NOS TRILHOS DA
METROPOLE
O TRANSPORTE DE PASSAGEIRO SOBRE TRILHOS EVOLUI DE FORMA LENTA NA GRANDE FORTALEZA,
MAS JÁ É O 5º MAIOR DO BRASIL E PARTE FUNDAMENTAL DA ROTINA DE MILHARES DE PESSOAS.

Reportagem: Jéssica Welma e Daniel Rocha
Edição: Rafael Luís Azevedo
Imagens: Thales Dídimo e Daniel Rocha
Design: Esdras Nogueira e Felipe Kayatt

O movimento é suave. Em alguns segundos, o metrô de Fortaleza fecha as portas e começa a se deslocar sobre os trilhos e cabos elétricos. Com exceção da ferrovia na base, em nada o novo transporte se assemelha aos antigos trens que, por mais de um século, cruzaram os trilhos entre Fortaleza, Maracanaú e Caucaia. Em avanços vagarosos, Fortaleza já tem o quinto maior sistema de transporte de passageiros do Brasil, com 54,4 quilômetros de extensão, somando metrô e VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos). Mesmo assim, a marca ainda está longe do que seria necessário para atender a demanda de uma grande metrópole.

O Tribuna do Ceará percorreu as três rotas metroviárias que cortam Fortaleza e os municípios vizinhos Maracanaú e Caucaia, transportando passageiros. Nos percursos, contrastes entre passado e presente, rapidez e demora, integração e separação mostram que ainda é preciso modernizar serviços, integrar modais e estender percursos e horários de atendimento.

O último levantamento realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre transporte metroviário, de 2016, mostra que cidades como Nova York, Londres e Tóquio têm redes de metrô maiores que a soma de todas as linhas de metrô existentes no Brasil, que correspondem a apenas 309 quilômetros. Considerando trens urbanos e VLTs, a rede urbana sobre trilhos no País soma 1.062 km.

No Ceará, somadas as carências de metrô e VLT, são necessários mais 77,1 quilômetros de extensão dos trilhos, que representam um custo de, pelo menos, R$ 4,5 bilhões. Os dados são do Plano CNT de Transporte e Logística 2018. As previsões tratam da construção da Linha Leste do metrô, do ramal Parangaba-Mucuripe do VLT em Fortaleza e do ramal Caucaia-Pecém do VLT em Caucaia. Também são apontados trabalhos de remodelagem da Linha Oeste e do ramal Parangaba-Mucuripe, além da modernização do sistema operacional da Linha Sul.

Em relação a todo o sistema metroferroviário, o Ceará precisa de 721,2 km de ferrovia, demandada especialmente pela construção da Transnordestina; de 12,4 km de metrô, 64,7 km de VLT, além da necessidade de eliminar 23 gargalos e recuperar 35 km de ferrovia urbana. O investimento mínimo total está em torno de R$ 10,2 bilhões.

Trilhos em operação

O sistema de transporte de passageiros sobre trilhos da Região Metropolitana de Fortaleza conta com três linhas, uma delas funcionando em operação assistida, com 38 estações. As linhas Sul e Oeste do Metrofor foram construídas, respectivamente, sobre as diretrizes das antigas linhas ferroviárias Sul e Norte da Rede de Viação Cearense, formada pela união da Estrada de Ferro de Baturité e da Estrada de Ferro de Sobral.

Em operação assistida, o VLT Parangaba-Mucuripe também se sobrepõe a um ramal de carga existente, interligando a linha Sul do metrô ao bairro Mucuripe, próximo ao Porto, quando concluído. Também foi iniciada a construção de uma nova linha de metrô, chamada Linha Leste, interligando a Linha Sul, na área central, à zona Leste da cidade, de significativa expansão demográfica.

A Linha Leste deverá ser o primeiro traçado totalmente subterrâneo e não aproveitará nenhuma via férrea existente. Quando a obra foi lançada, em 2013, a previsão do então governador do Ceará, Cid Gomes, era de que o metrô estivesse em funcionamento em 2019. O ano deve marcar, contudo, o início das obras. Os sucessivos atrasos, o alto grau de complexidade da execução, o alto custo de implantação e manutenção e, ainda, a recente redução do traçado, fazem da Linha Leste uma descrença para muitos na cidade, mas também uma esperança no futuro.

Nenhuma das linhas que cortam a Capital e a Região Metropolitana opera em finalização completa. Enquanto isso, quem utiliza os transportes se desdobra para fazer a própria integração entre modais, para dar um “jeitinho” de driblar os bloqueios físicos e, principalmente, para fazer valer o direito de ir e vir com segurança em qualquer dia e em qualquer hora.

Qual cenário metroviário no Ceará?

O Tribuna do Ceará ouviu responsáveis pelas obras do metrô e especialistas em transportes sobre trilhos para traçar um panorama do desenvolvimento do Estado na área.
Presidente do Metrofor,
Eduardo Hotz

Para quem é o metrô? A quem atende? A população que trabalha na Varjota, no Meireles, no Centro? É a população metropolitana. Os milhares de pessoas que vão e vêm para Fortaleza, para dar suporte a existência de Fortaleza, não estão em Fortaleza, nem estão passeando em Fortaleza. As pessoas vêm lá de Carlitos Benevides, da Pacatuba, de Caucaia, do Eusébio. Essas pessoas têm uma viagem que saem de lá para o destino. Você imagina se vai estudar, e ter condição de ir a uma universidade daquelas que estão na região da Unifor, e mora no Carlitos Benevides, em Caucaia, tendo que pegar bonde a cada bairro que for passar?

Presidente da ANPTrilhos,
Joubert Flores

No Ceará, esse investimento, embora não esteja na velocidade que todo mundo desejava, está acontecendo, e tem que continuar acontecendo, quem sabe até acontecer mais rápido, investir mais. Não tem saída. Não existe cidade no mundo com densidade populacional em que você tenha uma possibilidade de ter uma mobilidade decente, justa para a população, em que você não tenha um sistema estruturante que faça o deslocamento de maior distância e de maior demanda, alimentado pelos outros que têm média e baixa capacidade.

Secretário da Infraestrutura do Ceará,
Lúcio Gomes

A gente precisa enxergar o metrô como um transporte de grande velocidade, para vencer grandes distâncias, por causa da velocidade, em espaços curtos. Ele também, pela própria característica da velocidade, não tem uma estação a cada quarteirão. Uma coisa importantíssima de um sistema desse é a confiabilidade e a credibilidade dele. Se a pessoa tem um compromisso e está apertada, pelo metrô dá tempo de eu ir, começa a dúvida: se ela tem a certeza que o trem vai passar, que vai levar 15 minutos para chegar, estamos com uma confiabilidade na casa de 99,5%

Quem usa o metrô

“Me formei graças ao metrô”

Ana Beatriz de Assis Martins, 24 - professora

“Peguei para testar”

João Batista Castro Ramalho, 46 - jardineiro

“À espera da última estação”

Emanuely Félix Pires, 17, técnica em nutrição

Conheça as linhas em operação

(Clique no nome da estação para saber mais informações)

As linhas do Metrofor podem ser úteis para vocês. Confira as rotas, os pontos de acesso e as possibilidades de integração com rotas de ônibus e de bicicletas compartilhadas.

