Cearenses criam projeto de estímulo e resgate da culinária regional no Mercado São Sebastião


Cearenses criam projeto de estímulo e resgate da culinária regional no Mercado São Sebastião

Projeto “Tradição Culinária – Mercado São Sebastião” reúne as informações sobre o mercado, história, produtos, localização, e o foco principal: a comida típica do Ceará

Por Marianna Gomes em Cultura

2 de setembro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
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A iniciativa das cearenses Kerla e Marília é sensibilizar e estimular a visita e apreciação da culinária do Mercado São Sebastião. (FOTO: Arquivo pessoal)

Buchada, carne de sol, panelada, sarrabulho, carne de carneiro, porco assado, língua e assado de panela. As iguarias, tipicamente cearenses, são os pratos mais pedidos no maior centro público de venda de alimentos de Fortaleza, o Mercado São Sebastião, que fica no Centro da cidade.

A cultura envolta na culinária do lugar foi o principal ingrediente para que duas cearenses criassem um projeto de resgate do paladar tradicional.

“Nosso projeto tem raízes no desejo de pesquisar sobre a comida de rua em Fortaleza. Sempre gostamos do mercado e admiramos seus trabalhadores, especialmente as cozinheiras e cozinheiros, que começam de madrugada a preparar seus cardápios”, comenta Kerla Alencar, uma das criadoras do projeto “Tradição culinária – Mercado São Sebastião”. A outra idealizadora, Marília Bezerra, explica que a iniciativa é uma forma de  trazer um olhar mais sensível para o local. “Tem tanta coisa boa por lá, mas infelizmente muita gente só passa e nunca entra”, pontua.

Sabor regional

“Como sempre gostamos de cozinhar, queríamos fazer algo diferente, como falar sobre comida de rua, especificamente a tradicional. Com a correria do dia a dia acabamos desestimulando, até que, em 2013, vimos que a prefeitura havia lançado um edital que incluía gastronomia. Foi a oportunidade que esperávamos”, relembra Marília.

Panelada é um dos pratos mais pedidos pelos frequentadores do mercado. (FOTO: Reprodução/ Facebook)

A buchada de bode é um dos pratos mais pedidos pelos frequentadores do mercado. (FOTO: Reprodução/ Facebook)

O projeto consiste em um site que reúne as principais informações sobre o mercado, como história, produtos, localização, e o foco principal: os restaurantes regionais. “Optamos pelo meio eletrônico para podermos manter o vínculo com o projeto, para atualizarmos de forma mais fácil as informações para os leitores” explica Kerla. De cada restaurante, a cozinheira conta que foi escolhido o prato principal, para mostrar a diversidade de comidas encontradas. “Listamos os mais  representativos do mercado”, informa a idealizadora.

As amigas levaram cerca de quatro meses visitando o espaço, conversando com as cozinheiras e cozinheiros e ouvindo suas histórias sobre como entraram no mercado e como aprenderam a cozinhar. Além disso, pesquisaram bibliografias sobre culinária do sertão e entrevistaram historiadores e culinaristas. “O que é interessante é que a maioria dos boxes que vendem comida são passados de geração para geração. A mãe que passou pra filha e assim por diante”, observa Marília.

Tirando estigmas

Muita gente tem receio de comer certas iguarias por acharem que locais que vendem comida regional, como a buchada de bode, que leva miúdos do animal, por exemplo, são sujos e não tem higienização. “Temos a preocupação de desmitificar esse pensamento. Um passo para isso é estimular as pessoas a irem mais ao mercado, conhecê-lo, conhecerem a historia da nossa gastronomia, comer dela e reavaliarem seus conceitos. Esperamos sinceramente que nosso trabalho contribua para isso”, comenta Kerla.

 Marília esclarece que, no mercado, todos os restaurantes possuem higiene no manuseio dos alimentos e preparação da comida. “Claro que poderia ser melhor se o poder público olhasse mais”, opina. “O espaço dos restaurantes está pequeno para a demanda atual, falta infraestrutura adequada para a proporção que o mercado ganhou, mas boa parte dos cozinheiros do de lá são pessoas que já fizeram cursos de cozinha, tem até estudante de gastronomia”, complementa Kerla.

Aos amantes da culinária regional, o site mostra as principais opções com preço em conta e diversidade de sabores. Bom apetite!

