Série C reúne cinco times que passaram pela Série A neste século


Série C reúne cinco times que passaram pela Série A neste século

Com clubes tradicionais como Fortaleza, Guarani, Paysandu, Juventude e São Caetano, a Série C começa neste final de semana. E o nível será um dos maiores da competição

Por Caio Costa em Futebol

25 de abril de 2014 às 17:00

Há 5 anos
Vice-campeão cearense, o Fortaleza é um dos favoritos na Série C (FOTO: Nodge Nogueira)

Vice-campeão cearense, o Fortaleza é um dos favoritos na Série C (FOTO: Nodge Nogueira)

 

A Série C do Campeonato Brasileiro começa neste sábado (26), com o duelo fluminense entre Madureira e Duque de Caxias, no estádio Aniceto Moscoso. A edição de 2014 terá clubes tradicionais como Fortaleza, Paysandu, Guarani e Juventude, que recentemente eram forças da Série B. Por isso promete ser uma das mais disputadas da história.

História que começou em 1981, mas em uma competição que sequer previa acesso. Apenas a partir 1994, a Terceirona, que já teve diversas fórmulas de disputa, passou a ser organizada anualmente.

Confira abaixo os participantes da Série C 2014

Série-C---grupo-B

Águia de Marabá – estádio: Zinho de Oliveira (capacidade: 4.500)

Depois de um estadual decepcionante, onde sequer conseguiu se classificar para a segunda fase, o time paraense quer fazer bonito em sua sexta participação na Série C. Para isso, o clube trouxe o técnico uruguaio Dario Pereyra (ex-São Paulo e Atlético-MG) e contratou mais de 20 jogadores. Antes da estreia, a diretoria promete a chegada de um nome de peso. Danilo Galvão e Aleílson também podem aparecer em Marabá.

ASA – estádio: Coaracy da Mata (capacidade: 15.000)

Depois de quatro participações seguidas na Série B, o ASA está de volta à 3ª divisão. A equipe de Arapiraca teve um bom rendimento no estadual, mas acabou eliminada na semifinal, pelo CRB. Para a Série C, o clube já anunciou nomes conhecidos, como o volante Lucas (ex-Fortaleza e CSA) e ainda tenta a contratação do atacante Diego Clementino (ex-Grêmio).

Botafogo-PB – estádio Almeidão (capacidade: 25.000)

Campeão da Série D do ano passado, o Botafogo ainda busca o título do Campeonato Paraibano. O Belo confia em jogadores experientes como os atacantes Warley (ex-São Paulo e Grêmio) e  Frontini (ex-Santos e Ponte Preta) para fazer boa campanha. O meia Lenílson (ex-São Paulo) também segue no Alvinegro.

CRB – estádio: Rei Pelé (capacidade: 25.000)

Finalista do Campeonato Alagoano, o CRB chega à Série C embalado por ter vencido o São Paulo pela Copa do Brasil. A equipe regatiana comandada por Eduardo Sousa ainda aposta nos gols do veterano Denílson para conseguir bons resultados. O atacante Tozin, que subiu com o Luverdense no ano passado, também é uma das esperanças.

Crac – estádio: Gervino Evangelista (capacidade: 12.000)

Rebaixado para Série D no ano passado, o Crac foi confirmado pela CBF na vaga do Betim, excluído da competição pelo STJD. Entretanto, a equipe surge como uma das favoritas ao descenso, uma vez que fez péssima campanha no Campeonato Goiano. As contratações seguem modestas, com apenas jogadores da região central, como o atacante Araújo (ex-Goianésia). O nome mais conhecido do elenco é o volante Coquinho, campeão cearense em 2010 pelo Fortaleza.

Cuiabá – estádio: Arena Pantanal (capacidade: 45.000)

A equipe mato-grossense chega embalado após bater o Luverdense e se sagrar campeã estadual. Para completar o otimismo, o técnico Luciano Dias recebeu bons reforços como o goleiro Gatti (ex-Cruzeiro) e o meia Everton Cezar (ex-CRB). O experiente lateral direito Eder Sciola (ex-São Paulo) é titular absoluto. O Cuiabá pode sofrer no início da competição, uma vez que terá de mandar seus jogos em Lucas do Rio Verde, enquanto a Arena Pantanal não é liberada.

