Ceará

Seu Antônio: Amor pelo Ceará enquanto a saúde permitir

Viralizou na última quarta-feira (25) a foto do torcedor com um cilindro de oxigênio assistindo a partida entre Ceará e Cruzeiro, na Arena Castelão

Seu Antônio foi assistir ao duelo entre Ceará e Cruzeiro (FOTO: Reprodução/Instagram)
Seu Antônio foi assistir ao duelo entre Ceará e Cruzeiro (FOTO: Reprodução/Instagram)

Torcer, gritar e se emocionar. O Futebol mexe com as emoções de quem o acompanha, mas os sentimentos vão além das quatro linhas. Quem nunca ouviu alguém falar que “é só um monte de homem correndo atrás de uma bola”?  Para quem é apaixonado, o esporte vai além disso. A frase pode até ter se tornado um clichê, mas a verdade é que não é apenas futebol.

Viralizou na última quarta-feira (25) a foto de um torcedor com um cilindro de oxigênio assistindo a partida entre Ceará e Cruzeiro, na Arena Castelão. O resultado não foi o que a torcida do Vovô esperava, mas o momento foi muito importante para a vida de uma pessoa: Seu Antônio.

Diagnosticado com DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), Seu Antônio, que é apaixonado pelo Ceará desde criança,  é o homem que aparece na imagem. Afastado dos estádios por conta da doença. resolveu retornar às praças esportivas motivado pelo seu neto, Jonas. Os dois apaixonados pelo Alvinegro de Porangabussu recebem a companhia de Ronaldo, pai do garoto e filho de Toinho.

Seu Antônio com seu neto Jonas e o filho Ronaldo.
Seu Antônio com seu neto Jonas e o filho Ronaldo.

“Acompanho o Ceará desde 1966. Sou torcedor fiel. E agora, aproveitando a chegada do meu neto, estou voltando a lembrança dos anos passados. Eu adoro o Ceará. Quero aproveitar o máximo que puder, enquanto minha saúde permitir eu chegar lá”, disse Seu Antônio ao Futebolês.

Morador do Conjunto Ceará, Seu Antônio tem 77 anos e contraiu Enfisema Pulmonar por conta do cigarro. Hoje, para sair de casa,  precisa andar com o balão de oxigênio. As idas para as partidas do Vozão foram liberadas pela sua doutora, mas só quando não entra em crise. Ele acompanhou os dois últimos jogos do time no Castelão: Botafogo e Cruzeiro. “Sabia que ia ter uma dificuldade tremenda, mas não deixo de acreditar no time”, ressalta.

As dificuldades

Toinho relata que a maior dificuldade que enfrenta para assistir aos jogos no Castelão é o acesso às arquibancadas. “Tem que ajeitar os elevadores. Estou subindo na marra, chegando cansado lá em cima. Precisa meu filho acompanhando e segurando meu cilindro de oxigênio”.

Maior alegria

Foi no dia 3 de abril de 1972, em um domingo, no Estádio Presidente Vargas, que Seu Antônio teve sua maior alegria como torcedor alvinegro. O Ceará batia o Santos de Pelé por 2 a 1, com gols de Samuel e Da Costa. “Todos os jogos contra o Santos, eu era o primeiro a chegar. Eu não perdia nenhuma jogo do Ceará. Fui perder agora, depois da idade avançada. Agora tem que voltar as atividades para acompanhar meu neto e vê as vitórias do Ceará”, lembra.

O atual momento

Como bom torcedor, ele acredita no time, mesmo com o momento ruim. “O time é bom. Está faltando só a pontaria dos nossos jogadores. Mas não podemos desacreditar no time”.

Não é só futebol. E nunca será. Para muitos, parece ser uma perda de tempo, mas não é. Uma partida de futebol envolve sonhos, histórias e emoções. É um sentimento que, só quem sente, pode descrever. O futebol vive.

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