pepino, o Breve, rei dos francos de 751 a 768. Na verdade, existem mais diferenças do que semelhanças entre ambos, mas explico a comparação.

Com 17 anos de reinado, o “Breve” do monarca Pepino, ao contrário de Cid, não diz respeito ao tempo no cargo, mas à sua baixa estatura física. Já a estatura histórica do ex-governador do Ceará como ministro da Educação é nula: foram três meses perdidos para estudantes e professores. Mesmo com carta branca para montar sua equipe, a grande marca do cortesão Gomes nesse período foi ser um pepino ambulante para a presidente Dilma, rainha acuada por protestos populares e que limitou o orçamento da pasta. Pepino, como nome próprio, era comum no século XVIII; pepino, como sinônimo de problema, é comum no governo brasileiro.

O ministro pepino saiu do governo três dias após milhões de brasileiros irem às ruas protestar contra a gestão Dilma e no mesmo dia em que uma pesquisa do instituto Datafolha mostrou que a popularidade da presidente é a menor para um governante em início de mandato. Pepino, o rei, lutou uma vida inteira para unificar os francos, enfrentando rebeliões internas e guerras externas. Cid, o breve, cortou o Fies e foi substituído por um tecnocrata, deixando como legado uma crise política com parlamentares da Câmara dos Deputados, usada como pretexto para abandonar a administração impopular. Pepino, o Breve, deu início ao Império Carolíngio e deixou como herdeiro Carlos Magno, que ampliou consolidou o domínio franco e deixou como legado nada menos que a França e a Alemanha.

Cada povo tem o pepino que merece.

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Cid, o breve

Por Wanfil em Crônica

19 de Março de 2015

À esquerda, o rei Pepino, o Breve, original franco. À direita, o ministro pepino, o breve - versão brasileira

À esquerda, o rei Pepino, o Breve, original franco. À direita, o ministro pepino, o breve – versão Brasil, pátria educadora

A demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação após três meses no cargo me trouxe à memória a figura de Pepino, o Breve, rei dos francos de 751 a 768. Na verdade, existem mais diferenças do que semelhanças entre ambos, mas explico a comparação.

Com 17 anos de reinado, o “Breve” do monarca Pepino, ao contrário de Cid, não diz respeito ao tempo no cargo, mas à sua baixa estatura física. Já a estatura histórica do ex-governador do Ceará como ministro da Educação é nula: foram três meses perdidos para estudantes e professores. Mesmo com carta branca para montar sua equipe, a grande marca do cortesão Gomes nesse período foi ser um pepino ambulante para a presidente Dilma, rainha acuada por protestos populares e que limitou o orçamento da pasta. Pepino, como nome próprio, era comum no século XVIII; pepino, como sinônimo de problema, é comum no governo brasileiro.

O ministro pepino saiu do governo três dias após milhões de brasileiros irem às ruas protestar contra a gestão Dilma e no mesmo dia em que uma pesquisa do instituto Datafolha mostrou que a popularidade da presidente é a menor para um governante em início de mandato. Pepino, o rei, lutou uma vida inteira para unificar os francos, enfrentando rebeliões internas e guerras externas. Cid, o breve, cortou o Fies e foi substituído por um tecnocrata, deixando como legado uma crise política com parlamentares da Câmara dos Deputados, usada como pretexto para abandonar a administração impopular. Pepino, o Breve, deu início ao Império Carolíngio e deixou como herdeiro Carlos Magno, que ampliou consolidou o domínio franco e deixou como legado nada menos que a França e a Alemanha.

Cada povo tem o pepino que merece.