Fortaleza: estádios: PV (capacidade: 22.000) e Castelão (capacidade: 67.000)

Depois da decepção em 2013, quando foi eliminado diante de mais de 65 mil tricolores, em casa, contra o Sampaio Corrêa, o Fortaleza vem forte para a Série C. Comandado por Marcelo Chamusca, o Leão fez bela campanha no estadual, sofrendo apenas duas derrotas na campanha do vice-campeonato. Agora, a diretoria tanta manter destaques como o veterano Marcelinho Paraíba e o lateral Tiago Cametá para finalmente deixar a terceirona. O volante Corrêa, contratado durante o cearense, é o termômetro do time.

Salgueiro – estádio: Cornélio de Barros (capacidade: 10.030)

O Carcará do Sertão quer voltar à Série B e, para isso, manteve a base que foi terceira colocada no último Campeonato Pernambucano. O experiente goleiro Mondragon (ex-Horizonte) e o veterano atacante Fabrício Ceará (ex-Santa Cruz) seguem na equipe, que também aposta no caldeirão do estádio Cornélio de Barros para fazer bonito na terceirona.

Treze – estádio: Presidente Vargas (capacidade: 12.000)

Depois de ficar no quase em 2013, ao ser eliminado no mata-mata pelo Vila Nova-GO, o Treze vai para sua terceira participação seguida na Série C. Este ano, após um Nordestão decepcionante, o Galo da Borborema ainda tenta se classificar para a fase final do estadual. O atacante Fabinho Cambalhota, contratado junto ao Potiguar, e o experiente Jaílson (ex-Fortaleza e Santa Cruz) são as principais armas da equipe, que também conta com o meia Douglas Packer (ex-Paraná).

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Série-C---grupo-B4

Caxias – estádio: Centenário (capacidade: 30.822)

Semifinalista do último Gauchão, o Caxias tem duas missões na Série C: brigar pelo acesso e superar o rival Juventude, que retornou á Série C. Para a terceirona, a base foi mantida, como o atacante Júlio Madureira (ex-Fortaleza) e o meia Rafael Carioca. O volante Baiano, indicado como um dos melhores de sua posição no estadual, também segue na equipe comandada por Beto Campos.

Duque de Caxias – estádio: Marrentão (capacidade: 7.000)

Lanterna e rebaixado no último Campeonato Carioca, o Duque de Caxias mudou tudo para a disputa da Série C, inclusive administrativamente, uma vez que uma empresa luso-brasileira passou a comandar o futebol do clube. De cara, os novos parceiros trouxeram o técnico Eduardo Allax (ex-goleiro de Atlético-MG e Grêmio) para ser o treinador de um elenco totalmente reformulado após o fiasco no estadual.

Guarani – estádio: Brinco de Ouro da Princesa (capacidade: 29.130)

Campeão Brasileiro de 1978, o Guarani luta por dias melhores. Vivendo grande crise financeira, o Bugre fracassou na Série A2 do Paulistão e vai para a Série c cercado por dúvidas. A diretoria campineira contratou vários jogadores do Capivariano, clube que acendeu à primeira divisão paulista, para reforçar o elenco, que ainda tem no veterano Fumagalli (ex-Corinthians e Fortaleza) e no atacante Fabinho (ex-Cruzeiro) os seus principais nomes.

Guaratinguetá – estádio: Ninho das Garças (capacidade: 16.095)

Sem time para mandar a campo, o Guaratinguetá fez uma parceira inusitada com o Grêmio Osasco Audax, uma das surpresas do último Paulistão. Todos os jogadores do clube-empresa, além do técnico Fernando Diniz, vão defender a Garça na Série C. Os poucos destaques do time que foi mal na Série A do Paulista devem ser mantidos para a disputa da terceirona.

