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PNAD Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

PNAD

Carteira de trabalho não é realidade para maioria dos trabalhadores, mostra IBGE

Por Wanfil em Economia

02 de Maio de 2017

As discussões sobre a reforma trabalhista – como tudo o mais no Brasil, de campanhas eleitorais a comerciais de banco – apelam ao emocional, em detrimento do racional. E a emoção mais evocada nesses debates é o medo: de um lado a possibilidade de não se criarem empregos em quantidade suficiente e do outro a perda de garantias sem as quais voltaríamos à escravidão.

Por isso chega a ser estranho a pouca repercussão das informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE na semana passada. É um retrato da atual situação do trabalho no País, indispensável para uma análise minimamente responsável sobre a necessidade de se rever ou não as leis trabalhistas. Segue abaixo um breve resumo:

88,9 milhões de brasileiros têm um trabalho;

14,2 milhões estão desempregados (recorde na série histórica iniciada em 2012); 

33,4 milhões de trabalhadores têm carteira assinada.

Significa que a maioria dos que trabalham NÃO tem carteira de trabalho. Não é por acaso que a Justiça do Trabalho virou uma indústria de processos.

Diante dessa REALIDADE, rejeitar automaticamente qualquer ideia de mudança em nome de um mundo ideal que não existe corresponde a preservar um sistema que comprovadamente é excludente. Por outro lado, a necessidade de mudança não confere qualidade ao que se propõe alterar. Uma boa mediação dos interesses em análise requer ampla divulgação de informações para que se chegue a um denominador comum, um mínimo consensual.

Mas aí voltamos ao conflito do ideal versus realidade. Para buscar o equilíbrio seria preciso maturidade de todas as partes ou, no caso de impasse, um governo com respaldo junto à opinião pública. Na falta de ambos, como acontece hoje, resta torcer para que as linhas tortas do presente se acertem no texto a ser escrito. Quando o debate é capenga, contaminado pela politicagem, pela mesquinhez, só com sorte se chega a um bom termo.

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Carteira de trabalho não é realidade para maioria dos trabalhadores, mostra IBGE

Por Wanfil em Economia

02 de Maio de 2017

As discussões sobre a reforma trabalhista – como tudo o mais no Brasil, de campanhas eleitorais a comerciais de banco – apelam ao emocional, em detrimento do racional. E a emoção mais evocada nesses debates é o medo: de um lado a possibilidade de não se criarem empregos em quantidade suficiente e do outro a perda de garantias sem as quais voltaríamos à escravidão.

Por isso chega a ser estranho a pouca repercussão das informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE na semana passada. É um retrato da atual situação do trabalho no País, indispensável para uma análise minimamente responsável sobre a necessidade de se rever ou não as leis trabalhistas. Segue abaixo um breve resumo:

88,9 milhões de brasileiros têm um trabalho;

14,2 milhões estão desempregados (recorde na série histórica iniciada em 2012); 

33,4 milhões de trabalhadores têm carteira assinada.

Significa que a maioria dos que trabalham NÃO tem carteira de trabalho. Não é por acaso que a Justiça do Trabalho virou uma indústria de processos.

Diante dessa REALIDADE, rejeitar automaticamente qualquer ideia de mudança em nome de um mundo ideal que não existe corresponde a preservar um sistema que comprovadamente é excludente. Por outro lado, a necessidade de mudança não confere qualidade ao que se propõe alterar. Uma boa mediação dos interesses em análise requer ampla divulgação de informações para que se chegue a um denominador comum, um mínimo consensual.

Mas aí voltamos ao conflito do ideal versus realidade. Para buscar o equilíbrio seria preciso maturidade de todas as partes ou, no caso de impasse, um governo com respaldo junto à opinião pública. Na falta de ambos, como acontece hoje, resta torcer para que as linhas tortas do presente se acertem no texto a ser escrito. Quando o debate é capenga, contaminado pela politicagem, pela mesquinhez, só com sorte se chega a um bom termo.