Linha Sul
  • Liga o Centro de Fortaleza com Maracanaú e Pacatuba
  • 24Km de Extensão
  • 20 Estações
  • 27 mil passageiros/dia
  • Funcionamento: Segunda a sàbado, de 5h30 às 23h
  • Intervalo entre trens: 17 minutos (sujeito a variações)
  • Tarifa: R$ 3,40 (inteira) R$ 1,70 (meia)
Linha Oeste
  • Liga o Centro de Fortaleza a Caucaia
  • 19,5Km de Extensão
  • 10 Estações
  • 6,5 mil passageiros/dia
  • Funcionamento: Segunda a sàbado, de 5h30 às 20h
  • Intervalo entre trens: 45 minutos (horários de pico) / 1h30
  • Tarifa: R$ 1,00 (inteira) R$ 0,50 (meia)
VLT Parangaba-Mucuripe
  • Liga o bairro Parangaba ao Papicu
  • 10,8Km de Extensão (prevê 13,2Km)
  • 8 Estações (10 previstas)
  • 6,5 mil passageiros/dia
  • Funcionamento: Segunda a sàbado, de 6h às 12h40 e de 16h40 às 20h
  • Intervalo entre trens: 40
  • Tarifa: Gratuito
Estação Chico da Silva
O que tem perto
  • Centro Fashion
  • Cemitério São João Batista
  • Perícia Forense do Ceará
Linhas de Ônibus
  • 115 - Jarim Guanabara/Fco Sá
  • 032 - Av. Borges de Melo 2
  • 012 - Circular 2
  • 108 - Santa Maria/Bairro Ellery
  • 071 - Antônio Bezerra/Mucuripe
  • 111 - Jarim Iracema
  • 230 - Av. Sargento Hermínio
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação José de Alencar
O que tem perto
  • Centro de Fortaleza
  • Theatro José de Alencar
  • Hospital Geral Dr. César Cals
  • Beco da Poeira
  • Praça do Ferreira
Linhas de Ônibus
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 305 - Bela Vista/Humberto Monte
  • 365 - Bela Vista/Viriato Ribeiro
  • 310 - Campus Universitários/Pan-americano
  • 303 - Igreja São Raimundo
  • 320 - João XXIII/Centro
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação São Benedito
O que tem perto
  • Senac - Centro
  • Vila das Artes
  • Fórum Autran Nunes
  • Avenida Domingos Olímpio
  • Avenida Duque de Caxias
Linhas de Ônibus
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 355 - Siqueira/José Bastos
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 316 - Genibaú/Centro
  • 200 - Antônio Bezerra/Centro
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 308 - Demócrito Rocha
  • 320 - João XXIII/Centro
Estação do Bicicletar a 450m (Faculdade de Direito da UFC)
Estação Benfica
O que tem perto
  • Shopping Benfica
  • UFC - Reitoria
  • Avenida 13 de Maio
  • IFCE
  • Museu de Arte da UFC
Linhas de Ônibus
  • 070 - Cuca Barra/Parangaba
  • 355 - Siqueira/José Bastos
  • 360 - Siqueira/João Pessoa
  • 343 - Conjunto Ceará/Centro/2ª Etapa
  • 350 - Avenida José Bastos/Lagoa
  • 077 - Parangaba/Mucuripe
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 374 - Aracapé/Centro
  • 316 - Genibaú/Centro
Estação do Bicicletar ao lado da estação (No Shopping Benfica)
Estação Padre Cícero
O que tem perto
  • Sede do Ceará Sporting Club
  • Faculdade Cearense
Linhas de Ônibus
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 343 - Conjunto Ceará/Centro/2ª Etapa
  • 355 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 341 - Conjunto Ceará 1/Centro/3ª Etapa
  • 031 - Av. Borger de Melo 1
  • 310 - Campus Universitários/Pan Americano
  • 710 - Conj. Ceará/Bonsucesso/Centro
  • 709 - Conj. Ceará/Centro
  • 364 - Lagoa/Riomar Kennedy/José Jataí
  • 308 - Demócrito Rocha
Sem estação do bicicletar nas proximidades
Estação Porangabussu
O que tem perto
  • Hemoce
  • Hospital Universitário Walter Cantídio
  • Faculdade de Medicina - UFC
  • Instituto do Câncer do Ceará (ICC)
Linhas de Ônibus
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 343 - Conjunto Ceará/Centro/2ª Etapa
  • 085 - Lagoa/Aldeota
  • 355 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 316 - Genibaú/Centro
  • 300 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 341 - Conjunto Ceará 1
Sem estação do bicicletar nas proximidades
Estação Couto Fernandes
O que tem perto
  • INCRA
  • Avenida José Bastos
  • Detran do Shopping José Bastos
  • IMPARH
Linhas de Ônibus
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 343 - Conjunto Ceará/Centro/2ª Etapa
  • 085 - Lagoa/Aldeota
  • 355 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 316 - Genibaú/Centro
  • 300 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 341 - Conjunto Ceará 1
Sem estação do bicicletar nas proximidades
Estação Juscelino Kubitschek
O que tem perto
  • Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo
  • Sesi Parangaba
  • Senai Parangaba
  • Avenida João Pessoa
  • Sine/IDT
Linhas de Ônibus
  • 030 - Siqueira/Papicu/13 de Maio
  • 045 - Conj. Ceará/Papicu/Montese
  • 067 - Lagoa/Albert Sabin
  • 070 - Cuca Barra/Parangaba
  • 029 - Parangaba/Náutico
  • 077 - Parangaba/Mucuripe
  • 360 - Siqueira/João Pessoa
  • 374 - Aracapé/Centro
  • 069 - Lagoa/Papicu/Via Montese
  • 314 - Henrique Jorge
  • 331 - Conjunto Esperança/Centro
  • 363 - Vila Manoel Sátiro/Centro
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 320 - João XXIII/Lagoa/Centro
Sem estação do bicicletar nas proximidades
Estação Parangaba
O que tem perto
  • Terminal da Parangaba
  • Shopping Parangaba
  • Correios
  • Bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica
  • Enel Parangaba
  • Restaurante Popular Mesa do Povo
  • Avenida Silas Munguba
  • Hospital Menino Jesus
  • Unimed Parangaba
  • Ginásio Poliesportivo da Parangaba
Linhas de Ônibus
  • 048 - Parangaba/Papicu
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 391 - Passaré/José Bastos
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
Estação do bicicleta integrada da parangaba
Estação Vila Pery
O que tem perto
  • Avenida Osório de Paixa
  • Frotinha da Parangaba
Linhas de Ônibus
  • 362 - Siqueira/Vila Manuel Sátiro/Parangaba
  • 362 - Conjunto Esperança/Centro
  • 379 - Conjunto Esperança/Parangaba
  • 369 - Parque Presidente Vargas
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Manoel Sátiro
O que tem perto
  • Detran
  • Avenida Godofredo Maciel
Linhas de Ônibus
  • 363 - Vila Manuel Sátiro/Centro
  • 362 - Siqueira/Vila Manuel Sátiro/Parangaba
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Mondubim
O que tem perto
  • Cuca Mondubim
  • Avenida Perimetral
Linhas de Ônibus
  • 363 - Vila Manuel Sátiro/Centro
  • 052 - Grande Circular 2
  • 082 - Antônio Bezerra/Messejana/Perimetral
  • 050 - Siqueira/Papicu/Washington Soares
  • 084 - Siqueira/Messejana/Perimetral
  • 384 - Parque Santana
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Esperança
O que tem perto
  • Areninha Conjunto Esperança
  • Cras Conjunto Esperança
Linhas de Ônibus
  • 379 - Conjunto Esperança/Parangaba
  • 331 - Conjunto Esperança/Centro
  • 330 - Conjunto Esperança/Siqueira
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Aracapé
O que tem perto
  • Travessa Polianas
Linhas de Ônibus
  • 325 - Aracapé/Siqueira
  • 372 - Aracapé/Parangaba
  • 375 - Aracapé/Parangaba II
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Alto Alegre
O que tem perto
  • Anel Viário
  • Durametal
  • Centro de Treinamento do Fortaleza Esporte Clube
Linhas de Ônibus
  • 001 - Circular 01
  • 003 - Circular 02
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Rachel de Queiroz
O que tem perto
  • Fábricas
  • Senai Maracanaú
  • Hospital Ana Lima
Linhas de Ônibus
  • 001 - Circular 01
  • 003 - Circular 02
  • 006 - Acaracuzinho/Shopping
  • 324 - Acaracuzinho
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Virgílio Távora
O que tem perto
  • Shopping Feira Center Maracanaú
  • São João de Maracanaú (Julho)
  • IFCE Maracanaú
Linhas de Ônibus
  • 001 - Circular 01
  • 003 - Circular 02
  • 006 - Acaracuzinho/Shopping
  • 350 - Novo Maracanaú
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Maracanaú
O que tem perto
  • Centro de Maracanaú
  • Hospital Municipal José Elísio de Holanda
  • North Shopping Maracanaú
Linhas de Ônibus
  • 001 - Circular 01
  • 003 - Circular 02
  • 005 - Pajuçara/Shopping
  • 006 - Acaracuzinho/Shopping
  • 060 - Pitaguary
  • 061 - Olho D'Água
  • 0338 - Maranguape/Ceasa
  • 350 - Novo Maracanaú
  • 1331 - Jereissati Rota 01
  • 1332 - Jereissati Rota 02
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Jereissati
O que tem perto
  • Centro de Saúde João Pereira de Andrade
Linhas de Ônibus
  • 060 - Pitaguary
  • 061 - Olho D'Água
  • 0338 - Maranguape/Ceasa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Carlito Benevides
O que tem perto
  • Unidade Básica de Saúde Santa Marta
Linhas de Ônibus
  • 060 - Pitaguary
  • 061 - Olho D'Água
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Moura Brasil
O que tem perto
  • Cemitério São João Batista
  • Estação Central Chico da Silva (Linha Sul)
  • Centro Fashion Fortaleza
  • Perícia Forense do Ceará
Linhas de Ônibus
  • 112 - Álvaro Weyen/Centro
  • 042 - Antônio Bezerra/Fransico Sá/Papicu
  • 220 - Avenida Sargento Hermínio
  • 032 - Avenida Borges de Melo 2
  • 108 - Santa Maria/Bairro Ellery
  • 071 - Antônio Bezerra/Mucuripe
  • 012 - Circular 2
  • 114 - Conjunto Nova Assunção/Fransico Sá
  • 011 - Jardim Iracema
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Álvaro Weyne
O que tem perto
  • Cruzamento da Avenida Tenente Lisboa com Avenida Dr. Theberge
Linhas de Ônibus
  • 105 - Santa Maria/Bairro Ellery
  • 112 - Álvaro Weyne/Centro
  • 081 - Francisco Sá/Parangaba
  • 220 - Avenida Sargento Hermínio
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Padre Andrade
O que tem perto
  • Indústria Guararapes Confecções
Linhas de Ônibus
  • 206 - Padre Andrade/Anônio Bezerra
  • 052 - Grande Circular 2
  • 122 - Antônio Bezerra/Álvaro Weyne
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Antônio Bezerra
O que tem perto
  • EMEF Padre Josefino Cabral
  • Colégio Júlia Fialho
  • Hospital Distrital Evando Ayres de Moura
Linhas de Ônibus
  • 214 - Estação/Pio Saraiva 1
  • 211 - Vila Velha/Antônio Bezerra
  • 080 - Francisco Sá/Parangaba
  • 112 - Álvaro Weyne/Centro
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação São Miguel
O que tem perto
  • Acesso Local
Linhas de Ônibus
  • 316 - Genibaú/Centro
  • 356 - Genibaú/Lagoa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Parque Albano
O que tem perto
  • Escola estadual Liceu do Conjunto Ceará
Linhas de Ônibus
  • 324 - Conjunto Ceará/1ª Etapa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Conjunto Ceará
O que tem perto
  • Museu do Caju
  • Igreja Santa Luzia
Linhas de Ônibus
  • 327 - Conjunto Ceará/4ª Etapa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Jurema
O que tem perto
  • Acesso Local
Linhas de Ônibus
  • 333 - Terminal Metrópole
  • 333 - Araturi
  • 142 - Jurema
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Araturi
O que tem perto
  • Acesso Local
Linhas de Ônibus
  • 333 - Araturi 1
  • 333 - Araturi 2
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Caucaia
O que tem perto
  • Centro de Caucaia
  • Loja Macavi
  • Mercantil Estrela
Linhas de Ônibus
  • 038 - Caucaia
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Moura Brasil
O que tem perto
  • Terminal da Parangaba
  • Shopping Parangaba
  • Correios
  • Bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica
  • Enel Parangaba
  • Restaurante Popular Mesa do Povo
  • Avenida Silas Munguba
  • Hospital Menino Jesus
  • Unimed Parangaba
  • Ginásio Poliesportivo da Parangaba
Linhas de Ônibus
  • 048 - Parangaba/Papicu
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 391 - Passaré/José Bastos
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Montese
O que tem perto
  • Rua Eusébio de Queiroz
  • Igreja Batista Nova Aliança
Linhas de Ônibus
  • 405 - Parque Dois Irmãos/Expedicionários
  • 407 - José Walter/Expedicionários
  • 099 - Siqueira/Mucuripe/Barão de Studart
  • 406 - Planalto Ayrton Senna/Expedicionários
  • 728 - José Walter/Centro
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Vila União
O que tem perto
  • Praça da Vila União
Linhas de Ônibus
  • 25 - Opaia/Lagoa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Borges de Melo
O que tem perto
  • Supermercado GBarbosa
  • Rodoviária de Fortaleza
  • Avenida Borges de Melo
Linhas de Ônibus
  • 013 - Aguanambi I
  • 044 - Parangaba/Papicu/Montese
  • 069 - Lagoa/Papicu/Via Expressa
  • 078 - Siqueira/Mucuripe/ED
  • 145 - Conjunto Ceará/Papicu/Montese II
  • 031 - Av. Borges de Melo I
  • 045 - Conjunto Ceará/Papicu/Montese
  • 073 - Siqueira/Praia de Iracema
  • 085 - Lagoa/Aldeota
Estação do Bicicletar a 650 metros (rodoviária)
Estação São João do Tauape
O que tem perto
  • Acesso Local
Linhas de Ônibus
  • 602 - Parque Pio XII/Ana Gonçalves
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Pontes Vieira
O que tem perto
  • Assembléia Legislativa
  • Hospital São Carlos
  • Avenida Desembargador Moreira
Linhas de Ônibus
  • 069 - Lagoa/Papicu/Via Expressa
  • 075 - Campus do Pici/Unifor
  • 755 - Conjunto Alvorada/North Shopping
  • 855 - Bezerra de Menezes/Washington Soares
Estação do bicicletar a 300 metros (Assembléia Legislativa)
Estação Antônio Sales
O que tem perto
  • Normatel
  • Avenida Antônio Sales
Linhas de Ônibus
  • 074 - Antônio Bezerra/Unifor
  • 222 - Antônio Bezerra/Papicu/Antônio Sales
  • 755 - Conjunto Alvorada North Shopping
  • 075 - Campus do Pici/Unifor
  • 703 - Paupina/Pici
  • 855 - Bezerra de Menezes/Washington Soares
Estação do bicicletar a 500 metros (Lojas Americanas)
Estação do Papicu
O que tem perto
  • Terminal do Papicu
Linhas de Ônibus
  • Todas do terminal do Papicu
Estação do bicicletar e do bicicleta integrada a 160 metros (Terminal do Papicu)