Juventude – estádio: Alfredo Jaconi (capacidade: 24.000)

Campeão da Copa do Brasil de 1999 e figura carimbada na Série A entre 1995 e 2006, o Juventude conquistou a Série D do ano passado e quer fazer bonito na terceirona. Apesar de ter perdido o artilheiro Zulu para o Icasa, o Alviverde conta com os volantes Itaqui (ex-Grêmio) e Jardel (ex-Ceará), o meia Mika e o atacante Macena (ex-Ceará e Guarani) para conseguir o acesso. Os jogos na neblina da Serra Gaúcha costumam ser complicados para os rivais.

Macaé – estádio: Moacyrzão (capacidade: 16.000)

Depois de quase subir no passado e de ter ficado em sétimo lugar no último Campeonato Carioca, o Macaé quer pelo menos se manter na Série C para 2015. A diretoria do Alvianil Praiano contratou alguns jogadores conhecidos do futebol fluminense, como o goleiro Milton Raphael (ex-Botafogo). O atacante do Icasa Sérgio Júnior ainda faz parte dos planos.

Madureira – estádio: Conselheiro Galvão (capacidade: 5.000)

Comemorando 100 anos em 2014, o Tricolor Suburbano tem como objetivo se manter na Série C. Presidido pelo folclórico Elias Duba, fez contratações modestas para a competição, como o meia Fernandinho, emprestado pelo Flamengo, e o armador argentino Leandro Chaparro, que teve passagem discreta pelo Vasco.

Mogi Mirim – estádio: Romildo Vitor Gomes Ferreira (capacidade: 30.000)

Depois do presidente Rivaldo, ex-craque da seleção brasileira, dar declarações de que o Sapão poderia desistir da Série C, o Mogi Mirim tem pretensões modestas na competição nacional. O lateral-direito Edson Ratinho (ex-São Paulo) foi emprestado para o Joinville, assim como o meia Elanardo retornou ao Icasa. O veterano Fernando Baiano, esperança de gols, não deve atuar na estreia contra o Guaratinguetá.

São Caetano – estádio Anacleto Campanella (capacidade: 14.400)

Vice-campeão da Taça Libertadores há exatos 12 anos, o São Caetano está longe de lembrar dos bons tempos em que era chamado de Azulão. Depois de ficar apenas na 16ª colocação na Série A2 do Paulistão, o clube fez contratações modestas para a Série C, como o lateral Renato Peixe (ex-Fortaleza e Guaratinguetá), o volante Ramalho (ex-São Paulo) e o atacante Giancarlo, artilheiro do Campeonato Cearense de 2013 pelo Ferroviário.

Tupi – estádio: Mário Helênio (32.000)

O time de Juiz de Fora retornou à Série C, após uma verdadeira epopeia devido ao jogo contra o Aparecidense-GO, em que o massagista do time goiano evitou um gol no último minuto. O caso foi parar no STJD e o clube mineiro ganhou a causa, conseguindo o acesso. Entretanto, a missão será complicada, uma vez que a equipe mostrou fragilidade no último estadual e sua principal arma ainda é o veterano Ademílson (ex-Botafogo e Fluminense), que é ídolo da torcida.

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O Santa Cruz foi o campeão da Série C de 2013, ao vencer o Sampaio Corrêa na final FOTO: Divulgação/Coralnet

Fórmula de disputa

A fórmula de disputa da Série C permanece a mesma das duas últimas edições da competição. Os 20 participantes são dividido em dois grupos de 10. Os quatro melhores de cada chave se classificam para o mata-mata, onde vão enfrentar equipes do outro grupo, em cruzamento olímpico (1º de A x 4º de B, por exemplo).

Os vencedores da fase eliminatória se garante na Série B de 2015 e seguem para as semifinais para decidir o título da competição.

Atrações

Nomes conhecidos do futebol brasileiro como o meia Marcelinho Paraíba, do Fortaleza, o atacante Warley, do Botafogo-PB, dentre outros vão ser atrações na Série C 2015.

