Banda cearense faz sucesso ao equilibrar repertório autoral com covers

ENTREVISTA

Banda cearense faz sucesso ao equilibrar repertório autoral com covers

Você já ouviu falar em ‘SulameriDay’? A banda cearense Sulamericana criou essa marmota e, em uma entrevista exclusiva, explica melhor o que é isso.

Por Tribuna do Ceará em Música

9 de agosto de 2019 às 14:09

Há 2 meses
sula

Eles querem mesmo é ter suas canções cantadas pelo mesmo público (FOTO: Divulgação)

Você já deve ter curtido o som deles em alguma festa cover. Mas no fundo, eles querem mesmo é ter suas canções cantadas pelo mesmo público que lota as festas que tocam semanalmente. Por enquanto, a banda Sulamericana vai equilibrando os dois lados. Entre quatro ou cinco covers, uma autoral.

E assim, o sexteto indie rock cearense formado por Lucas Espínola (vocal, guitarra e violão), Tiago Vieira (baixo), Hugo Lage (guitarra), Zylton Senna (nos teclados e sintetizadores) e Ian Antunes (bateria), vai plantando suas canções a cada show.

Banda formada em 2013, os cearenses estão satisfeitos com o reconhecimento do público em suas apresentações, e em papo exclusivo com o Tribuna do Ceará, eles soltam o verbo para falar de videoclipes engraçadinhos, os bastidores dos shows, o quem vem por aí, as redes sociais e um tal de “SulameriDay”.

Confira a entrevista:

Tribuna do Ceará: Como foi o surgimento da banda? Vocês já eram todos amigos?
Hugo Lage: A banda surgiu de uma necessidade de continuar produzindo músicas autorais. Depois do fim da Enverso – antiga banda do baixista, Tiago “Gnomo” Vieira e do vocalista e guitarrista, Lucas Espínola -, os dois resolveram seguir adiante com um novo projeto. Com isso, reuniram-se com amigos que tinham a mesma ideia e, assim, a banda foi praticamente se costurando sozinha, criando conteúdo e personalidade, até a chegada dos novos e atuais membros da Sulamericana.

Tribuna: De 2013 para cá, quais foram os principais desafios que vocês destacariam durante esse percurso?
Ian Antunes: Durante todo esse tempo sempre procuramos nos desafiar e nos realizar como banda, mostrar nosso diferencial a cada passo dado. Por exemplo, ao gravar o primeiro videoclipe da banda, a música “Pra Saber” (2013), convidamos pouco mais de 40 pessoas, entre artistas, formadores de opinião e influenciadores de Fortaleza, onde cada um tinha uma estrofe específica na canção. Na web, de certa forma deixamos nossos seguidores fazer parte do nosso dia a dia ao fazer dos nossos “Stories” no Instagram @sulamericanaoficial, o chamado “Sulameriday”. Nos palcos, viajamos para várias cidades do interior do estado para mostrar nossa música além da Capital. Além disso, investimos na diversificação do nosso público ao tocar em diversos festivais de Rock autoral (Ponto CE, MADAROCK, Rock Pedra Rock, Festival Cabeçada e Garage Sounds). Mesmo com foco no autoral, não deixamos de ter o cover no retrovisor, e hoje, somos bandas residentes do Hey Joe Food N’Bar e do Órbita.

Tribuna: “Sulameriday”? De onde surgiu a ideia?
Lucas Espínola: A primeira vez foi quase uma brincadeira, cada um começou a mostrar o que estava fazendo e ao mesmo tempo a divulgar o próximo show nos Stories do Instagram. Mas com a interação dos seguidores, aquele tal retorno imediato que as redes sociais proporcionam, acabou se formulando como uma ideia. Da necessidade de poder conectar, de uma maneira mais leve e intuitiva, a banda e seus integrantes com os amigos, fãs e seguidores eventuais. Daí, resolvemos dar um dia da semana para cada integrante fazer do Instagram da banda, seu Stories pessoal. Depois passamos a juntar as “histórias” de cada um durante o dia… Ficou divertido porque, apesar da música em comum, todos os integrantes possuem rotinas bastante diferentes devido a profissão de cada um. Por exemplo, o Tiago é engenheiro, o Zylton é fisioterapeuta, o Ian é músico profissional, o Hugo é sócio de um estúdio de gravação, e eu sou advogado. Acaba ficando curioso, e como disse, nos aproxima mais do público.