Linha Sul
  • Liga o Centro de Fortaleza com Maracanaú e Pacatuba
  • 24Km de Extensão
  • 20 Estações
  • 27 mil passageiros/dia
  • Funcionamento: Segunda a sàbado, de 5h30 às 23h
  • Intervalo entre trens: 17 minutos (sujeito a variações)
  • Tarifa: R$ 3,40 (inteira) R$ 1,70 (meia)
Estação Chico da Silva
O que tem perto
  • Centro Fashion
  • Cemitério São João Batista
  • Perícia Forense do Ceará
Linhas de Ônibus
  • 115 - Jarim Guanabara/Fco Sá
  • 032 - Av. Borges de Melo 2
  • 012 - Circular 2
  • 108 - Santa Maria/Bairro Ellery
  • 071 - Antônio Bezerra/Mucuripe
  • 111 - Jarim Iracema
  • 230 - Av. Sargento Hermínio
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação José de Alencar
O que tem perto
  • Centro de Fortaleza
  • Theatro José de Alencar
  • Hospital Geral Dr. César Cals
  • Beco da Poeira
  • Praça do Ferreira
Linhas de Ônibus
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 305 - Bela Vista/Humberto Monte
  • 365 - Bela Vista/Viriato Ribeiro
  • 310 - Campus Universitários/Pan-americano
  • 303 - Igreja São Raimundo
  • 320 - João XXIII/Centro
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação São Benedito
O que tem perto
  • Senac - Centro
  • Vila das Artes
  • Fórum Autran Nunes
  • Avenida Domingos Olímpio
  • Avenida Duque de Caxias
Linhas de Ônibus
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 355 - Siqueira/José Bastos
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 316 - Genibaú/Centro
  • 200 - Antônio Bezerra/Centro
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 308 - Demócrito Rocha
  • 320 - João XXIII/Centro
Estação do Bicicletar a 450m (Faculdade de Direito da UFC)
Estação Benfica
O que tem perto
  • Shopping Benfica
  • UFC - Reitoria
  • Avenida 13 de Maio
  • IFCE
  • Museu de Arte da UFC
Linhas de Ônibus
  • 070 - Cuca Barra/Parangaba
  • 355 - Siqueira/José Bastos
  • 360 - Siqueira/João Pessoa
  • 343 - Conjunto Ceará/Centro/2ª Etapa
  • 350 - Avenida José Bastos/Lagoa
  • 077 - Parangaba/Mucuripe
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 374 - Aracapé/Centro
  • 316 - Genibaú/Centro
Estação do Bicicletar ao lado da estação (No Shopping Benfica)
Estação Padre Cícero
O que tem perto
  • Sede do Ceará Sporting Club
  • Faculdade Cearense
Linhas de Ônibus
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 343 - Conjunto Ceará/Centro/2ª Etapa
  • 355 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 341 - Conjunto Ceará 1/Centro/3ª Etapa
  • 031 - Av. Borger de Melo 1
  • 310 - Campus Universitários/Pan Americano
  • 710 - Conj. Ceará/Bonsucesso/Centro
  • 709 - Conj. Ceará/Centro
  • 364 - Lagoa/Riomar Kennedy/José Jataí
  • 308 - Demócrito Rocha
Sem estação do bicicletar nas proximidades
Estação Porangabussu
O que tem perto
  • Hemoce
  • Hospital Universitário Walter Cantídio
  • Faculdade de Medicina - UFC
  • Instituto do Câncer do Ceará (ICC)
Linhas de Ônibus
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 343 - Conjunto Ceará/Centro/2ª Etapa
  • 085 - Lagoa/Aldeota
  • 355 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 316 - Genibaú/Centro
  • 300 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 341 - Conjunto Ceará 1
Sem estação do bicicletar nas proximidades
Estação Couto Fernandes
O que tem perto
  • INCRA
  • Avenida José Bastos
  • Detran do Shopping José Bastos
  • IMPARH
Linhas de Ônibus
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 343 - Conjunto Ceará/Centro/2ª Etapa
  • 085 - Lagoa/Aldeota
  • 355 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 316 - Genibaú/Centro
  • 300 - Siqueira/Centro/Expresso
  • 341 - Conjunto Ceará 1
Sem estação do bicicletar nas proximidades
Estação Juscelino Kubitschek
O que tem perto
  • Hospital Psiquiátrico São Vicente de Paulo
  • Sesi Parangaba
  • Senai Parangaba
  • Avenida João Pessoa
  • Sine/IDT
Linhas de Ônibus
  • 030 - Siqueira/Papicu/13 de Maio
  • 045 - Conj. Ceará/Papicu/Montese
  • 067 - Lagoa/Albert Sabin
  • 070 - Cuca Barra/Parangaba
  • 029 - Parangaba/Náutico
  • 077 - Parangaba/Mucuripe
  • 360 - Siqueira/João Pessoa
  • 374 - Aracapé/Centro
  • 069 - Lagoa/Papicu/Via Montese
  • 314 - Henrique Jorge
  • 331 - Conjunto Esperança/Centro
  • 363 - Vila Manoel Sátiro/Centro
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
  • 320 - João XXIII/Lagoa/Centro
Sem estação do bicicletar nas proximidades
Estação Parangaba
O que tem perto
  • Terminal da Parangaba
  • Shopping Parangaba
  • Correios
  • Bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica
  • Enel Parangaba
  • Restaurante Popular Mesa do Povo
  • Avenida Silas Munguba
  • Hospital Menino Jesus
  • Unimed Parangaba
  • Ginásio Poliesportivo da Parangaba
Linhas de Ônibus
  • 048 - Parangaba/Papicu
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 391 - Passaré/José Bastos
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
Estação do bicicleta integrada da parangaba
Estação Vila Pery
O que tem perto
  • Avenida Osório de Paixa
  • Frotinha da Parangaba
Linhas de Ônibus
  • 362 - Siqueira/Vila Manuel Sátiro/Parangaba
  • 362 - Conjunto Esperança/Centro
  • 379 - Conjunto Esperança/Parangaba
  • 369 - Parque Presidente Vargas
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Manoel Sátiro
O que tem perto
  • Detran
  • Avenida Godofredo Maciel
Linhas de Ônibus
  • 363 - Vila Manuel Sátiro/Centro
  • 362 - Siqueira/Vila Manuel Sátiro/Parangaba
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Mondubim
O que tem perto
  • Cuca Mondubim
  • Avenida Perimetral
Linhas de Ônibus
  • 363 - Vila Manuel Sátiro/Centro
  • 052 - Grande Circular 2
  • 082 - Antônio Bezerra/Messejana/Perimetral
  • 050 - Siqueira/Papicu/Washington Soares
  • 084 - Siqueira/Messejana/Perimetral
  • 384 - Parque Santana
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Esperança
O que tem perto
  • Areninha Conjunto Esperança
  • Cras Conjunto Esperança
Linhas de Ônibus
  • 379 - Conjunto Esperança/Parangaba
  • 331 - Conjunto Esperança/Centro
  • 330 - Conjunto Esperança/Siqueira
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Aracapé
O que tem perto
  • Travessa Polianas
Linhas de Ônibus
  • 325 - Aracapé/Siqueira
  • 372 - Aracapé/Parangaba
  • 375 - Aracapé/Parangaba II
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Alto Alegre
O que tem perto
  • Anel Viário
  • Durametal
  • Centro de Treinamento do Fortaleza Esporte Clube
Linhas de Ônibus
  • 001 - Circular 01
  • 003 - Circular 02
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Rachel de Queiroz
O que tem perto
  • Fábricas
  • Senai Maracanaú
  • Hospital Ana Lima
Linhas de Ônibus
  • 001 - Circular 01
  • 003 - Circular 02
  • 006 - Acaracuzinho/Shopping
  • 324 - Acaracuzinho
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Virgílio Távora
O que tem perto
  • Shopping Feira Center Maracanaú
  • São João de Maracanaú (Julho)
  • IFCE Maracanaú
Linhas de Ônibus
  • 001 - Circular 01
  • 003 - Circular 02
  • 006 - Acaracuzinho/Shopping
  • 350 - Novo Maracanaú
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Maracanaú
O que tem perto
  • Centro de Maracanaú
  • Hospital Municipal José Elísio de Holanda
  • North Shopping Maracanaú
Linhas de Ônibus
  • 001 - Circular 01
  • 003 - Circular 02
  • 005 - Pajuçara/Shopping
  • 006 - Acaracuzinho/Shopping
  • 060 - Pitaguary
  • 061 - Olho D'Água
  • 0338 - Maranguape/Ceasa
  • 350 - Novo Maracanaú
  • 1331 - Jereissati Rota 01
  • 1332 - Jereissati Rota 02
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Jereissati
O que tem perto
  • Centro de Saúde João Pereira de Andrade
Linhas de Ônibus
  • 060 - Pitaguary
  • 061 - Olho D'Água
  • 0338 - Maranguape/Ceasa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Carlito Benevides
O que tem perto
  • Unidade Básica de Saúde Santa Marta
Linhas de Ônibus
  • 060 - Pitaguary
  • 061 - Olho D'Água
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Linha Oeste
  • Liga o Centro de Fortaleza a Caucaia
  • 19,5Km de Extensão
  • 10 Estações
  • 6,5 mil passageiros/dia
  • Funcionamento: Segunda a sàbado, de 5h30 às 20h
  • Intervalo entre trens: 45 minutos (horários de pico) / 1h30
  • Tarifa: R$ 1,00 (inteira) R$ 0,50 (meia)
Estação Moura Brasil
O que tem perto
  • Cemitério São João Batista
  • Estação Central Chico da Silva (Linha Sul)
  • Centro Fashion Fortaleza
  • Perícia Forense do Ceará
Linhas de Ônibus
  • 112 - Álvaro Weyen/Centro
  • 042 - Antônio Bezerra/Fransico Sá/Papicu
  • 220 - Avenida Sargento Hermínio
  • 032 - Avenida Borges de Melo 2
  • 108 - Santa Maria/Bairro Ellery
  • 071 - Antônio Bezerra/Mucuripe
  • 012 - Circular 2
  • 114 - Conjunto Nova Assunção/Fransico Sá
  • 011 - Jardim Iracema
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Álvaro Weyne
O que tem perto
  • Cruzamento da Avenida Tenente Lisboa com Avenida Dr. Theberge
Linhas de Ônibus
  • 105 - Santa Maria/Bairro Ellery
  • 112 - Álvaro Weyne/Centro
  • 081 - Francisco Sá/Parangaba
  • 220 - Avenida Sargento Hermínio
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Padre Andrade
O que tem perto
  • Indústria Guararapes Confecções
Linhas de Ônibus
  • 206 - Padre Andrade/Anônio Bezerra
  • 052 - Grande Circular 2
  • 122 - Antônio Bezerra/Álvaro Weyne
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Antônio Bezerra
O que tem perto
  • EMEF Padre Josefino Cabral
  • Colégio Júlia Fialho
  • Hospital Distrital Evando Ayres de Moura
Linhas de Ônibus
  • 214 - Estação/Pio Saraiva 1
  • 211 - Vila Velha/Antônio Bezerra
  • 080 - Francisco Sá/Parangaba
  • 112 - Álvaro Weyne/Centro
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação São Miguel
O que tem perto
  • Acesso Local
Linhas de Ônibus
  • 316 - Genibaú/Centro
  • 356 - Genibaú/Lagoa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Parque Albano
O que tem perto
  • Escola estadual Liceu do Conjunto Ceará
Linhas de Ônibus
  • 324 - Conjunto Ceará/1ª Etapa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Conjunto Ceará
O que tem perto
  • Museu do Caju
  • Igreja Santa Luzia
Linhas de Ônibus
  • 327 - Conjunto Ceará/4ª Etapa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Jurema
O que tem perto
  • Acesso Local
Linhas de Ônibus
  • 333 - Terminal Metrópole
  • 333 - Araturi
  • 142 - Jurema
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Araturi
O que tem perto
  • Acesso Local
Linhas de Ônibus
  • 333 - Araturi 1
  • 333 - Araturi 2
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Caucaia
O que tem perto
  • Centro de Caucaia
  • Loja Macavi
  • Mercantil Estrela
Linhas de Ônibus
  • 038 - Caucaia
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
VLT Parangaba-Mucuripe
  • Liga o bairro Parangaba ao Papicu
  • 10,8Km de Extensão (prevê 13,2Km)
  • 8 Estações (10 previstas)
  • 6,5 mil passageiros/dia
  • Funcionamento: Segunda a sàbado, de 6h às 12h40 e de 16h40 às 20h
  • Intervalo entre trens: 40
  • Tarifa: Gratuito
Estação Moura Brasil
O que tem perto
  • Terminal da Parangaba
  • Shopping Parangaba
  • Correios
  • Bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica
  • Enel Parangaba
  • Restaurante Popular Mesa do Povo
  • Avenida Silas Munguba
  • Hospital Menino Jesus
  • Unimed Parangaba
  • Ginásio Poliesportivo da Parangaba
Linhas de Ônibus
  • 048 - Parangaba/Papicu
  • 371 - Parangaba/José Bastos
  • 391 - Passaré/José Bastos
  • 390 - Parangaba/João Pessoa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Montese
O que tem perto
  • Rua Eusébio de Queiroz
  • Igreja Batista Nova Aliança
Linhas de Ônibus
  • 405 - Parque Dois Irmãos/Expedicionários
  • 407 - José Walter/Expedicionários
  • 099 - Siqueira/Mucuripe/Barão de Studart
  • 406 - Planalto Ayrton Senna/Expedicionários
  • 728 - José Walter/Centro
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Vila União
O que tem perto
  • Praça da Vila União
Linhas de Ônibus
  • 25 - Opaia/Lagoa
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Borges de Melo
O que tem perto
  • Supermercado GBarbosa
  • Rodoviária de Fortaleza
  • Avenida Borges de Melo
Linhas de Ônibus
  • 013 - Aguanambi I
  • 044 - Parangaba/Papicu/Montese
  • 069 - Lagoa/Papicu/Via Expressa
  • 078 - Siqueira/Mucuripe/ED
  • 145 - Conjunto Ceará/Papicu/Montese II
  • 031 - Av. Borges de Melo I
  • 045 - Conjunto Ceará/Papicu/Montese
  • 073 - Siqueira/Praia de Iracema
  • 085 - Lagoa/Aldeota
Estação do Bicicletar a 650 metros (rodoviária)
Estação São João do Tauape
O que tem perto
  • Acesso Local
Linhas de Ônibus
  • 602 - Parque Pio XII/Ana Gonçalves
Sem estação do Bicicletar nas proximidades
Estação Pontes Vieira
O que tem perto
  • Assembléia Legislativa
  • Hospital São Carlos
  • Avenida Desembargador Moreira
Linhas de Ônibus
  • 069 - Lagoa/Papicu/Via Expressa
  • 075 - Campus do Pici/Unifor
  • 755 - Conjunto Alvorada/North Shopping
  • 855 - Bezerra de Menezes/Washington Soares
Estação do bicicletar a 300 metros (Assembléia Legislativa)
Estação Antônio Sales
O que tem perto
  • Normatel
  • Avenida Antônio Sales
Linhas de Ônibus
  • 074 - Antônio Bezerra/Unifor
  • 222 - Antônio Bezerra/Papicu/Antônio Sales
  • 755 - Conjunto Alvorada North Shopping
  • 075 - Campus do Pici/Unifor
  • 703 - Paupina/Pici
  • 855 - Bezerra de Menezes/Washington Soares
Estação do bicicletar a 500 metros (Lojas Americanas)
Estação do Papicu
O que tem perto
  • Terminal do Papicu
Linhas de Ônibus
  • Todas do terminal do Papicu
Estação do bicicletar e do bicicleta integrada a 160 metros (Terminal do Papicu)