Primeira rodada

Grupo A

26/04 – Paysandu x Águia de Marabá
26/04 – Botafogo-PB x Treze
27/04 – Cuiabá x Crac-GO
28/04 – Salgueiro x Fortaleza
04/06 – ASA x CRB

Grupo B

26/04 – Madureira x Duque de Caxias
26/04 – Caxias x Juventude
27/04 – Mogi Mirim x Guaratinguetá
27/04 – Tupi x Macaé
27/04 – São Caetano x Guarani

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Série C reúne cinco times que passaram pela Série A neste século

Com clubes tradicionais como Fortaleza, Guarani, Paysandu, Juventude e São Caetano, a Série C começa neste final de semana. E o nível será um dos maiores da competição

Por Caio Costa em Futebol

25 de abril de 2014 às 17:00

Há 5 anos
Vice-campeão cearense, o Fortaleza é um dos favoritos na Série C (FOTO: Nodge Nogueira)

Vice-campeão cearense, o Fortaleza é um dos favoritos na Série C (FOTO: Nodge Nogueira)

 

A Série C do Campeonato Brasileiro começa neste sábado (26), com o duelo fluminense entre Madureira e Duque de Caxias, no estádio Aniceto Moscoso. A edição de 2014 terá clubes tradicionais como Fortaleza, Paysandu, Guarani e Juventude, que recentemente eram forças da Série B. Por isso promete ser uma das mais disputadas da história.

História que começou em 1981, mas em uma competição que sequer previa acesso. Apenas a partir 1994, a Terceirona, que já teve diversas fórmulas de disputa, passou a ser organizada anualmente.

Confira abaixo os participantes da Série C 2014

Série-C---grupo-B

Águia de Marabá – estádio: Zinho de Oliveira (capacidade: 4.500)

Depois de um estadual decepcionante, onde sequer conseguiu se classificar para a segunda fase, o time paraense quer fazer bonito em sua sexta participação na Série C. Para isso, o clube trouxe o técnico uruguaio Dario Pereyra (ex-São Paulo e Atlético-MG) e contratou mais de 20 jogadores. Antes da estreia, a diretoria promete a chegada de um nome de peso. Danilo Galvão e Aleílson também podem aparecer em Marabá.

ASA – estádio: Coaracy da Mata (capacidade: 15.000)

Depois de quatro participações seguidas na Série B, o ASA está de volta à 3ª divisão. A equipe de Arapiraca teve um bom rendimento no estadual, mas acabou eliminada na semifinal, pelo CRB. Para a Série C, o clube já anunciou nomes conhecidos, como o volante Lucas (ex-Fortaleza e CSA) e ainda tenta a contratação do atacante Diego Clementino (ex-Grêmio).

Botafogo-PB – estádio Almeidão (capacidade: 25.000)

Campeão da Série D do ano passado, o Botafogo ainda busca o título do Campeonato Paraibano. O Belo confia em jogadores experientes como os atacantes Warley (ex-São Paulo e Grêmio) e  Frontini (ex-Santos e Ponte Preta) para fazer boa campanha. O meia Lenílson (ex-São Paulo) também segue no Alvinegro.

CRB – estádio: Rei Pelé (capacidade: 25.000)

Finalista do Campeonato Alagoano, o CRB chega à Série C embalado por ter vencido o São Paulo pela Copa do Brasil. A equipe regatiana comandada por Eduardo Sousa ainda aposta nos gols do veterano Denílson para conseguir bons resultados. O atacante Tozin, que subiu com o Luverdense no ano passado, também é uma das esperanças.

Crac – estádio: Gervino Evangelista (capacidade: 12.000)

Rebaixado para Série D no ano passado, o Crac foi confirmado pela CBF na vaga do Betim, excluído da competição pelo STJD. Entretanto, a equipe surge como uma das favoritas ao descenso, uma vez que fez péssima campanha no Campeonato Goiano. As contratações seguem modestas, com apenas jogadores da região central, como o atacante Araújo (ex-Goianésia). O nome mais conhecido do elenco é o volante Coquinho, campeão cearense em 2010 pelo Fortaleza.

Cuiabá – estádio: Arena Pantanal (capacidade: 45.000)

A equipe mato-grossense chega embalado após bater o Luverdense e se sagrar campeã estadual. Para completar o otimismo, o técnico Luciano Dias recebeu bons reforços como o goleiro Gatti (ex-Cruzeiro) e o meia Everton Cezar (ex-CRB). O experiente lateral direito Eder Sciola (ex-São Paulo) é titular absoluto. O Cuiabá pode sofrer no início da competição, uma vez que terá de mandar seus jogos em Lucas do Rio Verde, enquanto a Arena Pantanal não é liberada.

