Morte de ex-presidente da TUF completa 10 anos, e crime continua sem resposta


Morte de ex-presidente da TUF completa 10 anos, e crime continua sem resposta

Marcionílio Pinheiro foi morto durante uma emboscada no Rio de Janeiro, após a partida entre Botafogo e Fortaleza

Por Lyvia Rocha em Fortaleza

4 de dezembro de 2015 às 06:00

Há 4 anos
Marcionílio tinha 27 anos (FOTO: Reprodução/Facebook)

Marcionílio tinha 27 anos quando foi morto no Rio de Janeiro (FOTO: Reprodução/Facebook)

Há 10 anos, Marcionílio Pinheiro, então presidente da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), foi assassinado durante uma emboscada após o jogo da Série A entre Botafogo e Fortaleza, no Rio de Janeiro, no dia 4 de dezembro de 2005.

O líder da torcida tricolor morreu com um tiro na cabeça e outro na barriga.

Além dele, um integrante da Fúria Jovem, Fred Paiva da Silva, também morreu um dia depois. As brigas começaram pela internet, mas não ficou apenas no campo virtual.

O atual presidente da TUF, Rinaldo Bruno da Silva, relembra com respeito do amigo Marcionílio. “Ele foi o pai que não tive, me deu sempre bons conselhos, faz muita falta por aqui. Sempre quis criar um ambiente familiar dentro da torcida, e estamos tentando fazer o que ele sempre sonhou. Deixar a má impressão que a torcida organizada passa e fazer com que a família volte a frequentar mais o estádio”, comentou.

O irmão da vítima, Addler Pinheiro, fala com o carinho da perda do irmão. “Faz 10 anos e, para mim, para a toda a família, parece que foi ontem. A saudade é muito grande“, recorda.

Na época da morte, Marcionílio tinha 27 anos e estudava Direito na Universidade de Fortaleza (Unifor). O irmão relembra que o estudante quase não conseguia ir ao jogo devido a uma prova de faculdade. “Ele decidiu ir para o Rio de Janeiro na última hora. Recebeu o resultado positivo da prova da faculdade e conseguiu ir para a cidade. Infelizmente aconteceu o pior”, lamenta.

Sobre frequentar estádio, ele comenta que durante 1 ano não conseguiu voltar ao local. Mas, aos poucos, retornou para assistir aos jogos do Tricolor. “Até hoje levam um banner homenageando meu irmão e sempre fazem outras homenagens póstumas a ele”, afirma.

Relembre o caso

Vinte e quatro torcedores do Fortaleza saíram da cidade e foram em um microônibus para a partida realizada entre Botafogo e Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro da Série A. O jogo terminou por 2 a 0 para o time carioca.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro escoltou o veículo dos cearenses a poucos metros da confusão. O ônibus acabou atacado na Avenida Brasil, na Ponte Rio-Niterói, quando ficou preso em um engarrafamento.

Na época, o major Marcelo Pessoa, do Grupamento Especial de Policiamento dos Estádios, informou que a escolta se desfez porque Rio-Niterói é de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal, e também por não ter, aparentemente, botafoguenses próximos ao lugar.

Os suspeitos do crime, Marcelo Oliveira Ramos e Felipe Alves, da Fúria Jovem, foram julgados em 2007 e absolvidos por falta de provas.

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Morte de ex-presidente da TUF completa 10 anos, e crime continua sem resposta

Marcionílio Pinheiro foi morto durante uma emboscada no Rio de Janeiro, após a partida entre Botafogo e Fortaleza

Por Lyvia Rocha em Fortaleza

4 de dezembro de 2015 às 06:00

Há 4 anos
Marcionílio tinha 27 anos (FOTO: Reprodução/Facebook)

Marcionílio tinha 27 anos quando foi morto no Rio de Janeiro (FOTO: Reprodução/Facebook)

Há 10 anos, Marcionílio Pinheiro, então presidente da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), foi assassinado durante uma emboscada após o jogo da Série A entre Botafogo e Fortaleza, no Rio de Janeiro, no dia 4 de dezembro de 2005.

O líder da torcida tricolor morreu com um tiro na cabeça e outro na barriga.

Além dele, um integrante da Fúria Jovem, Fred Paiva da Silva, também morreu um dia depois. As brigas começaram pela internet, mas não ficou apenas no campo virtual.

O atual presidente da TUF, Rinaldo Bruno da Silva, relembra com respeito do amigo Marcionílio. “Ele foi o pai que não tive, me deu sempre bons conselhos, faz muita falta por aqui. Sempre quis criar um ambiente familiar dentro da torcida, e estamos tentando fazer o que ele sempre sonhou. Deixar a má impressão que a torcida organizada passa e fazer com que a família volte a frequentar mais o estádio”, comentou.

O irmão da vítima, Addler Pinheiro, fala com o carinho da perda do irmão. “Faz 10 anos e, para mim, para a toda a família, parece que foi ontem. A saudade é muito grande“, recorda.

Na época da morte, Marcionílio tinha 27 anos e estudava Direito na Universidade de Fortaleza (Unifor). O irmão relembra que o estudante quase não conseguia ir ao jogo devido a uma prova de faculdade. “Ele decidiu ir para o Rio de Janeiro na última hora. Recebeu o resultado positivo da prova da faculdade e conseguiu ir para a cidade. Infelizmente aconteceu o pior”, lamenta.

Sobre frequentar estádio, ele comenta que durante 1 ano não conseguiu voltar ao local. Mas, aos poucos, retornou para assistir aos jogos do Tricolor. “Até hoje levam um banner homenageando meu irmão e sempre fazem outras homenagens póstumas a ele”, afirma.

Relembre o caso

Vinte e quatro torcedores do Fortaleza saíram da cidade e foram em um microônibus para a partida realizada entre Botafogo e Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro da Série A. O jogo terminou por 2 a 0 para o time carioca.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro escoltou o veículo dos cearenses a poucos metros da confusão. O ônibus acabou atacado na Avenida Brasil, na Ponte Rio-Niterói, quando ficou preso em um engarrafamento.

Na época, o major Marcelo Pessoa, do Grupamento Especial de Policiamento dos Estádios, informou que a escolta se desfez porque Rio-Niterói é de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal, e também por não ter, aparentemente, botafoguenses próximos ao lugar.

Os suspeitos do crime, Marcelo Oliveira Ramos e Felipe Alves, da Fúria Jovem, foram julgados em 2007 e absolvidos por falta de provas.