Do passado ao futuro

O Ceará tem uma longa relação com ferrovias até a chegada do sistema metroviário. Duas estradas de ferro, a de Sobral e a de Baturité, deram vida à ferrovia no Ceará no final do século XIX. A circulação de trens no Estado encurtou distâncias, mudou a paisagem e ajudou a desenvolver a economia das cidades cearenses. Tudo começou com a exportação de algodão do Ceará para Europa, durante a Guerra Civil nos Estados Unidos.

Antes, os meios de transporte eram à tração animal. O algodão descia a serra de Baturité rumo a Fortaleza no lombo de burros e cavalos. Para o Ceará daquela época, ainda era um processo lento e precário. Foi um grupo de empreendedores, capitaneado por Tomás Pompeu de Sousa Brasil, o Senador Pompeu, que liderou o projeto.

Nesse período, há cerca de 150 anos, o Ceará tinha o que era considerada a tecnologia mais moderna para a época no setor: as locomotivas inglesas. Em 1873, as duas primeiras aportaram no hoje Poço da Draga, em Fortaleza, e foram puxadas por tração animal até o prédio da Estação Central. O arquiteto José Capelo Filho, coautor do livro "Arquitetura Ferroviária no Ceará", resgata na obra que Fortaleza teve um dos maiores centros de manutenção de ferrovias do País.

Antigo mestre de mecânica da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (Rffsa), João Batista Castro Ramalho, mais conhecido como João da Ana, confirma o histórico e faz gosto em contar e recontar a história das ferrovias. Aos 84 anos, ele mostra com orgulho os antigos manuais que ensinavam a operar os equipamentos das locomotivas.

A memória desse tempo é conservada também pelo pesquisador e engenheiro aposentado Hamilton Pereira. Ex-ferroviário, ele é coautor do livro "Estradas de Ferro do Ceará" e mantém um museu com peças de locomotivas, fotografias e outros componentes da história dos trilhos no Ceará. Ele ressalta que a ferrovia ajudou o Estado a evoluir não apenas economicamente, como foi parte da sobrevivência da população na seca.

“A ferrovia, lá no primórdio, foi uma desbravadora dos sertões, porque não existia transporte. A época em que peguei período de seca, a ferrovia transportava água. A Rffsa projetou um trem com tanques com água que levava para os locais com mais dificuldade”, relembra Hamilton.