Fortaleza: estádios: PV (capacidade: 22.000) e Castelão (capacidade: 67.000)

Depois da decepção em 2013, quando foi eliminado diante de mais de 65 mil tricolores, em casa, contra o Sampaio Corrêa, o Fortaleza vem forte para a Série C. Comandado por Marcelo Chamusca, o Leão fez bela campanha no estadual, sofrendo apenas duas derrotas na campanha do vice-campeonato. Agora, a diretoria tanta manter destaques como o veterano Marcelinho Paraíba e o lateral Tiago Cametá para finalmente deixar a terceirona. O volante Corrêa, contratado durante o cearense, é o termômetro do time.

Salgueiro – estádio: Cornélio de Barros (capacidade: 10.030)

O Carcará do Sertão quer voltar à Série B e, para isso, manteve a base que foi terceira colocada no último Campeonato Pernambucano. O experiente goleiro Mondragon (ex-Horizonte) e o veterano atacante Fabrício Ceará (ex-Santa Cruz) seguem na equipe, que também aposta no caldeirão do estádio Cornélio de Barros para fazer bonito na terceirona.

Treze – estádio: Presidente Vargas (capacidade: 12.000)

Depois de ficar no quase em 2013, ao ser eliminado no mata-mata pelo Vila Nova-GO, o Treze vai para sua terceira participação seguida na Série C. Este ano, após um Nordestão decepcionante, o Galo da Borborema ainda tenta se classificar para a fase final do estadual. O atacante Fabinho Cambalhota, contratado junto ao Potiguar, e o experiente Jaílson (ex-Fortaleza e Santa Cruz) são as principais armas da equipe, que também conta com o meia Douglas Packer (ex-Paraná).

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Série-C---grupo-B4

Caxias – estádio: Centenário (capacidade: 30.822)

Semifinalista do último Gauchão, o Caxias tem duas missões na Série C: brigar pelo acesso e superar o rival Juventude, que retornou á Série C. Para a terceirona, a base foi mantida, como o atacante Júlio Madureira (ex-Fortaleza) e o meia Rafael Carioca. O volante Baiano, indicado como um dos melhores de sua posição no estadual, também segue na equipe comandada por Beto Campos.

Duque de Caxias – estádio: Marrentão (capacidade: 7.000)

Lanterna e rebaixado no último Campeonato Carioca, o Duque de Caxias mudou tudo para a disputa da Série C, inclusive administrativamente, uma vez que uma empresa luso-brasileira passou a comandar o futebol do clube. De cara, os novos parceiros trouxeram o técnico Eduardo Allax (ex-goleiro de Atlético-MG e Grêmio) para ser o treinador de um elenco totalmente reformulado após o fiasco no estadual.

Guarani – estádio: Brinco de Ouro da Princesa (capacidade: 29.130)

Campeão Brasileiro de 1978, o Guarani luta por dias melhores. Vivendo grande crise financeira, o Bugre fracassou na Série A2 do Paulistão e vai para a Série c cercado por dúvidas. A diretoria campineira contratou vários jogadores do Capivariano, clube que acendeu à primeira divisão paulista, para reforçar o elenco, que ainda tem no veterano Fumagalli (ex-Corinthians e Fortaleza) e no atacante Fabinho (ex-Cruzeiro) os seus principais nomes.

Guaratinguetá – estádio: Ninho das Garças (capacidade: 16.095)

Sem time para mandar a campo, o Guaratinguetá fez uma parceira inusitada com o Grêmio Osasco Audax, uma das surpresas do último Paulistão. Todos os jogadores do clube-empresa, além do técnico Fernando Diniz, vão defender a Garça na Série C. Os poucos destaques do time que foi mal na Série A do Paulista devem ser mantidos para a disputa da terceirona.

Juventude – estádio: Alfredo Jaconi (capacidade: 24.000)

Campeão da Copa do Brasil de 1999 e figura carimbada na Série A entre 1995 e 2006, o Juventude conquistou a Série D do ano passado e quer fazer bonito na terceirona. Apesar de ter perdido o artilheiro Zulu para o Icasa, o Alviverde conta com os volantes Itaqui (ex-Grêmio) e Jardel (ex-Ceará), o meia Mika e o atacante Macena (ex-Ceará e Guarani) para conseguir o acesso. Os jogos na neblina da Serra Gaúcha costumam ser complicados para os rivais.

