Família do prefeito de Granjeiro acredita que disputa política pode ter relação com o assassinato

INVESTIGAÇÃO

Família do prefeito de Granjeiro acredita que disputa política pode ter relação com o assassinato

João Gregório Neto, 54 anos, foi morto a tiros na última terça-feira (24), próximo ao açude do Junco, enquanto fazia caminhada

Por Tribuna Bandnews FM em Ceará

26 de dezembro de 2019 às 16:34

Há 3 meses
A família de João Gregório acredita que disputa política pode ter relação com a morte do prefeito (FOTO: Reprodução/ Facebook)

A família de João Gregório acredita que disputa política pode ter relação com a morte do prefeito (FOTO: Reprodução/ Facebook)

Familiares do prefeito João Gregório Neto (PL), morto a tiros na última terça-feira (24), véspera de Natal, apontam que o acirramento político no município de Granjeiro, no Sul do Estado, pode ter ligação com o assassinato. Segundo o primo do prefeito, o vereador de Várzea Alegre Antônio Gregório, a principal linha de investigação da polícia é de que o crime teve motivação política.

“O que a gente sabe é que existe esse acirramento muito grande no município e que essa pode ser a linha de investigação mais próxima do que, realmente, pode ter acontecido. Mas não se pode descartar nenhuma outra possibilidade”, declarou.

João Gregório foi alvo de uma ação da Polícia Federal há um ano, quando era suspeito de movimentar R$ 26 milhões na conta de um parente beneficiário de aposentadoria rural. Segundo a operação, ele teria praticado crimes de fraudes em licitações para construção de escolas.

A prefeitura de Granjeiro será assumida pelo atual vice-prefeito Ticiano Tomé (PSDB). Ele e João Gregório Neto eram rompidos politicamente, diz Antônio Gregório. “Nos últimos anos houve um rompimento entre o prefeito e o vice-prefeito, que passou a fazer todo tipo de denúncia e perseguição para que o prefeito pudesse ser cassado e o filho dele assumir a Prefeitura”, relatou.

Antônio conta também que a família já havia alertado o político quanto à segurança dele, por receio de algum tipo de atentado.

Apesar dos conflitos políticos, o segurança Diassis Matos, que trabalhava há três anos com João Gregório Neto, diz que o político não tinha inimizades. Ele não quis dar mais detalhes sobre o caso. “Ele tinha a melhor relação possível com todo mundo. Aqui ninguém tinha nada o que falar dele não”, comentou.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou, em nota, mais uma vez que o caso segue em investigação e não deu mais detalhes. Os trabalhos são feitos pelo Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte.

Nesta quinta-feira (26), o blog da colunista do Correio Braziliense, Denise Rothenburg, informou que a Polícia Federal trabalha com a tese de queima de arquivo. O mesmo blog informa que policiais e integrantes do Ministério Público pretendem, agora, usar o caso do prefeito cearense no nível nacional.

A intenção é reforçar a tese de que é preferível conseguir uma delação capaz de desvendar todo o esquema, especialmente seus principais mandantes, do que deixar alvos de investigação soltos, sob risco de vida. O Ministério Público do Ceará vai aguardar a conclusão do inquérito policial para analisar se irá tomar alguma providência.

Confira as entrevistas de Ítallo Alcântara, da Tribuna BandNews FM:

 

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Família do prefeito de Granjeiro acredita que disputa política pode ter relação com o assassinato

João Gregório Neto, 54 anos, foi morto a tiros na última terça-feira (24), próximo ao açude do Junco, enquanto fazia caminhada

Por Tribuna Bandnews FM em Ceará

26 de dezembro de 2019 às 16:34

Há 3 meses
A família de João Gregório acredita que disputa política pode ter relação com a morte do prefeito (FOTO: Reprodução/ Facebook)

A família de João Gregório acredita que disputa política pode ter relação com a morte do prefeito (FOTO: Reprodução/ Facebook)

Familiares do prefeito João Gregório Neto (PL), morto a tiros na última terça-feira (24), véspera de Natal, apontam que o acirramento político no município de Granjeiro, no Sul do Estado, pode ter ligação com o assassinato. Segundo o primo do prefeito, o vereador de Várzea Alegre Antônio Gregório, a principal linha de investigação da polícia é de que o crime teve motivação política.

“O que a gente sabe é que existe esse acirramento muito grande no município e que essa pode ser a linha de investigação mais próxima do que, realmente, pode ter acontecido. Mas não se pode descartar nenhuma outra possibilidade”, declarou.

João Gregório foi alvo de uma ação da Polícia Federal há um ano, quando era suspeito de movimentar R$ 26 milhões na conta de um parente beneficiário de aposentadoria rural. Segundo a operação, ele teria praticado crimes de fraudes em licitações para construção de escolas.

A prefeitura de Granjeiro será assumida pelo atual vice-prefeito Ticiano Tomé (PSDB). Ele e João Gregório Neto eram rompidos politicamente, diz Antônio Gregório. “Nos últimos anos houve um rompimento entre o prefeito e o vice-prefeito, que passou a fazer todo tipo de denúncia e perseguição para que o prefeito pudesse ser cassado e o filho dele assumir a Prefeitura”, relatou.

Antônio conta também que a família já havia alertado o político quanto à segurança dele, por receio de algum tipo de atentado.

Apesar dos conflitos políticos, o segurança Diassis Matos, que trabalhava há três anos com João Gregório Neto, diz que o político não tinha inimizades. Ele não quis dar mais detalhes sobre o caso. “Ele tinha a melhor relação possível com todo mundo. Aqui ninguém tinha nada o que falar dele não”, comentou.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou, em nota, mais uma vez que o caso segue em investigação e não deu mais detalhes. Os trabalhos são feitos pelo Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte.

Nesta quinta-feira (26), o blog da colunista do Correio Braziliense, Denise Rothenburg, informou que a Polícia Federal trabalha com a tese de queima de arquivo. O mesmo blog informa que policiais e integrantes do Ministério Público pretendem, agora, usar o caso do prefeito cearense no nível nacional.

A intenção é reforçar a tese de que é preferível conseguir uma delação capaz de desvendar todo o esquema, especialmente seus principais mandantes, do que deixar alvos de investigação soltos, sob risco de vida. O Ministério Público do Ceará vai aguardar a conclusão do inquérito policial para analisar se irá tomar alguma providência.

Confira as entrevistas de Ítallo Alcântara, da Tribuna BandNews FM: