Neil Armstrong cearense é professor universitário e nasceu logo após o homem pisar na Lua


Neil Armstrong cearense é professor universitário e nasceu logo após o homem pisar na Lua

Com nome que homenageia homônimo astronauta, o professor universitário da UFC fundou a Lunart, empresa que realizou há 15 anos a 1ª animação 3D do estado

Por Ana Beatriz Leite em Comportamento

2 de setembro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Neil Rezende tem mestrado em Computação Gráfica e trabalha com a técnica de animação em 3D desde 1994

Neil Rezende tem mestrado em Computação Gráfica e trabalha com a técnica de animação em 3D desde 1994

“Um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade” foram as palavras do primeiro homem ao pisar na Lua, em 20 de julho de 1969. No mesmo dia em que Neil Armstrong conquistava o honroso título, Neil Armstrong nascia aqui no Ceará. Isso mesmo, você não leu errado. Em Tianguá, um casal homenageava o astronauta americano com o nome de seu filho recém-nascido, Neil Armstrong Rezende.

Também com pequenos passos, o cearense é um dos pioneiros na área local de animação. O cearense sempre gostou de desenhar e de criar narrativas em sua cabeça. Foi a partir da tecnologia, e de sua junção à arte, que o que era hobby tomou forma profissional.

Com mestrado em Computação Gráfica pela PUC do Rio de Janeiro, fez sua primeira animação quando os computadores ainda nem tinham tela colorida. Em 1994 já trabalhava com uma técnica avançada para a época, a de animação 3D. Para ter uma noção, o primeiro longa-metragem produzido inteiramente a partir da computação gráfica foi lançado apenas em 1995, com “Toy Story”, da Pixar.

Com a ambição de reunir artistas de diferentes áreas a fim de realizar soluções visuais em Fortaleza, em 2000 Neil montou uma pequena sala, com alguns computadores e mesas de luz, e fundou a Lunart. A empresa continuou pequena, mas fez grandes feitos, como a produção da primeira animação 3D do estado, “Arbol”, que ganhou o prêmio de melhor animação no Cine Ceará do ano de 2001, e da primeira animação de ficção científica, “Cobra Engolindo Cobra”.

Uma das últimas grandes produções da empresa “A Esperança”, ou “Hope is the last that Bites”, de 2010, foi finalizada em Los Angeles e participou de festivais nacionais e internacionais, ganhando destaque como melhor animação no Guarnicê, Festival Internacional de Animação de Florianópolis e Cine Ceará. Foi também convidado para participar de uma mostra na Índia e do Vimeo. “Mas a gente acaba não enviando para muitos lugares, por questão de verba mesmo”, explica Neil.

O processo de se fazer uma animação é semelhante a de um filme. “Primeiro você precisa de uma ideia e depois, no roteiro, tem que fazer uma história boa. Um bom roteiro é realmente necessário, para qualquer tipo de produção. Não importa a qualidade de a história não for boa”. Depois de escrito, a equipe passa para a produção em si, com a criação dos personagens, a montagem e a finalização. No 3D, se tem um maior trabalho para modelar, tudo no próprio computador. Porém, depois de configurado, as variações são infinitas, enquanto no 2D é necessário captar os desenhos quadro por quadro.

Neil hoje se dedica à vida acadêmica, como professor do curso de Sistema de Mídias Digitais, na UFC. Lecionando as disciplinas Animação 2D, Animação 3D e Modelagem 3D, o professor acredita que a criação de cursos do gênero são os responsáveis pela melhoria no mercado de animação do país. “O mercado está bem melhor agora do que quando eu comecei. Hoje é mais fácil encontrar pessoas qualificadas, esses cursos estão dando margem para muita gente boa. Com a internet, então, você tem a possibilidade de se comunicar com todo um mercado internacional”, comenta.

A área é muito extensa, e envolve não só produções televisivas, mas games e a informação em si, através das mídias. Para Neil, um ramo promissor para os profissionais da área é a educação. “A educação está sofrendo muitas mudanças, há as ferramentas tecnológicas, como os tablets, que não estão sendo utilizadas da forma como deveriam e é aí que nós entramos”, aconselha.

Mesmo dedicado à docência, a Lunart continua na ativa, com vários projetos em andamento e livre para a experimentação. A mais nova produção do animador foi concretizado através da literatura. O romance de ficção científica “Última Fortaleza: Semente de Heróis” foi lançado em junho e está disponível para compra em algumas livrarias da cidade e via internet.

O animador também está se aventurando na área com a série “Zumbis em Fortaleza”, que pode ser lida gratuitamente na plataforma online WattPad. “Ainda estou trabalhando nisso. Futuramente, com a história definida, fica em aberto para outro tipo de mídia, como série para TV ou filme”, revela. Como seu homônimo em sua frase histórica, ele também deu pequenos-grandes passos para a animação do nosso estado.