O apito do trem chegando às cidades era um acontecimento, marcava chegadas e partidas de pessoas queridas e a ansiedade pela entrega de mercadorias, de jornais da época, de cartas e de outras encomendas. O Ceará teve duas grandes estradas. A primeira delas foi a Estrada de Ferro de Baturité, de 1873, que só alcançou o município em 1882, responsável por ligar a Capital ao sul do Estado, até a região do Cariri, em Crato e Juazeiro do Norte. A outra foi a Estrada de Ferro de Sobral, inaugurada em 1881.

A maioria das estações ferroviárias está de pé. Após a privatização da Rffsa, muitos prédios foram cedidos a prefeituras, que instalaram museus, espaços culturais e centros de serviços. Algumas estão abandonadas e se perdem no tempo, lamenta Hamilton.

“O trem de passageiro era popular. Era uma viagem longa, mas era muito romântica, as pessoas recebiam os passageiros nas estações quando chegava”, conta saudoso o ex-ferroviário.

Com a decadência das ferrovias na década de 1980 e a lógica rodoviária em predominância, o trem de passageiros deixou de atravessar o Estado em dezembro de 1988.

A paixão pela trajetória dos trilhos e a tristeza pela pouca preservação da história das ferrovias no Estado não impedem Hamilton de acompanhar com otimismo a evolução dos metrôs e VLTs. “Como engenheiro, vejo a evolução do transporte ferroviário, tenho uma visão de otimismo das ferrovias e de progresso e mais conforto para a população”, pontua.

Hoje, Hamilton e diversos outros ex-ferroviários sonham com o investimento do Governo do Estado em um memorial. “Meu sentimento é que se pudesse reacender essa chama do ferroviarismo no Estado. Há projeto para isso, para resgatar toda essa história, tanto oral como física. A ferrovia foi muito importante para o Ceará. Ele se desenvolveu dentro da ferrovia”, destaca.

Não há presente sem passado. Enquanto operários do Metrofor escavam, há poucos metros da estação João Felipe, o que vai dar passagem para as obras da Linha Leste do metrô; ao lado, Hamilton, João e outros companheiros de ferrovia trabalham para manter a história viva no que restou dos prédios da antiga Estação Central, do centro de manutenção e do prédio administrativo, inaugurado ainda no século XIX.

Uma parte do coração desses ferroviários está para sempre junto de uma estação à espera do lento suspiro dos trens.

Mais de um século depois, a única estação que preserva a arquitetura original e diariamente recebe passageiros fica em Caucaia, no ponto final da Linha Oeste. Inaugurada em 1917, quando o município se chamava Soure, a estação foi inaugurada como parte da antiga Linha Norte, ramal que interligava as duas principais ferrovias do Ceará no início do século passado.
(Foto: Tiago Viana / Prefeitura de Caucaia).

Os trilhos do tempo

1870

Criada a Companhia Cearense da Via Férrea de Baturité. O traçado deveria ligar a estação central a Maranguape, Pacatuba, Redenção e Baturité.

1872

Começou a ser construído o prédio da estação central de Fortaleza, em frente à Praça Castro Carreira, à época chamada Campo da Amélia, em homenagem à imperatriz brasileira. O ponto deveria ser visto por quem vinha do mar. A estação central foi construída sobre um cemitério, o São Casimiro.

1873

Chegam as primeiras locomotivas a Fortaleza, a partir do Poço da Draga, puxadas até o Centro por tração animal.

1873

Foi inaugurado o primeiro trecho, saindo de Fortaleza até Arronches (atual Parangaba).

1875

Inauguradas estações de Mondubim, Maranguape e Maracanaú. No ano seguinte, Monguba e Pacatuba.

1878

Governo imperial assumiu o compromisso de prolongar a estrada de ferro até Baturité. A empresa responsável passou a se chamar Companhia da Via Férrea de Baturité. Nessa época, foi determinada a construção da atual Estação João Felipe.

1880

A primeira estação passou a funcionar como armazém de pequenas encomendas. O embarque e desembarque passou a acontecer na nova estação central, que, posteriormente, em 1946, passou a se chamar Estação Professor João Felipe.

1881

Iniciada a construção da Estrada de Ferro de Sobral.

1882

Inauguração da Estrada de Ferro de Baturité.

1910

Uma companhia inglesa assumiu a administração da ferrovia no Ceará até 1915.

1915

O contrato com a companhia inglesa foi anulado em meio à seca e foi criada, pelo Governo Federal, a Rede de Viação Cearense (RVC), sob comando do engenheiro Eduardo Couto Fernandes.

1919

As obras de expansão das duas ferrovias cearenses se tornaram frente de trabalho para os flagelados da grande seca no Estado.

1951

Maior acidente com trem de passageiros no Ceará, em Piquet Carneiro.

1957

Foi criada a Rede Ferroviária Federal S.A., a Rffsa, responsável por 22 ferrovias no Brasil.

1987

Iniciada a construção do consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza.

1988

A lógica rodoviária passa a predominar e a decadência das ferrovias chega ao Ceará. Desativado o trem de passageiros no Ceará. Lançamento do Metrofor.

1997

Em 8 de maio, foi publicada no Diário Oficial a criação do Metrofor e extinto, no mesmo mês, o consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza.

1999

Em 24 de agosto, tem início a reestruturação da Linha Sul pelo bairro Benfica, a primeira estação subterrânea do percurso.

2007

Extinta a Rffsa.

2012

Inaugurada a operação assistida da Linha Sul do Metrô. Iniciadas as obras do VLT Parangaba-Mucuripe.

2013

Lançamento das obras da Linha Leste do metrô.

2014

Desativada a estação Central Professor João Felipe. Início da operação comercial da Linha Sul.

2017

Início da operação assistida do VLT Parangaba-Mucuripe.

2018

Anúncio da redução da Linha Leste e recomeço das obras.

A espera pelo próximo trem

O relógio marcava 11h50 quando o servente Francisco Marcelino, a esposa Rosineide Pacheco e a vizinha Cláudia Maria chegaram à estação Moura Brasil, a primeira da Linha Oeste de Fortaleza. O objetivo de estarem em casa, no bairro Antônio Bezerra, antes das 13 horas estava frustrado. Eles chegaram tarde demais à estação. Quando passaram a catraca, o trem já havia partido, perdia-se de vista. Se tivessem chegado dois minutos antes, teriam conseguido embarcar no trem das 11h45, o último do período da manhã. O próximo estava previsto para às 13h30.

É pela estação Moura Brasil que os passageiros, principalmente aqueles que vêm de Caucaia, na Região Metropolitana, chegam ao ponto mais próximo do Centro de Fortaleza. A plataforma fica na rua Adarias de Lima, no bairro Moura Brasil. De lá até o centro comercial da Capital, são pelo menos seis quarteirões.

Francisco Marcelino e família sempre optam pelo metrô para ir ao Centro de Fortaleza
(Foto 1: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Apesar da distância, a passagem ao custo de R$ 1 e a dificuldade de acesso a linhas de ônibus em determinadas regiões fazem muitas pessoas optarem pelo modal, como foi o caso de Marcelino, Rosineide e Cláudia. Apesar da caminhada, o servente Francisco Marcelino, 35, não pensa duas vezes. Afinal, esse é o meio de transporte mais prático e mais barato para ele. Naquele 18 de dezembro, o trio foi ao Centro garantir os presentes de Natal para a família.

Nessa linha, apressar o passo até a plataforma pode fazer a diferença entre chegar em casa ou a um compromisso mais cedo ou esperar mais de 1 hora. Quando o trem chega e anuncia a partida, os passageiros que estão no lado de fora da estação correm para dar tempo de passar a catraca e embarcar.

Mesmo quando as portas estão fechadas e o trem já se locomove devagar pelos trilhos, há passageiros que acenam ao maquinista na esperança de embarcar. Os vigilantes se sensibilizam com a situação e também os ajudam, apitando para alertar o condutor. Com sorte, o objetivo é alcançado. O trem para, as portas se abrem e o passageiro embarca, aliviado.

Quando o trem anuncia a partida, os passageiros apressam o passo para não perdê-lo
(Foto: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Saudades da estação central

Segundo o Metrofor, cerca 6,5 mil pessoas utilizam por dia a Linha Oeste. Ainda assim, os horários distante de um trem para o outro são um problema para os passageiros. Nem parece que a estação está localizada próximo ao centro comercial da 5ª maior cidade do País, onde as pessoas têm pressa. O tempo de espera dura 45 minutos nos horários de maior movimento, que correspondem ao início da manhã e ao fim da tarde. No entanto, entre 8h30 e 15h, o intervalo chega a 1h45min.

“A gente não sabia que ia esperar mais de uma hora. Isso é uma falta de respeito. Antigamente, não era assim. O intervalo era de 40 a 40 minutos quando o trem ficava na estação João Felipe”, relembra Marcelino.

Inaugurada em 1880, durante o governo de Dom Pedro II, a estação central da cidade, citada pelo servente, era o ponto de encontro tanto do trem de Caucaia como do de Maracanaú. O desembarque acontecia a poucos metros da efervescência do Centro.

Apesar das mudanças, principalmente da melhoria física nos trens, Marcelino, Rosineide e Cláudia foram obrigados a esperar por 1h45, tempo considerável para quem andou por cerca de 15 minutos até a estação no calor de 30 graus de Fortaleza.

Necessidades de quem espera

Quem espera pelo próximo trem por quase duas horas precisa lidar com a fome, a sede e a falta de banheiro. Enquanto a equipe do Tribuna do Ceará esteve na estação esperando o trem, uma mãe teve de improvisar e trocar a fralda do filho de dois meses sobre o banco da estação. Também não há assento suficiente para quem espera, muitas pessoas sentam-se no chão e se esforçam para fugir do sol que, no período da tarde, avança sobre a plataforma estreita.

A falta de banheiro resulta em atitudes impudicas. Alguns usuários descem da plataforma e urinam por trás dos trens parados no trilho. Para as mulheres, especialmente as grávidas, a situação é mais crítica. A ambulante Maria do Socorro, de 65 anos, tenta ajudar nessas situações. Em casos extremos, ela pede aos vigilantes para que os passageiros possam usar o banheiro dos funcionários.

Antes da linha Oeste do Metrofor, os passageiros vindos de Caucaia desembarcavam na estação João Felipe, no Centro de Fortaleza
(Foto: Thales Dídimo/Tribuna do Ceará)

A ausência de estrutura básica resgata o saudosismo da antiga estação. Cláudia Maria lembra que havia mais conforto na estação João Felipe. “Lá, havia bebedouro e banheiro. Era muito melhor”, compara.

