Sanfoneira de 10 anos canta "Asa Branca" em açude e chama atenção para a seca

ESTIAGEM

Sanfoneira de 10 anos canta “Asa Branca” em açude e chama atenção para a seca

“Eu não achei legal, porque o açude não tinha água”, lamenta a pequena sanfoneira sobre a situação do Açude do Cedro, no Ceará

Por Deborah Tavares em Ceará

17 de janeiro de 2017 às 18:18

Há 3 anos

O intuito do vídeo foi denunciar a situação de seca. (FOTO: Chico Javali)

O vídeo de uma menina de 10 anos cantando a música “Asa Branca”, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, no Açude do Cedro, em Quixadá, viralizou nas redes sociais.

A pequena Deisielly do Acordeon usou o seu talento de sanfoneira e o cenário de extrema seca para chamar atenção para falta de água no sertão.

Deisielly, filha de agricultores do município cearense de Ocara, foi convidada para participar do XXI Encontro dos Profetas das Chuvas, em Quixadá, no último sábado (14). Após o show, a garota gravou o vídeo dentro do açude praticamente seco.

A ideia foi do professor e responsável pela artista João Paulo Maciel, que contou com a ajuda do amigo jornalista Chico Javali para fazer as imagens. “A música retrata muito sobre a seca e tinha tudo a ver. O intuito era denunciar a crise hídrica. A situação está bem triste”, lamenta o professor.

“Eu não achei legal, porque o açude não tinha água”, disse a pequena sanfoneira sobre a situação do Açude do Cedro. Para Deisielly, a música é uma forma de realização. “Cantar ajuda a pessoa a ir para frente. Gosto muito de cantar e tocar sanfona, ainda mais a música Asa Branca”, disse.

Veja o vídeo :

 

Sonho de ser sanfoneira
Aos 6 anos de idade, Deisielly começou a tocar a sanfona do pai, que sonhava em ter uma banda. Sem dinheiro para comprar um instrumento que fosse apropriado para o tamanho da pequena, amigos e familiares realizaram diversos eventos na cidade para arrecadar dinheiro. Hoje, Deisielly toca em eventos pelo Ceará e seu maior sonho é conhecer o ídolo, o sanfoneiro Waldonys.

Hoje, os familiares tentam conseguir patrocínio para que a pequena cantora volte a estudar em um curso especializado de música na cidade de Guaiúba.

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ESTIAGEM

Sanfoneira de 10 anos canta “Asa Branca” em açude e chama atenção para a seca

“Eu não achei legal, porque o açude não tinha água”, lamenta a pequena sanfoneira sobre a situação do Açude do Cedro, no Ceará

Por Deborah Tavares em Ceará

17 de janeiro de 2017 às 18:18

Há 3 anos

O intuito do vídeo foi denunciar a situação de seca. (FOTO: Chico Javali)

O vídeo de uma menina de 10 anos cantando a música “Asa Branca”, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, no Açude do Cedro, em Quixadá, viralizou nas redes sociais.

A pequena Deisielly do Acordeon usou o seu talento de sanfoneira e o cenário de extrema seca para chamar atenção para falta de água no sertão.

Deisielly, filha de agricultores do município cearense de Ocara, foi convidada para participar do XXI Encontro dos Profetas das Chuvas, em Quixadá, no último sábado (14). Após o show, a garota gravou o vídeo dentro do açude praticamente seco.

A ideia foi do professor e responsável pela artista João Paulo Maciel, que contou com a ajuda do amigo jornalista Chico Javali para fazer as imagens. “A música retrata muito sobre a seca e tinha tudo a ver. O intuito era denunciar a crise hídrica. A situação está bem triste”, lamenta o professor.

“Eu não achei legal, porque o açude não tinha água”, disse a pequena sanfoneira sobre a situação do Açude do Cedro. Para Deisielly, a música é uma forma de realização. “Cantar ajuda a pessoa a ir para frente. Gosto muito de cantar e tocar sanfona, ainda mais a música Asa Branca”, disse.

Veja o vídeo :

 

Sonho de ser sanfoneira
Aos 6 anos de idade, Deisielly começou a tocar a sanfona do pai, que sonhava em ter uma banda. Sem dinheiro para comprar um instrumento que fosse apropriado para o tamanho da pequena, amigos e familiares realizaram diversos eventos na cidade para arrecadar dinheiro. Hoje, Deisielly toca em eventos pelo Ceará e seu maior sonho é conhecer o ídolo, o sanfoneiro Waldonys.

Hoje, os familiares tentam conseguir patrocínio para que a pequena cantora volte a estudar em um curso especializado de música na cidade de Guaiúba.