reforma da Previdência Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

reforma da Previdência

Moralismo pedetista

Por Wanfil em Partidos

18 de julho de 2019

A direção nacional do PDT suspendeu os oito parlamentares da sigla que votaram a favor a reforma da Previdência. Questão de princípios, afirmam suas lideranças. E de fidelidade.

O PDT é o maior partido do Ceará, desde a chegada de Ciro Gomes e seu grupo, após sucessivas mudanças. Nômades políticos, parecem ter finalmente encontrado uma casa estável. No entanto, o histórico do grupo mostra que seu comando, sempre que precisou escolher entre ser fiel a si mesmo ou às ordens do partido de ocasião, preferiu a primeira opção.

Algumas separações foram rumorosas, como nos casos em que saíram pressionados do PPS de Roberto Freire ou do PSB de Eduardo Campos (que os acusava de promover dissidências); outras mais discretas, como nos casos do PROS. Sempre os culpados, de acordo com os relatos do grupo, foram as cúpulas desses partidos. Agora que são cúpula, a lógica se inverteu.

O PDT não erra em procurar a difícil unidade de ação no Congresso, erra no modo ríspido com que exige obediência cega, em matéria tão complexa.

PS. O jornal O Globo publicou a seguinte matéria nesta semana: “PDT e PSB punem infiéis, mas poupam filiados que são réus na Justiça“. Pois é. O partido alega que ninguém foi condenado ainda, repetindo a postura de outros partidos que critica, como PT, MDB e PSDB. Mas vejam como são as coisas, quem diz que é diferente é o PDT. Carlos Lupi, nada menos que o presidente nacional do partido, além de ser réu por improbidade administrativa, pediu demissão do Ministério do Trabalho, ainda na gestão de Dilma Rousseff, após a Comissão de Ética Pública recomendar às presidente que o demitisse, por uma série de suspeições. É um currículo e tanto para cobrar postura dos outros.

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Camilo Santana busca investimentos nos EUA (mas sem reforma da Previdência, fica difícil)

Por Wanfil em Política

08 de Abril de 2019

Governador procura convencer investidores nos EUA, mas antes é preciso convencer os aliados no Congresso

O governador Camilo Santana participou nos Estados Unidos do 2019 Brazil Summit, evento com empresários e investidores.

No Facebook, Camilo explicou que “a exposição internacional das ações do Estado é muito positiva para atrair novos negócios e, com isso, melhorar a economia e aumentar a geração de empregos para os cearenses”.

O problema é que para atrair investimentos que realmente possam realmente promover desenvolvimento e um salto no PIB estadual, é preciso considerar a conjuntura nacional. Nesse ponto, o grande entrave para a retomada do crescimento (não o único, mas o de maior evidência), é a reforma da Previdência.

De acordo com levantamento feito pelo Estadão, atualmente 197 deputados federais são favoráveis da reforma, 217 não se posicionam e 99 são contra. São necessários 308 votos.

No Ceará, dos 22 membros da bancada, 9 votam a favor, 4 não quiseram responder, 3 não foram encontrados e 6 são contra. Dos que são contra, quatro são do PDT, e 2 são do PT – siglas da base de Camilo que apoiaram a reforma da Previdência estadual. Governadores não mandam em deputados, pelos menos formalmente, mas são fundamentais no trabalho de convencimento de suas bancadas.

De pouco adianta viajar o mundo enquanto o rombo da Previdência não for equacionado. Qualquer retomada do crescimento passa por essa questão. Para ser convincente lá fora, é preciso convencer, primeiro, dentro de casa.

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Bancada federal meio cheia ou bancada federal meio vazia?

Por Wanfil em Política

19 de Fevereiro de 2019

Minha coluna de hoje na Tribuna Band News (101.7)

O otimista vê o copo meio cheio; o pessimista, meio vazio. Quando o assunto é política, é difícil ser otimista

Deputados federais da bancada cearense estiveram reunidos ontem (18) com o governador Camilo Santana (PT) para conversar sobre projetos prioritários para o estado. Dos 22 parlamentares na Câmara dos Deputados, somente 13 compareceram, mesmo sendo uma manhã de segunda-feira, quando a maioria ainda não está em Brasília. Dos aliados do governo federal, só o Capitão Wagner (PROS) compareceu.

Se contarmos com os três senadores, que também foram convidados, mas não participaram do encontro, a representação cearense no congresso tem 25 nomes.