Macaé – estádio: Moacyrzão (capacidade: 16.000)

Depois de quase subir no passado e de ter ficado em sétimo lugar no último Campeonato Carioca, o Macaé quer pelo menos se manter na Série C para 2015. A diretoria do Alvianil Praiano contratou alguns jogadores conhecidos do futebol fluminense, como o goleiro Milton Raphael (ex-Botafogo). O atacante do Icasa Sérgio Júnior ainda faz parte dos planos.

Madureira – estádio: Conselheiro Galvão (capacidade: 5.000)

Comemorando 100 anos em 2014, o Tricolor Suburbano tem como objetivo se manter na Série C. Presidido pelo folclórico Elias Duba, fez contratações modestas para a competição, como o meia Fernandinho, emprestado pelo Flamengo, e o armador argentino Leandro Chaparro, que teve passagem discreta pelo Vasco.

Mogi Mirim – estádio: Romildo Vitor Gomes Ferreira (capacidade: 30.000)

Depois do presidente Rivaldo, ex-craque da seleção brasileira, dar declarações de que o Sapão poderia desistir da Série C, o Mogi Mirim tem pretensões modestas na competição nacional. O lateral-direito Edson Ratinho (ex-São Paulo) foi emprestado para o Joinville, assim como o meia Elanardo retornou ao Icasa. O veterano Fernando Baiano, esperança de gols, não deve atuar na estreia contra o Guaratinguetá.

São Caetano – estádio Anacleto Campanella (capacidade: 14.400)

Vice-campeão da Taça Libertadores há exatos 12 anos, o São Caetano está longe de lembrar dos bons tempos em que era chamado de Azulão. Depois de ficar apenas na 16ª colocação na Série A2 do Paulistão, o clube fez contratações modestas para a Série C, como o lateral Renato Peixe (ex-Fortaleza e Guaratinguetá), o volante Ramalho (ex-São Paulo) e o atacante Giancarlo, artilheiro do Campeonato Cearense de 2013 pelo Ferroviário.

Tupi – estádio: Mário Helênio (32.000)

O time de Juiz de Fora retornou à Série C, após uma verdadeira epopeia devido ao jogo contra o Aparecidense-GO, em que o massagista do time goiano evitou um gol no último minuto. O caso foi parar no STJD e o clube mineiro ganhou a causa, conseguindo o acesso. Entretanto, a missão será complicada, uma vez que a equipe mostrou fragilidade no último estadual e sua principal arma ainda é o veterano Ademílson (ex-Botafogo e Fluminense), que é ídolo da torcida.

santa

O Santa Cruz foi o campeão da Série C de 2013, ao vencer o Sampaio Corrêa na final FOTO: Divulgação/Coralnet

Fórmula de disputa

A fórmula de disputa da Série C permanece a mesma das duas últimas edições da competição. Os 20 participantes são dividido em dois grupos de 10. Os quatro melhores de cada chave se classificam para o mata-mata, onde vão enfrentar equipes do outro grupo, em cruzamento olímpico (1º de A x 4º de B, por exemplo).

Os vencedores da fase eliminatória se garante na Série B de 2015 e seguem para as semifinais para decidir o título da competição.

Atrações

Nomes conhecidos do futebol brasileiro como o meia Marcelinho Paraíba, do Fortaleza, o atacante Warley, do Botafogo-PB, dentre outros vão ser atrações na Série C 2015.

Primeira rodada

Grupo A

26/04 – Paysandu x Águia de Marabá
26/04 – Botafogo-PB x Treze
27/04 – Cuiabá x Crac-GO
28/04 – Salgueiro x Fortaleza
04/06 – ASA x CRB

Grupo B

26/04 – Madureira x Duque de Caxias
26/04 – Caxias x Juventude
27/04 – Mogi Mirim x Guaratinguetá
27/04 – Tupi x Macaé
27/04 – São Caetano x Guarani