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“A Esperança é a Última que Morde” foi finalizado em Los Angeles, e participou de festivais nacionais e internacionais

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“A Esperança é a Última que Morde” foi finalizado em Los Angeles, e participou de festivais nacionais e internacionais

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A Lunart desenvolveu a primeira animação 3D e a primeira animação de ficção científica no Ceará

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A Lunart desenvolveu a primeira animação 3D e a primeira animação de ficção científica no Ceará

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A empresa fundada por Neil já desenvolveu duas séries de TV, “As Aventuras do Bruguelo” e “Estradas da Vida”, ambas veiculadas pela TV Diário

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A última produção de Neil é uma aventura pela literatura, baseada em um projeto de longa-metragem que só conseguiu ser concretizado em forma de livro

 

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Com nome que homenageia homônimo astronauta, o professor universitário da UFC fundou a Lunart, empresa que realizou há 15 anos a 1ª animação 3D do estado

Por Ana Beatriz Leite em Comportamento

2 de setembro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Neil Rezende tem mestrado em Computação Gráfica e trabalha com a técnica de animação em 3D desde 1994

Neil Rezende tem mestrado em Computação Gráfica e trabalha com a técnica de animação em 3D desde 1994

“Um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade” foram as palavras do primeiro homem ao pisar na Lua, em 20 de julho de 1969. No mesmo dia em que Neil Armstrong conquistava o honroso título, Neil Armstrong nascia aqui no Ceará. Isso mesmo, você não leu errado. Em Tianguá, um casal homenageava o astronauta americano com o nome de seu filho recém-nascido, Neil Armstrong Rezende.

Também com pequenos passos, o cearense é um dos pioneiros na área local de animação. O cearense sempre gostou de desenhar e de criar narrativas em sua cabeça. Foi a partir da tecnologia, e de sua junção à arte, que o que era hobby tomou forma profissional.

Com mestrado em Computação Gráfica pela PUC do Rio de Janeiro, fez sua primeira animação quando os computadores ainda nem tinham tela colorida. Em 1994 já trabalhava com uma técnica avançada para a época, a de animação 3D. Para ter uma noção, o primeiro longa-metragem produzido inteiramente a partir da computação gráfica foi lançado apenas em 1995, com “Toy Story”, da Pixar.

Com a ambição de reunir artistas de diferentes áreas a fim de realizar soluções visuais em Fortaleza, em 2000 Neil montou uma pequena sala, com alguns computadores e mesas de luz, e fundou a Lunart. A empresa continuou pequena, mas fez grandes feitos, como a produção da primeira animação 3D do estado, “Arbol”, que ganhou o prêmio de melhor animação no Cine Ceará do ano de 2001, e da primeira animação de ficção científica, “Cobra Engolindo Cobra”.

Uma das últimas grandes produções da empresa “A Esperança”, ou “Hope is the last that Bites”, de 2010, foi finalizada em Los Angeles e participou de festivais nacionais e internacionais, ganhando destaque como melhor animação no Guarnicê, Festival Internacional de Animação de Florianópolis e Cine Ceará. Foi também convidado para participar de uma mostra na Índia e do Vimeo. “Mas a gente acaba não enviando para muitos lugares, por questão de verba mesmo”, explica Neil.

O processo de se fazer uma animação é semelhante a de um filme. “Primeiro você precisa de uma ideia e depois, no roteiro, tem que fazer uma história boa. Um bom roteiro é realmente necessário, para qualquer tipo de produção. Não importa a qualidade de a história não for boa”. Depois de escrito, a equipe passa para a produção em si, com a criação dos personagens, a montagem e a finalização. No 3D, se tem um maior trabalho para modelar, tudo no próprio computador. Porém, depois de configurado, as variações são infinitas, enquanto no 2D é necessário captar os desenhos quadro por quadro.

Neil hoje se dedica à vida acadêmica, como professor do curso de Sistema de Mídias Digitais, na UFC. Lecionando as disciplinas Animação 2D, Animação 3D e Modelagem 3D, o professor acredita que a criação de cursos do gênero são os responsáveis pela melhoria no mercado de animação do país. “O mercado está bem melhor agora do que quando eu comecei. Hoje é mais fácil encontrar pessoas qualificadas, esses cursos estão dando margem para muita gente boa. Com a internet, então, você tem a possibilidade de se comunicar com todo um mercado internacional”, comenta.

A área é muito extensa, e envolve não só produções televisivas, mas games e a informação em si, através das mídias. Para Neil, um ramo promissor para os profissionais da área é a educação. “A educação está sofrendo muitas mudanças, há as ferramentas tecnológicas, como os tablets, que não estão sendo utilizadas da forma como deveriam e é aí que nós entramos”, aconselha.

Mesmo dedicado à docência, a Lunart continua na ativa, com vários projetos em andamento e livre para a experimentação. A mais nova produção do animador foi concretizado através da literatura. O romance de ficção científica “Última Fortaleza: Semente de Heróis” foi lançado em junho e está disponível para compra em algumas livrarias da cidade e via internet.

O animador também está se aventurando na área com a série “Zumbis em Fortaleza”, que pode ser lida gratuitamente na plataforma online WattPad. “Ainda estou trabalhando nisso. Futuramente, com a história definida, fica em aberto para outro tipo de mídia, como série para TV ou filme”, revela. Como seu homônimo em sua frase histórica, ele também deu pequenos-grandes passos para a animação do nosso estado.

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