Como transformar o hobby em profissão? Veja dicas

TRABALHO DOS SONHOS

Como transformar o hobby em profissão? Veja dicas

O hobby revela motivação para trabalhar, mas exige cuidados na gestão

Por Tribuna do Ceará em Carreira

18 de dezembro de 2016 às 06:55

Há 4 anos
fotografo

(FOTO: Divulgação)

Unir hobby e profissão é desejo de muita gente, principalmente, para quem está pensando em abrir o próprio negócio. Os hobbies revelam habilidades e motivações que podem resultar em grandes ideias e novos negócios, mas exigem cuidados sob o ponto de vista da gestão do novo empreendimento.

Muitos desses novos empresários começam a formalizar seus hobbies sem, inicialmente, abandonar seus empregos formais e muitos se tornam Microempreendedores Individuais (MEI). É o caso da técnica em veterinária Jaquelyne Rosa, que uniu suas duas paixões – veterinária e fotografia – e montou um mini estúdio com inúmeros cenários e faz registros fotográficos dos bichinhos de estimação para seus donos levarem uma lembrança para casa.

“Sempre fui apaixonada por fotografia e transformar esse meu hobby em uma segunda profissão está sendo gratificante. Entre um clique informal e outro dos ‘pets’ que atendia no hospital percebi que poderia gerar um negócio e deixar os donos dos animais felizes com uma recordação personalizada”, relata a veterinária.

Segundo dados do Portal do Empreendedor, o Brasil tem hoje mais de 6,4 milhões de pequenos empresários formalizados. Já o Sebrae aponta em sua última pesquisa que 77% dos MEIs, em 2015, relataram crescimento de seus negócios com a formalização e as áreas que mais receberam microempreendedores foram os setores do comércio, com 37,4%, e serviços, com 37,2%.

Estudo técnico

A história da empresária Jaquelyne pode ser inspiradora para outras pessoas que estão pensando em empreender, mas segundo Daniel Bergman, CEO da iZettle no Brasil, empresa de meios de pagamentos móveis e incentivadora dos microempreendedores, a profissionalização do hobby exige conhecimento técnico, estudo, análise de mercado e o mais importante, o tempo dedicado deve ser substituído pelas “horas vagas”, antes usadas como a atividade de lazer, para se tornar tempo de trabalho.

“Transformar o que se gosta em profissão é um bom começo e ter o desejo de empreender com essa habilidade já é meio caminho andado. O que os novos empresários precisam ter em mente antes de começar é verificar se o seu hobby pode se tornar algo lucrativo e se a pessoa tem aptidão em transformá-lo em uma empresa. Comece com calma e tenha sempre a tecnologia como aliada, buscando ferramentas que possam ajudar na gestão financeira. A falta de experiência na gestão de novos negócios é uma armadilha para quem deseja unir habilidades e profissão”, aconselha Bergman.

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Como transformar o hobby em profissão? Veja dicas

O hobby revela motivação para trabalhar, mas exige cuidados na gestão

Por Tribuna do Ceará em Carreira

18 de dezembro de 2016 às 06:55

Há 4 anos
fotografo

(FOTO: Divulgação)

Unir hobby e profissão é desejo de muita gente, principalmente, para quem está pensando em abrir o próprio negócio. Os hobbies revelam habilidades e motivações que podem resultar em grandes ideias e novos negócios, mas exigem cuidados sob o ponto de vista da gestão do novo empreendimento.

Muitos desses novos empresários começam a formalizar seus hobbies sem, inicialmente, abandonar seus empregos formais e muitos se tornam Microempreendedores Individuais (MEI). É o caso da técnica em veterinária Jaquelyne Rosa, que uniu suas duas paixões – veterinária e fotografia – e montou um mini estúdio com inúmeros cenários e faz registros fotográficos dos bichinhos de estimação para seus donos levarem uma lembrança para casa.

“Sempre fui apaixonada por fotografia e transformar esse meu hobby em uma segunda profissão está sendo gratificante. Entre um clique informal e outro dos ‘pets’ que atendia no hospital percebi que poderia gerar um negócio e deixar os donos dos animais felizes com uma recordação personalizada”, relata a veterinária.

Segundo dados do Portal do Empreendedor, o Brasil tem hoje mais de 6,4 milhões de pequenos empresários formalizados. Já o Sebrae aponta em sua última pesquisa que 77% dos MEIs, em 2015, relataram crescimento de seus negócios com a formalização e as áreas que mais receberam microempreendedores foram os setores do comércio, com 37,4%, e serviços, com 37,2%.

Estudo técnico

A história da empresária Jaquelyne pode ser inspiradora para outras pessoas que estão pensando em empreender, mas segundo Daniel Bergman, CEO da iZettle no Brasil, empresa de meios de pagamentos móveis e incentivadora dos microempreendedores, a profissionalização do hobby exige conhecimento técnico, estudo, análise de mercado e o mais importante, o tempo dedicado deve ser substituído pelas “horas vagas”, antes usadas como a atividade de lazer, para se tornar tempo de trabalho.

“Transformar o que se gosta em profissão é um bom começo e ter o desejo de empreender com essa habilidade já é meio caminho andado. O que os novos empresários precisam ter em mente antes de começar é verificar se o seu hobby pode se tornar algo lucrativo e se a pessoa tem aptidão em transformá-lo em uma empresa. Comece com calma e tenha sempre a tecnologia como aliada, buscando ferramentas que possam ajudar na gestão financeira. A falta de experiência na gestão de novos negócios é uma armadilha para quem deseja unir habilidades e profissão”, aconselha Bergman.