Tribuna: Fortaleza teve (e ainda tem) um forte movimento de covers de bandas, com apresentações em bares, por exemplo. Como lidar com esse “gosto popular” e, ao mesmo tempo, apresentar uma produção autoral?
Tiago Vieira: Sim, o que existe hoje na Sulamericana é tentar praticar o equilíbrio musical. Sim, procuramos em todos nossos shows tocar músicas de bandas que são referência para o nosso som e, nesse contexto, inserir as nossas canções soa como natural. Ainda dentro desse percurso, há a inclusão de versões de artistas nacionais e internacionais que a própria banda faz. Funciona sabe? E acreditamos que isso faz parte de um processo de conhecimento e aprendizado. Tanto para o público, como para a própria banda, pois, ao mesmo tempo que nós tem acesso a públicos diferentes em diversas festas e regiões da cidade, acaba que as músicas autorais vão ganhando seu próprio espaço ao adquirir sua identidade nos shows.

Tribuna: Vocês falaram agora em referências musicais, mas poderiam definir seu estilo a partir dessas referências? Quais são as principais?
Zylton Senna: Nossas principais referências musicais são Belchior, Paralamas do Sucesso, Lenine, Two Door Cinema Club, Phoenix e The Strokes. Juntando tudo isso dá mais ou menos a gente. Então, se tivéssemos que definir o que a Sulamericana é, talvez o indie rock. Acredito que seja o estilo que mais nos representa, pois é tipo de som que eu e os outros integrantes mais escutam em comum. Mas além disso, procuramos também sempre nos desligar de alguma “fórmula” definida, para que no fim, a liberdade criativa sempre fale mais alto.

Tribuna: Qual história mais engraçada que já aconteceu durante a trajetória da banda?
Hugo Lage: Olha, não sei exatamente se o horário permite (risos). Mas na verdade tem uma censura livre sim! Acho que não é bem uma história engraçada, mas digamos que curiosa. Na estrada, há uma questão específica, que passeia entre o irritante e o cômico, é a tal hora de parar para almoçar ou jantar. Eu sou uma pessoa que come de tudo, tudo mesmo. Já não posso dizer o mesmo dos outros. Lucas só come peito de frango, e bem passado. Tiago não come nada do mar. O Ian é natureba, e não come nada cozido, e Zylton nada muito pesado… No fim, 100% dos pedidos são dois peitos de frango e um prato de filé à parmegiana. Acho que já comemos essa combinação em todas das cidades que passamos no Ceará, e até lá em Recife. Voltando às brincadeiras… Podemos dizer que tocar numa banda de rock tem sempre grande momentos divertidos. Antes, durante e depois dos shows. Na Sula, por sermos todos amigos de longa data, então a zoação não tem limite. Mesmo!

banda sulamericana

(FOTO: Divulgação)

Tribuna: Como vocês se veem no futuro?
Ian Antunes: Todos juntos, velhinhos tocando no palco, a gente já até postou aquela brincadeira do aplicativo que envelhece a banda… Não pera, brincadeira (risos), agora é sério. Temos um pensamento em comum que é o de sempre estarmos produzindo, criando e tocando juntos. Quando se pensa dessa forma, as coisas ficam mais leves e sem o peso da obrigação de ser algo a qualquer custo. O que mais desejamos é manter sempre a produção das nossas músicas, ter o nosso trabalho reconhecido e poder mostrá-lo para o maior número de pessoas possíveis. Pode até parecer batido, mas é simples, e ficamos felizes com essa simplicidade das coisas, e, quem sabe, nossas canções não possam ter um significado musical na vida das pessoas? Dia desses tocamos em um casamento de um casal de fãs, que nos conheceram tocando no Órbita, e de certa forma, nossos shows fizeram parte da história de amor dos dois.

Tribuna: Qual o maior sonho que vocês realizariam enquanto banda?
Lucas Espínola: Tocar em um festival como Lollapaloza seria, com certeza, um dos maiores sonhos!

Tribuna: Vocês possuem clipes com um roteiro que contam historinhas, outros com participações/convidados. Vão continuar com essa pegada?
Lucas Espínola: Fizemos o clipe da música “Pra Saber” com a participação de mais de 40 pessoas (artistas e amigos). A ideia era mostrar a reação das pessoas com a ´canção ao dividir uma estrofe para cada uma delas. Adoramos o resultado, e acho que quem participou dele também. Tanto que fizemos o chamado Clipe Oficial – cortando e escolhendo o momento de cada participante –, mas também um algo a mais. Outros 40 clipes individuais de cada uma das pessoas que participaram também foram lançados em seguida.