Serviço:

Mercado São Sebastião

Endereço: Rua General Clarindo de Queiroz, 1745 – Centro.
Horário de funcionamento: de segunda a sábado das 5h às 17h. No domingo das 5 às 12h.
Contato: (85) 3486 1600..

PROJETO TRADIÇÃO CULINÁRIA - MERCADO SÃO SEBASTIÃO
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Por Marianna Gomes em Cultura

2 de setembro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
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A iniciativa das cearenses Kerla e Marília é sensibilizar e estimular a visita e apreciação da culinária do Mercado São Sebastião. (FOTO: Arquivo pessoal)

Buchada, carne de sol, panelada, sarrabulho, carne de carneiro, porco assado, língua e assado de panela. As iguarias, tipicamente cearenses, são os pratos mais pedidos no maior centro público de venda de alimentos de Fortaleza, o Mercado São Sebastião, que fica no Centro da cidade.

A cultura envolta na culinária do lugar foi o principal ingrediente para que duas cearenses criassem um projeto de resgate do paladar tradicional.

“Nosso projeto tem raízes no desejo de pesquisar sobre a comida de rua em Fortaleza. Sempre gostamos do mercado e admiramos seus trabalhadores, especialmente as cozinheiras e cozinheiros, que começam de madrugada a preparar seus cardápios”, comenta Kerla Alencar, uma das criadoras do projeto “Tradição culinária – Mercado São Sebastião”. A outra idealizadora, Marília Bezerra, explica que a iniciativa é uma forma de  trazer um olhar mais sensível para o local. “Tem tanta coisa boa por lá, mas infelizmente muita gente só passa e nunca entra”, pontua.

Sabor regional

“Como sempre gostamos de cozinhar, queríamos fazer algo diferente, como falar sobre comida de rua, especificamente a tradicional. Com a correria do dia a dia acabamos desestimulando, até que, em 2013, vimos que a prefeitura havia lançado um edital que incluía gastronomia. Foi a oportunidade que esperávamos”, relembra Marília.

Panelada é um dos pratos mais pedidos pelos frequentadores do mercado. (FOTO: Reprodução/ Facebook)

A buchada de bode é um dos pratos mais pedidos pelos frequentadores do mercado. (FOTO: Reprodução/ Facebook)

O projeto consiste em um site que reúne as principais informações sobre o mercado, como história, produtos, localização, e o foco principal: os restaurantes regionais. “Optamos pelo meio eletrônico para podermos manter o vínculo com o projeto, para atualizarmos de forma mais fácil as informações para os leitores” explica Kerla. De cada restaurante, a cozinheira conta que foi escolhido o prato principal, para mostrar a diversidade de comidas encontradas. “Listamos os mais  representativos do mercado”, informa a idealizadora.

As amigas levaram cerca de quatro meses visitando o espaço, conversando com as cozinheiras e cozinheiros e ouvindo suas histórias sobre como entraram no mercado e como aprenderam a cozinhar. Além disso, pesquisaram bibliografias sobre culinária do sertão e entrevistaram historiadores e culinaristas. “O que é interessante é que a maioria dos boxes que vendem comida são passados de geração para geração. A mãe que passou pra filha e assim por diante”, observa Marília.

Tirando estigmas

Muita gente tem receio de comer certas iguarias por acharem que locais que vendem comida regional, como a buchada de bode, que leva miúdos do animal, por exemplo, são sujos e não tem higienização. “Temos a preocupação de desmitificar esse pensamento. Um passo para isso é estimular as pessoas a irem mais ao mercado, conhecê-lo, conhecerem a historia da nossa gastronomia, comer dela e reavaliarem seus conceitos. Esperamos sinceramente que nosso trabalho contribua para isso”, comenta Kerla.

 Marília esclarece que, no mercado, todos os restaurantes possuem higiene no manuseio dos alimentos e preparação da comida. “Claro que poderia ser melhor se o poder público olhasse mais”, opina. “O espaço dos restaurantes está pequeno para a demanda atual, falta infraestrutura adequada para a proporção que o mercado ganhou, mas boa parte dos cozinheiros do de lá são pessoas que já fizeram cursos de cozinha, tem até estudante de gastronomia”, complementa Kerla.

Aos amantes da culinária regional, o site mostra as principais opções com preço em conta e diversidade de sabores. Bom apetite!

Serviço:

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Endereço: Rua General Clarindo de Queiroz, 1745 – Centro.
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