O presidente do Metrofor, Eduardo Hotz, reconhece a necessidade de reduzir o tempo de espera nesta linha. Segundo o ele, o órgão está estudando uma forma de solucionar o problema, mas não soube estimar um prazo. “Estamos vendo como pôr mais trens na linha. Talvez, tenhamos que fazer algum investimento de passagem, de um trem passar pelo outro, para que a gente possa fazer isso”, afirma. Entretanto, ele acrescenta que a linha possui outras necessidades e que são necessários uma série de investimentos em infraestrutura.

Os problemas da estação Moura Brasil se repetem no percurso da Linha Oeste nos seus 19,5 km de extensão. Entre 2007 e 2010, a linha passou por uma remodelação, ganhando novos trens e estações reformadas sobre estruturas seculares da antiga via férrea, mas ainda não são suficientes para atender a população com conforto e segurança.

Comércio fora dos trilhos

De segunda a sexta, a rotina é a mesma para a vendedora ambulante Maria do Socorro, 65. Por volta das 10h, ela sai de casa acompanhada da filha, Aline Bianca, 25, para montar sua tenda ao lado da estação Moura Brasil, na linha Oeste do Metrofor.

É por lá que a viúva garante a renda mensal com as vendas de saladas de frutas, pipocas, água e dindins de diversos sabores. Com um guarda-sol colorido, duas cadeiras e vários isopores para armazenar os produtos, dona Socorro monta a sua barraca na rua Aprendizes Marinheiro, continuação da Adarias de Lima.

A vendedora ambulante iniciou as suas atividades ao lado da estação Moura Brasil há quatro anos
(Foto: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Ao lado do seu ponto de venda, há outros vendedores ambulantes que também oferecem lanches aos passageiros do metrô. Socorro explica que o comércio iniciou na região há cerca de quatro anos, com o funcionamento da estação. “Comecei a vender lanches para os meninos que trabalhavam na construção da estação”, relembra. Hoje, os clientes são os passageiros.

"Jeitinho" nas vendas

Devido à distância de pouco mais de um metro da plataforma para a rua onde fica a sua barraca, a viúva entrega os produtos em três potes de sorvetes acoplados em uma vara de madeira que se estende até a estação. O improviso deu certo. Cada vasilha tem a sua função. Uma serve para colocar os produtos, a outra para o cliente deixar o pagamento e a terceira, para o troco.

Por estar no acostamento de uma ruela do Moura Brasil, a falta de estrutura atrapalha o comércio. Em época de chuvas, Socorro fica toda molhada mesmo estando embaixo de um guarda-sol. “A gente improvisa e coloca um plástico para cobrir os produtos e o dinheiro”, conta.

Mais que uma vendedora

A ambulante tem outra função: a de “auxiliar” da estação. Não é um cargo oficial, definido pelo Metrofor, mas foi atribuído pelos passageiros. É a ela que recorrem quando têm dúvidas sobre o metrô ou quando precisam ir ao banheiro. “Para eles (passageiros), é ruim porque não tem conforto nenhum. Não tem um banheiro. Quando faz sol, o calor incomoda”, comenta.

Dona Socorro utiliza um jeitinho para entregar os produtos aos passageiros que estão na plataforma
(Foto: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Algumas pessoas ficam perdidas também antes de entrar na plataforma. Há aqueles que seguem direto na rua Adarias Lima devido à falta de sinalização da entrada da estação. Quando isso acontece, Socorro mostra aos passageiros que, logo após a passagem improvisada, que liga a linha Oeste com a Sul, há uma bifurcação, na qual de um lado é a rampa que dá acesso ao metrô e a outra é a continuação da rua Adarias Lima.

Um box no futuro

Socorro sonha em um dia ter um boxe de vendas para poder trabalhar com mais conforto. A viúva sofre tendinite crônica no joelho. No fim do dia, quando retorna para casa por volta das 18h, sente fortes dores devido ao tempo em que ficou em pé ou sentada em uma cadeira de madeira. Pelo menos, a casa fica na mesma rua da estação. “Quando saio daqui, tenho que trabalhar até as 23h da noite para poder vender no outro dia. A necessidade fala mais alto”, enfatiza.

O sonho de Socorro vai demorar a ser concretizado. De acordo com o Metrofor, a estação Chico da Silva, próxima à estação onde trabalha, terá quiosques e pontos de venda. A previsão é que isso ocorra somente em 2022, quando as obras da Linha Leste do metrô forem concluídas. Os passageiros que vierem de Caucaia poderão fazer uma integração com a Chico da Silva, em um formato de estação central.

Socorro precisa criar uma empresa para conseguir uma box em uma das estações do Metrofor
(Foto: Thales Dídimo/Tribuna do Ceará)

Até o momento, apenas as estações Parangaba e Juscelino Kubitschek, na Linha Sul, possuem espaços para lojas. Apesar da disponibilidade, a viúva irá enfrentar outro desafio além da espera: abrir uma empresa para poder transformar a sua barraquinha em um quiosque.

O regulamento exige a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), certificado de regularidade perante o Fundo de Garantia do tempo de Serviço, provas de inexistência de débitos descumpridos perante a Justiça do Trabalho, entre outras exigências. Enquanto isso não acontece, dona Socorro vai seguindo a sua rotina, vendendo seus produtos e ajudando os passageiros no que for preciso, à espera de dias melhores.

Linha Sul – A pioneira

Vinte anos depois do início das obras, a Linha Sul do metrô de Fortaleza deve entrar em pleno funcionamento em 2019. É atualmente a maior via de transporte de passageiros sobre trilhos em operação no Ceará, tanto em extensão (24,1 km), como em número de estações (19) e de passageiros (28 mil/dia). O presidente do Metrofor, Eduardo Hotz, afirma que, ainda no primeiro semestre, o percurso deverá estar completamente automatizado.

“Com a operação toda completa, deveremos ter uma primeira linha no mesmo padrão que nós temos as linhas de outras cidades que a gente conhece, como São Paulo e Rio de Janeiro. Deixo nesses exemplos porque outras cidades do Brasil não estão em tão bom nível como essa vai estar”, destaca Hotz.

A Linha Sul do metrô liga Fortaleza a Maracanaú e Pacatuba, na Região Metropolitana. Sobre o atraso de duas décadas, Hotz afirma que os recursos destinados à obra chegavam de forma espaçadas, o que reduziu o ritmo. Segundo ele, apenas na gestão de Camilo Santana foram acelerados os trâmites de contratos de sistemas e de equipamentos.

O investimento numa linha de metrô é alto e demorado pela própria estrutura do serviço. A aquisição de ferramentas prontas é limitada, maior parte dos produtos são feitos sob encomenda. "O sistema tem que ser montado, principalmente o sistema de operação e controle, que é o que automatiza a operação da linha. Esse é montado em torno do desenho dos trilhos, tem que pôr o traçado da linha, as curvas, as informações, para que se faça programas de computador que se integrem e operem o controle do sistema", explica Hotz.

Uma das principais demandas de quem usa a linha até o destino final é o funcionamento aos domingos e feriados. Ainda não há previsão para extensão do serviço, mas expectativa é que a redução do tempo entre os trens e integração entre os modais acelerem mudanças nos dias de circulação.

Entrevista com o presidente do Metrofor, Eduardo Hotz:

O tempo de espera é diferente para quem utiliza a Linha Sul, a única que obedece a padrões básicos de exigência para se considerar um metrô, como separação total do espaço urbano, alimentação elétrica, dentre outros.

Os trens passam a cada 17 minutos. O transporte é rápido e os horários de funcionamento vão de 5h30 às 23h, de segunda a sábado.

A previsão é de que, quando estiver em pleno funcionamento, o intervalo entre metrôs será de 6 a 8 minutos, ainda em 2019.

Apesar de também não terem banheiros, as estações possuem estruturas melhores. Desde novembro de 2018, estão sendo implantadas máquinas de vendas de comida e bebida nas estações, além de lojas.

A queixa mais comum entre os usuários é o não-funcionamento aos domingos e feriados, especialmente para quem mora em Maracanaú e Pacatuba.

Há interesse em expandir o funcionamento, mas não há previsão. Confira na entrevista com o presidente do Metrofor, Eduardo Hotz.

A Linha Sul do Metrô de Fortaleza é atualmente a maior via de transporte de passageiros sobre trilhos em operação no Ceará.

Cada composição de trens em operação nesta linha tem capacidade de transporte de 890 pessoas. Por dia, são feitas 126 viagens, interligando Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba.

Nas estações, o tempo de parada do metrô é apenas o suficiente para desembarque e embarque de passageiros, sendo de 1 minuto ou menos.

A velocidade média dos trens é de aproximadamente 40 km/h, chegando a 70 km/h entre as estações (velocidade máxima).

A frota operacional da Linha Sul atualmente é de 10 trens elétricos, que circulam agrupados em dois, formando 5 composições de 2 trens.

VLT Parangaba – Papicu

O Veículo Leve sobre Trilhos que liga os bairros Papicu e Parangaba está em operação assistida desde 2018. A obra, cujos trabalhos começaram em 2012, deveria ter ficado pronta para a Copa do Mundo de 2014, integrando o pacote de mobilidade urbana. Indefinições sobre desapropriações de imóveis, abandono da obra pelo consórcio inicial, problemas em licitações e crise econômica nacional, no entanto, arrastaram a conclusão da linha.

A expectativa da Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará é de que, neste semestre, toda a obra esteja concluída, com 13,2 km de extensão, passando por 10 estações. Duas estações, Mucuripe e Iate, ainda não estão operando.

O VLT Parangaba - Papicu foi inaugurado em 2018 e deve permanecer em operação assistida até 2019
(Foto: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Segundo o secretário da Seinfra, Lúcio Gomes, faltam algumas decisões judiciais sobre desapropriações para que a obra se estenda. Porém o objetivo é finalizar os trabalhos, completar a operação assistida por toda a linha e iniciar a operação comercial ainda em 2019.

Atualmente, a operação assistida percorre oito estações, da Parangaba ao Papicu, de segunda a sábado, das 6h às 13h e de 16h40 às 20h. Com intervalo de 40 minutos entre os trens, os passageiros também precisam ficar atentos aos horários.

