PDT Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

PDT

Ciro esculhamba Lula; Camilo abraça Lula; Ciro e Camilo se entendem. Como pode?

Por Wanfil em Política

13 de novembro de 2019

Ciro e Camilo trafegam em via de mão dupla. Sentidos opostos que se complementam – Foto: Visual Hunt

Ciro Gomes quebrou o silêncio sobre a soltura de Lula com duas entrevistas, uma ao jornal O Globo e outra a repórteres em evento realizado em São Paulo. Como todos gostam de uma confusão, a repercussão foi imediata. Em suma, Ciro voltou a esculhambar Lula e o PT. Repetiu que o ex-presidente não é inocente e que seu partido é uma quadrilha.

É o oposto da movimentações do governador Camilo Santana, que além de ir ao encontro de Lula, o exalta no padrão exigido aos petistas: como a uma entidade acima do bem e do mal. Para Camilo, os escândalos e o calvário jurídico de Lula são uma tremenda injustiça.

Ciro e Camilo divergem publicamente em relação ao ex-presidente ficha suja. E não se trata de uma discordância estratégica qualquer, mas de uma cisão que, no fundo, embora todos disfarcem, é de fundo moral: apoiar ou combater Lula significa condescender ou rechaçar com seus métodos. Como então eles conseguem conciliar essas diferenças? Por muito menos, amigos e parentes andam cortando relações. Henry De Montherlant explica: “A política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros”. É, os franceses entendem do riscado.

No fim, por enquanto, esquerdistas descontentes com o lulismo e esquerdistas idólatras de Lula convivem na mesma base aliada no Ceará como se isso fosse a coisa mais natural. Camilo agrada ao petismo sem desagradar ao cirismo quando confraterniza com Lula e ao mesmo tempo defende apoio a Ciro; e Ciro preserva a aliança estadual ao dizer que só o comando nacional do PT é que não presta, ressalvados os “petistas médios”, entre os quais cita Camilo, colocando ainda as coisas, pela sua ótica, nos devidos lugares.

Até quando isso vai funcionar, aí é outra conversa.

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Ciro ou Lula?

Por Wanfil em Política

11 de novembro de 2019

Não é de hoje que Camilo convive entre Lula e Ciro, mas nunca foi tão complicado – Foto: efeito sobre Divulgação/Inst. Lula/2016

A saída de Lula da cadeia produziu efeitos distintos no Ceará. O governador Camilo Santana, do PT, comemorou nas redes sociais a decisão do STF que soltou o correligionário condenado por corrupção e lavagem de dinheiro: “Justiça feita. Lula, o maior presidente que este país já teve, está livre”. Já o presidenciável Ciro Gomes (“Lula só pensa em si e virou um enganador profissional”) e seu irmão, o senador Cid Gomes (“o Lula tá preso, babaca!”), ambos do PDT , optaram pelo silêncio.

No Ceará, a convergência de interesses que une PT e PDT ainda produz benefícios mútuos, mas as brigas entre os seus comandos nacionais leva cada um a falar para seu próprio grupo na atual divisão da esquerda brasileira: os que ainda idolatram Lula e os que se decepcionaram com Lula. Juntos, os Ferreira Gomes e o PT ligado a Camilo abarcam as duas partes. Não foi por impulso que o governador foi a São Paulo abraçar o ex-presidente. Como tudo na política, houve cálculo nesse movimento. Basta reparar que Ciro ataca Lula até no campo moral, mas não critica o governador que enaltece o petista. Os espaços seguem devidamente ocupados por aliados no Estado.

Para as eleições municipais do próximo ano, especialmente nas capitais, o petismo cobra de Camilo uma atitude de independência e protagonismo, já o pedetismo lhe cobra, digamos assim, neutralidade. Isso já aconteceu antes, mas sem que Lula e Ciro estivessem tão afastados (para dizer o mínimo) como agora. Só pra lembrar, Lula afirmou recentemente que Ciro não tem perfil ideológico para representar a esquerda, pois troca de partido a cada eleição. O governador elogia os dois, por quem nutre admiração natural. E tem se mostrado bastante hábil nesse jogo, que fica cada vez mais complicado. Vejamos como será em 2020.