Tiago Vieira: Também, no clipe recente da música “Céu Azul”, tivemos a participação especial do grande apresentador cearense Will Nogueira. O clipe teve uma temática toda influenciada pelos programas de auditórios focados em calouros, e que fizeram parte da história da televisão cearense na década de 80, como Terral, Irapuan Lima e do próprio Will. Então, podemos dizer que esse tem participação, e uma história contada.

Hugo Lage: Já o último clipe, de “Lado Bom”, tivemos a participação luxuosa do amigo Rafael Martins, da banda Selvagens a Procura de Lei. O mucambo também toca violão na canção e está presente no videoclipe. E por falar em clipe, ele foi gravado em clima intimista. Na tela, procuramos demonstrar a atmosfera e integração da banda durante todo o processo de produção e gravação da música. Ou seja, percebemos a Sula como uma família, assim como é no palco. Já a música fala de amor, de cuidado, bem propícia para o Dia dos Pais. Inclusive, um dos autores da canção, o Lucas, foi pai há pouco tempo, e a pequena Dulce tem participação bem especial no clipe. Com certeza, iremos sempre buscar fazer clipes divertidos e que possam, na medida do possível, passar alguma mensagem do nosso som para as pessoas.

Tribuna: Quando vai sair um novo EP da Sulamericana?
Ian Antunes: Estamos trabalhando para que o nosso novo EP seja concluído neste segundo semestre de 2019. Já temos gravadas seis canções, e o novo EP podem conter sete, oito e até 10 canções. Ainda estamos formulando juntos… Decidimos tudo juntos. Mas o que podemos garantir é que vamos apresentar músicas inéditas, e algumas regravações de outras canções que já fazem parte da história da banda. A dica é acompanhar as redes sociais da banda (não esqueçam de ver o “SulameriDay” nos nossos Stories, hein!), o nosso canal no YouTube (/sulamericanaoficial), e as essenciais plataformas digitais de som, Deezer e o Spotify, sempre vamos lançando nossas novas canções por lá.

Show Banda Sulamericana
Tempero do Mangue
R. Valdir Bezerra, 100 – Sabiaguaba, Fortaleza – CE
Sábado, 10 de agosto
Às 17 horas, na hora do pôr do sol

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Banda cearense faz sucesso ao equilibrar repertório autoral com covers

Você já ouviu falar em ‘SulameriDay’? A banda cearense Sulamericana criou essa marmota e, em uma entrevista exclusiva, explica melhor o que é isso.

Por Tribuna do Ceará em Música

9 de agosto de 2019 às 14:09

Há 2 meses
sula

Eles querem mesmo é ter suas canções cantadas pelo mesmo público (FOTO: Divulgação)

Você já deve ter curtido o som deles em alguma festa cover. Mas no fundo, eles querem mesmo é ter suas canções cantadas pelo mesmo público que lota as festas que tocam semanalmente. Por enquanto, a banda Sulamericana vai equilibrando os dois lados. Entre quatro ou cinco covers, uma autoral.

E assim, o sexteto indie rock cearense formado por Lucas Espínola (vocal, guitarra e violão), Tiago Vieira (baixo), Hugo Lage (guitarra), Zylton Senna (nos teclados e sintetizadores) e Ian Antunes (bateria), vai plantando suas canções a cada show.

Banda formada em 2013, os cearenses estão satisfeitos com o reconhecimento do público em suas apresentações, e em papo exclusivo com o Tribuna do Ceará, eles soltam o verbo para falar de videoclipes engraçadinhos, os bastidores dos shows, o quem vem por aí, as redes sociais e um tal de “SulameriDay”.

Confira a entrevista:

Tribuna do Ceará: Como foi o surgimento da banda? Vocês já eram todos amigos?
Hugo Lage: A banda surgiu de uma necessidade de continuar produzindo músicas autorais. Depois do fim da Enverso – antiga banda do baixista, Tiago “Gnomo” Vieira e do vocalista e guitarrista, Lucas Espínola -, os dois resolveram seguir adiante com um novo projeto. Com isso, reuniram-se com amigos que tinham a mesma ideia e, assim, a banda foi praticamente se costurando sozinha, criando conteúdo e personalidade, até a chegada dos novos e atuais membros da Sulamericana.