De olho no relógio

Faltava pouco para as 13 horas quando Dayane Silva, de 24 anos, e Najela Oliveira, de 30, perceberam que haviam perdido o último VLT na estação da Parangaba no período. Com saída prevista para 12h45, o maquinista até esperou 10min pelos passageiros antes de seguir viagem, mas o passeio no shopping ao lado fez com que as duas perdessem o horário. O próximo sairia apenas às 16h43, quase quatro horas depois.

Mesmo utilizando sempre, Najela se atrapalhou nos horários, achava que o trem ia partir às 13h. As duas iam desembarcar na estação Borges de Melo. “Na outra vez em que perdemos, o horário encerrava às 11h30”, relembra Najela. Com o embarque impedido, tiveram de ir para casa de ônibus, um percurso que demandaria mais da metade do tempo se tivesse usado o VLT.

Najela Oliveira (de vestido preto) e Dayane Silva (de blusa listrada) perderam o horário do VLT junto com a família após almoço no shopping
(Foto: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

A previsão da Seinfra é de que o VLT tenha um intervalo de tempo de 17 a 20 minutos, a depender da demanda, quando estiver em operação comercial. Mesmo com o intervalo de 40 minutos em horários reduzidos, o VLT reduz o tempo de percurso e ameniza o desconforto das viagens de ônibus.

No transporte coletivo, o trajeto Parangaba-Papicu não é feito em menos de uma hora. No horários de pico - o mais movimentado das estações -, os ônibus chegam a fazer em duas horas um percurso que o VLT não demandará mais de 30 minutos.

O desafio de integrar os modais

A estação Alto Alegre, na Linha Sul do metrô, fica praticamente na divisa entre Fortaleza e Maracanaú. Ao desembarcar nela, a sensação é de ter descido em meio a lugar nenhum. Não há praça ou avenida com comércios, como nas outras estações. A vista é um terreno com mato crescido e o acostamento de terra do 4º Anel Viário. Essa é uma das paradas do metrô mais simbólicas sobre as falhas de integração planejada para a modalidade.

Ao contrário da primeira impressão, há um fluxo constante de moradores do entorno. Do lado oposto à estação, fica um bairro isolado de Maracanaú: o Alto Alegre II, onde há pessoas que necessitam ir diariamente para o centro dos municípios seja para trabalhar, seja para estudar.

Nessa comunidade, o metrô chegou primeiro do que outros serviços básicos. A maioria das ruas ainda não tem asfalto e há poucos postes de iluminação pública. A região é um contraste do moderno com o velho, e é nessa dicotomia que o trem passa.

Verônica Araújo, 24, é moradora do bairro. Ela estuda no Instituto de Educação do Ceará (IFCE), no bairro de Fátima. De segunda a sexta, pega o metrô por volta das 6h na estação Alto Alegre com destino a estação Parangaba, onde desembarca para pegar um ônibus até o curso técnico de Pedagogia. Para ela, a oportunidade de estudar deve-se ao modal. “Eu estudo hoje por causa do metrô. De ônibus, não vejo nenhuma possibilidade”, afirma.

Entrevista com o presidente do Metrofor, Eduardo Hotz:

Verônica é um dos passageiros que utilizam diariamente o metrô da Linha Sul. Sem o transporte, ela não teria condições de estudar na capital
(Foto: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Sem a estação próximo de sua casa, só lhe restaria a única linha de ônibus que passa no bairro: a 392 Nova Esperança/Siqueira, que segue em direção ao terminal do Siqueira. De lá, ela teria que pegar um ônibus em direção ao Benfica e, posteriormente, outro para o bairro de Fátima. Atualmente, ela demora cerca de 1h para chegar ao curso de metrô. De ônibus, o tempo seria o dobro.

Segundo o Metrofor, há outras duas linhas de ônibus que passam próximas à estação. São Circular 002 e Circular 001. Entretanto, os coletivos não passam pelo Alto Alegre II, onde Verônica mora. O percurso é restrito apenas aos bairros Alto Alegre I, onde fica o Centro de Treinamento do Fortaleza Esporte Clube e também um parque industrial. Além disso, circulam apenas pelo município de Maracanaú, tornando o tempo de viagem a Fortaleza ainda maior.

Falta de estrutura no bairro

Apesar do privilégio de ter uma estação próxima, a comunidade ainda sofre com a ausência de alguns serviços básicos. Quando chove, os moradores já sabem: além do guarda-chuva, é preciso levar uma garrafa d´água na bolsa para lavar os pés sujos de lama.

O acesso até a estação é improvisado. Os passageiros passam por debaixo do viaduto da rodovia do 4º Anel Viário e sobem uma rampa de terra batida para chegar a entrada da estação. Em dias de chuvas, tem que ter equilíbrio para não cair por cima da lama. Há a opção de entrar na estação atravessando a rodovia. Entretanto, são poucos os passageiros que se arriscam em ir por ela devido ao fluxo constante de veículos e de caminhões.

No local, há apenas uma luz da plataforma que ilumina parte do caminho improvisado que fica por debaixo do viaduto em que os passageiros passam para retornar às suas casas.

Para ter acesso à estação de metrô, os passageiros optam por ir debaixo do viaduto. Motociclistas também utilizam o caminho para ter acesso ao bairro Alto Alegre II
(Foto: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

A Prefeitura de Maracanaú afirma que investimentos em infraestrutura foram realizados na região em 2018, como obras de drenagem, terraplanagem e pavimentação. Uma ação de iluminação pública também está em curso e deve chegar aos bairros Alto Alegre I e II, segundo o órgão, mas sem data anunciada. Sobre o acesso à estação, a Prefeitura alega que a responsabilidade é do Metrofor.

O Metrofor garante que está desenvolvendo um projeto de requalificação dos acessos. A ação vai incluir a iluminação pública na passagem dos passageiros sob o 4º Anel Viário, controle da vegetação e requalificação do piso, mas ainda não há previsão de início das intervenções. O órgão ressalta que os problemas restantes da região são de responsabilidade da Prefeitura.

Toda a extensão da Linha Sul é fechada por muros ou por grades para evitar o fluxo de pedestres. Não é o que acontece nas proximidades da estação Alto Alegre. Devido à falta de opção, os moradores abriram um buraco no muro para poder chegar ao bairro vizinho por meio dos trilhos.

O muro já foi consertado diversas vezes, mas a população insiste em abrir a passagem novamente.

Segundo os moradores, o atalho é uma questão de necessidade. Caso optem por passar pela rodovia para ir ao bairro Conjunto Industrial, correm o risco de serem assaltados ou atropelados.

De acordo com o presidente do Metrofor, Eduardo Hotz, trata-se de uma obrigação legal a via do trem ser fechada a partir do momento em que entra em um sistema metroviário de atendimento amplo.

Para ele, o problema deve-se ao crescimento desordenado da cidade, que não se adequa ao sistema férreo, presente na região há anos. “A responsabilidade das travessias na faixa não é do trem, é da prefeitura”, ressalta.

Por outro lado, Hotz afirmou que o Metrofor irá procurar a prefeitura de Maracanaú para estudar qual é a melhor solução para os moradores do Alto Alegre II. “Vamos entrar em contato com a prefeitura para fazer uma discussão de como pode ficar a contento essa questão”, garantiu.

Ônibus e metrô

Uma das principais demandas dos usuários do sistema metroviário de Fortaleza e Região Metropolitana é a integração da tarifária. Desde 2017, o Metrô de Fortaleza opera com cartões eletrônicos no sistema de bilhetagem que, no entanto, não são os mesmos dos ônibus e vans.

O cartão tem validade apenas para o dia da compra da passagem. A cada embarque, é debitada dos créditos a quantia de R$ 3,40, referente a uma passagem inteira. Já para estudante, a meia custa R$ 1,70. Quem precisa pegar ônibus para complementar a viagem tem de acrescentar mais R$ 3,60 (ou R$ 1,80, no caso de estudante). O custo se torna inviável para algumas pessoas.

“O Bilhete Único Metropolitano será estendido ao metrô. O problema é que nós temos um sistema de bilhetagem que foi projetado, executado e comprado antes de o bilhete dos ônibus estar preparado, temos sistemas diferentes entre os ônibus e o metrô. Estamos fazendo a compatibilização técnica e já estamos com uma legislação adequada para que o metrô possa entrar (na integração)”, afirma o presidente do Metrofor, Eduardo Hotz.

Incluso nesse planejamento, está também a implantação do Sistema de Sinalização e Controle de Trens, que vai automatizar o funcionamento dos trens e viabilizar a redução do tempo de espera (headway) para aproximadamente oito minutos. A previsão é de que o sistema comece a funcionar no primeiro semestre de 2019.

“Não tem data porque temos providências técnicas e legais para serem produzidas e isso não tem um prazo pré-determinado. Mas acredito que até o meio do ano a gente já está com isso pronto, isso é prioridade nossa”, reforça Hotz.

A integração e a redução do tempo de espera caminham juntas. “Com a redução do intervalo, a integração com o ônibus fica mais favorecida, porque a pessoa não tem o risco de descer o ônibus e esperar 17 minutos para pegar o trem. O interesse na integração é recíproco, é da parte do metrô, é da parte dos usuários e é da parte dos operadores de ônibus. Todo mundo vai ganhar com isso”, destaca o presidente do Metrofor.

A integração se estenderá também para os modais metroviários. Na estação Parangaba, por exemplo, a estrutura física integra VLT e Linha Sul, sem bloqueios. O mesmo deve acontecer com a futura ligação entre Linha Leste e Estação Papicu e Linhas Sul, Leste e Oeste na estação Chico da Silva, no Centro.

O objetivo é que a inserção entre diferentes modais se estenda pelo entorno de todas as estações. “A Prefeitura de Fortaleza modificou a Lei de Uso e Ocupação do Solo, já prevendo um maior adensamento das áreas de influências das diversas linhas de metrô. Também há uma conversa para que as linhas de ônibus funcionem enxergando mais as estações de metrô como núcleos de células que possam facilitar a vida do cidadão”, destaca o secretário da Infraestrutura, Lúcio Gomes.

Bicicleta e metrô

A Praça da Estação, no município de Maracanaú, fica repleta de bicicletas presas nos corrimões próximos à entrada da estação da Linha Sul. A paisagem é comum devido aos hábitos dos passageiros de integrar a bicicleta e o metrô. Essa alternativa tem o melhor custo-benefício. É rápido e barato. Só precisam desembolsar R$ 6,80 de passagens de ida e volta do metrô, enquanto andar de bicicleta é gratuito.