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As entrelinhas de Camilo na entrevista ao Estadão: Ciro erra, mas o PT erra mais

Por Wanfil em Política

22 de outubro de 2019

Camilo entre Ciro e o PT: a política, às vezes, é exercício de equilibrismo em terreno irregular. Imagem: recombiner on Visualhunt / CC BY-NC-SA

O governador Camilo Santana concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, com grande repercussão no Ceará: Estratégia de Ciro de atacar o PT ‘está errada’, diz Camilo. Por alguns instantes, o impacto da manchete pode ser compreendido como uma defesa do partido diante das pesadas acusações feitas pelo aliado e padrinho político.

Nessas horas, para manter a prudência, sempre me recordo de Nelson Rodrigues: “Ah, como é falsa a entrevista verdadeira”. É que o entrevistado, ciente da publicidade de suas palavras, modula opiniões ao sabor das conveniências ou das responsabilidades. Isso é normal. Em certos casos é até recomendável. Imagine então quando o assunto é política.

Na entrevista ao Estadão, eis a pergunta cuja resposta gerou a manchete: Os sucessivos ataques de Ciro ao PT podem causar algum abalo na relação entre o senhor e os Ferreira Gomes? 

O que poderia dizer o governador? Que lado escolher? Ciro diz com frequência que Lula é corrupto e que a cúpula do PT é uma quadrilha. Logicamente o governador discordou da “estratégia”, sem fazer juízo sobre conteúdos. E discorda por que? Porque “nenhuma candidatura se constituirá à esquerda, centro-esquerda, se não tiver o PT como aliado”. Faz sentido. Mas na prática, o que isso significa? Camilo não deixa dúvidas: “Defendi lá atrás que Ciro fosse candidato, defendi a chapa Ciro-Haddad. Era o momento de se unir em torno de um projeto”.

Resumindo, para Camilo Santana, Ciro erra ao atacar o PT, que errou primeiro ao não apoiar Ciro (e perder para Bolsonaro). É um exercício de equilibrismo. Ocorre que o ex-presidente Lula discorda da tese. Em entrevista ao UOL na semana passada, o chefe petista disparou contra Ciro: “Toda vez que disputa uma eleição, procura um partido e entra. Não tem perfil ideológico. O PT não aceita isso”.

No Ceará, PT e PDT são aliados, com os petistas a serviço do projeto político liderado por Ciro  e Cid Gomes. Uma vez que a reprodução de uma parceria nacional nessas condições é impossível, o jeito é sustentar que a aliança cearense deveria servir de modelo, afinal, mesmo sem controlar a máquina eleitoral, o PT acabou elegendo um governador.

Acontece que o cenário nacional é bem diferente do estadual. Se no Ceará o cirismo é maior que o petismo, no Brasil, o lulismo, ainda que alquebrado por causa de escândalos de corrupção, é maior que o cirismo.

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A politização da tragédia

Por Wanfil em Fortaleza

17 de outubro de 2019

Edifício desaba em Fortaleza: tragédia que naturalmente ronda a política – Foto: reprodução / Tribuna do Ceará

O desabamento de mais um edifício residencial em Fortaleza, com repercussão nacional, trouxe à tona questionamentos pertinentes sobre a Lei da Inspeção Predial. Mesmo aprovada, a lei nunca foi efetivada. Autoridades pedem cautela para fazer esse debate, pois a prioridade agora é cuidar das vítimas. Perfeito, nada a reparar. Acontece que, sentindo o potencial de desgaste para o executivo municipal, alguns aliados já ensaiam discursos preventivos.

Leio no jornal Diário do Nordeste que o deputado estadual Queiroz Filho (PDT) disse o seguinte na Assembleia Legislativa, um dia após o desabamento: “Os poderes públicos não podem ter responsabilidade também sobre a manutenção da propriedade privada”.  “É inadmissível, em dias como hoje, as pessoas querendo surfar na tragédia dos outros”. O parlamentar criticou ainda os que teriam “politizado um assunto de vida humana”. Quem, afinal, fez isso? Quem politiza e surfa sobre as vidas perdidas nos escombros do Edifício Andrea?

Antes de ser deputado, Queiroz Filho foi chefe de gabinete do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. Por isso é compreensível o seu posicionamento defensivo. É preciso, no entanto, cuidado para não exagerar. Cobrar explicações sobre a Lei da Inspeção Predial não corresponde a acusar ninguém pelo desastre, até porque o assunto tem sua complexidade, mas a buscar soluções para evitar que outros casos aconteçam. Nada mais natural e oportuno diante do que aconteceu.

