Guri de Uruguaiana apresenta a tradição gaúcha ao público de Fortaleza


Guri de Uruguaiana apresenta a tradição gaúcha ao público de Fortaleza

Antes da apresentação na capital, o humorista Jair Kobe conta em entrevista ao Tribuna do Ceará como conseguiu se manter com o mesmo personagem por mais de uma década

Por Ana Beatriz Leite em Comportamento

3 de outubro de 2015 às 07:00

Há 5 anos
(FOTO: Tiago Trindade)

O Guri de Uruguaiana representa as tradições do Rio Grande do Sul, sem cair no humor estereotipado (FOTO: Tiago Trindade)

Só aos 42 anos o porto-alegrense Jair Kobe descobriu que seu bom humor, que veio de berço, poderia ser seu meio de vida.

Após uma trajetória que passou por três cursos de graduação, todos inconcluídos, e pelas áreas da contabilidade, publicidade, comércio e música, em 2001 começou a investir profissionalmente no humor, carreira na qual se consolidou com o personagem Guri de Uruguaiana, que desembarca em Fortaleza neste domingo (4), em apresentação única.

Representando a cultura tradicional do Rio Grande do Sul, o Guri logo se tornou uma das figuras mais queridas no estado. A forte presença nas redes sociais fez com que esse carinho se estendesse para o restante do país, somando mais de 24 milhões de visualizações no canal do Youtube e mais 1,5 milhões de espectadores que já assistiram ao-vivo à suas apresentações.

Com apresentação marcada no Teatro RioMar, Jair promete ao público cearense uma performance que vai além das assistidas na Internet e, em entrevista exclusiva ao Tribuna do Ceará, conta como a personagem mantém sua característica e sucesso durante mais de uma década de existência.


Tribuna do Ceará: Com todo esse tempo – e o sucesso – com o Guri de Uruguaiana, você já aprendeu os segredos para fazer um humor que é característico, mas sem cair no estereótipo. Que cuidados você mantém em relação a isso?

Jair Kobe: Realmente o Guri de Uruguaiana e eu já estamos na mesma caminhada desde 2001. Já temos o traquejo para que as coisas dêem certo. De qualquer forma, acredito que um dos segredos para isso é estar sempre se atualizando. Assim, o tradicional fica com um ar renovado.

TC: Qual é o diferencial de assistir ao Jair interpretando o Guri ao vivo, ao invés de assisti-lo pela internet? O que o público fortalezense pode esperar da apresentação?

JK: Ao vivo sempre é mais atraente. Fica mais interativo, o Guri fica mais à vontade. Gosto de trocar com as pessoas, então no “Tete-a-Tete” rola a emoção da espontaneidade que é combustível para que o show seja sucesso. O Guri abrirá as portas de seu galpão para o público fortalezense com toda a alegria e simpatia que tem, então o resultado serão momentos de risadas, bom humor e satisfação.

TC: Você diria que atingir um público que não é gaúcho, que não tem a ajuda do fator da identificação, é mais difícil? Ou a exigência fica maior quando se trata de um público que já se identifica com os costumes da personagem?

JK: Acredito que a exigência seja a mesma, pois público é público, independente da localização. Com os shows fora do Rio Grande do Sul é possível ajustar algumas expressões características, mas de maneira mínima, no detalhe mesmo, pois o conteúdo é atraente e esse é o gancho principal para fazer o vínculo platéia/artista.

TC: Temas da atualidade e da cultura pop costumam gerar boa audiência nas mídias, e o guri está sempre fazendo referências à essas temáticas. Que estratégia você usa para não perder a característica e o foco do personagem meio a tantos elementos?

JK: A estratégia é não cair no erro de descaracterizar o personagem. O Guri faz paródias com muitas músicas e artistas, mas não se descaracteriza com isso, pois a ideia é fazer uma brincadeira e não uma caricatura. Mesclar a cultura atual com a tradicional é delicado, mas fazemos isso com muito cuidado para não perder o fio da meada.

TC: O Ceará tem um histórico no humor brasileiro e está surgindo uma nova saga de nomes, que, assim como você, se utilizam muito das redes sociais para promover o trabalho. Você passou por muitas áreas antes de se encontrar no humor, onde garantiu o seu espaço, então que dicas daria para quem está pensando em investir na carreira?

JK: Em primeiro lugar é fazer o que realmente gosta. Quando se gosta mesmo do que se faz, todo e qualquer tempo, atenção e dedicação são prazerosos. Sabemos que tudo requer inspiração, mas também muita transpiração. Trabalhar com afinco, esgotando todos os nichos de possibilidades para acrescentar no meu personagem fez com que o Guri de Uruguaiana fosse esse personagem tão bem aceito.