Cléber Badu, 38, que o diga. Graças à Linha Sul e a sua bike, pode desfrutar de alguns minutos a mais de sono antes de se arrumar para ir ao trabalho, tempo que faz a diferença para quem sai antes do sol nascer e só retorna para casa à noite. Trabalha como vigilante em uma empresa na avenida 13 de maio, no bairro de Fátima, em Fortaleza, durante horário comercial.

Para chegar no horário, opta por ir de metrô por ser mais rápido. Não é para menos. Segundo o Metrofor, o tempo médio de viagem da última estação, no município de Pacatuba, até a primeira, no bairro Moura Brasil, em Fortaleza, é de 37 minutos. No caso de Cléber, a duração pode ser ainda menor.

No fim da tarde, a Praça da Estação, no centro de Maracanaú, fica repleta de bicicletas presas no bicicletário e em corrimões próximos ao metrô
(Foto: Daniel Rocha/Tribuna do Ceará)

Apesar disso, o tempo é cronometrado. O vigilante sai de casa por volta das 5h40. Vai de bicicleta até a Praça da Estação, no centro de Maracanaú, para pegar o trem por volta das 6h, e desembarca na estação do Benfica, onde segue a viagem a pé até o seu trabalho. “A passagem metropolitana é R$ 4,40 e aqui (Metrofor) é R$ 3,40. É muito mais barato”, enfatiza o vigilante sobre as vantagens do percurso.

O horário ajuda. Por chegar cedo, tem o privilégio de deixar a bicicleta no único bicicletário da praça. Nem precisa procurar vaga. Isso porque no decorrer do dia cada espaço é disputado por outros passageiros que deixam a sua bicicleta enquanto vão ao trabalho. Deixam onde dá. O importante é não perder o horário. No fim do dia, a paisagem não poderia ser diferente: a Praça da Estação fica repleta de bicicletas presas.

Aurélio Barros
universitário

“Sempre deixo a minha bicicleta na praça para pegar o metrô. Demoro cinco a dez minutos para chegar à estação. Opto por ir de bike. Se eu fosse de ônibus, eu demoraria cerca de 40 minutos para chegar à estação dependendo do horário”, ressalta.

Carlos Henrique
vendedor ambulante

"A maioria das pessoas trabalha em Fortaleza e só recebe um vale-transporte. Então, deixam a bicicleta aqui (Praça da Estação) e pegam o metrô", explica Carlos Henrique sobre a integração.

Adriana Alves
costureira

"Sempre utilizo metrô quando vou comprar tecidos e utensílios de costura no Centro de Fortaleza. Venho sempre de bicicleta até a estação. Tem dias que a gente tem que procurar espaço para deixar a bicicleta e poder pegar o metrô", explica.

Entretanto, tanto Maracanaú quanto Fortaleza ainda enfrentam dificuldades em integrar esses dois modais mesmo com seus benefícios. Das 20 estações da Linha Sul, apenas quatro possuem estações de bicicletas compartilhadas (Ver infográfico 2.0). Todas ficam localizadas na capital devido à ausência de um sistema similar em outras cidades do Estado. Na Linha Oeste, não há nenhuma. O VLT Parangaba-Papicu é o que possui maior oferta dentro do sistema. Das oito estações, quatro possuem os pontos de bicicletas compartilhadas próximos.

Fortaleza 2022
Linha Leste do metrô

A Linha Leste do metrô de Fortaleza, prevista para ser a primeira completamente nova, subterrânea e com traçado para a área nobre da Capital, parece ser uma lenda na cidade. Seis anos depois do anúncio das obras, a Linha Leste parece estar sempre em fase de início das obras. Somente em novembro de 2018, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), assinou nova ordem de serviço, apresentando um novo projeto, com percurso do metrô reduzido de 12,4 para 7,3 quilômetros de extensão.

A Linha Leste tem investimento na ordem de R$ 1 bilhão financiado pelo BNDES, além de R$ 673 milhões do Governo Federal e R$ 186 milhões do Tesouro Estadual. A obra tem conclusão prevista para 2022 e ligará o Centro ao bairro Papicu, onde deve se encontrar o VLT Parangaba-Mucuripe.

Entrevista com o presidente do Metrofor, Eduardo Hotz:

Fase 1

O prazo de quatro anos inclui as obras das passagens subterrâneas e a construção de novas estações para o modal. “Quando me contratou, o governador deixou muito claro que essa obra é prioridade do governo dele. A população vai ser muito beneficiada. É uma responsabilidade grande, mas é um trabalho que dá gosto”, ressalta o secretário da Infraestrutura, Lúcio Gomes.

Inicialmente, o projeto previa extensão até o bairro Edson Queiroz, mas foi remodelado para caber no orçamento previsto, segundo o Governo do Estado. Com 7,3 km, o metrô funcionará também conectado à Linha Sul, já em operação, e ao VLT Parangaba/Mucuripe.

A expectativa da gestão para o futuro é estabelecer uma Parceria Público-Privada para a próxima fase da obra. No entanto, não há previsões definidas. “A gente não tem ainda uma PPP lançada com esse objetivo, é uma opção que a gente vai analisar. Uma PPP depende muito do cenário local, nacional e internacional. Precisamos agora deslanchar essa fase 1 para adotar estratégias para a fase 2”, afirma Gomes.

Linha do Tempo
Linha Leste

2012

Governo Federal anuncia repasse de R$ 1,6 bilhão para a Linha Leste do Metrô.

2013

Duas das quatro tuneladoras desembarcam no Porto do Pecém. Outras duas chegam em 2014.

Obras começam com projeto para 12,4 km, ligando o Centro ao Edson Queiroz.

2014

Iniciadas as obras da estação do Colégio Militar. Tuneladoras seriam usadas nas escavações do Centro até lá. Prazo não foi cumprido e uso dos tatuzões fica para 2015.

Com orçamento de R$ 3,5 bilhões, as obras foram paradas com investimento de R$ 196,3 milhões.

O consórcio Centeco-Acciona foi revisto, e as obras, interrompidas.

2016

Peças e motores das quatro tuneladoras adquiridas pelo Governo foram furtados em junho.

2017

Começam a ser montadas as máquinas tuneladoras.

2018

Tapumes de suposta obra na avenida Washington Soares são removidos sem nenhum sinal de serviço no local.

O projeto é remodelado e passa a ter 7,3 km, até o Papicu. Camilo Santana assina nova ordem de serviço para as obras.

2019

Começa preparação do espaço que abrigará tuneladora no canteiro central da linha, próximo à estação João Felipe.

“Investimento no Ceará está acontecendo e pode ir mais rápido”, diz presidente da ANP Trilhos

O Tribuna do Ceará conversou com presidente da ANP Trilhos, Joubert Flores, sobre o desenvolvimento do transporte sobre trilhos no Brasil e os benefícios de focar em uma nova cultura de transportes.

Tribuna do Ceará: Qual a situação do sistema metroferroviário no Brasil atualmente?

Joubert Flores: O Brasil ficou atrasado nesse sentido por uma decisão equivocada nos anos 60. Tínhamos uma ferrovia, que podia não ser a melhor do mundo, mas era muito utilizada em qualquer lugar do Brasil, no Ceará, em Pernambuco, mas principalmente no Sudeste e no Sul. Quando começamos a ter a indústria automotiva, que foi um boom, uma boa coisa para nós, e começamos a ter rodovias, o erro foi não ter crescido a rodovia sem erradicar a ferrovia. A ferrovia foi muito abandonada. E qual a situação que a gente chegou? A gente hoje não tem uma estrutura ferroviária adequada tanto para carga como para passageiro, diferentemente de outros países onde os modais convivem, trilho e pneu, cada um sendo utilizado dentro da sua capacidade, de sua possibilidade. A capacidade dos transportes sobre trilhos não é comparável com os outros transportes. Onde você tem corredores carregados com muita demanda, o normal, que é feito em qualquer lugar do mundo, é utilizar trilhos.

Aqui, no Brasil, a gente tem alguma coisa razoável em São Paulo e Rio de Janeiro e, em menor escala, em poucas cidades como Belo Horizonte, Brasília... Há uma lacuna muito grande.

Tribuna do Ceará: A alta demanda de investimento não é um desestímulo?

Joubert Flores: O investimento é maior? É, não tenha dúvida. Mas se for diluir esse investimento no tempo, diluir pelo número de passageiros que você transporta e colocar o custo da sua operação durante o tempo, você vai ver que esses transportes metroviários não utilizam combustível fóssil, não emitem CO2 nem gases de efeito estufa, há pouquíssimos acidentes.

Tribuna do Ceará: Quais aspectos contam a favor do metrô?

Joubert Flores: As questões de sustentabilidade são um benefício importante. Do ponto de vista da pessoa, hoje temos cidades que cada vez mais se espalham para o entorno, ficam em regiões metropolitanas gigantes, em que as pessoas acabam morando distante do lugar de trabalho. Muita gente leva duas horas para ir ao trabalho e voltar. Do ponto de vista dessa pessoa que perde 4 horas de vida se deslocando, se ela ganhasse duas horas, poderia estar em casa com a família, estudando, praticando atividade física ou gerando renda. Você rouba dessas pessoas essas horas. Para implantar um sistema desse, você tem esse benefício associado ao futuro. Você qualifica o espaço urbano para as pessoas, valoriza o patrimônio que elas têm.

VLT de Sobral

Com duas linhas em operação no município, o VLT de Sobral possui ao todo 13,9 km de extensão, sendo 7,2 km para a linha sul e 6,7 km para a linha norte. De acordo com o Metrofor, o VLT percorre pelas quatro principais regiões da cidade por meio das 12 estações e foi entregue à população em 2014. Pelo menos 4,8 mil passageiros utilizam o modal diariamente.

VLT do Cariri

Os municípios de Juazeiro do Norte e de Crato, na região do Cariri, foram as primeiras cidades do Estado a receber um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Em 2009, o modal foi entregue à população funcionando em operação assistida. Ao todo, o VLT transporta em média 1,7 mil passageiros por dia. O transporte liga as duas cidades por uma linha com 13,6 km de extensão, divididas por 9 estações.