É incrível como políticos politizam tragédias apontando a suposta politização dessas mesmas tragédias.

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CPI da Lava Jato é pauta que une PT e PDT

Por Wanfil em Política

17 de setembro de 2019

Divergências à parte, descontados alguns discursos, ninguém solta a mão de ninguém

A ambiguidade é um recurso muito usado na política, afinal, é a arte do possível, mas em excesso pode causar contradições que levam ao descrédito.

Explico: enquanto Ciro Gomes chama Lula de corrupto, Fernando Haddad de fraude e o PT de quadrilha, seu partido PDT une forças com esse mesmo PT por uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar a Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro, atualmente ministro da Justiça. Acusar os ex-aliados de corrupção e ao mesmo tempo ajudá-los a constranger os investigadores que revelaram seu esquema criminoso, é ultrapassar a linha que separa ambiguidade de contradição.

O PDT até pode alegar que reconhecer o crimes do petismo não implica em concordar com os métodos da Lava Jato. É verdade, e para isso é possível apelar a outras instâncias, como o STF. Mas ao optar pela ação política, via comissão parlamentar de inquérito, em aliança com os principais investigados pela Lava Jato, os pedetistas assumem, ou endossam, um discurso contraditório ao seu, pois o PT alega inocência e se diz vítima de perseguição de uma conspiração judiciária.

No fim das contas, a conclusão não pode ser outra: discursos públicos, discordâncias, troca de farpas e ressentimentos à parte, no que interessa mesmo, PT e PDT estão sempre juntos.

Cearenses que defendem a CPI da Lava Jato

Para selar a parceria, um dos autores do pedido de CPI é o deputado federal André Figueiredo, do PDT do Ceará. De resto, da bancada cearense, também assinam o pedido para investigar a investigação contra a corrupção os deputados Aníbal Gomes (MDB), Denis Bezerra (PSB), Domingos Neto (PSD), Eduardo Bismarck (PDT), Idilvan Alencar (PDT), José Aírton (PT), José Guimarães (PT), Júnior Mano (PL), Leônidas Cristino (PDT), Luizianne Lins (PT), Moses Rodrigues (MDB), Robério Monteiro (PDT).

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Moralismo pedetista

Por Wanfil em Partidos

18 de julho de 2019

A direção nacional do PDT suspendeu os oito parlamentares da sigla que votaram a favor a reforma da Previdência. Questão de princípios, afirmam suas lideranças. E de fidelidade.

O PDT é o maior partido do Ceará, desde a chegada de Ciro Gomes e seu grupo, após sucessivas mudanças. Nômades políticos, parecem ter finalmente encontrado uma casa estável. No entanto, o histórico do grupo mostra que seu comando, sempre que precisou escolher entre ser fiel a si mesmo ou às ordens do partido de ocasião, preferiu a primeira opção.

Algumas separações foram rumorosas, como nos casos em que saíram pressionados do PPS de Roberto Freire ou do PSB de Eduardo Campos (que os acusava de promover dissidências); outras mais discretas, como nos casos do PROS. Sempre os culpados, de acordo com os relatos do grupo, foram as cúpulas desses partidos. Agora que são cúpula, a lógica se inverteu.

O PDT não erra em procurar a difícil unidade de ação no Congresso, erra no modo ríspido com que exige obediência cega, em matéria tão complexa.

PS. O jornal O Globo publicou a seguinte matéria nesta semana: “PDT e PSB punem infiéis, mas poupam filiados que são réus na Justiça“. Pois é. O partido alega que ninguém foi condenado ainda, repetindo a postura de outros partidos que critica, como PT, MDB e PSDB. Mas vejam como são as coisas, quem diz que é diferente é o PDT. Carlos Lupi, nada menos que o presidente nacional do partido, além de ser réu por improbidade administrativa, pediu demissão do Ministério do Trabalho, ainda na gestão de Dilma Rousseff, após a Comissão de Ética Pública recomendar às presidente que o demitisse, por uma série de suspeições. É um currículo e tanto para cobrar postura dos outros.

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Bancada do Ceará na Reforma da Previdência: manda quem pode…

Por Wanfil em Política

11 de julho de 2019

Texto-base da nova Previdência é aprovado na Câmara. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A bancada cearense na Câmara Federal acabou dividida na votação do texto-base da Reforma da Previdência: foram 11 contra e 11 a favor.