Serviço
Os causos do Guri de Uruguaiana
Data: 04 de outubro (domingo)
Hora: 20h
Local: Teatro RioMar (Piso L3 / Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500 – Papicu)
Vendas: IngressoRapido.com e bilheteria no local
Valor: R$ 50,00 (plateia alta) R$ 80,00 (plateia baixa B) R$ 100,00 (plateia baixa A)

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Guri de Uruguaiana apresenta a tradição gaúcha ao público de Fortaleza

Antes da apresentação na capital, o humorista Jair Kobe conta em entrevista ao Tribuna do Ceará como conseguiu se manter com o mesmo personagem por mais de uma década

Por Ana Beatriz Leite em Comportamento

3 de outubro de 2015 às 07:00

Há 5 anos
(FOTO: Tiago Trindade)

O Guri de Uruguaiana representa as tradições do Rio Grande do Sul, sem cair no humor estereotipado (FOTO: Tiago Trindade)

Só aos 42 anos o porto-alegrense Jair Kobe descobriu que seu bom humor, que veio de berço, poderia ser seu meio de vida.

Após uma trajetória que passou por três cursos de graduação, todos inconcluídos, e pelas áreas da contabilidade, publicidade, comércio e música, em 2001 começou a investir profissionalmente no humor, carreira na qual se consolidou com o personagem Guri de Uruguaiana, que desembarca em Fortaleza neste domingo (4), em apresentação única.

Representando a cultura tradicional do Rio Grande do Sul, o Guri logo se tornou uma das figuras mais queridas no estado. A forte presença nas redes sociais fez com que esse carinho se estendesse para o restante do país, somando mais de 24 milhões de visualizações no canal do Youtube e mais 1,5 milhões de espectadores que já assistiram ao-vivo à suas apresentações.

Com apresentação marcada no Teatro RioMar, Jair promete ao público cearense uma performance que vai além das assistidas na Internet e, em entrevista exclusiva ao Tribuna do Ceará, conta como a personagem mantém sua característica e sucesso durante mais de uma década de existência.


Tribuna do Ceará: Com todo esse tempo – e o sucesso – com o Guri de Uruguaiana, você já aprendeu os segredos para fazer um humor que é característico, mas sem cair no estereótipo. Que cuidados você mantém em relação a isso?

Jair Kobe: Realmente o Guri de Uruguaiana e eu já estamos na mesma caminhada desde 2001. Já temos o traquejo para que as coisas dêem certo. De qualquer forma, acredito que um dos segredos para isso é estar sempre se atualizando. Assim, o tradicional fica com um ar renovado.

TC: Qual é o diferencial de assistir ao Jair interpretando o Guri ao vivo, ao invés de assisti-lo pela internet? O que o público fortalezense pode esperar da apresentação?

JK: Ao vivo sempre é mais atraente. Fica mais interativo, o Guri fica mais à vontade. Gosto de trocar com as pessoas, então no “Tete-a-Tete” rola a emoção da espontaneidade que é combustível para que o show seja sucesso. O Guri abrirá as portas de seu galpão para o público fortalezense com toda a alegria e simpatia que tem, então o resultado serão momentos de risadas, bom humor e satisfação.

TC: Você diria que atingir um público que não é gaúcho, que não tem a ajuda do fator da identificação, é mais difícil? Ou a exigência fica maior quando se trata de um público que já se identifica com os costumes da personagem?

JK: Acredito que a exigência seja a mesma, pois público é público, independente da localização. Com os shows fora do Rio Grande do Sul é possível ajustar algumas expressões características, mas de maneira mínima, no detalhe mesmo, pois o conteúdo é atraente e esse é o gancho principal para fazer o vínculo platéia/artista.

TC: Temas da atualidade e da cultura pop costumam gerar boa audiência nas mídias, e o guri está sempre fazendo referências à essas temáticas. Que estratégia você usa para não perder a característica e o foco do personagem meio a tantos elementos?

JK: A estratégia é não cair no erro de descaracterizar o personagem. O Guri faz paródias com muitas músicas e artistas, mas não se descaracteriza com isso, pois a ideia é fazer uma brincadeira e não uma caricatura. Mesclar a cultura atual com a tradicional é delicado, mas fazemos isso com muito cuidado para não perder o fio da meada.

TC: O Ceará tem um histórico no humor brasileiro e está surgindo uma nova saga de nomes, que, assim como você, se utilizam muito das redes sociais para promover o trabalho. Você passou por muitas áreas antes de se encontrar no humor, onde garantiu o seu espaço, então que dicas daria para quem está pensando em investir na carreira?

JK: Em primeiro lugar é fazer o que realmente gosta. Quando se gosta mesmo do que se faz, todo e qualquer tempo, atenção e dedicação são prazerosos. Sabemos que tudo requer inspiração, mas também muita transpiração. Trabalhar com afinco, esgotando todos os nichos de possibilidades para acrescentar no meu personagem fez com que o Guri de Uruguaiana fosse esse personagem tão bem aceito.

Serviço
Os causos do Guri de Uruguaiana
Data: 04 de outubro (domingo)
Hora: 20h
Local: Teatro RioMar (Piso L3 / Rua Desembargador Lauro Nogueira, 1500 – Papicu)
Vendas: IngressoRapido.com e bilheteria no local
Valor: R$ 50,00 (plateia alta) R$ 80,00 (plateia baixa B) R$ 100,00 (plateia baixa A)