Tribuna: De 2013 para cá, quais foram os principais desafios que vocês destacariam durante esse percurso?
Ian Antunes: Durante todo esse tempo sempre procuramos nos desafiar e nos realizar como banda, mostrar nosso diferencial a cada passo dado. Por exemplo, ao gravar o primeiro videoclipe da banda, a música “Pra Saber” (2013), convidamos pouco mais de 40 pessoas, entre artistas, formadores de opinião e influenciadores de Fortaleza, onde cada um tinha uma estrofe específica na canção. Na web, de certa forma deixamos nossos seguidores fazer parte do nosso dia a dia ao fazer dos nossos “Stories” no Instagram @sulamericanaoficial, o chamado “Sulameriday”. Nos palcos, viajamos para várias cidades do interior do estado para mostrar nossa música além da Capital. Além disso, investimos na diversificação do nosso público ao tocar em diversos festivais de Rock autoral (Ponto CE, MADAROCK, Rock Pedra Rock, Festival Cabeçada e Garage Sounds). Mesmo com foco no autoral, não deixamos de ter o cover no retrovisor, e hoje, somos bandas residentes do Hey Joe Food N’Bar e do Órbita.

Tribuna: “Sulameriday”? De onde surgiu a ideia?
Lucas Espínola: A primeira vez foi quase uma brincadeira, cada um começou a mostrar o que estava fazendo e ao mesmo tempo a divulgar o próximo show nos Stories do Instagram. Mas com a interação dos seguidores, aquele tal retorno imediato que as redes sociais proporcionam, acabou se formulando como uma ideia. Da necessidade de poder conectar, de uma maneira mais leve e intuitiva, a banda e seus integrantes com os amigos, fãs e seguidores eventuais. Daí, resolvemos dar um dia da semana para cada integrante fazer do Instagram da banda, seu Stories pessoal. Depois passamos a juntar as “histórias” de cada um durante o dia… Ficou divertido porque, apesar da música em comum, todos os integrantes possuem rotinas bastante diferentes devido a profissão de cada um. Por exemplo, o Tiago é engenheiro, o Zylton é fisioterapeuta, o Ian é músico profissional, o Hugo é sócio de um estúdio de gravação, e eu sou advogado. Acaba ficando curioso, e como disse, nos aproxima mais do público.

Tribuna: Fortaleza teve (e ainda tem) um forte movimento de covers de bandas, com apresentações em bares, por exemplo. Como lidar com esse “gosto popular” e, ao mesmo tempo, apresentar uma produção autoral?
Tiago Vieira: Sim, o que existe hoje na Sulamericana é tentar praticar o equilíbrio musical. Sim, procuramos em todos nossos shows tocar músicas de bandas que são referência para o nosso som e, nesse contexto, inserir as nossas canções soa como natural. Ainda dentro desse percurso, há a inclusão de versões de artistas nacionais e internacionais que a própria banda faz. Funciona sabe? E acreditamos que isso faz parte de um processo de conhecimento e aprendizado. Tanto para o público, como para a própria banda, pois, ao mesmo tempo que nós tem acesso a públicos diferentes em diversas festas e regiões da cidade, acaba que as músicas autorais vão ganhando seu próprio espaço ao adquirir sua identidade nos shows.

Tribuna: Vocês falaram agora em referências musicais, mas poderiam definir seu estilo a partir dessas referências? Quais são as principais?
Zylton Senna: Nossas principais referências musicais são Belchior, Paralamas do Sucesso, Lenine, Two Door Cinema Club, Phoenix e The Strokes. Juntando tudo isso dá mais ou menos a gente. Então, se tivéssemos que definir o que a Sulamericana é, talvez o indie rock. Acredito que seja o estilo que mais nos representa, pois é tipo de som que eu e os outros integrantes mais escutam em comum. Mas além disso, procuramos também sempre nos desligar de alguma “fórmula” definida, para que no fim, a liberdade criativa sempre fale mais alto.

Tribuna: Qual história mais engraçada que já aconteceu durante a trajetória da banda?
Hugo Lage: Olha, não sei exatamente se o horário permite (risos). Mas na verdade tem uma censura livre sim! Acho que não é bem uma história engraçada, mas digamos que curiosa. Na estrada, há uma questão específica, que passeia entre o irritante e o cômico, é a tal hora de parar para almoçar ou jantar. Eu sou uma pessoa que come de tudo, tudo mesmo. Já não posso dizer o mesmo dos outros. Lucas só come peito de frango, e bem passado. Tiago não come nada do mar. O Ian é natureba, e não come nada cozido, e Zylton nada muito pesado… No fim, 100% dos pedidos são dois peitos de frango e um prato de filé à parmegiana. Acho que já comemos essa combinação em todas das cidades que passamos no Ceará, e até lá em Recife. Voltando às brincadeiras… Podemos dizer que tocar numa banda de rock tem sempre grande momentos divertidos. Antes, durante e depois dos shows. Na Sula, por sermos todos amigos de longa data, então a zoação não tem limite. Mesmo!