Vale lembrar que os governistas retiraram alguns pontos do projeto a pedido dos governadores do Nordeste, na esperança de que esses pudessem influenciar as bancadas dos seus estados.

A premissa é simples: como regra, boa parte dos deputados federais depende da parceria com os governos estaduais para se eleger. Acontece que no Ceará a máquina eleitoral predominante não é controlada pela atual gestão. Para usar um termo muito usado por Ciro Gomes e que remete aos escritos de Antônio Gramsci, é uma questão de “hegemonia”. 

Assim, Camilo Santana defendeu a reforma (após as alterações), mas os três representantes do PT na bancada votaram contra a emenda. E no PDT, seu principal parceiro, os cincos deputados federais também votaram contra a reforma. Resultado: os principais partidos de sustentação de Camilo seguiram as orientações das suas respectivas lideranças, ignorando deliberadamente as sinalizações do governador.

É a velha história: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

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Tasso e Ciro juntos novamente? Calma…

Por Wanfil em Política

03 de julho de 2019

Tasso e Ciro: juntos ou separados, referências da política cearense

A troca de gentilezas e elogios entre Tasso Jereissati (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) na última segunda-feira, durante o anúncio de um pacote de obras da Prefeitura de Fortaleza, mobilizou atenções e deu material para muitas especulações. Vale lembrar que encontros assim já aconteceram em outras oportunidades, sempre gerando muitas expectativas.

É claro que políticos sabem que atos públicos têm esse potencial de espalhar boatos e atiçar medos, ambições e curiosidades. Faz parte. Para não se perder entre espumas, o observador deve manter o foco nos fatos.

Tasso e Ciro (e Cid Gomes também) voltaram a manter contato esporádico, após anos de distância? Sim. E o que mudou nesse meio tempo? Resposta: o governo federal. E com ele, a condição dos Ferreira Gomes de governistas para oposicionistas.

A reaproximação tem muito de estratégia para o governo estadual e a prefeitura da capital conseguirem espaços de interlocução com setores importantes de Brasília. Prova disso são os empréstimos liberados agora para a prefeitura, que contaram com fundamental apoio do tucano para aprovação rápida no Senado. A matéria estava parada quando Eunício Oliveira (MDB) – rompido com o prefeito Roberto Cláudio (PDT) – presidia a Casa.

Para Tasso, participar do evento foi também uma oportunidade de divulgar seu trabalho parlamentar, ressaltando ainda a capacidade de lidar com diferenças partidárias.

Por enquanto, é isso. Os Ferreira Gomes apoiarão Tasso ao Senado? O PSDB vai romper com o próprio discurso e aderir ao projeto do PDT? E o PT, como fica? São muitas as pontas soltas, difíceis de operar. Certo mesmo é que qualquer decisão, mais a frente, deve passar pelo crivo de Ciro e Tasso, que voa tempo, continuam entre os principais (se não os principais) protagonistas da cena política no Ceará.

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Camilo Santana divide palanque com bolsonaristas em evento no Ceará

Por Wanfil em Política

20 de Março de 2019

Gustavo Canuto ladeado por Camilo Santana (PT) e André Fernandes (PSL). (Foto: Min. do Desenvolvimento Regional)

Os tempos realmente são outros. O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e o governador Camilo Santana (PT), entregaram nesta quarta-feira obras do programa Minha Casa Minha Vida em Fortaleza.

Em passado recente, deputados e vereadores da base aliada no Ceará disputavam cada centímetro de palanques armados para a solenidades dessa natureza. Agora é diferente. Pelo PT, apenas Camilo Santana. E pelo PDT compareceram, representando instituições, o prefeito Roberto Cláudio; o presidente da Assembleia Legislativa, José Sarto; o presidente da Câmara de Vereadores, Antônio Henrique; e o secretário estadual das Cidades, Zezinho Albuquerque.

O líder da bancada cearense na Câmara dos Deputados, Domingos Neto (PSD), também esteve no local, mas é figura neutra, já que sai governo, entra governo, é sempre governista. Nesse caso, o critério de convicções partidárias ou programáticas não conta.

