Wesley Safadão Archives - Blog do Wanfil 
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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

Wesley Safadão

Mais safadão sou eu!

Por Wanfil em Cultura

03 de Março de 2016

Wesley Safadão. Não sei a razão do adjetivo usado no nome artístico, mas o fato é que amigos e colegas só falam nele. Nas redes sociais e nos noticiários, sua presença é garantida. Não há como escapar. Cercado, decidi me render ao sucesso do artista e fui pesquisar um pouco a seu respeito.

Comecei pelo aspecto que sempre considero mais revelador: as letras. No Google fui em busca da, digamos assim, mensagem que o cantor propaga, ciente, desde sempre, que se trata de produto musical para consumo de massa, provavelmente de celebração pela vida ou pelos prazeres da vida, essas coisas.  Eis o que encontrei, aleatoriamente:

Camarote
Agora assista aí de camarote
Eu bebendo gela, tomando Ciroc
Curtindo na balada, só dando virote
E você de bobeira sem ninguém na geladeira
Pra aprender que amor não é brincadeira!

Não entendi bem. Nunca bebi Ciroc, mas parece que isso confere status aos “baladeiros”. Outra coisa: quem não tem alguém na geladeira, fica de bobeira? Então, tá. Segui adiante:

Novinha Vai no Chão
Novinha vai no chão
Novinha vai no chão
Novinha vai no chão
Chão, chão, chão, chão

É… Posso parecer um tanto ultrapassado, mas essa conversa me pareceu chula. Se o conteúdo de Wesley é moderno, isso eu não sei, mas a sintaxe com certeza é conservadora e não arrisca: chão rima com chão.

Parei por aí. É mais do mesmo. Não me surpreendo com mais nada na cena cultural brasileira desde o sucesso de “Minha Eguinha Pocotó”; na verdade, a única conclusão que consigo elaborar nesse instante é que mais safadão sou eu, que perdi meu tempo.

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Mais safadão sou eu!

Por Wanfil em Cultura

03 de Março de 2016

Wesley Safadão. Não sei a razão do adjetivo usado no nome artístico, mas o fato é que amigos e colegas só falam nele. Nas redes sociais e nos noticiários, sua presença é garantida. Não há como escapar. Cercado, decidi me render ao sucesso do artista e fui pesquisar um pouco a seu respeito.

Comecei pelo aspecto que sempre considero mais revelador: as letras. No Google fui em busca da, digamos assim, mensagem que o cantor propaga, ciente, desde sempre, que se trata de produto musical para consumo de massa, provavelmente de celebração pela vida ou pelos prazeres da vida, essas coisas.  Eis o que encontrei, aleatoriamente:

Camarote
Agora assista aí de camarote
Eu bebendo gela, tomando Ciroc
Curtindo na balada, só dando virote
E você de bobeira sem ninguém na geladeira
Pra aprender que amor não é brincadeira!

Não entendi bem. Nunca bebi Ciroc, mas parece que isso confere status aos “baladeiros”. Outra coisa: quem não tem alguém na geladeira, fica de bobeira? Então, tá. Segui adiante:

Novinha Vai no Chão
Novinha vai no chão
Novinha vai no chão
Novinha vai no chão
Chão, chão, chão, chão

É… Posso parecer um tanto ultrapassado, mas essa conversa me pareceu chula. Se o conteúdo de Wesley é moderno, isso eu não sei, mas a sintaxe com certeza é conservadora e não arrisca: chão rima com chão.

Parei por aí. É mais do mesmo. Não me surpreendo com mais nada na cena cultural brasileira desde o sucesso de “Minha Eguinha Pocotó”; na verdade, a única conclusão que consigo elaborar nesse instante é que mais safadão sou eu, que perdi meu tempo.