Das duas uma: ou o coordenador do grupo, deputado Domingos Neto (PSD) – que foi lulista até recentemente e que agora tenta espaço na base de Bolsonaro – não teve tempo para articular melhor o encontro, ou mais da metade da bancada tinha mais o que fazer.

Talvez porque, no final, encontros sem pauta específica não produzam resultados práticos. Nesse sentido, a reunião dos governadores com o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, marcada para amanhã (20), gera muito mais expectativas. A esperança do governo federal é que eles influenciem as bancadas estaduais para apoiar a reforma da Previdência.

Alguns pontos serão discutidos e provavelmente ajustes serão feitos, mas sem dúvida a recuperação da economia é de interesse dos estados e das prefeituras, que perderam arrecadação com a crise econômica e ainda não se recuperaram. Ano que vem teremos eleições municipais…

No fim, todos sabem, as verdadeiras prioridades já estão colocadas, impostas pela história, pelas circunstâncias e pelos números. Agora é aguardar como todos se posicionam na análise das propostas.

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As necessidades unem (temporariamente) o que as opiniões separam

Por Wanfil em Política

28 de Janeiro de 2019

“A necessidade une, as opiniões separam”. Vi esse ditado pesquisando, outro dia, se Platão realmente disse que “a necessidade é a mãe da invenção” (a discussão é longa, mas essa é outra história). Pois bem, vendo o noticiário dos últimos dias o tema ressurgiu no meu horizonte. Há momentos que casam à perfeição com provérbios. Vejamos.

Adversários no campo político, o governo do Ceará e o governo federal superam diferenças ideológicas para atender ao chamado de emergências administrativas.

A série de ataques coordenados por facções obrigou o estado a pedir ao Ministério da Justiça. Parlamentares de oposição ao governo petista se prontificaram para reforçar a interlocução com o Planalto. O governador Camilo Santana reconhece e elogia publicamente o apoio recebido e a responsabilidade compartilhada.

Partindo da mesma premissa, a equipe econômica de Jair Bolsonaro acena para a gestão estadual, convidando o deputado federal eleito Mauro Filho e coordenador do programa econômico na campanha presidencial de Ciro Gomes, para apresentar sua proposta de reforma para Previdência. Se algumas medidas forem acatadas no projeto, o PDT do Ceará pode contribuir com sua aprovação.

Após as eleições, havia uma certa expectativa, receio até, de que boicotes pudessem atrapalhar a relação entre a União e os entes federativos do Nordeste, todos alinhados com o lulismo. Por enquanto, e felizmente, não é o que se vê, muito pelo contrário.

A urgência no combate ao crime organizado dentro e fora dos presídios e no controle do rombo orçamentário federal são as necessidades que unem o que estava separado por opiniões políticas e ideológicas. Nada contra as divergências, que são importantes nas democracias. É questão de momento.

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As necessidades unem (temporariamente) o que as opiniões separam

Por Wanfil em Política

28 de Janeiro de 2019

“A necessidade une, as opiniões separam”. Vi esse ditado pesquisando, outro dia, se Platão realmente disse que “a necessidade é a mãe da invenção” (a discussão é longa, mas essa é outra história). Pois bem, vendo o noticiário dos últimos dias o tema ressurgiu no meu horizonte. Há momentos que casam à perfeição com provérbios. Vejamos.

Adversários no campo político, o governo do Ceará e o governo federal superam diferenças ideológicas para atender ao chamado de emergências administrativas.

A série de ataques coordenados por facções obrigou o estado a pedir ao Ministério da Justiça. Parlamentares de oposição ao governo petista se prontificaram para reforçar a interlocução com o Planalto. O governador Camilo Santana reconhece e elogia publicamente o apoio recebido e a responsabilidade compartilhada.

Partindo da mesma premissa, a equipe econômica de Jair Bolsonaro acena para a gestão estadual, convidando o deputado federal eleito Mauro Filho e coordenador do programa econômico na campanha presidencial de Ciro Gomes, para apresentar sua proposta de reforma para Previdência. Se algumas medidas forem acatadas no projeto, o PDT do Ceará pode contribuir com sua aprovação.

Após as eleições, havia uma certa expectativa, receio até, de que boicotes pudessem atrapalhar a relação entre a União e os entes federativos do Nordeste, todos alinhados com o lulismo. Por enquanto, e felizmente, não é o que se vê, muito pelo contrário.

A urgência no combate ao crime organizado dentro e fora dos presídios e no controle do rombo orçamentário federal são as necessidades que unem o que estava separado por opiniões políticas e ideológicas. Nada contra as divergências, que são importantes nas democracias. É questão de momento.