banda sulamericana

(FOTO: Divulgação)

Tribuna: Como vocês se veem no futuro?
Ian Antunes: Todos juntos, velhinhos tocando no palco, a gente já até postou aquela brincadeira do aplicativo que envelhece a banda… Não pera, brincadeira (risos), agora é sério. Temos um pensamento em comum que é o de sempre estarmos produzindo, criando e tocando juntos. Quando se pensa dessa forma, as coisas ficam mais leves e sem o peso da obrigação de ser algo a qualquer custo. O que mais desejamos é manter sempre a produção das nossas músicas, ter o nosso trabalho reconhecido e poder mostrá-lo para o maior número de pessoas possíveis. Pode até parecer batido, mas é simples, e ficamos felizes com essa simplicidade das coisas, e, quem sabe, nossas canções não possam ter um significado musical na vida das pessoas? Dia desses tocamos em um casamento de um casal de fãs, que nos conheceram tocando no Órbita, e de certa forma, nossos shows fizeram parte da história de amor dos dois.

Tribuna: Qual o maior sonho que vocês realizariam enquanto banda?
Lucas Espínola: Tocar em um festival como Lollapaloza seria, com certeza, um dos maiores sonhos!

Tribuna: Vocês possuem clipes com um roteiro que contam historinhas, outros com participações/convidados. Vão continuar com essa pegada?
Lucas Espínola: Fizemos o clipe da música “Pra Saber” com a participação de mais de 40 pessoas (artistas e amigos). A ideia era mostrar a reação das pessoas com a ´canção ao dividir uma estrofe para cada uma delas. Adoramos o resultado, e acho que quem participou dele também. Tanto que fizemos o chamado Clipe Oficial – cortando e escolhendo o momento de cada participante –, mas também um algo a mais. Outros 40 clipes individuais de cada uma das pessoas que participaram também foram lançados em seguida.

Tiago Vieira: Também, no clipe recente da música “Céu Azul”, tivemos a participação especial do grande apresentador cearense Will Nogueira. O clipe teve uma temática toda influenciada pelos programas de auditórios focados em calouros, e que fizeram parte da história da televisão cearense na década de 80, como Terral, Irapuan Lima e do próprio Will. Então, podemos dizer que esse tem participação, e uma história contada.

Hugo Lage: Já o último clipe, de “Lado Bom”, tivemos a participação luxuosa do amigo Rafael Martins, da banda Selvagens a Procura de Lei. O mucambo também toca violão na canção e está presente no videoclipe. E por falar em clipe, ele foi gravado em clima intimista. Na tela, procuramos demonstrar a atmosfera e integração da banda durante todo o processo de produção e gravação da música. Ou seja, percebemos a Sula como uma família, assim como é no palco. Já a música fala de amor, de cuidado, bem propícia para o Dia dos Pais. Inclusive, um dos autores da canção, o Lucas, foi pai há pouco tempo, e a pequena Dulce tem participação bem especial no clipe. Com certeza, iremos sempre buscar fazer clipes divertidos e que possam, na medida do possível, passar alguma mensagem do nosso som para as pessoas.

Tribuna: Quando vai sair um novo EP da Sulamericana?
Ian Antunes: Estamos trabalhando para que o nosso novo EP seja concluído neste segundo semestre de 2019. Já temos gravadas seis canções, e o novo EP podem conter sete, oito e até 10 canções. Ainda estamos formulando juntos… Decidimos tudo juntos. Mas o que podemos garantir é que vamos apresentar músicas inéditas, e algumas regravações de outras canções que já fazem parte da história da banda. A dica é acompanhar as redes sociais da banda (não esqueçam de ver o “SulameriDay” nos nossos Stories, hein!), o nosso canal no YouTube (/sulamericanaoficial), e as essenciais plataformas digitais de som, Deezer e o Spotify, sempre vamos lançando nossas novas canções por lá.

Show Banda Sulamericana
Tempero do Mangue
R. Valdir Bezerra, 100 – Sabiaguaba, Fortaleza – CE
Sábado, 10 de agosto
Às 17 horas, na hora do pôr do sol