Por falar em posicionamento político, outra parte do palanque estava ocupado por adversários dos Ferreira Gomes e do PT. O deputado federal Heitor Freire e pelos deputados estaduais André Fernandes e Delegado Cavalcante, todos do PSL, partido de Jair Bolsonaro, acompanharam o ministro. Aliás, uma imagem ilustrativa desse novo momento é ver Fernandes (que “viralizou” nas redes com um vídeo em que chamou o governador de frouxo) praticamente ao lado de Camilo.

O compartilhamento de palanques entre governistas e parlamentares opositores no Ceará não acontecia desde o governo de Lúcio Alcântara, então no PSDB, enquanto o governo federal estava com o PT. Por enquanto, o PSL trabalha para mostrar protagonismo. É preciso ver se eventuais alianças para as eleições do ano que vem podem levar outros partidos para as inaugurações e entregas federais.

De resto, apesar das diferenças políticas, tanto o governador Camilo Santana como o ministro Gustavo Canuto mostraram jogo de cintura, evitando constrangimentos e preservando a institucionalidade. É o que se espera de autoridades, sem que isso deixe de representar um importante sinal de alteração na correlação de forças partidárias no Ceará.

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Luizianne: “Não sou um Ciro Gomes da vida”

Por Wanfil em Partidos

14 de Março de 2019

Luizianne e o dilema do PT no Ceará: responder aos ataques de Ciro e arriscar a aliança ou silenciar e frustar a militância? (Foto – Agência PT)

A deputada federal Luizianne Lins quebrou o silêncio dos petistas cearenses após a troca de farpas entre Ciro Gomes (PDT) e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. O registro é do site Focus.jor.

Na sequência de uma série de críticas sobre a gestão de Roberto Cláudio em Fortaleza – ressaltando que eram considerações feitas de forma consistente e sem picuinha – a petista não resistiu e mandou ver no final: “Não sou um Ciro Gomes da vida”.

Não foi uma resposta direta a Ciro, mas uma referência implícita, ainda que tímida, aos ataques contra a cúpula do PT, incluindo Lula. Estes é que seriam inconsistentes e picuinha.

Que Luizianne e Ciro não se bicam, isso não é novidade. Acontece que agora, em meio ao tiroteio entre PDT e PT na disputa pelo papel de protagonista da esquerda brasileira, e com as eleições do próximo ano no radar dos partidos, as provocações ganham nova relevância diferente, pois podem afetar a aliança entre o partido do governador Camilo Santana e o maior partido de sua base, liderado por Ciro.

Se as lideranças do PT no Ceará preferiram a prudência para preservar espaços na gestão estadual, chega um momento que diante de acusações pesadas (difíceis de refutar, diga-se) que atingem a figura mais idolatrada do petismo, que é Lula, aí fica complicado para essas lideranças explicarem a postura para as bases de sua militância.

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Luizianne: “Não sou um Ciro Gomes da vida”

Por Wanfil em Partidos

14 de Março de 2019

Luizianne e o dilema do PT no Ceará: responder aos ataques de Ciro e arriscar a aliança ou silenciar e frustar a militância? (Foto – Agência PT)

A deputada federal Luizianne Lins quebrou o silêncio dos petistas cearenses após a troca de farpas entre Ciro Gomes (PDT) e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. O registro é do site Focus.jor.

Na sequência de uma série de críticas sobre a gestão de Roberto Cláudio em Fortaleza – ressaltando que eram considerações feitas de forma consistente e sem picuinha – a petista não resistiu e mandou ver no final: “Não sou um Ciro Gomes da vida”.

Não foi uma resposta direta a Ciro, mas uma referência implícita, ainda que tímida, aos ataques contra a cúpula do PT, incluindo Lula. Estes é que seriam inconsistentes e picuinha.

Que Luizianne e Ciro não se bicam, isso não é novidade. Acontece que agora, em meio ao tiroteio entre PDT e PT na disputa pelo papel de protagonista da esquerda brasileira, e com as eleições do próximo ano no radar dos partidos, as provocações ganham nova relevância diferente, pois podem afetar a aliança entre o partido do governador Camilo Santana e o maior partido de sua base, liderado por Ciro.

Se as lideranças do PT no Ceará preferiram a prudência para preservar espaços na gestão estadual, chega um momento que diante de acusações pesadas (difíceis de refutar, diga-se) que atingem a figura mais idolatrada do petismo, que é Lula, aí fica complicado para essas lideranças explicarem a postura para as bases de sua militância.